[Resenha] Os Pássaros | Frank Baker

Por @meire_md

A Dark Side publicou uma edição belíssima de “Os Pássaros” (1936) de Frank Baker em comemoração aos 80 anos da obra.

Como boa parte dos seres humanos, eu acreditava de pés juntos que a película “Os Pássaros” (1963) de Hitchcock havia sido inspirada neste livro, então não pensei duas vezes antes de comprá-lo.

Na realidade o filme foi inspirado no conto “Os Pássaros” (1952), de Daphne du Maurier. Segundo as más línguas, Daphne, que conhecia a obra de Frank Baker, teria se utilizado da ideia central dele para escrever o conto sem dar-lhe qualquer crédito.

Dada a similaridade do mote, rolou um ranço entre as partes. Embora Frank não tenha recebido qualquer indenização, mas as vendas do livro – que na primeira edição foram um fiasco – findaram alavancadas justamente depois da estreia do filme.

É possível que enquanto você não se der conta de que este livro é escrito no formato de memórias e portanto é cheio de coisas que são irrelevantes para o enredo central mas são muito significativas para o narrador, você vai achar a escrita lenta e até enfadonha.

Este não é um livro exatamente sobre o apocalipse dos pássaros e sim um diário de um octogenário à beira da morte e que, embora tenha testemunhado aqueles dias sombrios e isso seja a maior curiosidade da filha que o questionava, tinha muita coisa a lembrar e várias críticas a tecer acerca da Londres dos anos 30.

Em alguns pontos o narrador é implacável e em outros chega ser cômico. Recomendo fortemente.

📙 Os Pássaros (Português) Capa dura ou Kindle 

📙 Rebecca: A mulher inesquecível Capa comum ou Kindle 

 

 

 

 

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[Notas] Hellraiser | Clive Barker (1986)

Por @meire_md



“Então, ele foi descosturado”


Não recomendo Hellraiser para menores de idade; acho que posso classificá-lo como do gênero horror sadomasoquista extremo, é mais ou menos isso.

O filme, que obviamente nunca vou ver porque morro de medo de presenciar imagens e sons do tipo, é considerado como um dos mais pavorosos do Cinema. Será?

Recomendo o livro para todos que gostam de literatura de horror.

[Resenha] Silver Hair, a Handbook | Lorraine Massey & Michele Bender

Por @meire_md

Minha edição de Silver Hair : a handbook’, de Lorraine Massey e Michele Bender é da Workman Publishing/ Nova York para Kindle.

É um livro de leitura bem rápida e interessante principalmente para quem se sente escravizada pela tintura e gostaria de assumir os fios brancos (mas ainda não tem coragem de enfrentar o julgamento dos outros).

O livro fala sobre as dificuldades sociais da transição, da sensação de que o branco dos outros é bonito mas o seu não e de como lidar com as demandas do fio, que é mais seco, mais armado e mais propenso a ‘oxidar’.

As autoras até poderiam ter desenvolvido mais a parte histórica, pois no mundo antigo e na Idade Média haviam métodos bem interessantes para extração de pigmentos naturais e confecção de tinturas, porém acredito que a ideia foi fazer um livro simples mesmo, tipo conversa entre amigas.

Sem fixar marcadores temporais, menciona algumas curiosidades como a de mulheres que usavam urina e fezes de pássaros para camuflar os fios brancos e das prostitutas da Roma Antiga, que usavam uma tintura feita com flores alaranjadas para deixar os cabelos em um tom amarelo típico.

Para lidar com a demarcação – que é aquela faixa deselegante onde o branco se choca com o resquício de tinta e que aparece mais em quem tem cabelos lisos – colocam que se pode usar sprays e outras maquiagens capilares ou em alguns casos, fazer luzes e reflexos por alguns meses.

Nos cuidados com os fios as autoras ressaltam a necessidade de aparar as pontas regularmente, de umectação com óleos, hidratação e lavagem com água fria, sugerindo o uso de shampoos com pH baixo e detergência suave, o que faz sentido biológico porque certos detergentes possivelmente fragilizam os fios.

O livro desliza ao reforçar mitos cientificamente injustificados sobre ingredientes que prejudicariam pulmões, glândulas endócrinas e até o cérebro, porém é preciso citar que não é um manual técnico.

#saladalivros

[Notas] Twin Peaks Arquivos e Memórias | Brad Dukes

Por @meire_md


Livro direcionado para os fãs da série Twin Peaks (1990) criada por David Lynch e Mark Frost.

O histórico da série é contado pelo olhar das pessoas diretamente envolvidas.

Brad Dukes concebeu esse livro ainda criança, quando encontrou a mãe mesmerizada assistindo à série na sala de sua casa.

Ele enriqueceu o livro com casos pitorescos protagonizados por gente famosa (como o da Rainha Elizabeth e de George Bush) e com soluções esquisitas que surgiram depois de eventos estranhos, ehehe.

O processo criativo de David e Mark foi colhido sob o olhar de várias pessoas diretamente envolvidas com a produção, descrevendo detalhadamente como ocorreu a primeira temporada e a pressão sofrida na segunda temporada, para que o caso Laura Palmer fosse solucionado, o que acabou por fazer as coisas desandarem.

A série é melodramática, algo hilariante e um tanto assustadora, foi produzida sem vários dos denominadores comuns à época e muito à frente do seu tempo, mas mesmo assim conquistou o público desde o início.

Embora a segunda temporada tenha dado uma patinada, a série foi fechada de um modo inesperado e virou cult.

Se você é fã da série vai gostar muito desse livro.


📙 Twin Peaks: Arquivos e Memórias: Agora podemos voltar ao lugar onde tudo começou (Português) Capa dura – Edição especial.

📙 O Diário Secreto de Laura Palmer (Português) Capa comum

 

 

 

 

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[Notinha] Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, de Nísia Floresta Brasileira Augusta

Por @meire_md


Nisia Floresta foi uma das precursoras do movimento brasileiro de emancipação feminina.

Ela nasceu em uma família de senhorinhas prendadas e letradas na zona rural de uma cidade diminuta do interior do Rio Grande do Norte e com apenas 22 anos escandalizou a todos ao traduzir livremente o trabalho de Maria Wollstonecraft.

A primeira edição é de 1832 e ela dedicou o livro a várias mulheres e ao seu companheiro Eduardo.

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