De pés descalços e subindo pelas escadas

Por @meire_md

“Quando a Idade do Gelo chegou ao fim, todos os nossos parentes próximos estavam extintos, deixando os seres humanos modernos como a única espécie sobrevivente da linhagem humana“ (A História do Corpo Humano, de Daniel E. Lieberman)

Meu marido adora andar descalço, coisa que ele faz em locais públicos e privados sem a menor cerimônia.

Você se imagina andando descalço a maior parte do tempo?

Além de esperar que a pele fique mais queratinizada e mais resistente ao atrito e calor, para voltar às origens e andar descalço por aí você precisará ter a autoestima em dias e cultivar uma boa dose de tô-pouco-me-lixando, porque os olhares inquisitores surgem de todos os lados.

Possivelmente isso ocorre porque pés descalços simbolizam a pobreza extrema. Ninguém espera que uma pessoa circule descalça em um shopping não praiano ou na festa da firma.

Por mais esquisito que isso pareça, trata-se do resgate de um hábito ancestral defendido por Daniel Lieberman, professor do Departamento de Biologia Evolutiva Humana da Universidade de Harvard e autor de ‘A História do Corpo Humano‘, um dos meus livros favoritos da vida.

A História do Corpo Humano

O livro tem 495 páginas e a leitura é muito fluida, porém as abordagens podem parecer confusas e até pouco factíveis para quem não foi corretamente exposto à Teoria da Evolução. 

Se você pretende aproveitar melhor ‘A História do Corpo Humano‘, talvez seja interessante ler ‘O Gene Egoísta’ (Richard Dawkins) antes. 

A despeito de ser um livro antigo, ‘O Gene Egoísta‘ permanece como uma forte referência da área. Outro livro que pode ser bastante útil para formar um entendimento sobre a Teoria da Evolução é o ‘Darwin Sem Frescura‘, dos brasileiros Pirula e Reinaldo José Lopes.

Bem organizado e didático


A Parte I de A História do Corpo Humano descreve de modo detalhado as pressões ambientais que impulsionaram o início do bipedalismo e as que  garantiram o desenvolvimento do nosso cérebro e corpo até sermos capazes de colonizar/dominar o mundo combinando inteligência e força.

Essa longa e rica parte é uma compilação da experiência de 20 anos do autor como professor universitário.

Fiquei bem satisfeita por ter tido a oportunidade de atualizar, reorganizar, confirmar e principalmente complementar meu conhecimento sobre Evolução Humana.

Não conheço a voz do autor, mas tive impressão de ouvi-la. Não sei vocês, mas me sinto muito grata e privilegiada quando tenho a chance de receber tanto conhecimento quase de graça.

Algumas partes podem parecer repetitivas, mas é assim mesmo que bons professores atuam.

Na Parte II entramos no neolítico, quando a vida do Homo sapiens passa por pressões muito mais súbitas do que as até então impostas.

Revoluções Culturais e Lixo Genético

“As habilidades para rastrear um animal podem estar subjacentes às origens do pensamento científico”

As duas grandes revoluções culturais que ocorreram desde que saímos da Era do Gelo – agricultura e revolução industrial – fizeram com que alguns dos produtos e subprodutos da nossa lenta evolução emergissem imputando prejuízos à saúde do homem moderno.

Os indivíduos que são munidos de variações genéticas aleatórias que eventualmente promovem uma melhor adaptação ao meio tendem a ter maior sucesso reprodutivo e, assim, transmitem mais facilmente a sua carga genética às gerações seguintes.

Não somos uma espécie pronta. O processo evolutivo é constante.

O nosso DNA está empanturrado de lixo genético decorrente das mutações ao acaso e variações que foram úteis para nossa sobrevivência num passado remoto, mas que para o meio em que vivemos hoje não são úteis ou podem até ser deletérias, como a tendência a acumular gordura na região do abdome, por exemplo.

Por outro lado,  muitas de nossas habilidades e até a resistência a  algumas doenças podem ser subprodutos de adaptações anteriores.

À luz da evolução


O autor defende que condições como Hipertensão Arterial Sistêmica, síndrome metabólica, câncer do sistema reprodutivo, lombalgias, fasciíte plantar, obesidade, miopia, pé chato, diabetes tipo II, alergias, doenças por desuso e tantas outras podem ser melhor compreendidas quando estudadas sob a ótica evolucionista.

Faz sentido.

Em um passado distante mantínhamos nossa musculatura trófica às custas de exercícios aeróbicos e de carga – um caçador coletor chegava a andar 16km por dia, muitos dos quais carregando um animal nas costas -, andávamos de pés descalços e só sobrevivíamos a uma infecção caso nosso sistema imunológico respondesse.

Nossa visão evoluiu com atividades ao ar livre e sem a demanda de leitura que temos hoje e mulheres engravidavam muito mais vezes do que engravidam atualmente.

Os hábitos de vida do ser humano mudaram muito em um intervalo bastante curto de tempo (considerando nossa história evolutiva), o que possivelmente gerou um choque adaptativo.

A nocividade da vida contemporânea


Na Parte III o professor explica de forma muito acessível para leigos como a vida atual, caracterizada por alimentação inadequada e sedentarismo, tem nos deixado doentes.

Aqui você pode compreender como nosso corpo armazena e utiliza energia, como a Diabetes tipo II se instala, recebe uma excelente aula sobre a multicausalidade da obesidade e entende como a osteoporose e alguns cânceres se processam.

Os incômodos da comodidade


Daniel Lieberman finaliza a obra apresentando como as comodidades da nossa vida – seja usar um elevador, um sapato macio ou uma cadeira confortável – contribuem para a epidemia de dor crônica que o mundo vem enfrentando.

Por fim, A História do Corpo Humano questiona sobre como tirar as pessoas da inércia física e da alimentação processada e propõe algumas soluções.

Oitenta e cinco páginas do livro são destinadas à bibliografia, notas do autor e a um índice remissivo muito bem detalhado.

É um livro sobre Evolução Humana tão estimulante quanto Sapiens, do Yuval Noah Harari.

Ô dupla, viu.

Recomendo fortemente.

Beijo,

Meire

Cândido (ou mais um post destinado a flopar)

Por @meire_md

“Entende perfeitamente de tragédias e livros; escreveu uma tragédia que foi vaiada e um livro cujo único exemplar a sair das prateleiras de seu livreiro foi aquele que me dedicou.” (comentário de uma personagem parisiense sobre um sábio não reconhecido em sua época)

O filósofo Voltaire (1694-1778) foi defensor, dentre outras bandeiras, da Justiça, da Razão e da Dignidade Humana.

Ele ficou conhecido entre seus pares como detentor de um humor sagaz e, embora não tenha sido ateu, foi um grande crítico das religiões organizadas.

Cândido, ou O Otimismo’ foi escrito em 1759, quando Voltaire já estava com 65 anos de idade.

Trata-se de uma sátira em formato de novela composta por trinta capítulos tragicômicos organizados em ordem cronológica e narrados em terceira pessoa.

O início da saga

A história parte da adolescência de Cândido, um garoto doce e ingênuo que vivia de favor no Castelo de barões alemães e recebia a educação do Professor Pangloss, um filósofo otimista de raciocínio enviesado que defendia que não há efeito sem causa – o nariz, por exemplo, teria sido feito para sustentar os óculos – e de que vivemos no melhor dos mundos possíveis.

Surpreendido beijando a bela Cunegundes, a filha caçula dos barões, Cândido foi expulso da morada aos chutes e juntou-se ao exército búlgaro.

“De fato, se Colombo não a houvesse apanhado numa ilha da América, esta doença que envenena a fonte da geração, que muitas vezes impede até mesmo a geração e que é evidentemente o oposto da grande finalidade da natureza, não teríamos nem o chocolate, nem a cochonilha” (Pangloss, vendo o lado bom da doença que o acometeu, possivelmente a Sífilis)

A experiência de Cândido com toda sorte de desgraças como espancamentos por motivos fúteis, pena de morte e inúmeras perdas materiais e afetivas se repetem ao longo da história, que é entrelaçada com momentos cômicos e desenrola-se em três continentes.

Conhecendo a natureza humana

Sua jornada ao conhecimento da natureza humana começa nos arredores da Alemanha, segue por outros países europeus, passa pelas Américas –  o que  inclui uma interessantíssima e imperdível hospedagem na lendária Eldorado citada por Umberto Eco – e termina na Transilvânia, à época parte do Império Otomano.

Os diversos personagens se encontram e desencontram por uma série de intercorrências desagradáveis, incluindo estupro, estripamento, enforcamento e mortes que não foram de fato mortes.

A história expõe hipocrisias da classe religiosa dominante, os horrores das guerras, a maldade dos homens e sua natureza selvagem, mas também demonstra os atos de bondade que podem surgir em favor de pessoas que estão em  situação de penúria.

Enquanto passava pela América do Sul, o pupilo do otimismo inveterado teve contato com distintos modos de vida e chegou a presenciar o bestialismo e  o canibalismo.

Quem leu percebeu?

Em um certo momento da expedição o livro deixa as mazelas físicas de lado e passa a lecionar os valores mais caros à Voltaire.

Foi aqui que percebi a maturidade da obra.  Captei seis grandes diálogos; caso você tenha sido impactado por outros, quero saber.

O primeiro deles, na minha opinião, ocorre no momento em que Cândido chora e ensaia renunciar ao otimismo quando presencia o relato de um homem preto que discorre sobre a escravidão e de como foi vendido pela própria mãe, que nutria esperança de que servindo aos brancos ele teria uma vida melhor.

Pensar que essa sensível dramatização humanista aconteceu no século XVIII aqueceu meu coração.

Um segundo importante diálogo foi protagonizado pelo velho Martim, o segundo companheiro de viagem do protagonista, e versa sobre a maldade humana.

Em Veneza somos surpreendidos com um diálogo sobre dignidade humana e prostituição, estrelado pela Srta. Paquette, antiga criada de Cunegundes e na ocasião amante de um Padre.

Ilustrando fortemente o quanto Voltaire enxergava as coisas por vários ângulos, o  quarto diálogo que aqui listo como muito relevante refere-se ao sofrimento de homens forçados à vida paroquial. Confesso que eu nunca havia pensado nisso até ler Voltaire.

“Cândido, que tinha sido educado para nunca julgar nada por si próprio, estava muito surpreso com o que ouvia. Martim achava o modo de pensar de Pococurante bastante razoável.”

O quinto grande diálogo me remeteu bastante ao humor britânico de hoje e ocorre também em Veneza, quando o Sr. Pococurante tece críticas a várias obras clássicas e às manifestações de teatro e arte em geral.

Ao final de mais um de tantos golpes financeiros sofridos, Cândido segue para Constantinopla e o grupo original aos poucos vai se reencontrando.

“O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.”

O sexto importante diálogo, em  minha opinião, é protagonizado pelo bom turco, um essencialista rural que faz com que todos quebrem um importante paradigma e mudem significativamente os seus modos de vida.

Recomendo a leitura de ‘Cândido, ou O Otimismo’ .

É um livro pequeno, clássico e com muita substância.

Beijos.

Mulheres Confiantes

Por @meire_md

Afinal, ela estava dirigindo um carro rosa-shocking. Tinha uma van com 38 cachorros. Não seria a tarefa mais difícil do mundo, certo? Um porta-voz do FBI disse a jornalistas, cheio de confiança, que encontrar Margaret seria como encontrar “um elefante num monte de neve” (Mulheres Confiantes, de Tori Telfer)

As mais de trezentas páginas lidas tão rápido quanto as fugas de Margaret Lydia Burton colocaram ‘Mulheres Confiantes’ na minha lista de livros favoritos.

No geral as pessoas não esperam que mulheres ‘trabalhem’ como golpistas porque isso soa como uma aberração da natureza, já que o senso comum trata mulheres como se fossem robôs feitos em série – maternais e sempre empáticos -, quando de fato há um bom contingente de mulheres manipuladoras operando livremente por aí. 

As redes sociais estão cheias de mulheres que odeiam e perseguem não só seus ex-companheiros, como pessoas que mal ou nem conhecem. Quando estamos diante de mulheres sendo agredidas virtualmente, percebemos que boa parte dos agressores é do sexo feminino. 

É dessa laia de gente que não se importa suficientemente com os sentimentos dos outros que saem os golpistas e as golpistas. 

Como escrevi no post ‘Mulheres Assassinas’, desconsiderar a capacidade criminosa do sexo feminino nada mais é, em minha opinião (que isso fique bem claro), mais uma manifestação de machismo.

Mulheres ‘gênios do crime’ e mulheres perversas em geral existem em número percentualmente expressivo em quaisquer classes sociais. 

As visões distorcidas facilitam muito o trabalho das trapaceiras, mas nada é tão útil para elas como a concepção de que uma vida de bonança torna as pessoas honestas e confiáveis e que a pobreza justifica crimes tipicamente perpetrados por mentes antissociais.

Para muitas trapaceiras não é preciso mais do que uma bolsa de grife e um cabelo bem penteado para parecer rica e independente (quem seria olhada com desconfiança usando uma bolsa da Chanel?), roupas sensuais para conseguir arrancar dinheiro fácil de homens ainda mais fáceis, fingir um desmaio ou apresentar um atestado para adiar uma audiência judicial, planejar uma gravidez para fisgar um milionário ou colocar-se como vítima de uma tragédia qualquer para conseguir atenção e dinheiro. 

A lista de golpes que exigem um esforço pequeno para o lucro esperado é imensa. Golpistas sabem exatamente como vampirizar suas vítimas porque são hábeis em ler seus pontos fracos.

Da mesma forma que ocorre com homens, para uma mulher ser golpista ela precisa de um pré-requisito que a maior parte das pessoas não têm: possuir um grau de perversidade maior que o ‘normal’.

No geral os trapaceiros não são fisicamente violentos, mas há exceções e elas não foram esquecidas por Tori Telfer, a aclamada autora de Lady Killers

Mulheres Confiantes

De modo diferente daquele pintado no filme ‘As Golpistas’, no qual mulheres que deliberadamente drogam homens para roubá-los, usam o produto do saque para comprar itens luxuosos e torram centenas de dólares com a mesma facilidade que eles entram em seus bolsos são retratadas com glamour, Tori Telfer expõe as personalidades reais das mulheres golpistas e até onde estão dispostas a ir para espoliar suas vítimas, incluindo assassinar uma mulher idosa e descartar seu corpo em uma lixeira.

O mundo inteiro está repleto de mulheres com histórico de uma infância sofrida, que levam uma vida digna, trabalham oito horas por dia ou mais por um salário diminuto, dividem-se em três para cuidar da casa, dos filhos e de parentes idosos e nem por isso se voltam para o crime.

Claro que há exceções, mas mulheres de boa índole tendem a apurar mais ainda sua empatia quando passam por experiências dolorosas. 

Não consigo rir de histórias que envolvem ladras e acredito que isso ocorre porque sou uma pessoa vinda de família com baixo poder aquisitivo (nossa vida melhorou quando eu já era adulta), atendo pessoas que vivem em condições sociais bastante desfavoráveis desde antes de completar 20 anos e nunca fui seduzida pelo mito nutrido pela classe bem escolarizada de que pobreza é causa de mau-caratismo ou transforma alguém em um matador por motivo fútil. 

Trapaças e outros crimes perpetrados por gente pouco ou nada empática são bem diferentes de um furto de alimento ou outro crime não violento que resulta em subtração de algo de pouco valor em um momento de desespero, mas ainda assim, a maior parte das pessoas em condição de pobreza e que se vê sem fonte de renda e sem o suporte material do Estado estende a mão e pede ajuda antes de pensar em lesar terceiros. 

‘Só ele deu para roubar’ é uma frase saída da boca de mães pobres decepcionadas com o filho que se desgarrou dos ensinamentos recebidos mas que cuidam em demonstrar que os outros filhos não trilharam o mesmo caminho.

Mulheres para todos os lados

O livro foi publicado no Brasil pela editora Harper Collins, que desenvolveu uma belíssima edição em capa dura onde o roxo predomina. 

O texto foi traduzido por Paula di Carvalho e as ilustrações são de Carolina Abreu.

Tori Telfer esquartejou as mulheres nos seguintes grupos: As Glitterati, formado pelas sedentas por glamour e que escolhem vítimas com maior poder aquisitivo; As Videntes, formado pelas golpistas religiosas, cuja crueldade é uma marca registrada, pois as pessoas são espoliadas justamente no momento em que estão mais vulneráveis emocionalmente ou doentes; As Fabulistas, formado pelas que mentem em tantas camadas que findam assumindo outra vida – incluindo as tragediennes, que se apropriam de tragédias de terceiros para angariar fundos em vaquinhas e outras doações – e, por último, mas não menos importantes, As Fugitivas, com destaque para a abusadora e assassina Sante Kimes.

Os retratos de Tori são perfeitos e a leitura de Mulheres Confiantes é intelectualmente estimulante.

Aprender a reconhecer estas pessoas pode nos ajudar a reduzir a chance de ser uma vítima delas.

Obs.

Na página 151 há um pequeno erro de edição e a última frase foi publicada de modo incompleto. 

A Marina Smith fez a delicadeza de consultar sua edição para Kindle e me passou o restinho da frase.

Onde se lê: “Muito melhor ignorar todas as evidências e acreditar que a história foi gentil, que os homens tiveram mise-”, leia-se “Muito melhor ignorar todas as evidências e acreditar que a história foi gentil, que os homens tiveram misericórdia e que as princesas sobreviveram”

Comuniquei o achado à Editora e eles foram muito gentis, verificaram que houve erro em um lote dos livros e reportaram que farão a correção.

 

Beijos,

Meire

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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[Meu Querido Diário] É nóis

Dedicatória: A parte que lhe cabe é toda sua, querida A.P.    

Atenção: Nada neste post se refere a pessoas com transtornos/doenças mentais. As referências/críticas são ligadas a comportamentos e escolhas.

Por @meire_md

Tenho muitos demônios com os quais lidar e desde que me entendo por gente atormentar outras pessoas por causa deles é algo que reprimo ativamente (isso não significa que eu sempre consiga).

Os demônios são meus.

As pessoas costumam dizer que é muito fácil lidar comigo, e talvez isso seja verdade. Ou não.

Não lido bem com pessoas procrastinadoras, tenho um forte senso de respeito por hierarquia, apego ao cumprimento de normas e meus métodos para solucionar um problema sempre colocam a viabilidade e realidade em primeiro plano.

Dentre as características que mais admiro nas pessoas estão a capacidade de se esforçar e a de não transferir a culpa de seus fracassos ou outros problemas para terceiros.

Procuro não reclamar das coisas sem refletir repetidamente. Tento encontrar justificativas para que aquilo tenha ocorrido ou esteja acontecendo porque sei o quanto sou exigente comigo e com os outros e ninguém merece conviver com quem enche o saco.

Às vezes as coisas simplesmente não podem ser do jeito que queremos. 

Como procuro lidar pragmaticamente com as adversidades da vida – atribuo o fato de ser uma pessoa essencialmente feliz em razão disso – por vezes, não consigo compreender bem quando vejo as pessoas complicando ainda mais sua própria existência e tornando a dos outros mais difícil.

Possivelmente todas as dificuldades que passei e passo na vida ou me calibraram para amplificar os bons momentos e mitigar as sensações dos momentos ruins ou escolhi fazer isso. Ou as duas coisas.

Mas os meus maiores demônios não aparecerão neste post. Ainda estou lutando com eles.

This is Us

This is Us’ é uma série da Amazon Prime Video que certamente é uma das minhas favoritas da vida. Gosto muito. Mas ela é rica em personagens com os quais eu não gostaria de conviver. 

Fujo de pessoas que ruminam e insistem em reciclar problemas.

A série mostra gente que se esforça voluntariamente para se manter presa ao passado, que complica relacionamentos por apego a irrelevâncias, que torra a paciência de quem diz amar, que ultrapassa limites e continua discussões quando os ânimos estão exaltados, que não supera adversidades nem é capaz de ver o quanto é privilegiada.

A incapacidade de enxergar os próprios privilégios é algo bastante comum no meio em que vivo.  Esse é o demônio de muita gente, certamente.

Que meus demônios não respinguem em ninguém

Tenho uma personalidade classicamente descrita como ansiosa e, para minimizar isso, organizo minha rotina e antecipo obrigações, o que é ótimo.

Mas, mesmo sendo uma pessoa bastante otimista e conseguindo rebater pensamentos ruins,  frequentemente sofro por antecipação e imagino cenários catastróficos do nada. Quem tem que lidar com isso sou eu.

Se temo que meu marido seja atropelado enquanto está se exercitando ao ar livre ou que se distraia no trânsito o problema é meu, não vou pressioná-lo para que mude de ideia, tampouco exigir que fique me telefonando. 

Tudo que posso fazer é, absolutamente sempre, dar-lhe um beijo, aconselhá-lo a tomar cuidado para que seu senso de atenção seja estimulado diante de um risco e reforçar o sentimento de que vale a pena voltar para casa são e salvo.

Dou meus pulos para relaxar, e relaxo mesmo.

Você conhece os seus demônios? Como os domina?

Certamente você também tem os seus demônios.

Os meus não são pequenos nem suaves como o do exemplo que dei acima. Pareço plena mas não sou (e quem realmente é?).

Por ser muito empática e tender a abarcar o mundo com as pernas tenho que me lembrar constantemente que não devo sofrer por pessoas que não aceitam ajuda.

Ainda assim sofro, mas insistir na lembrança de que não sou responsável por todo mundo que amo tem me ajudado bastante.

A culpa é das Estrelas

Uma colega me deixou uma mensagem que é pura aflição.

Seu pai não aceita receber a imunização contra o microorganismo da vez e, embora seja médica, ela não consegue convencê-lo. E isso tem gerando um conflito familiar desconfortável e saraivadas de microagressões de um lado e outro.

Palavras ditas em momentos de forte emoção podem ferir. As pessoas ficam propensas à irracionalidade. 

É preciso saber a hora de parar. O que começa com amor pode acabar numa ruptura familiar.

Insistir quando tudo já foi dito e o interlocutor, que é inteligente mas tem opinião formada, segue impermeável e está em plenas condições de saúde mental, não rende bons frutos.

Adultos fazem escolhas.

O pai certamente conhece a filha maravilhosa que criou, mas ainda assim optou por não confiar em seu juízo profissional  nem aceitar o seu conselho de filha zelosa.

Colega, você exerceu fortemente sua obrigação como médica, cidadã e filha. Procedeu os esclarecimentos repetidas vezes, orientou, esteve e continua disposta a mitigar quaisquer dúvidas.

Tendemos a tratar nossos pais como crianças. Eles não são. 

Quem não aceita se vacinar está sendo duplamente irresponsável, tanto consigo mesmo quanto com suas obrigações enquanto cidadão.

Se a pessoa em questão não imputa essa má escolha a uma criança ou a outra pessoa que dependa de suas decisões,  não há muito o que fazer.

Não há cadeia para proteger um cidadão do seu desleixo contra si mesmo.

A.P,  caso seu pai seja acometido pela doença e vier a sofrer complicações, a culpa não será sua.

Meire

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Mulheres Assassinas

Por @meire_md

Já mencionei em posts anteriores que gosto muito de mergulhar em tópicos de criminologia, sobretudo quando são fortemente relacionados à psiquiatria.

Um dos meus temas favoritos em psiquiatria são os transtornos de personalidade. O interessante é que minha curiosidade é ligeiramente inexplicável, porque vai muito além do fato de ser médica.

Isso é um passatempo um tanto bizarro, concorda aquela que está com ‘Ted Bundy‘ de Ann Rule (Dark Side) na cabeceira. Percebo que este tipo de leitura me ajuda a entender melhor o mundo ao meu redor e prever com boa margem de segurança como devo esperar que as pessoas se comportem.

Sinto que ler sobre a maldade humana vai abatendo minha tendência a acreditar demais nas pessoas e me ajuda a não baixar a guarda.

Preciso provocar a todo tempo a minha mente para que ela não esqueça que uma parte dos seres humanos é essencialmente má.

Leio com medo, mas leio.

Qual o motivo do sucesso de séries e filmes que exploram crimes hediondos?

Séries e filmes com temáticas que exploram crimes brutais e assassinatos em série costumam fazer sucesso entre pessoas sem qualquer perfil violento, como eu, por exemplo.

Por quê pessoas tranquilas, pacíficas e ordeiras desenvolvem fascínio por histórias reais ou ficcionais que envolvem pessoas com transtorno de personalidade antissocial?

Há quem defenda que a curiosidade acerca da mente criminosa é um sintoma do nosso instinto de sobrevivência. Aprender a identificar essas pessoas poderia, em tese, servir como aprendizado.

Em minha impressão isso parece bastante plausível. É como se meu cérebro tendesse a esquecer que há gente demoníaca no mundo porque confio demais nas pessoas.

Como entender a mente de uma serial killer de bebês?

O estudo da mente criminosa começou a se aprofundar tecnicamente a partir da década de 80, mas até hoje há quem pense que não existem serial killers do sexo feminino.

Isso pode ser um pensamento com raízes machistas, pois parte do princípio que a mente feminina não seria capaz de articular planos sofisticados que incluem a perpetração de um crime bem elaborado.

Como as mulheres psicopatas são muito hábeis em matar com suavidade e dissimular a autoria, no geral só são pegas quando já ceifaram muitas vidas, incluindo as de parentes.

Tenho uma certa repulsa de quem defende que fulano (a) mata em série exclusivamente porque sofreu abuso na infância.

Em minha opinião de pessoa que acompanhou pacientes abusados, esse tipo de leniência é um total desrespeito às vítimas de abuso infantil.

Podemos, parece que sim, defender que a carga genética tenha um peso muito importante na gênese do mal e que há variáveis ambientais e gatilhos que podem, em conjunto, ‘criar’ um serial killer.

Não acredito que sem uma carga genética significativa uma mulher seja capaz de dar um pouco mais de veneno a um idoso inocente que está se afogando nas próprias fezes ou a assassinar bebês e descartá-los como se fossem lixo.

Acreditar que alguém se transforma em psicopata porque nasceu pobre ou porque sofreu negligência na infância é coisa de quem acha que bondade está relacionada à riqueza e à “vida perfeita”. Isso não   é só elitista. É cruel.

Dentre pessoas que nasceram e viveram em bonança há demônios e a  maioria das pessoas que passou por horrores inimagináveis na infância não se transforma em assassinos.

Defender inexistência da gênese do mal como um caráter herdado é esquecer a quantidade de crimes perpetrados por pessoas sem barreiras ambientais significativas e glamourizar a riqueza como fonte de empatia e retidão.

O número absoluto de pessoas com personalidade antissocial provenientes de classes sociais desfavorecidas será sempre maior do que os nascidos em ‘berço de ouro, isso é logico. Ricos/multimilionários são uma parcela muito menor da população.

Eu arriscaria até afirmar que proporcionalmente há mais antissociais ricos do que pobres, pois dentre eles há inúmeros golpistas de sucesso.

Ricos ou pobres, homens ou mulheres, estes tipos são monstros e merecemos que os que perpetram crimes sejam isolados da vida em sociedade.

Lady Killers, de Tori Telfer

A escritora Tori Telfer tem formação em redação criativa e tem experiência com edição de revistas infantis.

Recém li seu novo livro, ‘Mulheres Confiantes‘, que traz histórias reais de mulheres golpistas e logo mais publicaremos a resenha.

Lady Killers passeia pela biografia de quatorze mulheres monstruosas sem exibir a complacência injustificada de certos autores, mas sem desumanizar as mulheres.

Embora existam monstros entre nós, somos todos humanos.

Apesar do tema sombrio, a leitura é leve e fluida porque não foca em aspectos técnicos.

A edição brasileira é mais interessante que as gringas pois traz uma galeria com a história de outras 14 mulheres e uma lista de livros que Tori sugeriu a pedido da Dark Side.

Lista dos livros favoritos de Tori Telfer

📔 Infamous Lady: The true story of Countess Erzsébet Barthory, de Kimberly L Craft

📔 A Condessa Sangrenta, de Alejandra Pizarnik

📔 Erzsébet, de Nunsky

📔 Mary Ann Cotton: Britain’s first female serial killer, de David Wilson

📔 The Good-bye Door: The incredible True Story of the first female serial killer to die in the chair, de Diana Britt Franklin

📔 Black Widow: Tillie Klimek, de Cara Davidson

📔 A contemporary narrative of the Proceedings Against Dame Alice Kyteler: Prosecuted for Sorcery in 1324, de Richard de Ledrede

📔 Kate Bender, the Kansas Murderess: The Horrible History of an Arch Killer, de Allison Hardy

📔 Tiszazug: A Social History of a Murder Epidemic, de Béla Bodó

📔 The Angel Makers, obra de ficção histórica de Jessica Gregson

📔 The Affair of the Poisons: Murder, Infanticide, and Satanism at the Court of Louis XIV, de Anne Somerset

📔 Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter

📔 Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy

📔 O Teste do Psicopata, de Jon Ronson

📔 A History of Evil in Popular Culture, editado por Jody W. Pennington e Sharon Packer

📔 Femme Fatale: Images of Evil and Fascinating Women, de Patrick Bade

📔 Serial Killers: Death and Life in America’s Wound Culture, de Mark Seltzer

📔 Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, de John Douglas e Olshaker Mark

📔 Female Serial Killers: How and Why Women Become Monsters, de Peter Vronsky

📔 Women Who Kill: Profiles of Female Serial Killers, de Carol Anne Davis

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🗒 Social Killers

🗒 Serial Killers Anatomia do Mal

Beijos,

Meire

 

Favoritos da Mamy

Por @meire_md

Minha mãe é a pessoa mais minimalista que eu conheço. 

Pense em qualquer coisa: ela será minimalista nessa coisa. 

Ela sempre gostou de se cuidar, mas sempre teve uma penteadeira muito enxuta.

Vê-la aplicando Creme Pond’s no rosto é uma das lembranças mais doces da minha infância

Desperdício de comida? Nunca. Luzes acesas sem motivo? Jamais. Torneira pingando? Conserto imediato. 

Mamy sempre arruma uma forma mais prática e barata de executar serviços de modo mais independente, então pinta paredes, faz peças decorativas de concreto, planta comidinhas, cria receitas, costura (a máquina dela é igual à minha, um modelo simples e de manutenção simples e barata).

Rotina Facial da Mamy

Minha mãe tem a pele muito clara, oleosa, com poros dilatados e rugas próprias da idade (70+). 

Como faz fotoproteção regular desde jovem, não tem tendência a melasma e usa Tretinoína há muitos anos, não desenvolveu manchas no rosto e suas rugas seguem com aspecto bonito e macio. 

Pela manhã ela higieniza a face com um produto baratinho e de ótimo rendimento, o Sabonete Facial Neutrogena Deep Clean, que segundo sua avaliação ajuda a controlar o brilho excessivo da pele e a manter os poros com um melhor aspecto.

Após a limpeza facial, vem o Protetor Solar Neutrogena SUN Fresh. Ela vai comprando meio na doida de acordo com o preço – tanto o FPS 50 quanto o 60 ou 90 -, e por ser muito prática em tudo que faz, aplica o mesmo protetor no corpo.

Para fixar o protetor solar ela aplica o Pó Compacto Maybelline Fit Me! 00 Translúcido, mas quando está sem o pó usa um pouco (quase nada) de Talco Johnson ‘s mesmo. 

Maquiagem com cor? Não usa, nem batom.

Para a rotina noturna ela volta a higienizar o rosto com Sabonete Facial Neutrogena Deep, mas neste horário ela passa e remove o sabonete duas vezes.

Quando a pele está bem sequinha ela aplica a Tretinoína e uma camada fina do Hipoglós transparente.

Rotina Capilar da Mamy

Quando ela percebeu que muitas mulheres começaram a assumir os fios brancos, também resolveu parar de torturá-los, digo, tinturá-los.

Seus cabelos são naturalmente cacheados, ela os mantém em comprimento curto para médio e o couro cabeludo é saudável.

Para evitar o amarelamento dos fios, costumava usar o shampoo normal com algumas gotas de Violeta Genciana (possivelmente isso foi uma dica da finada Revista O Cruzeiro), mas atualmente usa shampoos específicos.

O shampoo desamarelador que ela está usando e gostando é o Speed Blond Matizador da Inoar, que é bem mais barato que o meu, o L’Oréal Expert Silver Shampoo.  Ambos contam com agentes que limpam o couro cabeludo e os fios com delicadeza, sem ressecá-los.

Por julgar os shampoos matizadores muito pigmentados, antes de aplicar o produto ela separa uma certa porção e dilui com um pouco de água.

Para manter os cachinhos, frequentemente usa um produto baratinho e super antigo, o Yamasterol Creme Funcional Com Proteína Hidrolisada.

Cuidados Corporais da Mamy

Como já dito, ela usa o mesmo protetor solar para todas as regiões do corpo. 

Seu hidratante corporal favorito é qualquer que ganhar de presente. Ela vai variando.

Cuidados Bucais

As consultas odontológicas regulares são imprescindíveis.

Ela tem implantes dentários, então precisa cuidar bastante da higiene bucal para evitar problemas.

Seus Cremes Dentais favoritos são o Colgate Total 12, preferencialmente o Gengiva Reforçada, e o Sensodyne.

Seguindo a orientação especializada, ela faz bochecho semanal com a Solução Bucal Colgate PerioGard Sem Álcool e no dia a dia faz bochechos após a alimentação com Enxaguante Bucal Colgate Total 12, qualquer um que seja sem álcool.

Alimentação

Minha mãe foi criada com comida de verdade e segue bem natureba. Ama melancia, água de coco, batata doce, macaxeira, legumes, verduras e consome duas colheres de linhaça marrom diariamente, no geral com fruta amassada.

Outro bom hábito dela é comer 4 amêndoas por dia e enriquecer os pratos com gergelim. Ela percebe um efeito favorável no controle da fome e no funcionamento intestinal.

Faz leite de coco natural para consumir, gosta também dos leites de amêndoas e de castanhas e evita o consumo de bebidas industrializadas, como suco de caixa e refrigerantes

Para evitar desconfortos gástricos e ansiedade, ela consome chás sem xantinas, como camomila, boldo, capim santo, moringa e louva-a-deus.

Mas é toda assim, cem por cento natural?

Não. Ela é bem formiguinha, ama chocolate, não resiste a Kit Kat e uns biscoitinhos salgados.

Suplementação Alimentar

Com o passar da idade muitas pessoas precisam de suplementação vitamínica, seja por restrições alimentares ou por dificuldade de absorção de nutrientes, coisa bastante comum.

Minha mãe precisa de vitamina C com Zinco e de Vitamina D, e essa será administrada de modo vitalício.

Filtro de barro

Agora ela veio com uma novidade, está planejando comprar um Filtro de Barro para não precisar mais manobrar garrafões de água mineral. 

Achei a ideia ótima, fora que os Filtros de Barro lembram nossa infância e eles parecem uma peça decorativa vintage.

Saúde

Mamy faz tratamento para controle de hipertensão arterial e dislipidemia.

Ela segue saudável e sem complicações e, embora faça as consultas médicas com regularidade, verifica a tensão arterial em casa usando monitor de pressão sempre que julga necessário.

Sua prática de atividade física é regular, ela faz caminhadas ao ar livre com uma ótima frequência e, recentemente, começou a praticar pilates.

Estímulo cognitivo

A disposição da minha mãe para aprender coisas novas, ler, ver vídeos e testar receitas não reduziu com a idade e isso é excelente porque nosso cérebro precisa de estimulação constante.

Com o avanço da idade tendemos a ser mais resistentes às mudanças, menos criativos e menos inclinados a usar novas tecnologias, então é importante que os filhos estimulem os pais a explorarem os facilitadores da vida moderna.

Ela sabe acessar praticamente a todas as funcionalidades do celular e tablet 10‘, costuma ver Netflix na TV e também ganhou de presente uma Alexa de 5,5’’. Ela está aprendendo a usar a Alexa com o apoio da minha irmã.

É bastante possível que quanto menor a ociosidade do idoso, menor a chance de que venha a desenvolver sentimentos negativos.

Um bilhetinho de amor

Mamy,

Esse post é o resultado da entrevista virtual que a Monique fez com a senhora.

Não estou aí  para devorar o bolo sem glúten encomendado especialmente para seu aniversário,  mas meu pensamento corre  todos os dias centenas de quilômetros de distância para estar sempre perto da senhora.

Feliz Aniversário!

Nem desejar toda felicidade do mundo seria suficiente para representar o que a senhora merece.

Obs. Seu neto Gomú passa bem, está vestindo uma roupa nova feita por mim graças às dicas que a senhora me deu de como pilotar a máquina de costura.

Beijos até o infinito!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cuecas no micro-ondas (flopar ou não flopar, eis a questão)

Por @meire_md

 

Pareço uma pessoa bastante empática, certo?

Mas a verdade é que caio na gargalhada vendo vídeos nos quais a pessoa está plena, sentindo-se maravilhosa e no auge do poder, luxo e sedução, mas escorrega e se esborracha no chão.

Tomo esse direito como natural porque quando é comigo sempre acho engraçado – parece que tenho oito cotovelos e eles conseguem se chocar de diferentes formas contra todo tipo de superfície.

Um post que flopa deixa você no lugar da pessoa que se esborracha, porque se você postou é porque achou que estava bom, né?

Quando gosto muito de um post e ele flopa, as consequências são mais ou menos iguais às das múltiplas cacetadas no cotovelo: não dói quase nada, acho engraçado, prometo que vou tomar mais cuidado da próxima vez, mas… acontece de novo, isso tudo faz parte de mim.

Eu nasci pra isso.

Próximo destino: flopar

A forma de expressão que hoje conhecemos como Blog começou a se popularizar há uns 20 anos. Segundo as vozes da minha cabeça, eles nasceram sem nenhuma pretensão muito específica.

Os Blogs primitivos funcionavam como um Diário de Adolescente no qual você escancarava suas ideias sem cogitar minimamente que uma década depois estaria em busca de likes e compartilhamentos pilotados por pessoas que na verdade nem se importam tanto assim com você.

Da mesma forma que ocorre na vida real, as pessoas que nos seguem e se tornam queridas sempre serão minoria.  Boa parte das pessoas esquecerá você (e me esquecerá) na mesma velocidade que você e eu esquecemos de outras pessoas, isso é completamente normal.

Quando tudo aqui era mato, ninguém (ou quase ninguém) buscava compensação numérica.

Não fazia diferença se muita gente lesse ou não, o que a gente queria era ter bons leitores, leitores que parassem de verdade para saborear o texto.

Se eram raros antes, continuam raros hoje.

Essa compensação mais intimista é totalmente diferente da promovida pelos algoritmos de hoje, e está tudo bem.

As coisas mudam mesmo.

Sem invadir o espaço do outro

Eu e meu marido nos conectamos com troca de conteúdo na internet e tenho certeza de que o encontro não teria acontecido se ela não existisse, pois embora sejamos como alma-gêmeas, circulávamos em universos diferentes.

Uma das nossas primeiras conversas foi sobre o risco nada teórico de promover um incêndio doméstico secando roupas íntimas de material sintético em fornos de micro-ondas, leia-se cuecas, e sobre como remover o aspecto oxidado de peças de prata com um método caseiro usando água, fogo e papel alumínio.

Embora eu esteja na contramão do progresso, gosto disso, dessa aleatoriedade  do texto escrito sem programação, sem tentativas de se encaixar no que está fazendo mais sucesso.

O Salada voltou à ativa sabendo que traria posts destinados a flopar.

Não resisto a nada que é novo (pelo contrário), mas quando o assunto é blog, continuo fazendo como fazia lá atrás e muito feliz com as visitas de quem gosta da minha forma vintage de produzir conteúdo.

É como falar para um auditório lotado

Quem está aqui quer saber o que eu penso sobre alguma coisa. Se isso não é suficientemente incrível para alguns, para mim é.

Quando as estatísticas do Blog mostram que basicamente todo mundo que entra para ler um post acaba lendo outros, vejo que não tenho motivos para deixar de publicar algo aparentemente destinado a flopar.

Às vezes acho que vai flopar e não flopa, às vezes que vai ser super apreciado, mas é escanteado sem a menor cerimônia.

A conclusão é que as pessoas que chegam ao Salada são tão aleatórias quanto eu.

Se você quiser saber os posts que despertaram o mais profundo desinteresse nos visitantes do Salada Médica e os que me surpreenderam, vem comigo.

Flopadas Internacionais

Aqui cito os oito posts que saíram da publicação direto para a mais profunda caverna do esquecimento.

Eu me surpreendi com a flopada de Fahrenheit 451 porque foi um dos poucos que sentei umas horinhas para divulgar, porém a surpresa se dissolveu completamente quando percebi um padrão de consumo dos meus leitores.

Ficção científica é um nicho nerd extremamente estimulante para mim, para o Igor, para o Gomú e para poucos gatos pingados.

Se consumidores de livros são minoria, somos uma minoria maior ainda. Minoria maior? É.

Penso que este foi exatamente o mesmo problema de Neuromancer e de Frankestein ou o Prometeu Moderno.

O Salada não tem um número de leitores suficiente para evitar que posts sobre livros clássicos de ficção científica caiam no Buraco Negro.

Estes três posts certamente estão entre aqueles que mais gostei de escrever.

Algo de muito errado não deu certo com O Demônio do Meio-Dia & Outros. Minha ideia  foi fazer um guia de leitura para pessoas com depressão e outros transtornos mentais. Acredito que o problema deste post foi a forma que escrevi mesmo e não sei como melhorá-lo.

Se alguém dissesse que ganharia cinco anos de vida se apontasse qual flopada me deixou arrasada, eu exageraria ao máximo o meu sofrimento e arrancaria do fundo do meu ser a sensação  de ver o post  A Divina Comédia  ser esquecido no dia seguinte, mas também entendi.

Quem, pelo amor de Dante, quer ler um post longo sobre A Divina Comédia? Quase ninguém.

Nele fiz um guia turístico para orientar quem deseja ler o livro.

Duas outras flopadas também se referem a resenhas de livros que estão entre os meus favoritos, A Queda e O Que o Cérebro tem para contar. Não acho que estes posts floparam porque versam sobre temas que são preferência de minorias das minorias muito minoritárias. Acho que estão ruins mesmo, estão meio fora do meu estilo de escrever.

E o oitavo é o Malleus Maleficarum, livro que me irritou profundamente e só virou resenha porque eu tinha muita coisa a falar sobre ele.  Essa flopada poderia ter sido evitada porque eu já sabia que aconteceria.

Certamente acontecerá o mesmo se eu resolver postar o que tenho a dizer sobre Cândido, de Voltaire.

Achei que sim, só que não

Neste bloco cito os posts que pari pensando que ou iriam cair no esquecimento nos primeiros segundos após a publicação ou iriam ter performance ruim, mas continuam recebendo muitas visitas.

🎯 Erros Sistemáticos & Falácias de Discurso

Das coisas que vou morrer e não entendo. Este post ficou meses no rascunho porque tinha mais de 20 laudas e fui reduzindo-o aos poucos, até conseguir deixar com umas 11.

Eu tinha quase certeza que ninguém iria ler, mas até hoje recebo no Instagram mensagem de pessoas que dizem que já releram várias vezes, já passaram para colegas da faculdade, que divulgam em grupos no WhatsApp, enfim.

Foi uma boa surpresa.

🎯 Os psicopatas do nosso dia-a-dia

Como falo muito sobre esse tema achei que vocês iriam pensar assim: ah, não… de novo!

🎯 A riqueza da vida simples

Gosto muito desse post.  Eu não esperava que floparia mas também não acreditava que fosse continuar recebendo visitas praticamente diárias. As pessoas do Google gostam bastante dele.

🎯 Mamãe, não quero ser Prefeita

Não sei como as pessoas estão chegando a esse post, mas o fato é que ele continua sendo lido. Obrigada! Gosto muito dele.

🎯 Tô ótimo

Como é um post sobre doença/saúde mais voltado à Medicina Preventiva, achei que ele teria um comportamento parecido com o que ocorreu quando o tema foi levantado no Instagram, mas foi o contrário.

Aqui no Salada ele é bastante apreciado.

Os cinco mais lidos de 2021 (até maio)

Eu já esperava que estes ficariam em algum ponto do topo das preferências porque são temas que vocês me pedem bastante.

Amei escrever, amei publicar, vocês amaram.

São eles:

🍓 TDAH: Do diário infantil à Assistente Virtual

🍓 Como cuido do Meu Melasma

🍓 Dicas práticas para a limpeza da sua casa

🍓 Os dentes também envelhecem

🍓 É possível viver de renda (FIIs)?

Beijos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Abuso Sexual

Por @meire_md

“É como se os fantasmas tomassem anabolizantes”
(Malcom Montgomery)

Enquanto ‘folheando’ o Instagram, cai na página de um digital influencer brasileiro que foi investigado por um suposto crime de pedofilia.

As investigações e a perícia técnica não revelaram provas  que corroborassem a denúncia, portanto é possível que ele seja inocente.

Os pagamentos em dólar do grande canal outrora milionário que o rapaz mantinha no YouTube foram substituídos por doações de seguidores.

Abuso sexual envolvendo crianças é algo tão desprezível que mesmo que o youtuber seja inocente será alvo de repulsa pelo resto da vida.

Se o instinto de proteção às crianças é tão forte na espécie humana ao ponto de presumirmos que um denunciado supostamente inocente não vai conseguir se desvencilhar da condenação eterna das pessoas, por que o abuso sexual infantil é tão frequente?

Que espécie é essa que mais viola do que protege os seus filhotes?

Frequente e disseminado

Pais, mães, tios, primos, babás, padrastos, madrastas, avós, professores, cuidadores, padres… A lista dos possíveis predadores infantis é infinita.

Crianças abaixo da linha da pobreza ou tão ricas quanto é possível ser são molestadas por adultos dos quais espera-se proteção com frequência bastante similar.

À Flor da Pele

Malcolm Montgomery, médico especialista em ginecologista e obstetrícia com ênfase em sexualidade e reprodução humana, é autor de ‘Mulher’, a obra que deu origem à minissérie homônima da Rede Globo e de ‘Era uma vez a Menopausa’.

Após apaixonar-se por uma mulher sobrevivente de abuso sexual incestuoso e, de certa forma, falhar em lhe proporcionar ajuda, Dr. Montgomery passou a estudar mais o tema.

Com a morte da ex-companheira, ele se sentiu na obrigação de compartilhar o conhecimento adquirido e o resultado foi o pungente livro ‘À Flor da Pele’.

A obra tem traços autobiográficos e, por isso, por vezes o assunto é tratado de modo passional  – o que não é ruim, sobretudo sendo o tema tão espinhoso.

“É mais honesto ir direto ao assunto. Existem famílias predominantemente saudáveis e famílias
predominantemente doentes”

Infelizmente


Durante os anos em que atuei em clínica privada, atendi menino abusado por babá, menina abusada por avô e até hoje lembro com certo pesar de uma garota adolescente abusada sob o olhar negligente de outros cuidadores.

Os conselhos tutelares fazem um bom trabalho, mas infelizmente não é suficiente. Não é possível colocar um fiscal no seio de cada família, onde o pior acontece.

Dr. Malcolm coloca o dedo na ferida e desfere golpes em famílias formadas por gente que não tem a menor condição de colocar outro ser humano no mundo e no moralismo hipócrita que reprime o desenvolvimento sexual do adolescente ao mesmo tempo em que induz a criança a uma sexualidade precoce.


“Assim, a mensagem que o incesto coloca no outdoor da parede do quarto infantil é: sua vida sexual não é sua, sua sexualidade não lhe pertence, seu corpo não é seu (…) antes da menina ter tido a chance de se desenvolver em etapas sucessivas de sentimentos, curiosidades e experiências, a sexualidade adulta é imposta a ela goela abaixo”

Pai X Filha

Amazon Brasil


Considerando que as mulheres são as principais vítimas e os pais os principais perpetradores, ‘À Flor da Pele‘  filtra o tema e o centra no incesto pai-filha.

É doloroso perceber que uma parte das mães age como cúmplice, seja por agredir a filha que busca ajuda e chamá-la de mentirosa ou por muito perceber e nada fazer.

Certamente há casos nos quais a mãe é dependente economicamente do perpetrador e se sente paralisada e isso foi muito bem levantado por Danielle Silvestre, Assistente Social e produtora de conteúdo de Beleza que recém produziu uma série de vídeos sobre Abuso com o olhar técnico de quem fez pesquisa de campo sobre o tema.

Realmente é preciso destacar que embora muitas mães pareçam tão criminosas quanto o companheiro que escolheram, outras certamente são vítimas de um ambiente selvagem  e se utilizam de mecanismos de defesa para fugir da realidade.


“(…) a depressão pode vir fantasiada com vários disfarces: obsessão pela estética corporal, mania por dietas milagrosas, perseguição pela referência da mídia”

Consequências permanentes


O livro discorre muito sumariamente acerca das consequências psicológicas do abuso ilustrando-as com depoimentos de pacientes não identificadas.

Pesadelos, fobias, angústia, depressão, sensação de abandono e desamparo, depressão, medo de aglomerações, atitudes autodestrutivas, isolamento social e ninfomania são, conforme suas observações, sequelas comuns.

Dr Malcolm defende que a abordagem do tratamento destas mulheres precisa ser tripla, envolvendo psicotrópicos, psicoterapia individual e terapia de grupo.

Embora o livro tenha sido escrito em 2005, o tratamento multidisciplinar que o profissional já defendia permanece sendo o padrão-ouro para o manejo das nefastas consequências do Abuso sexual infantil.

É um bom livro para quem quer entender esse tipo bizarro de crime, para quem percebe algo estranho ocorrendo no ninho familiar, por quem passou por este tipo de experiência ou convive com uma pessoa sobrevivente dela e também para profissionais da área de saúde e outros que lidam com mulheres.

Meire

 

 

 

 

 

 

 

 

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Meu Primeiro Body Jedi

Por @gomuyoda

Oi. Meu nome é Gomú e sou um Jedi em Treinamento.

Lembro como se fosse hoje.

Fui adotado no dia 06 de dezembro de 2020 e, depois de uma longa e cansativa viagem intergaláctica com escala em São Paulo, cheguei à minha casa nordestina no dia 25 de Janeiro de 2021.

Assim que aterrissei já me senti em casa: soube que o Planeta Terra em peso conhece o meu conterrâneo mais famoso, o Mestre Yoda, que foi imortalizado no cinema por 📔 George Lucas.

Embora eu seja cronologicamente mais velho que meus pais adotivos, ainda sou um bebê.

Como o meu primo Grogu, que ficou conhecido por ter sido resgatado pelo valoroso Mando, sou um dos últimos indivíduos da lendária Espécie de Yoda.

Nossa etnia é senciente e extremamente longeva, mas corremos sério risco de extinção, por isso eu e meus primos somos muito gratos pela oportunidade de povoar outra 📔 Galáxia.

A Viagem

O trajeto foi organizado por um humano super gentil. Ele teve o cuidado de me fotografar na véspera da partida e mandar a imagem para o WhatsApp da minha mãe.

Meus pais acompanharam a viagem pelo código de rastreio. O interessante é que o valor acertado só foi cobrado quando a Nave entrou no espaço aéreo brasileiro…

A viagem foi super tranquila!

Confesso que comi muito e me exercitei bem pouco mas, por outro lado, meditei bastante para melhorar da ansiedade causada pela mudança.

A adaptação a uma nova Galáxia

Foi muito emocionante entrar na via láctea, um amor à primeira vista.

Fora a minha família, a parte mais legal do Planeta Terra são as cores. Tudo aqui é muito colorido.

A comunicação por telepatia foi imediata, minha mãe sempre sabe o que estou pensando e também achei muito fácil postar stories no Instagram, porque quando eu penso no que quero dizer, o texto já sai.

Meu pai é mais calado, mas a gente se entende pelo olhar.

Falando em olhos, os meus são belíssimos. Eles são expressivos, muito brilhosos e bem grandes como os do meu pai e tem um tom castanho esverdeado igual aos da minha mãe.

Segundo os dermatologistas terráqueos, eu tenho uma face larval e malares bem posicionados, então certamente sou lindo e muito bonito.

A via láctea me ganhou mesmo, ando com a autoestima a mil.

Casa nova, vida nova

Nossa casa é pacífica e nerd, tem música boa o dia todo e, quando estou sozinho, fico vendo séries.

Meus lugares favoritos são o Home Office da minha mãe, o do meu pai e o quarto deles.

No começo enfrentei um pequeno problema porque as Alexas daqui não me entendem, mas como elas têm tela, já consigo selecionar os serviços. Estou gostando bastante da Netflix e do Amazon Prime Vídeo.

Adoro comer ovos, meu pai guarda todos limpos e abro a geladeira com a força da mente sempre que estou com fome, o que acontece várias vezes ao dia.

Projetos para o futuro

Vendo vídeos no Youtube, descobri que bebês de quaisquer espécies criados por humanos não precisam ter reserva de emergência  porque são ajudados pelos pais, então comecei a investir minha mesada de estudante diretamente na Bolsa de Valores.

Creio que dentro de três décadas já terei juntado um bom montante para minha independência financeira.

Meu grande sonho é conhecer Dagobah e me conectar com a mais profunda força cósmica.

Look do dia

Gosto demais da minha roupa original, mas moro numa cidade muito quente e minha mãe pediu autorização aos Jedis para comprar uma farda escolar nova, o Body Bebê Star Wars Jedi em Treinamento.

O body é mais adequado para o clima daqui e me agradou bastante, então a tia Monique criou meu perfil no Salada Médica para eu poder fazer a resenha do produto.

Quando minha mãe abriu o pacote da Amazon, eu duvidei que o body nerd fosse servir porque não é nada fácil comprar roupas pela internet.

O meu tamanho é P, mas se você for mais gordo que eu, sugiro que escolha o tamanho M.

Ele ficou um pouco apertado na barriga, por isso resolvi esperar mais uns dias para escrever.

Com o uso, o tecido se moldou ao meu corpo. Agora a peça está super confortável e posso recomendar com mais propriedade.

Gostei do comprimento das mangas dele, porque não preciso usar protetor solar nos braços.

Importante mencionar o conforto da abertura do pescoço, que facilita bastante minha vida na hora de vestir, mas nem tudo são flores.

A desvantagem do meu Body é que ele foi feito para bebês humanos, então minha mãe fez uma adaptação nas partes inferiores para o tecido não ficar sobrando.

Ela usou um alfinete de segurança, nem precisou costurar, mas é preciso deixar minha queixa registrada porque as empresas precisam trabalhar a diversidade.

A roupa original

A minha roupa vai ficar guardada junto com as camisas sociais do meu pai. Ele fez um cabide adaptado, ficou excelente.

Ela é muito resistente, tem uma gola felpuda e pode ser usada em todas as ocasiões, inclusive as festivas. No entanto é muito quente para o clima da minha cidade.

Apesar de ser minimalista, nunca vou me desfazer dela porque defendo que as pessoas precisam cultivar as suas origens, mas prefiro meu Body.

Treinamento Jedi

Com o avanço tecnológico experimentado pelo Planeta Terra, eu e meus primos podemos assistir às aulas de treinamento remotamente.

Quando começarmos o treinamento de luta corpo a corpo contrataremos um Personal Trainer, mas isso só será possível depois que todos os humanos estiverem vacinados.

Embora já seja de conhecimento público e notório que nós não desenvolvemos a COVID19, não há estudos científicos que comprovem que não somos capazes de transmitir o vírus aos humanos.

Concordo com esse zelo. A prudência é uma das principais características dos Yodas.

O futuro da minha etnia

Espero que mais primos tenham a mesma chance que eu e muitos outros Yodas – o Instagram está cheio deles – e também sejam adotados, porque o mundo é perigoso demais para quem é diferente.

Quem acompanhou a saga do Grogu sabe bem o que estou falando.

Obrigado pelas visitas e pelo carinho!

Que a força esteja com você.

 

 

 

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Esta história é um combo de opressão, misoginia, fundamentalismo e hipocrisia

Por @blogdamnq

Você consegue imaginar um mundo onde as mulheres são obrigadas a praticar sexo com estranhos para gerar um filho deles porque suas esposas são inférteis?

Pense nelas sendo proibidas de participar de reuniões em que há qualquer tipo de tomada de decisão. Pense em homossexuais sendo massacrados como “traidores de gênero”.

Isso soa um pouco familiar, hein? Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Neste post, conheça a história bizarra que saiu da cabecinha da escritora Margaret Atwood e ganhou uma série de TV.

The Handmaid’s Tale,
ou O Conto de Aia

The Handmaid’s Tale, ou O Conto de Aia é um romance distópico de 1985 ambientado na região da Nova Inglaterra nos EUA, conhecida como República de Gilead. Nessa sociedade, o antigo governo foi derrubado e substituído pela ditadura militar. 

Nesse cenário, o novo regime rapidamente expande o poder e controla tudo: desde os direitos das pessoas até os estudos religiosos. Uma queda misteriosa na fertilidade causou a impossibilidade de muitas mulheres terem filhos. 

Então, as mulheres férteis são cercadas e forçadas a servir como criadas – escravas sexuais / mães substitutas para os ricos e poderosos.

Offred, uma serva (mulher fértil cujo papel é fornecer filhos para homens de alta posição), narra a história, assim como suas experiências pessoais como Aia.

É uma distopia, sem dúvidas

Para que um romance distópico e futurista funcione, os leitores devem estar convencidos, pelo menos até certo ponto, de que existe a possibilidade de aquilo realmente acontecer. E, sem dúvidas, Margaret Atwood faz isso muito bem.

Por exemplo, os princípios fundamentais de Gileade vêm de uma leitura do Antigo Testamento. Existem diversas referências a personagens e mensagens da  Bíblia.

A autora trouxe um quê de julgamento das Bruxas de Salem que torna a história muito mais provável. São detalhes que revelam a hierarquia e a moral que tomou conta da cidade. 

Outra coisa incrível é como a autora usa cores para descrever os papéis de diferentes mulheres em Gilead. As servas vestem vermelho; as esposas, azul; as Marthas, verde; as tias, marrom e as economistas vestem listras vermelhas, azuis e verdes. 

A obra mais recente dela, Os Testamentos, nasceu das perguntas dos leitores após o monstruoso sucesso de The Handmaid’s Tale .

Atwood descreve os eventos que levaram à queda de Gilead por meio de três narradores: a vingativa tia Lydia, a jovem Agnes e Daisy, uma adolescente explosiva.

O romance continua na tradição do antecessor, apresentando alguns dos temas mais icônicos da autora, como: identidade, religião, mudança climática e política de poder.

The Handmaid’s Tale é um experimento mental: uma ditadura com elementos repressivos que já estão presentes no seio da sociedade. 

E, por falar em repressão, se você ainda não leu, aproveite para ler também a resenha da  Meire sobre Fanrenheit 451. 

 

 

 

 

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Top 10 | Baratinhos que mais recompro

Por @meire_md

Incrível como a gente consegue filosofar com basicamente tudo, né?

Estava aqui pensando como conceituar o que eu, automaticamente e sem pensar duas vezes, considero ‘barato’.

Em toda lista de produtos ‘baratinhos’ aparece alguém comentando que o item arrolado por quem publicou o post não é barato — e isso é verdade.

O que é barato para uma pessoa pode não ser para outra. Verificando cada item das coisas mais baratas que compro e recompro, sei que há produtos parecidos muito mais baratos que eles.

Mas, para mim, os muito mais baratos que eles possivelmente  estariam na categoria do ‘barato que sai caro’, porque os produtos que cito abaixo são, de todos os baratinhos que já testei, os melhores.

Mistério da Natureza

Considero um produto baratinho mistério da natureza aquele que está bem abaixo do meu orçamento, impressiona-me pela qualidade e faz com que eu perca a vontade de voltar a usar o produto mais caro que usava antes.

Vamos ao meu Top 10.

1. Máscara para Cílios The Falsies Lash Lift (Lavável) Maybelline

Chega uma hora da vida que você já experimentou tanta coisa que tudo parece mais do mesmo, daí posso dizer que essa máscara foi a melhor surpresa de maquiagem dos últimos tempos.

Comparando com o preço da minhas máscaras de cílios favoritas da vida (a False Lashes e a Upward Lash da MAC) e considerando o ótimo efeito alongador e o valor que me disponho a pagar por uma boa máscara de cílios, a  Falsies Maybelline é, com certeza, um baratinho espetacular.

A escovinha tem uma ponta arredondada que é perfeita para alongar os cílios do canto externo dos olhos, basta que você acerte a posição de usar.

Escolho sempre a versão lavável porque, em minha impressão, as máscaras resistentes à água provocam queda dos cílios.

Nos meus cílios ela se comporta bem o dia todo.

2. Pó Compacto Maybelline Fit Me! Cor 00 Translúcido

Quem me acompanha no Instagram deve estar cansado de me ver falar deste pó.

O Maybelline Fit Me! Cor 00 é um pó branco do tipo fixador, que remove a umidade da maquiagem e prolonga sua duração.

Em minha pele ele tem um efeito bem parecido com o Prep+Prime da MAC.

Como tenho a pele consideravelmente clara (tenho fototipo III mas não me exponho ao sol), quando o pó se funde com a maquiagem não deixa qualquer rastro branco, mas se você tiver a pele mais corada, talvez seja melhor escolher uma versão com cor.

Para assassinar o efeito mate proporcionado pelo produto, dou uma varrida com pó iluminador em vários pontos da face, com foco principalmente na lateral da testa, topo das bochechas e ponta do nariz.

Gosto muito de aplicá-lo com a esponja da Mariana Saad, sempre tenho pelos menos 3 em uso, uma para pó sem cor, outra para pó com cor e outra para base.

O pó dá uma ótima segurada na maquiagem e tem a vantagem de, quando usado com protetor solar branco ou transparente (sem maquiagem)  não promover manchas nas máscaras PFF2.

Não sei quantas embalagens já usei, compro e recompro.

3. Nivea Protetor Labial Amora Shine

Atenção: Não recomendo que este produto seja usado por gestantes.

Tudo no Nivea Protetor Labial Amora Shine é perfeito para minhas demandas, mas principalmente a cor.

Ele tem a cor de fruta vermelha que chamo de boca de nenê, que é muito parecida com a do batom cor Amorous da MAC, um dos meus favoritos da vida.

A hidratação do produto não é espetacular e, certamente, é inferior à do Nivea Protetor Labial Essential Care, mas como costumo aplicar o Hipoglós Transparente nos lábios antes de dormir, prefiro que durante o dia os lábios fiquem com a corzinha saudável do Amora.

4. Colônia para Bebê Lavanda Johnson’s

Já conversei com vocês sobre minha personalidade ansiosa e como tenho lidado bem com ela meditando.

Pois bem, a Lavanda Johnson ‘s funciona para mim como uma espécie de aromaterapia.

Adoro borrifá-la no travesseiro e nos punhos antes de dormir, o odor me dá uma sensação de segurança e aconchego, mas uso também após o banho, principalmente nas costas.

Como o frasco não tem válvula spray costumo adotar algum frasquinho para deixar ao lado da cama.

Eu vinha usando um frasco vazio do Eau de Verbena da L’Occitane, mas a válvula ficou ruim e comprei esse pulverizador para Azeite e Vinagre que está na foto acima, o meu é o da Além Mar (Transparente), que é bem simples.

Para evitar que a lavanda derrame quando vou colocar nas costas e deito o frasco quase de ponta cabeça, o Igor colocou fita veda rosca e não vaza nada.

Gostei tanto do frasco que acabei comprando dois, o outro uso com a Shirojyun Premium Lotion, a loção clareadora com Ácido Tranexâmico da Hadalabo. Gosto muito de aplicá-la para refrescar a face, principalmente quando estou faxinando a casa.

5. Óleo Puro para Bebê Johnson’s (tampa rosa)

Tenho que parar para tomar um cafezinho e listar as inúmeras formas que uso esse óleo.

Uso frequentemente como demaquilante, alternando com meu Cleansing Oil da MAC.

Aplico o óleo de bebê com as mãos no rosto todo, faço uma massagem breve – o esforço é mínimo – removo tudo com uma toalhinha macia e lavo o rosto com sabonete cremoso Johnson ‘s Baby Original ou com Sabonete de Coco da Granado, caso eu esteja com a pele mais oleosa.

Para uso corporal após o banho é tão simples quanto, aplico na pele com o corpo ainda úmido, faço uma massagem rapidinha e seco o corpo dando-lhe batidinhas com a toalha.

Quando estou com pequenas descamações no couro cabeludo aplico o óleo nos locais – geralmente as descamações são bem pontuais – e elas soltam facilmente.

Saindo da cabeça, corpo e membros, uso o óleo de bebê em seres inanimados frequentemente, principalmente nas peças de madeira maciça que moram na minha bancada de maquiagem, para limpar manchas de maquiagem que pegam no couro da minha cadeira e para higienizar a parte de dentro dos meus sapatos de couro natural.

Na parte de fora dos sapatos e bolsas de couro natural uso Geleia de vaselina 100% pura da marca Vasenol e depois passo um paninho de microfibra para remover o excesso e dar brilho.

6. Creme Nivea (‘latinha azul’)

O único incômodo que tenho com o Creme Nivea, que não uso no rosto todo por ser pesado para meu tipo de pele, é o fato de ter perfume.

Gosto muito dele para a área dos olhos e para fazer misturinha com a minha base favorita, a Studio Fix da MAC, deixando-a mais emoliente, mas depois que conheci o Hipoglós Transparente tenho usado o Creme Nivea apenas nos cotovelos, joelhos e tornozelos.

Se eu tivesse que escolher só um dos dois optaria pelo Hipoglós transparente porque é mais versátil e não tem cheiro nenhum.

7. Hipoglós Transparente

O Hipoglós Transparente é um hidratante cicatrizante e ‘clareador’ leve (despigmentante) indicado primariamente para proteger a pele dos bebês contra assaduras.

Foi uma super dica da Monique, uso quilos como se não houvesse amanhã, virou um multifuncional.

Ele é tipo um Creme Nivea turbinado e sem perfume.

Esta versão contém parafina líquida, lanolina, pantenol (vitamina que tem efeito clareador) e vitamina E.

Uso na boca, na área dos olhos, no topo das bochechas, em regiões pontuais da face quando a pele está descamando (não arde nada) e nas cutículas.

Ele faz por mim tudo que o Creme Nivea faz e um pouco mais, porém sai mais caro por grama, por isso continuo comprando os dois, já que uso bastante o Nivea no corpo.

Amo muito usar o Hipoglós Transparente como balm labial e como hidratante para a área dos olhos porque ele não tem gosto nenhum nem perfume, deixa um aspecto de gloss transparente (nem vejo necessidade de recomprar o Lip Oil d’O Boticário) e percebo/sinto/acho que ele dá uma ‘enchida’ confortável tanto nos meus lábios como na pele ao redor dos olhos.

E como se não bastasse, o produto deixa a região do melasma bem macia e serve para aumentar a emoliência da minha base e dos meus corretivos.

8. Talco Johnson’s Baby (rótulo rosa)

Aplico o Talco Johnson´s Baby  no corpo há mais de dez anos para remover a umidade e fixar o protetor solar no pescoço, colo e braços.  Deposito o produto no corpo usando um aplicador para maquiagem.

Pode ser que você não ache necessário, mas moro em uma cidade muito úmida e a sensação sequinha do talco torna o uso do protetor solar menos desconfortável.

Um frasco dura uma eternidade e me faz economizar bastante pó fixador.

Uso também para colocar dentro das luvas que uso para fazer a limpeza da casa.

9. Desodorante Antitranspirante Roll on Dove Original

Fui descobrir que meu corpo tinha capacidade de suar ao ponto de molhar a roupa apenas quando pratiquei Muay Thai.

Minhas axilas ficam praticamente sequinhas o tempo todo (mesmo quando faço musculação), mas como moro numa cidade muito quente e acabei absorvendo o hábito de usar desodorante.

Para o meu caso o Roll on da Dove é mais que suficiente. Gosto bastante dele porque deixa a região axilar macia.

10. Sabonete de Coco Granado

Esse sabonete foi uma descoberta do Igor.

Ele espuma bastante, tem um odor bem leve e uma alta capacidade de remover oleosidade da pele.

Gosto de usá-lo no rosto com foco na zona T e nas costas e para lavar pinceis e esponjas de maquiagem. Uso muito para higienizar as axilas porque ele remove o desodorante super bem.

É isso.

Quais são os seus baratinhos favoritos da vida?

Não citei os meus baratinhos capilares porque temos dois posts recentes sobre cabelos:

De asa de graúna a pimenta com sal
Mais sobre os meus cabelos.

Beijos,

M.

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Memórias Póstumas

Por @meire_md

“Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias,
trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente* extenso, e aliás desnecessário ao entendimento
da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com
um piparote, e adeus. Brás Cubas.”


Machado de Assis (1839 — 1908), famoso escritor brasileiro de ascendência africana, iniciou sua carreira literária aos 15 anos de idade, foi o fundador da cadeira n° 23 da Academia Brasileira de Letras e a presidiu por mais de 10 anos.

Recentemente decidi reler Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e até os dois primeiros terços do livro me diverti horrores. As tiradas são fenomenais.

O último terço é ruim? Não, pelo contrário… É denso, é profundo e triste tanto quanto pode ser uma vida abastada impactada por perdas acumuladas.

Se para você a vida é um depósito de alegrias e tristezas cujo saldo é, no geral, positivo, você perceberá que para o defunto que nos fala, também é.

A morte do Brás


Brás Cubas morreu aos 64 anos em uma sexta-feira qualquer de agosto de 1869 e, uma vez morto, decidiu escrever suas memórias em 160 capítulos meticulosamente organizados em ordem cronológica.

Com uma fortuna avaliada em 600 contos de réis  – se você descobrir quanto isso valeria hoje me conta 🤭😁 -, solteiro e sem filhos, começou a escrever o livro enquanto estava sendo pranteado e velado na presença de onze amigos e familiares.

Antes de iniciar os relatos sobre sua infância, Cubas explica aos leitores como morreu e você já é fisgado pela estranhamente engraçada junção de humor mórbido com português rebuscado.

Se você tiver apego a esse humor refinado vai captar o quando Machado de Assis é espirituoso.

“…Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos.”

A vida do Brás

Nascido em outubro de 1805, Brás Cubas dedica vários capítulos à sua infância privilegiada, não poupa espaço para cada uma das mulheres que passaram por sua vida, nos apresenta seu pitoresco amigo Quincas Borba, nos carrega tanto à Europa – onde finalizou os estudos – quanto à sua intimidade amorosa e aos momentos em que vivenciou a morte de pessoas próximas.

“Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo
cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma.”

A escravidão, o modo de vida da sociedade, as doenças endêmicas da época e a relação entre patrões e empregados são retratados de modo muito sutil.

“Depois do almoço fui à casa de D. Plácida; achei um molho de ossos, envolto em molambos, estendido sobre um
catre velho e nauseabundo; dei-lhe algum dinheiro. No dia seguinte fi-la transportar para a Misericórdia, onde
ela morreu uma semana depois. Minto: amanheceu morta; saiu da vida às escondidas, tal qual entrara.”


Machado de Assis foi deixando o texto emocionalmente mais denso a cada capítulo; percebe-se que Brás Cubas foi amadurecendo e assumindo um ar mais autocrítico e analítico a cada hora vivida após a sua morte.

Recomendo fortemente.

Caso queira ler meus comentários sobre ‘O Alienista’, clique aqui.

Meire

Fonte da Biografia:

     Academia Brasileira

*sinônimo de exageradamente

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Minha Rotina Corporal (2021)

Por @meire_md

Quando você não gosta de alguma coisa, ganha uma habilidade extrema de encontrar defeitos em tudo que se relaciona a ela. Isso ocorre comigo quando o assunto é hidratante corporal.

Conforme os anos vão passando, hidratar o corpo deixa de ser uma questão de escolha. A pele não pede, ela exige. 

A cútis vai ficando mais ‘delicada’ e tende a fragilizar-se, o que facilita microlesões e faz com que ela assuma um aspecto levemente ‘amassado’. 

Considerando os hidratantes com ingredientes que alegam proteger a barreira cutânea, a pele tratada não fica somente mais bonita e macia, como possivelmente mais resistente.

Testei inúmeros ao longo da vida – inclusive os voltados às crianças – e cheguei à conclusão que só consigo me adaptar aos que sejam rapidamente absorvidos e não tenham fragrância.

Consegui encontrar meu favorito da vida, chego já já nele.

Transformando finalidades

Dos hidratantes corporais com fragrância que já testei e permaneço recomprando, a primeira exceção é o Body Lotion Verveine (Loção Corporal Verbena) da L’Occitane, que na prática nem me serve exatamente como um hidratante corporal. 

O Verbena funciona para mim como uma ferramenta relaxante: aplico o produto no pescoço e nos braços antes de dormir porque a fragrância, que simboliza fortemente meu casamento, encaixa-se perfeitamente com minha meditação noturna.

A segunda exceção é o Creme Nivea da latinha azul, que atualmente uso principalmente nas cutículas, joelhos, cotovelos e tornozelos. Ele salva meu pescoço quando ele está com o tal aspecto amassado, coisa que ocorre quando eu exagero no uso da Tretinoína.

Sem fragrância

Dos hidratantes corporais sem fragrância que testei no passado, um dos poucos que usei até o fim foi o Nutriol Hidratante Intensivo Dermatológico Sem Perfume, da Darrow. Ele tem um ótimo custo-benefício. 

Gostei bastante do ‘Loção Hidratante Corporal AI Fisiogel’, mas não o recomprei por ser meio caro, daí testei o Neutrogena Hidratante Corporal Intensivo Norwegian Formula sem Fragrância’, que é muito bom, porém não some na minha pele e parece ser mais indicado para quem tem pele seca ou extra-seca.

Ai pensei, se quero um produto simples, sem perfume e para o dia a dia, por que não testar os hidratantes da linha Cetaphil da Galderma, que eu costumava prescrever pros meus pequenos pacientes?

A Loção Hidratante que pedi aos céus: minimalista, multifuncional, fácil de comprar no Brasil e com bom preço

A Loção Hidratante Cetaphil 473 mL vem apresentada em frasco de material reciclável e equipado com válvula pump.

Ela tem composição hipoalergênica, pode ser usada tanto no corpo quanto no rosto e é direcionada a pessoas com pele normal a seca. Pode ser usada por crianças e adultos.

Como contém óleo de abacate e pantenol, ingredientes que adoro, resolvi testá-la também na área dos olhos.

A aplicação é extremamente confortável, em mim o produto não promove ardor nem quando a região está sensibilizada e some atenuando o aspecto das linhas finas e deixando a pele fresquinha 

No rosto todo ela não some completamente, mas sinto que ‘penetra’ mais que o Cicaplast Baume B5, que me salva quando a pele está dolorida em razão do uso da tretinoína (que é um medicamento). 

Na região do pescoço e colo o resultado ‘desamassador’ é excelente, mas lembro que não tenho grandes problemas nestas regiões ainda.

A aplicação e absorção nas mãos, pés e no resto de todo o corpo –  no meu caso – é rápida e não faz a minha pele ficar ‘suando’.

Depois dela não sinto mais qualquer necessidade de comprar cremes específicos para as mãos.

Para os pés e tornozelos achei a hidratação insuficiente, mas para isso já estou habituada ao Creme Nivea.

Além de todas essas vantagens, a Loção não me dá sensação de calor no corpo e não há transferência de qualquer eventual odor dos ingredientes para os meus lençóis.

Não ter fragrância não significa que não tenha cheiro algum. Alguns hidratantes sem fragrância, como um da Avène que esqueci o nome, podem ter um cheiro levemente desagradável.

A Loção Hidratante Cetaphil tem um odor levemente herbal, super extra levemente, tipo o máximo do levemente que você conseguir imaginar. Mesmo aspirando o produto bem de perto não sinto qualquer reação negativa.

Se eu tivesse a pele seca escolheria a versão mais power, a Advanced Loção Hidratante Cetaphil, que é mais espessa e indicada apenas para o corpo.

Minha rotina corporal atual

Há muitos anos aplico pela manhã algum creme com efeito ‘anti-idade’ no pescoço, colo e braços. 

Os que mais gostei foram um da Sesderma (não vende no Brasil), o Revytra Creme Corporal da La Cutanée e o Ivy C Corpo e Colo, da brasileira Mantecorp. 

No momento estou usando um que ganhei de presente, o Advanced Clinicals Retinol, que é excelente e sem fragrância.

Pesando custo-benefício, o Ivy C Corpo e Colo (apesar de ter um perfuminho doce e enjoativo) sai na frente porque é fácil de comprar no Brasil, oferece alguma proteção solar e tem um ótimo preço. Como não uso na hora de dormir, até suporto bem.

Costumo usar o Johnson’s Baby Óleo (da tampa rosa) logo após o último banho, com o corpo ainda úmido, mas não todos os dias.

Quando percebo ressecamento nos joelhos, tornozelos, cutículas e pés aplico Creme Nivea da latinha azul, coisa bem pontual mesmo.

Tenho aplicado a Loção Hidratante Cetaphil na cama, quando já vou dormir ou estou vendo séries, daí aproveito e aplico na área dos olhs também. Acordo com a pele macia e aquela sensação de leve prurido, comum em pessoas alérgicas, sumiu.

Não considero mais o Leite Corporal da Verbena como um hidratante, ele é um mimo relaxante, então nem vou listá-lo como um produto de rotina de cuidados corporais.

Se você não tem asma nem intolerância a fragrâncias vai encontrar muitos hidratantes corporais eficazes e com preços baixos, como os da Johnson’s, da Nivea, da Neutrogena e da Hidrabene.

Obs.: Falei sobre proteção solar do corpo no post sobre minha rotina de cuidados com o Melasma.

Obs. 2: Tenho comprado tudo online e como o frete para minha cidade é sempre caro, resolvo o problema escolhendo os produtos da Amazon com selo Prime, todos com frete grátis.  Como gosto de ver filmes e séries, no final das contas o valor pago pela assinatura é quase simbólico.

 

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Mais sobre minhas rotinas

Os Dentes também envelhecem

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Déficit de Atenção

Um beijo!

Meire

 

 

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BAND-MAID, a sua nova banda favorita 

Por Igor Santos*

Eu sempre gostei de música. Tanto que passei anos da minha vida pagando minhas contas através dela e também tenho uma formação técnica em um instrumento (e metade da mesma formação em outro que precisei interromper por motivos de saúde) e um diploma em produção musical (além de uma considerável coleção de instrumentos, de viola-de-cocho mato grossense a didgeridoo australiano, passando por percussões caribenhas e cordas árabes). Por muito tempo eu não só vivi de música, como vivi música.

Até hoje, poucas coisas me dão mais prazer que conhecer uma música nova que me deixa feliz. No entanto, há anos tenho buscado algo novo e não encontrado.

E por “novo” não quero dizer “recente” ou “moderno”, mas sim “inovador”, “diferente”, ou pelo menos algo que não faça meus ouvidos bocejarem de tédio.

Existem milhares de bandas excelentes com instrumentistas ótimos hoje em dia fazendo música de primeira qualidade, só que inevitavelmente é sempre mais do mesmo.

Nenhuma delas me excita como quando, em várias fases da minha vida, descobri Led Zeppelin, Dave Brubeck, Luiz Gonzaga, Nina Simone, Yes, Fela Kuti, Racionais MC ‘s, The Meters, Lenine, Pixies, Fritzwicky e algumas poucas outras.

Ouvido ativo

Quanto mais eu envelheço, mais eu me interesso pelo processo artístico e tenho tendência a ouvir criticamente, analisando o que consumo.

Em outro artigo  eu expus (sem muitos detalhes – a tese original tem dezenas de páginas) o nível de minúcia no qual eu já precisava processar informação para me manter interessado em música (meu TCC foi sobre “pulsos binaurais e harmonização síncrona de ondas cerebrais).

De lá para cá já vão quase vinte anos, então música tem cada vez mais me deixado decepcionado e desestimulado. Claro, existem canções que me levam a lugares inesperados, mas é raro um artista conseguir isso mais de uma vez.

Isto é, até o começo de março deste, quando descobri BAND-MAID.

BAND-MAID é tipo sal de cozinha, que  brota da reação de um vapor letal com um metal explosivo

Tentar descrever sua música é impraticável como tentar descrever uma cor nova para quem nunca enxergou.

É impossível usar palavras para classificar algo que contém pop vocal, folk, prog rock, grunge, thrash metal, levadas dançantes e compassos complexos, letras românticas e agressivas, niilistas e esperançosas, solos de pop rock, speed metal e psicodélicos, e sonetos de Shakespeare; e isso só na faixa Sayonakidori  (da primeira vez que eu ouvi essa música eu demorei mais de uma hora para chegar ao final dos seus quatro minutos e meio pois eu ficava voltando para o trecho anterior porque eu simplesmente não conseguia acreditar no que estava ouvindo).

Mas eu entendo que isso não seja para todo mundo. Do que você gosta? Baladas de piano anos 90? start over  pode ser sua porta de entrada. Ou, para outra balada um pouco mais animada, Wonderland – dificilmente você vai ouvir um par de vozes mais bonitas na sua vida (acredite, eu passei a minha procurando).

Agora, se o que você quer é uma música que arranque suas obturações, aumente o volume e ouça 輪廻/RINNE  ou Black Hole, ou até you. se quiser um pouco de pop punk no seu dia.

Por outro lado, se quiser embarcar numa jornada, tente Puzzle ou secret MY lips. Mas se só quiser dançar e cantar junto, experimente Play, REAL EXISTENCEFREEDOM  ou DOMINATION .

E, se até hoje você achava que era impossível um solo de guitarra fazer você chorar, escute Daydreaming  num canto sossegado da sua casa e preste atenção à explosão extática que a guitarra dá à emoção contida e sofrida dos vocais.

Eu não entendo japonês suficiente e obviamente também não falo guitarra, mas a mensagem emocional é evidente até na explosão dos pratos, que funcionam como o subconsciente da protagonista que precisa extravasar sua frustração.

“Horas” é a quantidade de tempo que eu poderia discorrer acerca de Daydreaming.

Mottainai – evitando desperdícios

Enquanto no tópico de solos: praticamente todas as músicas têm (pelo menos) um e absolutamente nenhuma delas tem um chato, auto-indulgente, daqueles que são colocados depois só para ocupar espaço ou demonstrar a capacidade técnica da guitarrista. Todos eles existem para elevar ainda mais a composição. O mesmo com o baixo e igualmente a bateria.

Tudo, absolutamente tudo nesta banda existe para fazer as músicas melhores.

Não há egos, apenas musicistas do mais alto nível possível, tanto técnico quanto composicional. O entendimento musical das integrantes é inigualável.

A letrista (segunda voz, guitarrista base) quando quer escrever uma música de amor lê Romeu e Julieta; quando precisa compor para a abertura de um anime lê todos os livros que serviram de base para o desenho; ela tem até um cuidado especial na hora de escrever o título das músicas, daí a variedade de combinações entre maiúsculas/minúsculas, pontuação e alfabetos – ela é uma poeta também visual.

100%

Até existem outras bandas com um ou dois integrantes com tamanha sensibilidade, mas nenhuma tem (ou teve) cinco.

Eu poderia escrever laudas e laudas sobre cada uma, individualmente, e jamais seria suficiente para descrever seus brilhantismos.

Do mesmo grupo você também vai ouvir punk hardcore, classic hard rock, rap, progressivo experimental, shoegazing, hip-hop, tropical house, peças de quatro minutos tão complexas e cheias de movimentos como uma ópera ou balé de duas horas, baladas power pop, rock latino, psicodélico e j-rock… às vezes na mesma música.

É difícil imaginar, não importa o quão boa sua imaginação seja, para qual rumo uma música vai seguir. Muitas vezes até os refrões são diferentes dentro da mesma música.

E a cada disco que lançam elas só melhoram.

Uma coisa que você nunca vai ouvir de BAND-MAID: gritaria. As vocalistas são inteligentes e talentosas demais para desperdiçar suas vozes com notas desnecessárias ou ostentativas com o único intuito de saciar a própria vaidade. A música é mais importante. Aliás, essa banda é tão inteligente em suas composições que é capaz de aumentar o seu QI só de ouvi-las.

Um presente para o mundo

São músicas criadas em quatro dimensões; você pode ouvir enquanto dirige, cozinha ou joga videogame só como ruído de fundo para lhe deixar feliz ou pode sentar e prestar atenção e nunca parar de descobrir detalhe atrás de detalhe – como fractais, que de quanto mais perto se investiga, mais complexos ficam.

É indescritível, não sei nem porque estou tentando. As canções de BAND-MAID são um presente para o mundo. Vá ouvi-las e seja feliz.

As músicas desta banda têm uma função e uma função somente: não é aparecer, mostrar como são talentosas, ganhar dinheiro ou fama e admiração.

A função que esta banda desempenha é única e exclusivamente deixar o ouvinte feliz. Não importa se estão tocando o metal mais pesado que você vai ouvir na vida ou uma melodia de voz&violão, a felicidade do ouvinte é o único objetivo realmente importante.

Eu garanto que a música de BAND-MAID vai deixar você feliz. Porque funciona comigo, e eu tenho um cérebro quebrado.

Gênios só aparecem de tempos em tempos

BAND-MAID é uma banda importante. Não só para mim ou para os fãs de música, mas para a música em geral. O que elas fazem ninguém jamais fez antes e muitos vão fazer depois delas.

Esta não é a maior banda do mundo hoje pelo mesmo motivo de terem jogado repolho em Stravinsky na estreia de Sagração da Primavera: comumente, desprezo é o preço pelo apreço em não ser preso ao comum.

*Músico formado em Engenharia e Produção Musical
Fontes das Imagens: Instagram e Youtube

Guia do Spotify🎶 para iniciantes: músicas e podcasts na mão!

 

 

 

 

 

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O Jovem Marinheiro e o Meu Pai

Por @meire_md

 “Nunca esperei que minhas experiências mais significativas como médico -e, na verdade, como ser humano – fossem resultar de ajudar os outros a lidar não só com o que a medicina pode fazer, mas também com o que não pode”

O médico norte-americano Atul Gawande (1965 – ) é um prolífico escritor, defensor da excelência na cirurgia e sensível a questões relacionadas à saúde pública.

Seu belo livro ‘Mortais‘ expõe questões bioéticas angustiantes das quais nos desviamos frequentemente, mas que dizem respeito a todos nós, sem exceção. Caso você ainda não tenha, cedo ou tarde terá contato íntimo com a morte e/ou com dilemas espinhosos relacionados à proximidade dela.

O ano no qual indiquei a leitura deste livro para mais pessoas foi 2020.

A violenta crise sanitária, a súbita preocupação com os familiares idosos e a morte inesperada de muitos amigos e familiares fez com que pessoas que me seguem no Instagram há muito tempo tenham me dado a honra de ouvi-las.

Chorei muitas vezes aquele mesmo choro internalizado e abafado que me ocorria quando eu era médica assistente* e, para manter a capacidade de raciocínio lógico ativada, lutava contra os prejuízos da emoção.

O jovem marinheiro e o meu pai

Devo tanta gratidão ao primeiro paciente que vi morrer quanto aos professores que me formaram.

O jovem marinheiro que sofreu com angústia respiratória na Enfermaria do Hospital Universitário permitiu, mesmo ciente da minha completa insignificância, que eu participasse de cada fase de sua longa doença e estivesse presente na hora de sua morte, ainda que apenas segurando suas mãos, pois já tínhamos ordem de não reanimá-lo.

Por dias eu dormia e acordava pensando naquele que removeu da minha mente ingênua qualquer vestígio de crença em superpoderes médicos.

O marinheiro me cedeu a humildade e gentileza que eu precisava para, dois anos depois, tentar dar o meu melhor como médica.

Mas ele não fez só isso. Ele me aproximou mais da então ainda pouco valorizada Medicina Baseada em Evidências e me mostrou o quanto a vida humana é frágil, coisas que paradoxalmente me fizeram ter mais certeza de que queria ser médica.

No mesmo ano participei do doloroso caminho do meu pai até a morte e o que eu desejava, em um tempo onde pouco se falava em cuidados paliativos, era não só que ele fosse submetido apenas aos procedimentos estritamente necessários como que não morresse com a assustadora angústia respiratória que eu havia presenciado meses antes.

O livro ‘Mortais’  me fez perceber que ter coragem e a maturidade de levá-lo para morrer longe de punções, cateteres e respiradores inúteis para a fase na qual a doença dele se encontrava foi um dos maiores feitos da minha vida. Eu fui muito forte, muito corajosa.

A família, os médicos e a morte

Infelizmente hoje impera muito mais a indústria dos processos contra médicos do que a busca pela morte com menos sofrimento, como a morte que meu pai teve o direito de ter. Por algum motivo os médicos souberam que eu jamais os culparia quando meu pai morresse.

Meu pai teve o direito de morrer dormindo em um local de menor complexidade e sem dor após uma dose ótima de morfina e sem uma equipe de médicos e enfermeiros dissecando suas veias ou socando tubos em seu estômago e traqueia. Minha família deu-lhe o último banho e a última refeição.

Muitos médicos que desejam parar de fazer exames e procedimentos nos nossos parentes idosos ou gravemente enfermos continuam  invadindo o paciente porque do contrário poderão ser processados pela família. A família exige a invasão. A família não permite deixar o ente querido descansar ‘antes do tempo’.

Infantilização do Idoso

“Eu estou com oitenta anos e, com essa idade, eu tenho o direito de decidir o que eu quero fazer” (Truman, engolido por lava em sua residência, de onde se negou a sair quando o vulcão do Monte Santa Helena ameaçava entrar em erupção)

Muitas famílias e médicos infantilizam o idoso e o tratam como um indivíduo sem vontade própria e  incapaz de decidir seu próprio destino.

As tomadas de decisão diante da proximidade da morte e o trato com os idosos são os principais motivos pelos quais eu gostaria que todas as pessoas do mundo lessem ‘Mortais’. 

Meu desejo tomará sua mente quando você se deparar com os casos narrados por Atul Gawande.

Mortais

Logo no início do livro presumi, com zero margem de erro, que o autor tinha enfrentado uma situação familiar parecida com a da minha família.

A história do pai dele é reconstruída nos capítulo 7 e 8, que versam sobre conversas difíceis e decisões corajosas.

Nos cinco primeiros capítulos, o médico faz uma explanação histórica, cultural e fisiopatológica sobre a senescência e de como experimentar a velhice em um mundo onde, embora não seja nem de perto uma raridade, é indesejada (e cara).

Atul descreve vários casos ‘clínicos’ de pessoas que precisaram buscar casas de repouso e de como a perda da autonomia, a solidão e o sentimento de inutilidade agravam o prognóstico de condições clínicas alusivas à idade.

Se você é dono de uma casa de repouso ou pretende entrar nesse ramo de demanda cada vez maior, este livro também é para você.

‘Se fosse você que tivesse um câncer metastático – ou, na verdade, qualquer outra doença incurável em estágio avançado -, o que desejaria que seus médicos fizessem?’

O capítulo 6 trata da morte não acidental de pessoas jovens. Você pensa nisso? Você pensa que amanhã ou depois você, seu cônjuge ou um de seus filhos simplesmente venha a apresentar um declínio rápido de saúde por uma condição irreversível?

O exercício de se imaginar no fim da vida ou imaginar como o fim da vida de alguém que amamos nos afetaria é doloroso, mas pedagógico. Pesquisas mostram que modelamos nossas prioridades de acordo com o tempo que acreditamos ter pela frente. Imaginar a proximidade do fim nos torna subitamente sábios.

Quais seriam as suas prioridades hoje se você fosse morrer na semana que vem?

O autor produziu um livro muito eficiente, honesto e necessário.

Despedidas

Sugiro a todos a leitura do texto ‘The Good Short Life’ de Dudley Clendinen, que foi traduzido para o português pelo pelo Igor e disponibilizado aqui.

Recém comprei o livro ‘Para Toda a Eternidade’, de Caitin Doughly, que faz uma jornada global baseada nos rituais de despedida de vários povos.

No terreno da ficção, um livro que gosto muito é ‘Intermitências da Morte’, de Saramago — Resenha aqui.

Os temas são difíceis, mas precisamos lidar com eles.

Não fugir da realidade e encarar a finitude da vida pode mudar completamente nosso  modo de encará-la.

Acordo todas as manhãs invadida por uma imensa sensação de gratidão pela minha vida e pela vida das pessoas que amo e tenho absoluta certeza que isso tem uma relação muito forte com a consciência do quanto minha vida é frágil.

Somos seres raros e a vida é muito, mas muito curta.

Meire

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Narcisismo Perverso, a patologia emocional que habita entre nós

Por blogdamonique 🐦

Não é fácil identificar alguém com transtorno de personalidade — principalmente se você é uma vítima dessa pessoa (ou a própria!).  Acontece que, independentemente de ser diagnosticado ou não, o portador da patologia sofre e, ao mesmo tempo, faz o inferno na vida do parceiro.

Isso pode trazer consequências graves para quem convive com ele, como: depressão, crises de ansiedade, síndrome do pânico ou, em casos mais extremos, suicídio.

Narcisistas são Sequestradores de Almas

No livro Sequestradores de Almas, da psicóloga Silvia Malamud, ela  conta que o narcisista “opera por meio de condutas altamente opressoras, que são tidas pela psicologia como um dos piores casos de perversão”.

A principal característica do portador é cultivar a grandiosidade a qualquer custo, seja na profissão, vida social ou pessoal. Para que esse objetivo se concretize ao infinito e além, ele ativa tudo o que julgar necessário sem dor ou culpa alguma. 

O narcisista age de forma sutil e constante por meio de ciclos: planta armadilhas que manipulam o outro emocionalmente sem que suas intenções sejam percebidas.

A boa imagem que conquista permite o abuso emocional camuflado. Sendo assim, a vítima vive uma constante montanha-russa de emoções.

Afinal, ele quer que ela foque nos problemas para deixá-la ansiosa, triste, com medo e também para que o comportamento duvidoso dele passe despercebido.

O que se passa na mente do narcisista?

De acordo com a psicóloga, o narcisista sobrevive quando consegue “quebrar” alguém, diminuindo quem está à sua volta, e, como é perverso, faz o impossível para que a vítima se corrompa no que acredita como sagrado e correto.

Ele exige a gratificação crescente de suas realizações com o passar do tempo. Ou seja, quando está no relacionamento, a situação vai se agravando cada vez mais, chegando a ter consequências insuportáveis para quem convive no mesmo teto. 

As relações interpessoais também são prejudicadas devido à falta de empatia, ao desrespeito aos outros, à exploração, ao sentimento de direito a tudo e à constante necessidade de atenção e bajulação. 

O narcisista está atento a tudo o tempo todo: é hipervigilante. No entanto, não está conectado com a realidade. Esconde a própria paranoia como pode e não confia em ninguém, pois acha que as pessoas fazem o mesmo.

É expert em machucar o outro e se proteger do mal que acredita que o outro poderia causar.

Quando seu ego frágil é ferido, é capaz das piores grosserias, mas depois encontra uma justificativa para se explicar. Então, o ciclo abusivo de conquista, ferimento emocional e reconquista se repete…

Existe tratamento para narcisistas?

Ainda de acordo com a autora de Sequestradores de Almas, não é possível tratar terapeuticamente essas pessoas por várias razões. A primeira de todas é que, na verdade, elas não estão buscando ajuda.

“Os narcisistas têm orgulho do que são e não reconhecem que há um problema. Os seus sistemas de crenças também estão bloqueados para enfrentar quaisquer tipos de críticas. Mesmo que, a princípio, pareçam aceitar, estão apenas dissimulando”, relata. 

Não funcionam bem em terapia porque têm dificuldade para assumir sua parcela de responsabilidade. Continuam atuando como manipuladores, o que resulta num material totalmente distorcido. Quando vão à terapia, só o fazem para dar aos parceiros a ilusão de que vão mudar. 

É por essas e por outras que Sequestradores de Almas vale a leitura. É um guia de sobrevivência com alertas, como: reconhecer se você é vítima, manipulação de verdades expostas por narcisistas, leis que devem ser assimiladas pelas vítimas etc.

Se você gostou deste artigo, leia também: A verdade sobre o serial killer na nova série Netflix e Psicopatas do nosso dia a dia.

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Mais Sobre os Meus Cabelos

Por @meire_md

A minha sorte é ter uma cabeça pequena.

Meus cabelos são finos, em pequena quantidade e naturalmente lisos. Unindo todos os fios tenho a sensação de estar pegando o que equivale a apenas uma mecha dos cabelos de uma pessoa capilarmente bem dotada.

Para que as pontas não fiquem muito ‘ralas’, prefiro deixar os fios na altura do ombro e, quando estão bem longos como agora (tipo no meio das costas), tento produzir umas leves ondas com a finalidade de disfarçar a escassez.

Já já chego às ondas.

Cem escovadas antes de dormir

Há muitos mitos relacionados aos cuidados com os cabelos, então esqueça que sou médica e não procure qualquer tipo de precisão neste post: boa parte do que você lerá pela frente nada mais é do que o resultado dos memes que replicamos desde o tempo das nossas avós.

Quando eu era adolescente alguém afirmou que dar cem escovadas nos cabelos antes de dormir era uma boa ideia – interessante que há livro e filme com esse nome – e até hoje muita gente defende o método. 

Eu fiz isso até me dar conta, o que levou anos, que escovar os cabelos com tanta paixão provavelmente só aumentaria a chance de quebra das hastes.

Falando em escovar os fios… Há mais ou menos dez anos só uso as escovas da Tangle Teezer porque desembaraçam super bem, sem promover tanta quebra, creio, quanto as escovas de cabelo comuns. Tenho cinco modelos.

Atualmente meu modelo favorito é a Tangle Teezer Wet Detangling Hairbrush, que é maravilhosa tanto com os fios molhados quanto secos. Tem excelente performance durante a secagem dos fios com secador*, por isso não tenho curiosidade em testar a Janeke Superbrush, que imagino ser mais interessante para quem tem mais cabelos que eu.

Secagem suave

Mito ou não, acredito que além de usar uma escova de cabelos gentil, secar os cabelos de modo suave também ajuda a prevenir a quebra das hastes capilares.

Prefiro remover o excesso da umidade dos cabelos envolvendo-os com toalha de microfibra. Na época em que comecei a fazer isso as toalhas próprias para secagem de cabelos ou eram finas demais ou eram caríssimas.

Há alguns anos acabei comprando um cobertor de microfibra para fazer toalhas e cortei cada peça mais ou menos do tamanho de uma toalha de rosto. É uma solução super barata porque você encontra um bom cobertor por menos de 50 reais e dependendo do tamanho dá para produzir 08 toalhas ou até fazer fronhas para que seus cabelos durmam na fofura.

Com o tempo fui tirando uma toalha para fazer paninhos de limpeza, tirei outra para fazer paninhos para limpar óculos e telas de computadores, devo ter dado uma ou outra para alguém e quando dei por mim só estava com duas. Aí comprei uma Dry My Hair da Océane, que além de ser super fofinha, tem um tamanho excelente para quem tem cabelos longos.

Não tem segredo, dou umas apertadas nos fios com a toalha de microfibra sem esfregá-los e enrolo os fios delicadamente. Quando o excesso de umidade some, passo a escova, uso secador ou deixo que a secagem finalize naturalmente. 

Além da Dry My Hair tenho também duas toucas de microfibra baratinhas da marca Asa do Brasil. Elas são mais finas do que aparentam ser na foto do anúncio, mas duram bastante (como basicamente tudo que é de microfibra).

Uso essas baratinhas para proteger os cabelos quando não quero que molhem durante o banho, pois estou evitando usar as de plástico — mas elas também funcionam bem para secar os cabelos.

Não corta minha onda

É uma missão quase impossível fazer ondas sustentadas em cabelos muito lisos sem entupi-los de produtos, fixadores etc.

Já usei mousses, sprays, já dormi com coisinhas tipo bob e com ‘papelotes’, mas tudo que consegui foi deixar meus fios parecendo miojo cru. Não uso nem faço mais nada disso.

Produzo ondas apenas para dar algum volume do meio às pontas porque elas vão se desmanchar de todo jeito, deixando para trás apenas um rastro levemente sinuoso.

Quando eu quero porque quero as tais sinuosidades, deixo que os fios sequem completamente, aplico Pantene Creme para Pentear (gosto tanto do Anti-Frizz quanto do Hidratação), passo a escova da Tangle Teezer não só para que o creme fique bem distribuído nos fios como para evitar qualquer embaraço.

Depois passo rapidamente minha escova alisadora ou a chapinha (a minha é a de cerâmica da Taiff)  no topo da cabeça pra deixar mais ou menos arrumado, reparto os cabelos em quatro partes porque não tenho cabelos que permitam mais que isso, ehehe, e uso meu Modelador de Cachos da Lizz, o Curling Cônico.

Esse modelador é bivolt, chega no máximo a 200ºC e, como o próprio nome diz, tem formato cônico. Ele tem 25mm na parte superior e 14mm na parte inferior. 

Quando uso um modelador “babyliss” com diâmetro maior as ondas se sustentam menos ainda, então o cônico é perfeito para mim.

Penteados

O que é isso?

Meus penteados de todos os dias são um rabo de cavalo ou um coque feito de qualquer jeito. 

Nos tempos pré-históricos, quando um certo microrganismo ainda não existia e eu tinha vida social, costumava sair com cabelos soltos ou então fazer um coque com hair donut.

Para trabalhar estou quase sempre de cabelos presos e como expliquei no outro post sobre cabelos, para minimizar a quebra sempre aplico Pantene Creme para Pentear antes de quaisquer amarrações.

Um beijo!


PS – O meu secador de cabelos é um bem velhinho da Revlon. Assim que ele falecer irei comprar o Golden Star de 2000W da Philco ou algum similar a ele porque achei o custo-benefício bom. Não sinto necessidade de comprar um secador mais potente.

 

 

 

 

 

 

 

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As Intermitências da Morte

Por @meire_md

“A morte está orgulhosa do bem que o seu violoncelista tocou. Como se tratasse de uma pessoa da família, a mãe, a irmã, uma noiva, esposa não, porque esse homem nunca se casou”

Saramago (1922-2010) ganhou meu coração há exatos quinze anos. Além do ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ – meu livro favorito do autor –  gosto demais de ‘Caim‘, ‘Claraboia‘ e ‘O Conto da Ilha Desconhecida‘.

O pequeno grande livro ‘As intermitências da Morte’ faz parte da fase em que Saramago já ‘saramagueava’ e compõe o grupo de obras onde o escritor não nomina época, local ou pessoas.

A fluidez da escrita, a elegância do humor sutilmente irônico e as sacadas geniais de Saramago me divertem horrores.

Sim, eu sou da tribo de pessoas que dá gargalhadas com Saramago. Quando leio o trecho pro Igor, que sempre fica curioso quando a mulher dele está lendo e rindo,  fico com cara de Monalisa bêbada, porque ele nunca acha engraçado.

As intermitências da Morte

Quando a Morte decide fazer greve, o país se organiza social e politicamente para lidar com esse inusitado e grave problema.

A história versa sobre a adaptação das pessoas diante da crise, bem como as fraudes e conchavos que são cometidos para que a ordem seja mantida.

É impossível não fazer paralelos com problemas sociais que já conhecemos e, para mim e outros amantes de Saramago, é impossível não rir com as alfinetadas do gênio.

Numa segunda fase da história a morte vira o jogo, muda as regras (nada de spoiler, já sei) e no terço final, deixa-se conhecer.

É um livro de leitura rápida – como se fosse uma peça de teatro – por isso o coloquei no primeiro post com a lista de dez livros para ler em menos de um dia.

 

 

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O que um cidadão brasileiro precisa fazer para pegar pena máxima?

Por @meire_md

Embora criticado por alguns, o aumento da pena privativa de liberdade de 30 para 40 anos (Lei 13.964/2019) poderá minimizar a potencial nocividade promovida pela soltura precoce de predadores sexuais e matadores seriais ritualísticos — indivíduos de um modo geral impermeáveis a qualquer tentativa de reabilitação — em uma idade em que ainda estão sexualmente ativos e fisicamente aptos a reincidir.

O Brasil só mantém predadores presos por tempo indeterminado caso sejam considerados mentalmente incapazes.

Nosso país parece não ter aprendido que basicamente todos os predadores (humanos ou não) apresentam um ótimo comportamento quando presos.

Antecipar a soltura de um predador sexual por bom comportamento é o mesmo que soltar um leão ou outro animal selvagem carnívoro em parquinho cheio de crianças indefesas porque, quando preso e sem potenciais vítimas por perto, ele se comporta bem.

Chico Picadinho, só para dar um exemplo, foi solto precocemente por bom comportamento e perpetrou novos crimes, vindo a assassinar mais uma mulher.

Se não tivesse sido preso novamente, o que só ocorreu porque foi traído por um amigo, quantas outras vidas teriam sido ceifadas?

O que um cidadão brasileiro precisa fazer, exatamente, para pegar a pena máxima e cumpri-la até o fim? 

Isso não é uma pergunta retórica. Não sei a resposta.

Em 2008 uma moça pobre de 17 anos de idade foi seduzida com uma promessa de emprego, trabalhou de graça por alguns dias na casa daqueles que abusaram de sua confiança e foi brutalmente assassinada sem qualquer possibilidade de defesa.

Seu corpo foi desmembrado e sua carne serviu de alimento não só para os  captores, como para sua filhinha de um ano de idade, uma bebê  transformada em  órfã, sequestrada e levada para uma outra cidade.

A criança comeu a carne da própria mãe.

Como se não restasse mais nada a extrair da citada vítima, sua identidade foi roubada e seu nome passou a ser usado por uma das assassinas.

A assassinada foi privada inclusive do direito a um funeral junto à família porque seu corpo, além de vilipendiado, foi ocultado aos pedaços.

Não vêm à minha mente a resposta à seguinte questão: o que mais precisaria ser feito para que os criminosos que destruíram a moça de modo brutal, por todos os ângulos possíveis e por motivo torpe fossem condenados aos possíveis 30 anos de privação de liberdade previstos à época?

O malefício da sensação de impunidade

O mentor intelectual do crime acima e figura principal dos ‘Canibais de Garanhuns‘  é um homem nascido em família de classe média, tem origem europeia, teve acesso a ensino superior e a bom nível cultural. Nada disso, ao contrário de quem defende que os psicopatas são um puro produto do meio, evitou que o homem se transformasse em um criminoso serial.

Além de conseguir se safar de um assassinato, roubou todas as reservas financeiras da própria mãe, fingiu ser esquizofrênico – inclusive usou serviços do CAPS  para conseguir benefícios do Governo Federal – e nada lhe aconteceu.

Nada, mesmo.

É assim, de impunidade em impunidade, que psicopatas, sejam eles ricos ou pobres, organizados ou desorganizados, vão ganhando força e escalando.

A história dos três canibais (Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Pires e Bruna da Silva) e de suas vítimas conhecidas é contada detalhadamente no livro-reportagem do jornalista Raphael Guerra, os ‘Os Canibais de Garanhuns’, cuja leitura recomendo.

Inversão de valores

Se vivêssemos em um país que valoriza a vida dos cidadãos, que prioriza a segurança da coletividade e busca justiça para as vítimas e suas famílias, os Canibais de Garanhuns,  inquestionavelmente culpados (não restou qualquer dúvida) pegariam prisão perpétua sem direito a condicional.

Como os casos ocorreram antes da Lei 13.964/2019 e restou comprovado que os crimes foram premeditados e orquestrados por mentes sãs, não há como privar os criminosos de liberdade por tempo indeterminado.

Exceto as pessoas que não se abrem para o conhecimento científico e continuam presas ao romantismo do mito do bom selvagem (que para mim são racistas que agem seletivamente como se a espécie humana não fosse uma só) ou atados à implausibilidade da tábula rasa, hoje acredita-se que a personalidade antissocial é uma condição tão complexa e multifatorial quanto irreversível.

A personalidade está na ‘alma’ do indivíduo, fortemente agarrada ao seu material genético e à sua história de vida, que não pode ser reescrita.

A maior parte das pessoas que têm uma infância sofrida não se transforma em um predador sexual. A frequência de pessoas com personalidade antissocial é relativamente estável em países ricos e pobres.

O mito do bom comportamento

Além de não compreender que o fato de um predador se comportar bem não é um parâmetro honesto ou justo para libertá-los antes que cumpram a pena fixada no julgamento, o Brasil precisa parar de estimular os predadores a transferirem a culpa de seus crimes para os outros.

Quem defende que certos tipos são passíveis de reabilitação deveria estimular o contrário. A honestidade de alguns predadores só aparece quando estão mais velhos. Muitos passam a negar as alegações contra avós,  pais e mães que fizeram no passado.

Na edição definitiva de  ‘Serial Killers Made in Brazil’ (Ilana Casoy),  publicada pela Dark Side Books em 2014 e onde consta a história real de seis serial killers brasileiros que logo mais serão citados neste post e um artigo científico sobre ‘Pedrinho Matador’, percebe-que o Vampiro de Niterói é entrevistado de modo completamente direcionado, como se tentassem implantar em sua mente  atenuantes que são classicamente utilizados por serial killers americanos com a finalidade de transferir a culpa para terceiros e tentar redução de pena por apelo à emoção.

Sempre me pergunto como os entrevistadores não conseguem perceber que estão sendo manipulados. Isso  não é coisa de filme. É despreparo mesmo.

Leia a entrevista feita em 2003 com este aspecto em mente e vai perceber o quanto uma das entrevistadoras tentou achar justificativas convencendo o Vampiro de que seus atos poderiam ser explicados pelo seu passado.

Os primeiros Serial Killers brasileiros

José Augusto do Amaral (“Preto Amaral”) foi um serial killer brutal, pedófilo, sádico e necrófilo nascido em 1871.

Ele não foi julgado, mas ficou preso até a data da sua morte, ocorrida aos 55 anos de idade.

Com base nos levantamentos feitos por Ilana Casoy, é possível que o julgamento de José Augusto resultasse em privação definitiva da liberdade.

O segundo serial killer retratado no livro ‘Serial Killers Made in Brazil’ é Febrônio Índio do Brasil (“O filho da Luz”), que foi ainda mais cruel que José Augusto do Amaral.

Febrônio era extremamente religioso, foi exímio fraudador/falsificador de identidades, mitomaníaco (mentiroso patológico) e considerava-se merecedor das torturas e sevícias que aplicava às crianças, cujos corpos eram descartados como se fossem lixo.

Antes de ser definitivamente preso havia sido detido e solto 37 vezes por diversos tipos de crimes.

Um fato interessante de sua história é que o Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro foi construído para abrigá-lo.

Graças ao Dr. Heitor Carrilho, Febrônio foi o primeiro caso de prisão perpétua legitimada pela psiquiatria forense brasileira.

Os Monstros e o Vampiro

Benedito Moreira de Carvalho (“Monstro de Guaianases”) foi um bom marido. Por ser muito hábil em enganar as pessoas e se livrar da cadeia, agiu livremente por anos.

Aos 20 anos violentou uma criança, porém ficou preso por pouco tempo; cometeu um atentado violento em 1941, mas também ficou preso por pouco tempo, ou seja, nada tão diferente do que vemos hoje.

Em 1946 o Monstro de Guaianases violentou uma garota de 16 anos, mas recebeu uma boa  defesa e rapidamente conseguiu liberdade condicional. Depois de mais cinco garotas violentadas foi preso novamente, mas conseguiu sair por meio de um habeas corpus.

Tão logo saiu violentou outra moça e em1952, como ocorre com muitos dos predadores favorecidos por esta revoltante leniência, escalou e iniciou uma onda de terríveis assassinatos.

Por fim, ele foi considerado inimputável e internado em um manicômio.  Como ocorre com praticamente todo predador capturado, foi um preso meticuloso e obediente.

José Paz Bezerra (“Monstro do Morumbi”), atuou como ladrão, estuprador sádico, necrófilo, torturador fetichista (tipo BTK) e assassinou e descartou inúmeras mulheres em posições vexatórias.

Sua prisão foi decretada em São Paulo, mas ele fugiu para o Pará, onde continuou a matança. Foi solto em 2001, quando estava com apenas 56 anos de idade.

Marcelo Costa de Andrade (“Vampiro de Niteroi”) começou a matar na infância, eliminando a vida de vários gatos.

Quando adolescente fugia, viajava pelo Brasil como mochileiro pegando carona e quando desejava voltar perpetrava algum crime, pois assim era mais fácil para ele. Ao ser recolhido, solicitava que a cidade o devolvesse para a FEBEM no Rio de Janeiro, garantindo a volta para sua cidade de origem de modo confortável e sem gastar com passagem.

Marcelo capturou por meio de traição de confiança, violentou, torturou e assassinou pelo menos treze (todos comprovados) garotos com idades entre 5 e 13 anos, tendo vampirizado alguns deles.

Graças à Perícia Técnica houve aplicação de medida de segurança e só nos resta esperar que ninguém consiga revertê-la, já que ele tem bom comportamento e alega que, por ser evangélico, não voltaria a cometer crimes.

O caso de Chico Picadinho

Quem está para ser solto é Francisco Costa Rocha (“Chico Picadinho”).

Ele assassinou, desfeminizou e eviscerou uma moça. Foi preso, porém, em razão do ‘bom comportamento’, foi solto bem antes de cumprir a pena.

Ao sair,  esganou uma moça, provocou-lhe ferimentos por mordedura e uma lesão no útero, mas isso não foi suficiente para que fosse novamente preso e respondeu processo em liberdade.

Em um curto período de tempo agrediu pelo menos outras seis mulheres e matou mais uma, arrancando-lhe os olhos e vilipendiando seu corpo com um serrote.

Em entrevista a Ilana, Chico fala de sua família de uma maneira muito mais honesta do que falou no passado.

Quanto mais desonesta a pessoa, mais ela atribui aos outros a culpa pelos seus erros e mais supervaloriza fatos de sua infância para atrair a simpatia das pessoas, o que é bastante fácil para eles.

Acredito que entrevistas menos direcionadas e menos maternais, tais como as feitas por John Douglas (FBI) e mostradas nos livros ‘Mindhunter’ e ‘De Frente com o Serial Killer’, poderiam extrair mais honestidade dos criminosos.

É possível que Chico Picadinho, hoje com 78 anos, esteja recuperado, mas ninguém pode afirmar isso com certeza.

‘Pedrinho Matador’, hoje youtuber e conhecido com ‘Pedrinho ex-matador com Jesus’

Pedrinho foi um matador prolífico e estima-se que tenha subtraído pelo menos cem vidas. Ele não atuava de modo ritualístico, não apresentava sinais de sadismo e nunca atuou como predador sexual.

Pedrinho é, de fato, um capítulo à parte na história dos serial killers brasileiros e parece estar genuinamente decidido a não reincidir. Só o tempo dirá.

Quando saiu a primeira versão de Made in Brazil Pedro sentiu-se excluído e entrou em contato com Ilana Casoy.

Com base em sua vida criminosa, a autora escreveu o artigo ‘A Trajetória da Formação de uma Identidade Criminosa Positiva’, adaptando-o para compor a segunda versão do livro.

Para matar sua curiosidade

Se você tem curiosidade sobre os Serial Killers brasileiros indico a leitura destes dois livros, o Serial Killers Made in Brazil, hoje disponível em dose dupla por associação com o Serial Killers Louco ou Cruel, e o livro-reportagem ‘Os Canibais de Garanhuns’, de Raphael Guerra.

Eu ainda não consegui ler ‘Casos de Família: Arquivos Richthofen e Arquivos Nardoni’ porque só em pensar nos dois sobrenomes me sinto muito enojada.

Acompanhei os dois casos pela mídia e não consigo me distanciar emocionalmente para fazer uma leitura que resulte em algum aprendizado.

Um abraço,

M.

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Como cuido do meu melasma

Por @meire_md

Faço tratamento para melasma desde 2006 e, por morar em uma cidade que tem dois sóis para cada habitante, acabei desenvolvendo truques para driblar a alta radiação solar e o calor.

O melasma é caracterizado por manchas amarronzadas na pele do rosto – particularmente nas bochechas e testa – mas atinge não só outras partes da face como pode afetar também o corpo.

A condição é uma doença crônica de fisiopatologia complexa que envolve fatores genéticos, fatores ambientais, alterações em melanócitos, disfunções vasculares e outras que interagem dinamicamente num intrincado processo intimamente ligado ao fotoenvelhecimento da pele.

O principal pilar do tratamento do melasma é a Proteção Solar 

Para proteger a pele contra radiação solar UVA e UVB, você vai precisar de um protetor solar sem cor aplicado em abundância e para proteger a pele contra a luz visível (o que equivale à claridade, ou seja, à luz que enxergamos), vai precisar cobri-la com produtos que contenham cor, tais como base de maquiagem, corretivo, com cor e/ou protetor solar com cor.

Para alguns profissionais a exposição da face ao calor proveniente de fontes artificiais e a exposição solar no corpo são irrelevantes para a evolução e o tratamento do melasma; já para outros, evitá-las pode contribuir com a melhora do quadro. 

É possível que a melhor resposta para as controvérsias acima seja que a evolução depende de fatores individuais. Veja como seu rosto reage às exposições e decida o que fazer.

Eu prefiro usar secador de cabelos com fluxo frio, não exponho meu corpo ao sol e faço suplementação oral de Vitamina D(uso da Healthy Origins).

Excetuando-se os profissionais intelectualmente desonestos, por mais que existam divergências de opiniões – fazer ou não fazer laser, usar ou não usar hidroquinona, fazer ou não fazer peeling? – dermatologistas e demais profissionais que atuam em área afim são unânimes em afirmar que a exposição solar agrava o melasma.

Fotoproteção é uma estratégia mais simples do que parece

Falo sobre proteção solar na internet desde 2009, ou seja, há 12 anos. Em algum momento a internet fez parecer que para você se fotoproteger é preciso que saiba de química, física, biologia, estatística e que tais. Se contribui com isso, peço desculpas.

A fotoproteção nada mais é que um conjunto de estratégias que limitam a ação do sol na sua pele. Usar uma sombrinha com proteção UV, por exemplo, é uma delas.

Vamos descomplicar o que, de fato, é simples. 

Para quem tem melasma e mora no Brasil, parece interessante dar preferência a protetores solares com FPS 50+.

Quanto maior a sua exposição solar – seja enquanto toma ônibus ou por trabalhar em área aberta – mais estratégias você deve usar.

O uso de chapéus, bonés, sombrinhas, óculos escuros e roupas com proteção solar podem, em alguns casos, dispensar o uso do protetor líquido.

Todos os protetores solares vendidos no Brasil foram testados e funcionam, basta que você siga as orientações do fabricante.

Protetor solar não precisa de prescrição médica; são produtos que podem ser comprados em supermercados, farmácias ou lojas de grife. 

Independentemente de qual você escolher, ele deve ser usado em quantidade generosa e não precisa nem de colher nem de seringa para descobrir a quantidade certa a aplicar.

Usar na quantidade correta e reaplicar de acordo com sua rotina de exposição solar

A quantidade correta de protetor solar é a abundância, o que para o rosto equivale a, mais ou menos, duas ou três boas camadas. 

Se o seu protetor solar facial ou corporal for do tipo bastão, o uso suficiente possivelmente corresponde a oito passadas por área a ser protegida. 

É importante ressaltar que os protetores solares em pó só conferem a proteção indicada no rótulo se você aplicar 1g do produto na face, providência inviável não só do ponto de vista estético como do econômico: uma embalagem de 10g só duraria cinco dias, já que você teria que reaplicar a mesma quantidade ao meio-dia.

Os protetores em pó costumam ser indicados como um complemento para ‘selar’ a maquiagem protetora e para retoques ao longo do dia.

Reaplicação

Lavar o rosto e reaplicar o protetor solar na face ao meio-dia pode ser algo bem problemático para algumas pessoas, mas sempre há a possibilidade de aplicar o produto por cima da maquiagem dando batidinhas ou, alternativamente, ‘exagerar’ no pó. Eu sempre opto pela segunda opção.

Cesta básica de Fotoproteção para quem tem melasma

Admitindo que você ainda não encontrou um protetor solar facial que goste, sugiro que seus primeiros critérios de compra sejam a facilidade de comprar e que o preço esteja dentro do seu orçamento. 

Dependendo da sua renda mensal, o gasto com fotoproteção não será desprezível.

Como protetores solares aplicados em quantidade correta acabam muito rápido, sugiro que você não compre vários diferentes para testar. 

Vá testando um por vez e recompre aquele cuja adaptação foi mais fácil.

Se você achar inviável usar um certo protetor solar no rosto, aproveite-o no pescoço, colo e braços, regiões onde você pode aplicar pó ou talco de bebê dando batidinhas com aplicador de tecido ou pincel – uso o Talco Johnson’s – para remover a umidade e fixar o produto.

  1. Um protetor solar para o rosto: 

Atualmente só uso protetores em bastão porque a aplicação é muito mais prática. 

O meu bastão favorito da vida é o Shiseido Clear Stick UV Transparent SPF 50+.

Ele é bem melado, então pode desagradar quem não gosta de protetor solar hidratante. As principais vantagens para o meu caso é que o produto contém licorice – um antioxidante que tem atividade despigmentante –  hidrata a área dos olhos e promove maciez à minha pele.

Após higienizar o rosto nem preciso aplicar hidratante ou antioxidante (só aplico se sentir vontade), o que me confere uma enorme economia de tempo. Aplico apenas o bastão da Shiseido e sigo com a maquiagem.

Para quem procura um bastão mais sequinho posso indicar o que achei melhor dentre os que experimentei, que é o Pink Stick 5km (branco), da Pink Cheeks. É o que compro pro Igor usar nas tatuagens dos braços.

Existe uma infinidade de protetores solares fluidos e cremosos, vá experimentando.

  1. Um protetor solar com cor, base e/ou sem corretivo

A brasileira Pink Cheeks também tem bastão com cor e há inúmeros protetores solares com cor no mercado, mas você pode usar qualquer base com ou sem corretivo, sempre respeitando a necessidade de aplicar a maquiagem sem arrastar o protetor que está por baixo.

Meu método favorito é aplicar a maquiagem dando tapinhas.

Não há necessidade de que a maquiagem tenha FPS declarado nem que o produto seja caro. 

Há várias marcas brasileiras produzindo bases e corretivos de excelente qualidade, como Bruna Tavares, Boticário,Quem Disse, Berenice? e Vult, por exemplo.

Habitualmente aplico base e/ou corretivo tipo caneta com batidinhas e ajusto o acabamento e a cobertura com a esponja da Mari Saad, que é tão boa que me fez parar de comprar a da Beauty Blender.

Minha base favorita da vida é a MAC Studio Fix Fluid (cor NC 12) e o corretivo que mais gosto é o White Lucent ShiseidoOnMakeup Spot Correting Serum SPF25 PA+++ na cor Natural Light.

Se sua mancha está muito intensa, é possível que você precise de uma base e corretivos com alta cobertura.

  1. Pó fixador

Como moro em uma cidade muito úmida não posso dispensar o uso de pó fixador e tenho vários. 

Meus pó fixador favorito é o Too Faced Born This Way Ethereal Setting Powder Translucent (17g) e gosto muito também do MAC Prep + Prime Transparent Finish Powder e do Shiseido Synchro Skin Loose Powder Matte.

Dos mais baratos que testei, sem dúvidas o  melhor  foi o Maybelline Pó Compacto Fit Me! Cor 00 (Translúcido).

  1. Blush e Iluminador (dispensáveis para quem não gosta de maquiagem)

Meus blushes e iluminadores favoritos são da linha Mineralize da MAC. 

Se eu optasse por economizar nestes itens, compraria os blushes e iluminadores da Océane.

  1. Pinceis e esponjas

Minha esponja favorita é a Vinho da Océane (Mari Saad), tanto que uso três ao mesmo tempo. Separo uma para produtos molhados, uma para aplicar pó fixador e uma para aplicar pó com cor. 

Pensando exclusivamente em uma fotoproteção com alta praticidade, você só vai precisar de pincel para aplicar blush e iluminador, inclusive pode ter um só para as duas coisas.

Muitos dos pincéis que tenho são de marcas caras (Suqqu, Dior, MAC, Shiseido) porém há várias marcas baratas produzindo ótimos pincéis.

Dos baratinhos gosto muito do E02 da Macrilan, que é ótimo para retirar o excesso de pó fixador, para aplicar blush, para aplicar iluminador e até para aplicar talco no pescoço e colo. Da mesma marca gosto muito também dos pincéis E11 e do E03.

  1. Fotoproteção do Corpo
Camisas com filtro solar, vários tamanhos e cores

Dependendo da sua rotina, as roupas com proteção solar são uma mão na roda. Além da praticidade, conferem economia porque dispensam a aplicação de protetor solar na região protegida.

Boa parte das roupas comuns que usamos no dia a dia confere alguma proteção contra o Sol, sobretudo se o tecido for de trama fechada. 

Observe como está a variação de cor e aspecto da pele do seu corpo nas regiões protegidas e não protegidas por roupas e faça os ajustes. Um corpo bem fotoprotegido tende a ficar com a cor mais uniforme.

Para fotoproteger o corpo gosto bastante do Minesol Corpo & Rosto Protetor Solar Fluido Hidratante FPS  60 da Neostrata e do Bioré Milk Azul, mas sempre que possível protejo o corpo com roupas.

Embora tenha parado de recomprá-lo, também gosto bastante do Shield Bastão da Pink Cheeks. Ele é muito prático para usar no colo, nos braços e nas tatuagens.

Tratamento Médico

Esqueça as receitas caseiras. 

Se você não está podendo consultar um dermatologista, o melhor que tem a fazer é se esforçar para cumprir uma boa rotina de fotoproteção e usar um cosmético levinho que declare possuir ação despigmentante.

Procure não associar cosméticos com alegações similares nem usar por contra própria produtos que promovam efeito peeling ou outro mais significativo, deixe isto para o seu médico decidir.

O melasma gosta de ser tratado com delicadeza. Na dúvida é melhor ‘errar’ para mais na fotoproteção e errar para menos nos demais cosméticos.

Qual a minha rotina de tratamento do melasma?

Usei alguns medicamentos prescritos pela minha dermatologista e atualmente uso só um deles, a Tretinoína, que aplico em todo o rosto algumas horas antes de dormir.

Afora o medicamento citado, sigo usando apenas despigmentantes leves com ácido tranexâmico, substância que possui alguma ação no componente vascular do melasma e ajuda a deixar a textura da pele mais suave.

Meu sérum com ácido tranexâmico favorito é o Shiseido White Lucent Illuminating Micro-Spot, mas nem sei se vou recomprá-lo depois que finalizar o que ainda está fechado porque estou gostando bastante da dupla Shirojyun Premium Lotion/Loção Clareadora com Ácido Tranexâmico da Hada Labo e Shirojyun Premium Milk – Hidratante Facial Clareador com Ácido Tranexâmico, da mesma marca.

Aplico a Shirojyun Premium Lotion no rosto, pescoço e colo quando estou trabalhando em casa no computador. Ela substituiu Dior Hydra Life Fresh Reviver Sorbet Water Mist, que é muito bom, porém acabei enjoando o perfume.

O Shirojyun Premium Milk tem sido meu hidratante facial para os dias normais. Aplico após a última lavagem do rosto, inclusive na área dos olhos, onde reforço a hidratação com Creme Nivea da latinha azul

Quando meu rosto está irritado, descamando ou muito seco, costumo aplicar Cicaplast Baume B5 Creme, de La Roche Posay.

É isso!

Beijos,

Meire

Para saber mais sobre minha rotina:

Sabonetes Líquidos e em Barra

Cabelos

Limpeza da Casa

Administração | Monique Gomes| blogdamonique.com.br

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