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Meus itens de organização favoritos

Por @meire_md

A tendência natural de quem tem TDAH  é deixar um rastro de bagunça por onde passa e eu não sou diferente. Isso só melhorou quando decidi me empenhar em devolver as coisas para seus devidos lugares.

Delimitar espaços, dividir as coisas por categoria, organizá-las de modo a conseguir visualizar o que temos ajuda a, dia após dia, ir mantendo uma organização mínima. E esta organização não só melhora a nossa performance como reduz a ansiedade.

Vamos aos meus itens de organização favoritos:

Rotulador Manual Dymo Organizar Xpress

Uso esse rotulador matricial (totalmente mecânico) há muitos anos, o meu é preto com cinza. As etiquetas com o aspecto vintage de máquina de escrever são muito legais.

Na hora de selecionar o tipo (letra, número ou símbolo) é muito importante lembrar de rodar as duas esferas ao mesmo tempo e sempre verificar se estão alinhadas  — há setinhas que se encontram quando as esferas estão com os dentes realmente paralelos.

Com esses cuidados os tipos saem com ótima impressão. Usi=o o Rotulador Manual Dymo em gavetas, caixas, pastas e até capas de cadernos.

Compro o refil das fitas na Amazon.

Rotulador Eletrônico

Eu já estava querendo comprar um há muito tempo e enquanto embalava presentes, tive a ideia de fazer dedicatórias com etiquetas personalizadas  e escolhi o Brother PT 80. Há modelos bem mais caros e complexos, mas preferi este mais intermediário.

Ele funciona com quatro pilhas palito (AAA), mas você pode comprar a fonte de 9V separadamente; vou observar o quanto as pilhas duram para resolver se compro ou não a fonte de alimentação.

As etiquetas são térmicas e fininhas. Estou adorando. Uso para etiquetar cosméticos, para fazer títulos na parte interna dos cadernos, em livros, no material de trabalho…

Como ela suporta água e as letras não apagam (talvez não sejam resistentes à raspagem), podem ser usadas para identificar frascos de alimentos congelados.

Este é um dos refis dele que conta também com opções coloridas.

Amo o matricial, mas se eu tivesse que escolher apenas um rotulador para ter, seria o eletrônico.

Organizador Inox Suprema Brinox

Uso dois, um ao lado da minha cabeceira da cama e outro para carregar livros e cadernos pela casa. Quem é bagunceiro, gosta de pesquisar e ler, vai entender.

Você pode usá-lo para organizar toalhas no banheiro, alimentos na cozinha e para uma infinidade de coisas, inclusive brinquedos.

Bibliocanto Acrimet Premium

De todos os suportes para livros que já tive ao longo da vida, esse é o melhor.

Ele tem o design enxuto, é disponível em diversas cores, tem material resistente e sustenta bem os grupamentos de livros.

Tenho vários kits; minha cor favorita é a preta mesmo.

Organizador de Gavetas Acrimet

Amo esse organizador porque fica bonitinho tanto dentro das gavetas quanto em cima das bancadas. É muito versátil.

Uso para organizar maquiagens e na organização de itens de papelaria.

Limpo os organizadores de gavetas usando apenas um paninho de microfibra limpo e macio; se for necessário aplico um tico de Poliflor Multissuperfícies e removo bem.

Organizador Diagonal

Antes de tê-los, meu espaço de escrita e desenho era um caos, lotado de copos que frequentemente caiam.

Como vocês viram no post de favoritos de papelaria, tenho muita coisa (lápis de cor, pen brushes etc), então para organizar tudo, uso 10 unidades do organizador diagonal.

Ele pode ser usado em pé ou deitado. Não há encaixes para empilhamento, porém dá tranquilamente para usar um  organizador diagonal em cima de outro  ou colocar um deitado em cima de dois em pé (eles se sustentam pelo próprio peso das coisas).

DELLO Office Dellocolor Porta Revistas

Uso estes organizadores de revistas para alinhar pastas, cadernos de desenho, blocos de papeis, apostilas e caderninhos de um modo que economiza espaço e facilita o uso. Costumo não gostar de remover coisas debaixo de pilhas.

Recentemente coloquei um no home office do Igor, pois as agendas e cadernos dele sempre ficavam se movimentando aleatoriamente por todos os lugares.

É sempre bom saber onde as coisas estão. Os nossos são pretos, mas há diversas opções de cores e são muito duráveis.

Organizador Cesta Coza Fit Pequena

Há opções com tampa e sem tampa

Tenho várias cestinhas, algumas brancas e outras pretas. Uso na organização do meu estoque de cosméticos, para guardar tintas e canetas para tecido, para guardar toalhinhas demaquilantes etc.

Elas são empilháveis e otimizam bastante os espaços.

Mini Organizador Ordene 400mL

São muito fofos e podem ser empilhados.

Uso estes de 400mL para organizar agulhas, alfinetes, clips de costura, binder clipes, giz e outras miudezas. Quanto eu mantinha essas coisas em latinhas reaproveitadas, acabava sem encontrar nada e recomprando o que já tinha.

Assim que meu marido otimizar o lado dele da oficina, vou adquirir mais alguns para organizar porcas, parafusos e outras coisas que se perdem facilmente.

Mini Organizador Ordene 650mL

Uso dentro do armário de estoque para guardar cotonetes e absorventes cujas embalagens já foram abertas. Antes eu acabava abrindo outras embalagens ou os cotonetes das embalagens já abertas acabavam pegando pó.

Este tamanho também pode otimizar a organização de tubos de linha; não uso para isto porque consegui reaproveitar uns porta-velas em formato quadrado.

Mini Organizador Ordene 1500mL

Nos de 1500mL guardo, por exemplo, itens de cuidados com as mãos e pés e pecinhas dos meus aspiradores.

Conjunto de 3 organizadores grandes com tampa

Tenho dois kits desses dentro dos diversos armários.

O de 7.5L comporta, por exemplo, caderninhos que você queira agrupar. Tenho itens de viagens nos de 15L (cameras fotográficas, conversores de tomadas, etc).

As caixas de 30L são bem grandes, em uma deixo Legos que ainda estão fechados e a outra virou um arquivo para cartinhas, lembranças diversas, fotos e outras preciosidades que não quero nem preciso me desfazer.

Aqui neste link tem todos os organizadores da Ordene, observe os tamanhos antes de comprar.

Cesto com alça e divisória 34 X 26 X 14mm

Uso estes cestos para acondicionar os frascos de produtos de limpeza que estão abertos. Antes eles meio que ficavam caindo na prateleira, às vezes eu abria um frasco novo antes que outro acabasse e sempre que ia fazer a faxina precisava transferir os frascos para um baldinho. Hoje já fica tudo organizado e quando vou limpar a casa,  carrego o cestinho para vários ambientes.

Deixo um junto com o estoque de produtos e um kit no banheiro do Igor, com os produtos que ele prefere usar.

Placa de EVA de 1.6 mm

Estas placas fininhas são extremamente úteis, resistentes ao mofo e fáceis de limpar (basta um pouco de água e detergente).

Compro as brancas e as cinza, mas há uma infinidade de cores.

Gosto de usá-las para forrar gavetas, colocar em cima de eletrodomésticos que podem arranhar porque a gente acaba colocando coisas em cima (geladeira, lavadora de louças; só cuide para não obstruir as entradas e saídas de ar) e até para forrar a bancada de maquiagem e economizar meu trabalho para limpá-la nas sextas-feiras.

Uso também para forrar os armários onde guardo sapatos e sob alguns livros pesados.

Alexa

Nem preciso citar, né? Você já estão carecas de saber que sou alexamaníaca. Além de me ajudar na organização pessoal, ela me faz companhia nas horas de leitura porque gosto de fazer pesquisas na web enquanto leio.

Já tem post específico sobre como uso os meus dispositivos com Alexa, corre lá.

Comprei a de 10 polegadas na Black Friday!

Vale a pena investir algumas horas na categorização e organização de tudo que temos, principalmente daquilo que usamos frequentemente, pois isso otimiza bastante o tempo de execução das tarefas. Quando a gente bagunça, fica bem fácil voltar tudo para o lugar.

Organize seus espaços, verifique o que você já tem, espere uns dias para ver se sua organização deixou tudo mais fácil e só depois compre organizadores adequados para os espaços e coisas.

Caixinhas vazias de sorvete, por exemplo, podem ser ótimos divisores de gavetas para guardar paninhos de limpeza e coisas do tipo. Há muitos cosméticos que vem com tampas grandes e bonitas que podem funcionar como divisórias para pequenos objetos, tais como clips e outras coisas.

Que sua organização seja tão satisfatória para você quanto a minha tem sido para mim.

Um beijo!

Meire

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TDAH: do diário infantil à assistente virtual

Produtos de Limpeza Doméstica Favoritos

Como Organizo a Limpeza Doméstica

Produtos citados:

Rotulador Manual Dymo Organizar Xpress

Rotulador Manual Dymo 

Refil das fitas 

Rotulador Eletrônico

Brother PT 80. 

Fonte de 9V 

Refil várias cores

Organizador Inox Suprema Brinox

Livros 

cadernos 

Toalhas 

Alimentos

Bibliocanto Acrimet Premium

Vários kits

Organizador de Gavetas Acrimet

Organizadores de gavetas 

Poliflor Multissuperfícies 

Organizador Diagonal

Favoritos de papelaria

Organizador diagonal 

DELLO Office Dellocolor Porta Revistas

Organizador Cesta Coza Fit Pequena

Organizador com tampa e sem tampa

Tintas e canetas para tecido

Mini Organizador Ordene 400mL

Mini Organizador Ordene 650mL

Mini Organizador Ordene 1500mL

Conjunto de 3 organizadores grandes com tampa

Aqui neste link tem todos os organizadores da Ordene

Placa de EVA de 1.6 mm

Alexas

Alexa 10 polegadas 

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Top 1 de Favoritos por categoria

Por @meire_md

Continuo caminhando para um minimalismo que chamo de meu. Recuso-me a aceitar regras de quem aponta o dedo e diz: “você não é minimalista porque tem X coisas disso ou daquilo” . O que parece essencial para uma pessoa, é excesso para outra.

Exercícios minimalistas

No começo parecia bem difícil fazer um top 10 de coisas favoritas. Hoje fazer um top 5 ou um top 3 é moleza.

Nos meus últimos exercícios minimalistas tenho pensado: e se eu tivesse que escolher só um produto por categoria?

Alguns produtos são realmente multifuncionais, mas para algumas coisas nada é tão bom quanto um produto específico.

Se a ideia é viver melhor, não faz sentido obrigar-se a usar o mesmo produto para uma segunda função se você não gosta do resultado, concorda?

É apenas um exercício 🤭

Vem comigo.

Se eu tivesse que escolher só um produto por categoria?

Consegui fundir algumas categorias porque escolhi multifuncionais que realmente funcionam bem.

Shampoo

Atualmente uso quatro shampoos, mas o meu favorito é o Instant Clear da L’Oréal. Chegou ao primeiro lugar com folga.

Ele deixa meu couro cabeludo fresquinho sem ressecar os fios, que ficam ao mesmo tempo soltos e macios.

Ele contém ingredientes voltados ao controle da dermatite seborreica; a fórmula é bem mais mais moderna do que aquelas baseadas em piritionato de zinco. O principal ingrediente ativo (piroctona olamina) funciona como agente anti-inflamatório e antifúngico.

Gosto muito do Sensi Care da Vichy, mas ainda não sei se vou recomprá-lo. O Clear Sports Woman, que uso há bastante tempo, é uma espécie de versão baratinha do Instant Clear.

Não tenho sentido uma real necessidade de usar o Silver porque até agora os meus fios brancos continuam com aspecto brilhoso e sem pontos amarelados, mas por via das dúvidas uso eventualmente. Nem recomprei a máscara matizadora.

Condicionador/Máscara Hidratante

Não uso mais condicionador com enxágue; após a lavagem com shampoo, aplico máscara capilar e finalizo a lavagem dos cabelos como de hábito. Minha favorita Top 1 é a Pantene Liso Extremo.

Gel para tratamento couro cabeludo

Já usei vários “tônicos” capilares e amava um da L’Occitane, mas depois que comecei a usar o Puro Gel Aloe (livealoe) não recomprei os já usados nem me interessei em testar nenhum outro.

Lavo os cabelos dia sim-dia não, daí aplico o gel de aloe em todo o couro cabeludo nos dias que não lavo os cabelos.

Ele tem ação anti-inflamatória e na minha impressão também promove alguma limpeza. Ele hidrata sem engordurar. Se quero sair com os cabelos soltos, dou uma secada rapidinho com minha escova secadora e os fios ficam bem soltinhos.

Uso muito também o Puro Gel Aloe para refrescar o rosto quando estou fazendo algum exercício físico ou limpando a casa.

Vinagre Capilar

Enquanto não encontro um tônico para o couro cabeludo que seja tão eficaz quanto o Vinagre de Maçã que estou usando, sigo feliz, azeitonada e retumbante usando ele mesmo.

Uso de um modo um pouco diferente do que tenho visto porque no meu caso a ideia é manter o couro cabeludo desinflamado.  Aplico no couro cabeludo seco mais ou menos uma vez a cada dez dias; deixo agir por pelo menos 5 minutos e depois lavo os cabelos normalmente.

Umectação Capilar

Tenho feito umectação capilar uma ou duas vezes ao mês, não controlo certinho. Gosto de vários óleos, mas o favorito dos favoritos é o Abacate WNF. Ele deixa meus fios desmaiados na medida.

Aplico uma pequena quantidade nos cabelos ainda secos, do meio às pontas, e deixo agir por no mínimo vinte minutos. Depois lavo os cabelos como de hábito.

Bruma Capilar

Já testei várias, mas só uma ficou: a Brume Vivifiante Corps & Cheveux Verbena L’occitane. Muito delícia.

Protetor térmico para os cabelos

Não tenho nenhum específico, então continuo comprando o Pantene Creme para Pentear Antifrizz. Aplico uma potoquinha de nada quando resolvo usar minha escova secadora.

Escova/pente

Minha vida de pessoa penteada fica completamente resolvida com a Wet Detangler Tangle Teezer, que pode ser usada no chuveiro ou fora dele (lembre que não pode ser usada com secador de cabelos; até pode, mas vai ficar toda escangotada).

Touca para secar cabelos

Há muitas toucas em microfibra para secar os cabelos. Dizem que o tecido minimiza a subida do frizz, acredito que sim.

A que uso é a Dry my Hair, da Oceane.

Ferramenta quente (cabelos)

Não uso mais secador, chapinha nem babyliss. Resolvo tudo com a Escova Taiff Style, que já vem com escova acoplada, modela e organiza meus fios.

Presilha para cabelos

Os prendedores emborrachados da Revlon são meus favoritos porque preservam mais os fios (os prendedores comuns tendem a cortar meus cabelos). Fiz um bom estoque.

Elástico para cabelos

Não uso elásticos comuns. Tive a sorte de encontrar estes scrunchies de veludo e também fiz estoque.

Higienizo-os frequentemente com Downy Tecidos e faço a lavagem manual usando sabonete de coco da Granado.

Limpeza Corporal

Fácil, fácil.

Sabonete Líquido Erva Doce Glicerina Granado. Além de higienizar meu corpo de modo suave, conta com uma fragrância calmante e é barato (para o meu orçamento).

Desodorante

Uso apenas o Dove (Original) Rollon.

Funciona bem (para quem não tem bromidrose), tem fragrância suave, bom rendimento, é fácil de achar e barato.

Perfume/Eau de Toilette

A Eau de Toilette Verbena L’Occitane me acompanha há muito anos. Gosto tanto da Verbena que tenho a planta tatuada no antebraço esquerdo.

Até agora não achei outra marca que tivesse o mesmo cheiro das folhas de Verbena que estão na minha memória afetiva, mas sou aberta a dar uma chance para outra marca.

Quero experimentar a Monotheme.

Escova de dentes

Ainda tenho a primeira escova elétrica que testei e nunca senti necessidade de comprar uma mais potente.

Escova Elétrica Oral B Pro-saúde Power (já vem com duas pilhas) é baratinha, eficiente e frequentemente entra em promoção.

Já dei de presente para vários familiares, principalmente idosos.

Fio/fita Dental

Uso a Fita Dental Expansion Plus há muito mais de dez anos, nem sei precisar.

Ela não machuca minhas gengivas, gera um atrito na medida e tem um cheirinho suave.

Creme Dental

Sendo obrigada a escolher só um, certamente seria o Colgate Sensitive porque nas fases em que fico com os dentes mais sensíveis os cremes dentais comuns me geram bastante desconforto.

Esse acaba sendo mais versátil porque consigo usar todos os dias em quaisquer situações.

Enxaguatório Bucal

Outro top 1 muito fácil. Uso vários (às vezes seleciono pelo preço), mas o que gosto mais e compro com uma maior frequência é o Anti-tártaro Zero Álcool.

Lixa para unhas

Com certeza a de Vidro, da Tramontina.

É delicada mas funciona muito bem, não quebra as minhas unhas e é mais resistente do que parece. Assim que uso, lavo com água e sabonete. O desgaste  é mínimo.

Depois que comecei a usar —ainda é a primeira e está em ótimas condições  —acabei doando as de metal e de papelão que ainda estavam novas.

Corte de unhas

Gosto muito da tesourinha de ponta curva, mas se for para ter apenas uma ferramenta, prefiro cortador com cabo emborrachado Merheje.

Não consigo usar bem a tesoura com as duas mãos, o cortador me dá mais apoio.

Hidratação das Cutículas

Já testei vários produtos específicos, mas nenhum tem o custo-benefício (para  mim) tão bom quanto o do Hipoglós Transparente, produto que eventualmente também uso nos lábios, cotovelos, joelhos e tornozelos.

Esmalte para unhas

“Pinto” as unhas uma vez na vida e outra na morte, sempre com a Base SOS 7 em 1, que é transparente. Não uso esmalte com cor há muito tempo, morro de preguiça.

Removedor de Esmaltes

Como aplico apenas a base citada acima, não preciso de removedor com acetona.

Quem ficou no meu top 1 foi o Removedor de Esmaltes da Granado (75mL), que rende muito, é fácil de usar e dispensa o uso de algodão.

Obs. Testei alguns removedores em disco (pads), mas só gostei do da Mavala, que acaba saindo meio caro.

Limpeza Facial

Como pessoa que tem olhos sensíveis, intolerância a muitas fragrâncias e aprecia produtos que foram bem pesquisados e contam com fórmulas minimalistas, nem precisei pensar muito.

Coloco no top 1 de limpeza facial a Cetaphil Loção de Limpeza, disponível em apresentações de 120mL e 300mL (com válvula pump).

Além de remover a maquiagem que costumo usar — não uso máscaras de cílios à prova d’água e coisas do tipo —, ela pode ser usada no corpo e higieniza as minhas mãos com muita delicadeza.

Para remover a maquiagem faço uma massagem aplicando a loção com a pele ainda seca, sem pressa, dissolvendo todas as sujidades, removo tudo com toalha demaquilante (a que uso é a da Oceane, que já sumiu do mercado; a Toalha Demaquilante Make Off da Klass Vough é menorzinha mas parece ser muito boa também) e vou para o banho.

Querendo, posso fazer o segundo passo com a mesma loção, por isso não vou colocar um segundo produto para limpeza facial neste top 1. O que uso no rosto durante o banho é a espuma Gokujyun Face Wash.

Se eu quisesse ‘radicalizar’ tanto quanto o Fumio Sasaki, dispensaria até o sabonete corporal porque a Cetaphil Loção de Limpeza limpa o corpo muito bem. Mas falta aquela sensação gostosa da espuma, né?

Antioxidante

Questão mais fácil da prova: a Lotion Melano CC que vem com incríveis 170mL (uma quantidade que equivale a mais de 5 frascos de 30mL) e pode ser usada a qualquer hora do dia, tanto no rosto quanto no corpo.

Uso todas as manhãs na face, área dos olhos, orelhas, pescoço e colo, mãos e braços (e não raro aplico nas pernas também).

É uma loção multifuncional com ações anti-inflamatória, antioxidante e despigmentante leve. É a cara do (meu) minimalismo.

Hidratante para área dos olhos

Não tem nem graça, né? Obvio que o top 1 é o Cetaphil Optimal Hydration Serum renovador área dos olhos, o produto que recuperou minha fé na validade de hidratantes específicos para a região.  Excelente (para mim), hidrata  muito e deixa a região dos olhos macia sem precisar melecá-la. Rende bem.

Hidratante Facial

Esse top 1 é um amor recente, mas pelo andar da carruagem não vou mudar de produto tão cedo.  Não é um produto para peles oleosas, ok?

Trata-se do Cetaphil Optimal Hydration Creme (48g), que tem uma textura amanteigada e conta com Niacinamida, um ingrediente importante para o tratamento de manutenção do meu melasma.

Por causa dele deixei de recomprar quatro produtos excelentes e que gosto muito (o serum da mesma linha, o serum de hialurônico da L’Oreal, o Cicaplast Baume e os manipulados com Niacinamida), ou seja, estou bastante satisfeita.

Como tenho a pele normal para mista, uso uma quantidade ridiculamente pequena. Aplico pela manhã, por cima da  Lotion Melano CC e reaplico no fim da tarde ou à noite, caso sinta necessidade.

Hidratante Pescoço e Colo

Esta categoria me pegou, porque uso vários produtos na região. Penerei bastante e como já uso ácido retinoico alternado com o retinol, acabei chegando à conclusão que poderia — lembre, estamos criando a situação hipotética de escolher apenas um produto por categoria e, quando possível, optar por um produto só com mais funções —usar um hidratante comum que contenha um despigmentante, ou seja, o mesmo do rosto.

Gel Secativo antiespinhas

Tenho produto secativo de três marcas, mas o único que continuo recomprando no momento é o Gel Secativo Granado porque apesar de ser mais caro por grama, com o tempo fui percebendo que é mais eficaz.

Hidratante Corporal

Amo muito dois, a Espuma Cetaphil PRO AD e o Optimal Hydration Serum para o Corpo.

A Espuma é mais versátil porque pode ser usada também na face, porém o serum tem feito mais diferença nas partes mais ressecadas do meu corpo, portanto o eleito para este top 1 é o Optimal Hydration Serum para o Corpo.

Protetor solar SEM cor

Gente do céu…

Se eu fosse obrigada a escolher apenas um protetor sem cor, certamente seria um bastão que pudesse ser usado no corpo e rosto, tivesse uma apresentação generosa (do contrário sairia muito caro), não promovesse ardor no rosto quando a pele estivesse sensibilizada pela tretinoína e fosse cosmeticamente compatível com a minha rotina facial.

De todos os que já testei na vida, o Neutrogena Beach Defense, que vem com incríveis 42g e já é meu protetor corporal favorito, preenche todos os critérios.

Ele é oleoso e muitas pessoas podem não se gostar. Não sei como isso acontece, mas ele meio que some no meu corpo depois de pouco tempo de aplicação.

Protetor solar com cor

O único protetor solar com cor que gosto é o FotoUltra ISDIN Active Unify Fusion Fluid COLOR 99. Muita gente compra o water achando que está adquirindo o 99, mas são produtos diferentes; nem cheguei a testar o water porque vi muita gente relatando que esfarela.

O Isdin 99 com cor tem textura siliconada e úmida, cobertura leve a média e cor que lembra o fundo NW da MAC, ou seja, neutro a ligeiramente rosado e tem alguma coisa entre NW15 e 18, no máximo 20.

Ele funciona muito bem para mim porque aplico uma camada fininha e uso pós fixadores que contém pigmentos corretores. Se você tem a pele mais clara que a minha, acredito que ele ficará escuro porque para mim fica no limite; se eu aplicar pó fixador com cor, ele escurece bastante e fica bem estranho.

Protetor solar em pó

Costumo reforçar a cobertura da região das bochechas para aumentar a proteção local contra a radiação solar e evitar o reagravamento do melasma. Gosto de fazer isso com protetor solar em pó, pois além de aumentar a cobertura, forneço mais proteção UVA. É o que chamo de reforço malar.

Uso o Isdin UV Mineral Brush FPS 50, cuja embalagem recentemente foi reduzida para 2g. Não é um produto barato, mas tem uma cobertura boa, uma cor bonita para usar na área do blush e o acabamento é suave—bem típico dos pós que se apresentam como minerais.

Arranco as cerdas do pincel que acompanha a embalagem e jogo o pó em um pratinho para aplicá-lo nas bochechas com a bundinha da esponja Sister Blend (tem destaques no meu Instagram).

Protetor solar labial

Meu favorito é o Bepantol Derma Protetor Solar Labial FPS 50. Ele tem acabamento aveludado, quase transparente, e tem uma consistência firme, ou seja, não é tão melecado. É bem fácil usar a quantidade certa (dou oito deslizadas; não é esfregar, é deslizar).

Manguito de proteção UV

Quem ganhou a batalha foi o Manguito da Lupo que tem um tecido leve, praticamente não esquenta e por não ter costuras nas laterais, não deixa marcas nos meus braços.

Uso diariamente; quando acho necessário, retiro quando estou em área fechada e guardo na bolsa.

MAQUIAGEM E OUTROS

Primer de maquiagem

Com certeza é o Blur Mágico da L’Oréal. Gosto de usar tanto no rosto quanto no pescoço e colo. Ele dá uma disfarçada óptica nas linhas e poros enquanto hidrata levemente a pele.

Base Líquida

Fui deixando de recomprar todas, até que fiquei apenas com a MAC Face and Body Radiance. Tenho duas cores, a C0 e a C1.

Ela é fina, ligeiramente luminosa e permite construção de camadas. Não é um produto para quem gosta de pele supercoberta ou de pele de boneca; ela deixa as imperfeições da pele à mostra, porém de uma forma mais camuflada. Aqueço o produto entre os dedos fazendo uma ligeira fricção até que a base pareça mais grossa e vou aplicando na face com as mãos.

Adoro. Não testo outra base há muitos meses.

Corretivo

Tenho preferido fazer menos correções na pele e atualmente só gosto de corretivos em caneta; até testo outros, mas não recompro nenhum. Minha caneta favorita é a Prep+Prime Highlighter, na cor Light Boost.

Para quem busca uma correção maior, este corretivo não funciona sozinho; classicamente é usado para complementar a cobertura e iluminar.

Eles são mais caros por mL mas rendem bem, proporcionam uma cobertura leve porém duradoura, no geral entregam um acabamento com aspecto mais ‘macio’ e muitos conseguem até suavizar o aspecto das linhas finas.

Base em pó

Fui deixando de usar base em pó aos poucos e não recomprei mais nenhuma. Vou colocar aqui nesta categoria o Pó MAC Mineralize Skinfinish Natural na cor Light, que uso para aumentar a cobertura da pele quando acho necessário. Apesar de ser um pó facial, uso como se fosse base em pó. Aplico com as partes retas da Sister Blend.

Pó fixador solto

Gosto muito de pós fixadores e certamente será o último item de maquiagem que será “minimalizado” na minha bancada. Depois de brincar muito, já sei qual eu escolheria caso precisasse ter só um: o Pó Solto Prisme Libre da Givenchy na cor 01, Mousseline Pastel (tenho também a cor 02, que tem uns brilhos discretos).

Aplico o pó com aplicadores de tecido similares ao que vem no produto pois acho mais eficiente. A aplicação com pincel gasta muito produto e não deixa (meu caso, ok?) a cobertura tão uniforme.

Pó fixador compacto

Forcei um pouco a amizade só para poder colocar um segundo pó fixador na lista, sorry 🤭.

Meu pó fixador compacto favorito é o NARS Pó Compacto Crystal Reflecting, mas ele vem correndo sério risco de perder o posto para Meteorites Guerlain Compacto (cor 01), que também fica bom na minha área dos olhos. A desvantagem do compacto da Guerlain é que rende menos.

Correção de sobrancelhas

Demorei bastante, mas encontrei o produto perfeito para minhas sobrancelhas, o Brow duo Anastasia Beverly Hills na cor Granite.

Acho que os produtos em pó deixam o acabamento mais natural. Não consigo um bom resultado com cerinhas ou lápis.

Sombra

Estou sem nenhuma favorita no momento, então quem vai entrar aqui nesta categoria é o iluminador da Bruna Tavares (Champagne) porque uso como sombra em toda a pálpebra.

Faço o cantinho do olho com o mesmo duo que uso nas sobrancelhas. Estou procurando uma sombra cinza e uma verde bem escura, mas quero as unitárias. Não vou mais comprar paletas porque acabo não usando quase nada.

Máscara de cílios

Resposta muito fácil! É a Lash Lift (lavável). Ela dá volume, alonga e deixa meus cílios mais curvados.

Não borra durante o dia (meu caso, ok?) e sai facilmente com minha loção de limpeza favorita.

Iluminador

Gosto de vários, mas mesmo assim a escolha é fácil: MAC Mineralize Soft and Gentle. Tem uma cor clássica que combina com todas as poucas coisas que uso e um brilho que pode ser dosado, sem aquelas peças grandes de glitter.

Blush

Difícil escolher só um… Se eu fosse viajar agora, qual blush levaria?

A resposta é: Prisme Libre Blush Givenchy, na cor Taffetas Rose. É um rosinha de pessoa fofa, mas não infantil, é mais adulto.

Contorno facial

Só tenho um, o Contorno Bruna Tavares, na cor Taupe Chic, que é clarinha e ligeiramente fria.

Lip Balm sem cor

Meu favorito é o Nivea Scrub labial Aloe Vera. Ele tem efeito esfoliante leve e hidrata moderadamente. Quando meus lábios precisam de mais reparação, uso o Hipoglós transparente (que está na categoria de hidratante para as cutículas).

Lip Balm com cor

Amo a cor e a textura do Nivea Amora Shine. Ele deixa um efeito muito bonitinho na boca e é minha primeira escolha nos dias de pressa.

Batom

Estou sem nenhum batom no momento porque eles acabaram vencendo e não recomprei. Como tenho que escolher só um, certamente seria o Ruby Woo da MAC. Não uso batom, mas quando uso gosto que seja vermelho.

Tint Labial

Uso praticamente todos os dias, mesmo quando aplico outros produtos labiais. O  meu favorito é o Benetint

Também gosto de usá-lo como se fosse um contorno labial.  No dia a dia às vezes passo por baixo e às vezes por cima do protetor solar labial (mais frequentemente por baixo; espero secar e aplico o protetor por cima).

À noite prefiro usá-lo sozinho; às vezes associo com o Amora Shine ou com o BT Plump.

Plump

Só um né? Então vamos de BT Plump na cor Siren. Gosto tanto que já terminei dois frascos dele.

OUTROS /& Acessórios

Folha antioleosidade

Gosto de manter um pacotinho na necessaire e tenho comprado estas da Ricca.

Shampoo Seco

Uso bem raramente, mas não quero ficar sem. Adaptei-me bem ao Ricca Cuca Fresca (com Menta), que deixa a pele do couro cabeludo bem fresquinha e tem uma fragrância agradável. Não sei se funciona para cabelos muito oleosos.

Esponja de maquiagem

Gosto muito de várias, mas o primeiro lugar pertence à Sister Blend de Mariana Saad. porque ela funciona com diversos produtos, inclusive é a que uso para aplicar pó fixador na área dos olhos.

Para os pós soltos já uso os aplicadores que acompanham alguns produtos.

Desafio: kit com 3 pinceis, um para sobrancelhas, um para olhos e um para face

Depois de muito jogar os pinceis de um lado para o outro, consegui fazer essa configuração hipotética.

Para as sobrancelhas eu escolheria um baratinho, o Wood de Precisão da Belliz, porque com ele consigo organizar as sobrancelhas, maquiar o cantinho do olho, as raízes superiores e inferiores dos cílios e, como se fosse pouco, fazer o contorno da boca e aplicar lip tint, batom etc. As cerdas são firmes mas não machucam.

O segundo pincel que eu escolheria também não seria nenhum dos caríssimos que tenho, seria o Setting da Real Techniques, que adoro para esfumar várias áreas da face, aplicar iluminador, apagar as linhas ao redor dos olhos e fazer correções pontuais com pó compacto. Ele também serve para fazer reforço malar com protetor solar em pó.

O terceiro pincel deste kit seria o de blush da Suqqu, que é meu pincel favorito (serve para pó, blush, iluminador, contorno) ou o pincel de blush da Shiseido.

Se tivesse que escolher um baratinho, escolheria o E02 da Macrilan, que é para iluminador e contorno, mas também funciona para aplicar blush e para dar aquela esfumada geral na face.

Em um caso de minimalismo extremo, eu aplicaria facilmente o blush, iluminador ou contorno a parte redondinha da Sister Blend.

Produto para Higiene rápida de Pinceis

Não compro mais produtos específicos porque todos que tentei usar possuem um perfume desconfortável que fixa nas cerdas, então uso álcool em gel sem perfume e gosto muito do resultado. Coloco uma pequena porção do produto em uma toalhinha e vou rodando as cerdas no tecido até que saiam limpas.

Tenho pinceis baratos e caros, faço limpeza frequente e nunca percebi dano; faço isso por minha conta e risco. Mesmo que apareça algum produto específico sem perfume, continuarei usando o álcool em gel sem perfume.

O álcool em gel que mais uso é o da Coperalcool e gosto muito do da Becker também (estes não formam grumos nas cerdas), mas há muitas marcas disponíveis no mercado.

Lavagem de pincéis e esponjas

Uso apenas o sabonete de coco da Granado, que sempre tenho em  casa por ser o sabonete que meu marido usa.

Poderia tranquilamente lavar os pincéis e esponjas com o mesmo sabonete que uso no banho ou com detergente de coco, que por sinal funciona muito bem.

Dê adeus ao excesso

O livro Dê Adeus ao Excesso (Fumio Sasaki) foi fundamental no último destralhe que fiz porque me trouxe os insights que faltavam. Doei coisas que  mantinha apenas porque foram presentes  —o amor está nas pessoas e em seus gestos, não nas coisas —,  e livros que eu pensava que continuariam por aqui até a minha morte.

Fumio Sasaki usa o mesmo produto para lavar os cabelos, tomar banho, lavar roupas e limpar a casa. Parece radical para você?  Possivelmente sim. Mas é o ideal para ele.

Uso o mesmo look (pijama cirúrgico e crocs) para trabalhar todos os dias, mesmo atuando em um ambiente onde os outros médicos vestem-se bem , com roupas variadas.  Não ligo para nenhum comentário ligado à minha aparência no ambiente de trabalho, acho muito massa não gastar dinheiro com roupas nem precisar perder um único segundo do dia escolhendo o look para ir trabalhar.

A cada destralhe percebo que o gerenciamento da minha vida fica melhor e passo a ser mais dona do meu tempo. Ter menos coisas para cuidar funciona como um tratamento para o meu TDAH.

Hoje olho para minha biblioteca mais “pelada” e só vejo coisas que amo, que gostei muito de ler, que gostaria de reler ou que estão na minha lista de próximas leituras.  Agora o espaço tem aspecto mais arejado, está mais fácil de limpar, mais bonito e agradável, mas certamente pode parecer um excesso absurdo para um minimalista que não tem a mesma relação que eu com o hábito de leitura.

Captou que o seu minimalismo não precisa ser igual ao de outra pessoa, nem precisa evoluir sob cobranças matemáticas?

Conforme o minimalismo vai entrando na sua vida, você vai abrindo espaço para ele de acordo com a quantidade de felicidade que entra.

E é isso. Animou-se para fazer a sua lista de top 1?

Um beijo 😉

Produtos Citados

Shampoo Instant Clear da L’Oréal

Shampoo  Sensi Care da Vichy

Shampoo Clear Sports Woman

Shampoo Instant Clear

Shampoo Silver 

Máscara matizadora

Creme Pantene Liso Extremo.

Tônico Puro Gel Aloe (livealoe) 

Vinagre de Maçã que estou usando

Óleo de Abacate WNF

Bruma Capilar Vivifiante Corps & Cheveux Verbena L’occitane

Pantene Creme para Pentear Antifrizz

Wet Detangler Tangle Teezer

Dry my Hair, da Oceane

Escova Taiff Style

prendedores emborrachados da Revlon 

scrunchies de veludo 

Downy Tecidos 

sabonete de coco da Granado.

Sabonete Líquido Erva Doce Glicerina Granado

Dove (Original) Rollon

Eau de Toilette Verbena L’Occitane 

Monotheme L’Occitane

Escova Elétrica Oral B Pro-saúde Power

Fita Dental Expansion Plus 

Colgate Sensitive 

Anti-tártaro Zero Álcool

Lixa de unhas da Tramontina

Tesourinha de ponta curva

cortador com cabo emborrachado Merheje

Hipoglós Transparente

Base SOS 7 em 1

Removedor de Esmaltes da Granado 

Removedor da Mavala

Cetaphil Loção de Limpeza

Toalha Demaquilante Make Off da Klass Vough 

Gokujyun Face Wash.

Cetaphil Loção de Limpeza

Lotion Melano CC 

Cetaphil Optimal Hydration Serum renovador área dos olhos

Cetaphil Optimal Hydration Creme (48g)

serum de hialurônico da L’Oreal

Cicaplast Baume 

Lotion Melano CC 

ácido retinoico alternado com o retinol

Gel Secativo Granado 

Espuma Cetaphil PRO AD 

Optimal Hydration Serum para o Corpo.

Neutrogena Beach Defense

FotoUltra ISDIN Active Unify Fusion Fluid COLOR 99

ISDIN water

Isdin UV Mineral Brush FPS 50

esponja Sister Blend 

Bepantol Derma Protetor Solar Labial FPS 50

Manguito da Lupo 

Blur Mágico da L’Oréal

MAC Face and Body Radiance

Pó MAC Mineralize Skinfinish Natural na cor Light

Pó Solto Prisme Libre da Givenchy

NARS Pó Compacto Crystal Reflecting

Meteorites Guerlain Compacto 

Brow duo Anastasia Beverly Hills na cor Granite.

Bruna Tavares (Champagne)

Lash Lift (lavável)

minha loção de limpeza favorita.

MAC Mineralize Soft and Gentle

Prisme Libre Blush Givenchy

Contorno Bruna Tavares

Nivea Scrub labial Aloe Vera

Nivea Amora Shine

Ruby Woo da MAC

Benetint

protetor solar labial 

BT Plump.

BT Plump na cor Siren

Ricca Cuca Fresca (com Menta)

Sister Blend de Mariana Saad

Wood de Precisão da Belliz

Setting da Real Techniques

Pincel E02 da Macrilan

Livro Dê Adeus ao Excesso

Sandálias Crocs

Meus favoritos de Papelaria

Por @meire_md

Não importa se estou em casa, na rua ou no trabalho: sempre tenho algum item de papelaria por perto.

Quer saber quais são os meus favoritos?

Então vamos embarcar nas coisinhas que, de alguma forma, nos reaproximam da infância.

Minhas marcas favoritas são:

Ou seja, são muitas. Primeiro vou mostrar meus favoritos da Pentel e a seguir, a lista de outros favoritos, tá?

Lapiseira Pentel 0.9 mm

Você é o tipo de pessoa que consegue raciocinar ou focar melhor se riscar alguma coisa ou algumas palavras? Sou essa pessoa.

Até enquanto estou atendendo alguém no trabalho preciso ter um caderninho de rascunho por perto para “prender” meus pensamentos através de anotações soltas, que me dão um norte na hora de passar as ideias para o computador.

Gosto também das Lapiseiras Pentel 0.7 mm e tenho várias, mas as de 0.9mm são minhas favoritas.

Pentel Clic Eraser

Conforme as borrachas para lápis foram acabando, não recomprei nenhuma e uso apenas as Pentel Clic Eraser. A borracha é branca, macia no ponto certo, não mancha o papel e tem ótimo rendimento.

E o legal é que encontro o Refil para Borracha Pentel na Amazon.

Grafites e borracha para as lapiseiras Pentel

Meus refis favoritos são o 0.9 na intensidade 2B (bem pretinho) e os os 0.7 mm nas cores vermelha e azul. Tenho nas cores azul e vermelha.

Para não ficar sem a borrachinha que vem na lapiseira, sempre tenho refis.

Pentel Multi 8 Lápis de Cor Automático 8 cores + 12 cores de grafites

Sou alucinada por este lápis de cor automático.

Comprar o kit completo, como este meu, sai mais barato, mas você pode comprar só o Pentel Lápis de cor automático, que já vem com oito minas.

Os grafites coloridos de 2mm são vendidos separadamente também.

Pentel Marcador de Ponta Dupla

Gosto muito do marca texto amarelo Pilot. O de ponta dupla da Pentel é menorzinho e tem duas cores. Gosto muito deles para marcar livros de papel.

Uso com régua flexível da Tilibra (15cm).

Gosto também para decorar caligrafias.

Pentel Oil Pastels – 36 cores

Qual a minha idade mental? Não sei muito bem. Gosto de pintar qualquer coisa em qualquer papel. E quem não tem saudades dos antigos giz de cera?

Marcador permanente Pentel Preto

Gosto muito do marcador preto da Pentel porque ele pode ser usado em aquarelas, para riscar plásticos e vidros (sai com álcool), mas uso principalmente para deixar recados mais chamativos para mim mesma em post-its.

Este tipo de marcador tem a tinta mais forte que as canetas com tinta solúvel em água,

Pentel Pincel Aquash com reservatório de água

O pincel Aquash conta com um reservatório para água que facilita bastante o uso de tintas para aquarela.

Não tenho tintas boas, só brinco mesmo. Uso a aquarela em pastilha da Faber- Castell, aquela bem de escolinha mesmo.

Agora vamos aos itens de outras marcas.

Caneta Técnica Pin Fine Line da Uni-Ball

Uso principalmente as de 0.5 e 0.6 mm, tanto para desenhar quanto para escrever.

Cadernos Brochura Tilibra (pequenos)

Sou dependente desses caderninhos. Sempre tenho um separado para servir de rascunho, uso para guardar resumos de livros de papel, para criar planners, para fazer planejamentos…

Uso muitos caderninhos por ano.

Post-its

Uso post-its, uso tanto os pequenos quanto os médios, para deixar recados para mim mesma no computador do trabalho, distribuir tarefas em casa, chamar atenção para alguma tarefa no planner de papel, enfim, eles são uma extensão da minha memória e reforçam a importância do que já está anotado em outro lugar.

Quando tenho consultas médicas ou reuniões sempre deixo um post-it à vista, em letras pretas grandes, usando a caneta permanente da Pentel ou Pilot ou Sharpie,

Blocos Tilembrete

Adoro. Uso tanto o bloco Tilembrete pautado quanto o bloco Tilembrete checklist, mas há muitos outros, como o quadriculado (fofo).

Sai bem mais em conta deixar lembretes e recados com o Tilembrete do que com o post-it, porém você vai precisar de cola, durex, washi tape ou outro meio para prender o papel onde você quer deixar o recado.

Uso muito para deixar bilhetes para o Igor na geladeira e também no trabalho.

Washi Tape

Vou escolhendo pelo preço. Uso para prender lembretes, decorar cartões e embalagens de presente. O kit que tenho agora é o Leo&Leo Washi Tape Fantasy, que comprei na Amazon.

Cola Bastão

A minha favorita é a Faber-Castell, mas gosto muito também da Scotch.

Cola em fita Faber-Castell

A cola em fita é mais prática que a cola em bastão. Uso bastante para colar as folhinhas do Tilembrete em outros papeis e para colar cartões em embalagens de presente.

Esse produto tem uma desvantagem, às vezes você tem azar e pega uma embalagem ruim, que solta a cola irregularmente.

Régua Flexível Tilibra

Tenho várias de 15cm (rosa) e a decorada Académie, de 30cm.

Gosto das de 15 como auxiliar na leitura de livros de papel, para o marca-texto não sair torto e para usos gerais de qualquer régua.

A de 30 cm uso bastante na costura e também como marcador para livros maiores.

Régua para Patchwork 30 X 15cm

Uso na costura, para desenhos e para cortar papéis coloridos.

Régua de Aço Inox 50cm

A minha é da Vonder, mas há várias outras marcas. Tenho também réguas de alumínio (15, 30 e 50cm ) de marcas como a CIS e a Jocar Office, pois usamos muito nos serviços domésticos. Lembram que o Igor gosta de marcenaria?

Réguas são sempre muito úteis.

Conjunto para desenho Acrimet

Ele vem com esquadro, uma régua de 30cm e outros itens bem úteis. Barato e durável.

Caneta esferográfica Pilot 0.7

Clássica. Para mim não existem canetas melhores. Quando tenho muitas coisas a cumprir no trabalho, costuma usar o esquema preto, azul, vermelho: azul para tudo que ainda vou fazer (os itens da lista em sim), um risco vermelho por cima de tudo que já foi feito e observações importantes em preto.

Pilot Color 850 Jr

São canetas Hidrocor disponíveis em várias cores, mas compro as pretas separadamente porque uso bastante para riscar moldes, fazer desenhos e para anotar observações importantes (usando letras grandes em papel ofício) para mim mesma nas pastas de documentos.

Uso também para desenhar vários nadas, reutilizando papeis. Adoro fazer rabiscos.

Lápis de Cor, Lápis de Cor Aquarelável e Pen Brush

Além do Lápis de Cor automático da Pentel, uso outros itens para pintar.

Tenho quatro kits de lápis de cor, o Aquarelável Staedler, o Aquarelável Faber-Castell Eco, o Eco Colour Faber-Castell e o Faber-Castell Lápis de Cor Metallic.

De Pen Brush tenho vários kits que já estão misturados, como os Pen Brush Aquareláveis CIS e os super soft da Faber Castell. Uma opção boa e barata é o Visaquarelle da Bic.

Tintas para desenho e caligrafia Winsor &Newton

Tenho algumas coloridas e a preta.

Uso com o Kit Caligrafia da Sinoart. Como não penso em nenhuma destas atividades como algo para aperfeiçoar (e sim para relaxar), não me preocupo em comprar ferramentas mais sofisticadas.

Uso os papeis Canson e tenho várias opções com diversas gramaturas, mas uso também papel A4 comum.

Canetas Pilot Frixon

São conhecidas como ‘fantasminha‘. Uso para marcar tecidos na costura, pois quando passamos o ferro quente, a tinta sai.

Livro e papeis para aprender Origami

O livro que escolhi é The Complete Book of Origami, que tem mais de 1000 diagramas bem detalhados.

Eu já tinha um kit de papeis para Origami porque costumo usá-los para decorar cartões (e para fazer bilhetes fofos), aí comprei apenas outros dois kits, um de gatinhos e um de flores de cerejeira.

Há muitas opções de compra internacional, mas escolhi os vendidos no Brasil mesmo.

Está sendo bem difícil resistir à tentação de comprar mais papéis. #Oremos.

Livro para aprender Caligrafia

Foi difícil resistir à tentação de comprar vários livros de caligrafia. Comprei só esse da Amy Latta e ele me acompanha há vários meses. Além da letra de médico, tenho tremores por causa dos medicamentos que uso para asma. Minha letra melhorou bastante porque agora estou pensando nela como se fosse um desenho.

Livros para aprender a desenhar

Tenho os três volumes do “Desenho à mão livre” do Alexandre Jubran e o Desenhando com o lado direito do cérebro, de Betty Edwards.

Mas não consegui evoluir bem com eles porque acabo gostando mais de desenhar e pintar sem regras. A minha ideia nunca foi ficar boa nessas coisas, e sim usá-las como companhia silente para os meus momentos de descanso mental.

Livros para aprender a costurar

Quero ter todos os livros da Marlene Mukai. Por enquanto tenho dois e avancei bastante com o primeiro: Modelagem Prática e Costura Prática Especial Acabamento.

Canetas e tintas para tecidos

Já tem post específico. Se você quiser visitar, é este aqui.

Preciso dar um destaque para a Posca Preta, que uso bastante para fazer cartões e dedicatórias de presente.

Pensei que o post fosse ficar curtinho, mas parei antes de terminar. Ainda tem as bases de corte para papel (Sinoart) e tudo relacionado, como a guilhotina para papel da Maped, boleador e outras ferramentas para scrapbook, tesouras (tenho várias da Mundial), estiletes (os meus são genéricos)…

Gente do céu. Meu cantinho da calma é um parque de diversões mesmo.

Um beijo!

Produtos citados:

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Tretinoína e Retinol: amores eternos

Por @meire_md

Uso produtos dermatológicos contendo componentes da família da ‘vitamina A’ há mais ou menos 30 anos 😱. Comecei a usar retinol e derivados bem novinha e venho usando a tretinoína (em creme) há quinze anos.

A tretinoína ou ácido retinoico é um medicamento de uso tópico largamente usado pela dermatologia desde o início da década de 70 e é classicamente indicado para o tratamento de linhas de expressão, manchas/asperezas relacionadas ao fotoenvelhecimento e acne leve (as indicações estão na bula do medicamento Vitanol-A, vide versão atualizada em 04/2021).

Os efeitos contra as linhas de expressão e outros sinais de fotoenvelhecimento —pelo aumento do colágeno e renovação da pele —tendem a ser mais percebidos a partir da 24ª semana de uso, ou seja, por volta do sexto mês de tratamento.

Há estudos, tais como o 40 years of topical tretinoin use in review”, Journal of Drugs in Dermatology, sugerindo que a tretinoína também minimiza rugas que não foram causadas pelo sol, melhora o aspecto dos poros dilatados e reduz a flacidez.

Todas as rotinas de cuidados faciais que monto giram em torno dela, ou seja, se um cosmético reduz minha tolerância à tretinoína, ele sai e ela fica. Tentei alterná-la com ácido glicólico, mas nunca consegui porque o melasma escurecia.

A dose e a frequência de uso dependem do planejamento do dermatologista e do quão tolerante é cada pele, portanto não espere que um produtor de conteúdo de beleza que seja responsável e realmente conheça o medicamento informe como exatamente você deve usar: se alguém disser use dose tal na frequência tal, não espere boa coisa.

Após obtenção do efeito desejado, a frequência de uso pode ser espaçada. Além de ter algumas contraindicações, a tretinoína não se afina com vários ativos e pode produzir efeitos adversos desconfortáveis, não deve ser usada por gestantes e pode agravar (muito) a condição da pele caso não seja associada a uma boa proteção solar.

Higienizar a pele com suavidade, usar hidratante reparador e observar a pele diariamente — a gente vai aprendendo — ajuda a tratar e prevenir as irritações, que são mais frequentes nos primeiros meses de uso.

Rotina básica de cuidados faciais

Quem faz o básico corretamente acaba percebendo resultados melhores do que quem atira para todos os lados ou tem uma bancada lotada de coisas que mal usa.

Uma rotina facial bem básica para quem deseja reverter alguns fotodanos e prevenir outros, envolve limpeza suave, hidratação com efeito reparador, proteção solar — que pode ou não incluir um antioxidante — e o uso da tretinoína e/ou do retinol (dentre outros ingredientes indicados pelo dermatologista).

Considerando nossas normas, nenhum retinol em concentração clínica (isto é, acima de 0,3%) ou medicamento que contenha tretinoína deve ser vendido sem receita médica.

Aqui no Brasil os produtos com até 0,3% de retinol são todos de venda livre, então se você não está podendo consultar um médico no momento, é menos arriscado ir reforçando a proteção solar e usando cosméticos com retinol do que se aventurar em automedicação.

Ao longo dos anos testei vários produtos com retinol, com pro-retinol, com retinaldeído e outros e vou mostrar meu top 3.

Retinol B3 Serum La Roche-Posay (30mL)

Trata-se de um serum antirrugas e uniformizador do tom da pele. Não consigo encontrar um só defeito neste produto, que classifico como amigo do melasma e na minha opinião é o melhor do mercado.

O serum é ligeiramente consistente, tem excelente espalhabilidade e deixa um tapete fresquinho na pele. A fragrância é verde, o que para mim é muito relaxante.

Como o próprio nome diz, além do retinol ele contém a niacinamida (vitamina B3), um ativo que tem ações hidratante, anti-inflamatória e despigmentante, além de reduzir o aspecto amarelado que a pele assume com o passar dos anos.

Enfim, gosto bastante do Retinol B3. Alterno com a tretinoína de acordo com prescrição médica.

Onde Comprar

🌺 Amazon

🌺 Americanas

🌺 Beleza na Web

🌺 Beautybox

L’Oréal Revitalift Creme Diurno FPS 30 Antirrugas + Extra Firmeza (50g)

Trata-se de um creme rico e siliconado, que precisa entrar na minha lista de produtos mistérios da natureza, que são aqueles que custam menos do que realmente valem.

O Revitalift FPS 30 contém palmitato de retinol, adenosina, fitoesfingosina (um fosfolipídio que protege a barreira da pele), proteína isolada de soja, extrato de levedura e outros ingredientes interessantes.

Uso um quantidade generosa no pescoço, orelhas e colo todas as manhãs, quando aplico também no dorso das mãos (e não raro subo para os antebraços). Assim resolvo várias coisas usando um só produto: hidratação, fotoproteção e efeito antirrugas.

Uso um pote de Revitalift FPS 30 a cada três ou quatro semanas, mas se você resolver aplicar outro produto com filtros solares por cima, pode usar uma camada bem fina.

Ele pesa na minha face, mas há quem ame usá-lo como primer de maquiagem.

Onde Comprar

🌺 Amazon

🌺 Americanas

🌺 Beleza na Web

🌺 Beautybox

Retinol Puro_0.3% Botik (30mL)

Este produto nacional superou as minhas expectativas. É um irmão do Retinol B3 da La Roche.

É excelente, tem um preço justo e é fácil de comprar.

O único problema para mim é o perfume, que é muito invasivo. A fragrância não é propriamente ruim, mas tem muita personalidade (tipo perfume mesmo, o que na minha opinião é meio que um tiro no pé… se não for algo bem aromaterápico, não vai ser calmante para ninguém).

Acredito que para uma parte das pessoas isso não seja um problema porque sou realmente muito chata quando o assunto é usar produtos perfumados na face. Não acredito que seja um produto confortável para pessoas com autismo, pessoas com asma ou com rinite, por exemplo, o que é uma pena.

Com o passar dos dias comecei a evitar o uso até que não suportei mais,

Onde Comprar

🌺 Amazon

🌺 Americanas

🌺 Beleza na Web

🌺 O Boticário

Obs.: Encontrei o meu hidratante para área dos olhos perfeito, o Optimal Hydration serum área dos olhos (já fiz estoque), aí minha dermatologista me deu uma amostra do serum para o rosto da mesma linha. Minha pele, que há está apresentando tendência a ressecar, gostou muito. Ele é mais leve que o Cicaplast Baume B5 (não fico sem), porém mais pesado que seruns hidratantes comuns. Ele deixa uma capa protetora bem confortável em minha pele; é indicado para pele seca e sensível. Depois testei a versão em pote, gostei mais ainda e ficou na minha rotina (uso camada bem fina, rende muito; não deve ser interessante para quem tem pele oleosa). É importante lembrar que quando a pele tratada com tretinoína está muito irritada, pode haver ardor com basicamente qualquer hidratante, motivo pelo qual muitos dermatologistas orientam o uso de uma camadinha fina de geleia de vaselina purificada.

Beijos,

Meire

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[Resenha] Laranja Mecânica (1962)

Por @meire_md

“Usar o Ludwig Van desse jeito. Ele não fez mal nenhum a ninguém. Beethoven só escrevia música.  E foi aí que eu passei realmente mal e tiveram que me trazer uma tigela em forma de rim.” (fala do Alex, reabilitando de número 6655321 do Instituto Estatal para recuperação de tipos criminais)

O escritor inglês John Anthony Burgess Wilson (1917 – 1993) foi compositor e criou diversas peças para orquestras. Ele só começou a escrever livros em meados da década de 50, quando já estava com 39 anos de idade e publicou Time for a Tiger (1956).

Em 1960 Burgess sofreu um desmaio, recebeu o diagnóstico de  tumor cerebral e foi estimado que ele viveria por um ano ou menos. Enquanto muitos deixariam se tomar pelo desespero, ele arregaçou as mangas e viajou para o interior da Inglaterra com o plano de escrever dez livros para deixar sua futura viúva protegida financeiramente.

O quinto livro desta safra heroica é uma das minhas distopias favoritas. “Laranja Mecânica” estava sendo finalizado quando ele supostamente deveria estar morrendo. Mas ele não morreu: o diagnóstico não passou de um equívoco médico.

Uma vez constatado o erro médico mais bem vindo da história da ficção científica, a revisão de Laranja Mecânica foi interrompida porque Burgess precisava cuidar de outros trabalhos.

Durante uma viagem até Leningrado as últimas inspirações que faltavam para fechar o livro fluíram e em 1962 a história foi publicada.

Quando o livro foi escrito, Londres estava assolada pela violência perpetrada por gangues de adolescentes. Burgess criou um cenário futurista envolvendo as gangues e teve a brilhante ideia de apresentar gírias que não ficassem datadas, já que o vocabulário dos adolescentes se transforma tão rápido que chega a mudar dentro de uma mesma geração.

O genial vocabulário Nadsat* nasceu a partir de uma mistura de inglês vitoriano, russo e linguajar cigano. A edição da Aleph traz um glossário criado à revelia de Anthony Burgess, cabendo ao leitor a decisão de consultá-lo ou não. Preferi manter o estranhamento linguístico desejado pelo autor e foi bem interessante presumir os significados, tanto que nem esquentei ou toltchokei muito a gúliver pra krastar os slovos.

Laranja Mecânica tem como mote a evolução, consequências e ‘tratamento’ da psicopatia adolescente e ocorre em um futuro talvez não tão distante.

*Interessante citar que Burgess também criou as línguas faladas no filme A Guerra do Fogo (1981).

E o título “Laranja Mecânica”, de onde veio?

http://www.amazon.com.br

Burgess retirou o título da expressão “as queer as a clockwork orange” , um ditado que era popular entre os moradores do lado norte do Tâmisa (o ‘East End’ londrino) e que significa algo como ‘tão estranho (ou bizarro) quanto uma laranja mecânica’.

Na história, Laranja Mecânica é o título do livro que  vinha sendo escrito por uma das vítimas do protagonista Alex. Já detido e sob tratamento medicamentoso, Alex se recorda do texto que leu enquanto destruía os datiloscritos e diz: ‘- Será que eu serei apenas uma laranja mecânica?‘.

O papel crucial da música

A música é colocada na história como um dos únicos pontos onde a humanidade de Alex se destaca.

Ópera Das Bettzeug, de Friedrich Gitterfenster, Concerto para Violino do American Geoffrey Plautus por Odysseus Choerilos com a Filarmônica de Macon (Georgia), cantores pop como John Burnaway, Luke Sterne, Googly Gogol, Ike Yard e outros são exemplos de artistas e obras inventadas por Burgess para representar a música ouvida na época.

A Banda Heaven 17 foi batizada em homenagem a uma das bandas fictícias apreciadas pelos adolescentes do futuro e desprezadas por Alex, um amante de música clássica.

Interessante saber que “Singing in the rain” não aparece no livro. A  canção foi inserida no filme Laranja Mecânica por ser a música que veio à mente de Malcolm McDowell  quando o diretor Kubrick (1928 – 1999) pediu que ele cantasse qualquer coisa durante uma cena de ultraviolência.

📔 Box: Clássicos da Distopia

A partir daqui temos muitos spoilers

Alex é um garoto infrator de 15 anos de idade com histórico de passagem por Escola Correcional aos 11 anos. Filho de pais zelosos de classe média e detentor de uma vida confortável e acesso a educação, é amante de música clássica e proprietário de uma boa coleção de discos.

Guardadas as devidas proporções, a sociedade distópica de Laranja Mecânica lembra muito o Brasil de hoje. Há um número incontrolável de gangues, policiamento insuficiente, presídios superlotados e violência generalizada, com e$tupros, abu$o infantil, vandalismo e agressões físicas imotivadas.

A história é toda narrada pelo próprio Alex, que na primeira metade da obra cita suas experiências quando estava com 15 anos e fazia parte de uma gangue com três outros garotos quase nada mais velhos. Ele não demonstra qualquer tipo de empatia ou culpa e mesmo quando parece expressar simpatia por alguém, mostra segundas intenções e apresenta um comportamento dissimulado típico de pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Ele não demonstra afeto pelos pais ou respeito por autoridade nem se esquiva de violentar crianças e idosos.

A única centelha de humanidade de Alex é a elevação espiritual promovida pela música clássica, mas nem mesmo ela o redime.

Laranja Mecânica” é uma experiência estranha e dolorosa. Certa parte lembra a intensidade de ‘Ensaio sobre a Cegueira’, de Saramago.

No final da primeira parte da narrativa ele comete um crime gravíssimo e é capturado pela Polícia. Após julgamento é condenado a 14 anos de prisão e transferido para o Instituto Estatal para Recuperação de Tipos Criminais, uma espécie de Hospital de Custódia.

Como ocorre com muitos indivíduos antissociais, Alex se volta para a religião buscando dissimular recuperação e atrair simpatia para si.  Esta estratégia é usada até hoje pelos psicopatas, e as pessoas continuam acreditando neles.

Após uma importante intercorrência dentro da prisão, o garoto é tido como de difícil controle e selecionado para um tratamento de duas semanas que envolve condicionamento pavloviano e utilização de uma droga experimental que produz sensações somáticas desagradáveis quando a pessoa é exposta a qualquer ato relacionado a violência, mesmo que seja apenas uma ideação.

O método, chamado de Técnica Ludovico, modifica a estrutura e/ou química cerebral e é supostamente irreversível. Burgess criou personagens com posicionamentos diversos sobre o tratamento, gerando uma discussão bioética interessante sobre os limites da punição imposta pelo Estado.

Alex é devolvido às ruas aos 17 anos de idade, porém não encontra a mesma disposição dos pais em acolhê-lo e se vê na posição de vítima, sendo incapaz de se defender das consequências da violência que ele mesmo imputou às pessoas com quem eventualmente volta a se relacionar.

Em um momento que podemos chamar de cármico e enquanto utilizado como arma política, Alex sofre um traumatismo crânio-encefálico e ao acordar percebe que o efeito Ludovico foi revertido. E obviamente ele forma uma nova gangue.

O que se passa daí em diante é a volta do Alex antissocial e sua escalada rumo à vida adulta. É possível que Burgess tenha escolhido passar alguma mensagem aí.

Para mim o futuro do Alex é o mesmo de qualquer garoto antissocial: ausência de empatia levando a tipos criminais diferentes ao longo da vida ou na melhor das hipóteses, alguma coisa entre um ‘simples’ parasitismo familiar até uma busca por profissão ou posição social que facilite explorar pessoas, como as buscadas por alguns líderes religiosos, médicos, advogados e políticos.

Afora a retirada química ou cirúrgica da capacidade de livre-arbítrio (quem leu “Um Estranho do Ninho?”), uma condição que pode modular para melhor o comportamento antissocial parece ser a velhice. Alguns criminosos simplesmente se cansam.

O filme de Kubrick mostra um final diferente e menos idealizado do que poderia ser esperado pela interpretação mais rosa do final do livro.

Músicas citadas no livro

Fiz uma playlist no Spotify com as músicas citadas por Burgess em Laranja Mecânica. Caso você queira ouvi-la, clique aqui.

Se você encontrou alguma música que não listei, deixe uma mensagem pra mim, tá?

Espero que você goste deste post.

Um abraço!

Meire

Referências:

Você pode gostar destas resenhas:

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Optimal Hydration – Serum Renovador Área dos Olhos

Por @meire_md

Ao contrário do restante do rosto, minha área dos olhos é bem  sensível e a parte inferior da região resseca com facilidade.

Como tenho evitado usar muito pó fixador, fui testando hidratantes até achar um que consiga amaciar a região da olheira sem deixar um rastro amanteigado e sem esfarelar sob a proteção solar e a maquiagem.

Gosto dos cremes densos porque são mais versáteis e rendem mais: dosamos a quantidade de acordo com o que a pele quer no dia, então eles acabam funcionando para ressecamentos de quaisquer graus. Como nada é perfeito, moro em local úmido e quente, então os cremes pesados não são confortáveis para usar fora de casa.

Sempre que estou em casa mantenho um creminho gordo na área dos olhos e os meus favoritos da vida são o Revitalift Laser 3X —que supostamente tem ação sustentadora —, Hipoglós Transparente, que costumo aplicar quando já estou quase dormindo e o Cicaplast Baume B5, minha primeira escolha quando a pele está ardendo ou descamando. Se eu tivesse que escolher só um destes três, primeiro choraria uns dois litros e depois escolheria o Cicaplast, pois além de hidratar e recuperar a pele, quando em pequeníssima quantidade ele funciona (para mim) como primer de maquiagem.

Os cremes específicos para área dos olhos que estão na minha bancada

Nunca fui fã de cremes específicos para a área dos olhos, mas com o avançar da idade ando me rendendo e acho que não há volta. Meu favorito da vida ainda é o Benefiance Olhos (tem  na Beleza na Web e na Sephora), mas não desisti de tentar achar um substituto baratinho e só vou voltar para ele quando eu for uma senhora aposentada multimilionária aguardando o senhor seu marido voltar de uma caminhada vespertina.

No momento estou com dois cremes específicos para olhos na  rotina,  o com ação clareadora que recém-resenhei , que para mim funciona como um “remédio” e não como um hidratante, e o Optimal Hydration, o elemento que faltava para deixar a minha rotina redondinha.

Optimal Hydration Cetaphil
(Serum renovador área dos olhos)

É um serum específico para área dos olhos seca e sensível fabricado nos EUA e distribuído pela Galderma Internacional para vários países. Ele vem em tubo plástico contendo 15mL e equipado com um bico dosador flexível e macio que previne desperdício. Foi testado oftalmologicamente e pode ser mantido em temperatura ambiente.

Ele conta com agentes de diversos mecanismos hidratantes — como glicerina, ácido hialurônico, ésteres de  jojoba e outros —, ingredientes botânicos com ação anti-inflamatória, pantenol e bisabolol. A empresa batizou o conjunto de ingredientes com o nome ‘HydroSensitiv Complex‘ e alega que a hidratação se sustenta por 48h.

O Optimal Hydration foi produzido para proteger a área dos olhos sensíveis — particularmente a região inferior, que tende a ressecar mais — com o menor risco de sensibilização. Sabe falso magro, que é aquela pessoa magra mas que é gorda? Pois é. Ele é um gordo magro.

Como usar o Optimal Hydration?

A Galderma recomenda que seja aplicado na região dos olhos duas vezes ao dia, após a higienização e reproduz os dizeres legais que orientam não usar sob a pele lesionada (descamando ou muito vermelha, por exemplo) e em caso de contato com os olhos (a parte interna, o olho mesmo), lavar imediatamente.

Como eu uso?

Ele é o quarto elemento do meu quarteto fantástico, que são os produtos que uso — na exata sequência abaixo — duas vezes ao dia:

Estou apaixonada por ele por vários motivos. Além de ser fácil de comprar, ter uma fórmula específica para as necessidades da minha área dos olhos, não ter perfume e hidratar tão bem quando um creme gordo mas sem deixar a região engordurada, ele deixa a área dos olhos com aspecto mais cheio e descansado.

Além de sentir que ele realmente sustenta a hidratação, percebi um ótimo rendimento. Mesmo tendo a área dos olhos ressecada, uso uma porção bem pequena dele.

Onde comprar Optimal Hydration Cetaphil

🌸 Amazon

🌸 Beleza na Web

🌸 Beautybox

🌸 Lojas Americanas

🌸 Carrefour

Se você já usou ou resolveu testar o Optimal Hydration Serum Renovador para a área dos olhos, passa lá no Instagram para me dizer o que achou.

Beijos,

Meire

Leia também:

Como uso o Luminous Antispot para área dos olhos 

Como aplico Vitamina C no corpo

Como evitar o envelhecimento precoce das mãos


 

 

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Um Médico Rural | Franz Kafka

Por @meire_md

“Às vezes ele me olha como se quisesse me dizer: vou levá-lo comigo, pai. Então eu penso: você seria o último a quem eu me confiaria” (da pequena narrativa ‘Onze Filhos’)

 

Franz Kafka, nascido em 03/07/1883 e falecido em 03/06/1924, é considerado um dos maiores escritores do século passado.  Quando alguém me pede indicação de algum livro do autor, costumo sugerir que comecem por dois: Um Médico Rural, que tem quatorze  narrativas que funcionam como uma excelente degustação da sua obra, e o pungente Carta ao Pai, que costumo chamar de pequeno livro gigante.

Kafka teve uma relação muito complicada com o pai, cuja mão autoritária, descrita pelo tradutor Modesto Carone como uma “presença esmagadora”, desceu pesada sobre o único filho homem que sobreviveu à infância. Embora tenha tido o amor da mãe e das irmãs, é amplamente aceito que os traumas associados à educação imposta pelo pai influenciaram boa parte de sua obra. Eu acredito que sim.

Em 1917 Kafka sofreu o primeiro episódio de hemoptise (“escarro com sangue”) e após o diagnóstico de Tuberculose dividiu-se entre o trabalho burocrático, as internações e a escrita. 

A Metamorfose, Na Colônia Penal, O ProcessoO Veredito foram escritos antes da tuberculose. Já Um Médico Rural e  Um Artista da Fome, entre outros, foram concluídos depois do início da doença.  O curioso é que em 1918 ele contraiu Gripe Espanhola e conseguiu driblar a morte.

Embora tenha tido algumas namoradas e chegado a noivar três vezes —duas delas com Felice Bauer—, Kafka permaneceu solteiro e não teve filhos. É possível que ele tenha se recusado a assumir compromissos ou ter filhos porque já sabia que não viveria por muito tempo. Pesado.

O último livro escrito por Kafka foi Josefina, a cantora. Tenho uma edição brasileira de 1977 (Editora Clube do Livro) com tradução de Torrieri Guimarães,  que por um golpe de sorte achei no Sebo do Messias.

Um médico rural, de Franz Kafka

Minha edição de ‘Um Médico Rural’ (Companhia das Letras) foi traduzida direto do alemão por Modesto Carone, que foi premiado em 1989 pela tradução de “O Processo”.

Trata-se de um livro composto por quatorze contos – ou pequenas narrativas como Kafka preferiu chamar – que, com exceção de ‘Diante da Lei’ e ‘Um Sonho’, foram escritos entre 1916 e 1917.

‘Diante da Lei’ e ‘Um sonho’  foram escritos antes dos outros doze e incluídos por intervenção do editor, o que pareceu algo acertadíssimo porque transformou “Um Médico Rural” em uma coletânea que representa todas as facetas do escritor.

Alguns contos como ‘O Novo Advogado’ e ‘Um relatório para a Academia’ parecem uma espécie de paródia de ‘A Metamorfose’, mas com elementos diversos.

Em ‘Um relatório para a Academia’ há uma brincadeira com a Origem das Espécies. Kafka, que era ateu, possivelmente conhecia a Teoria da Evolução, pois na sua mocidade o livro já tinha cinco décadas. 

Segundo Kafka a apresentação dos contos não é aleatória e ele a defendeu até a edição sair como desejava. Embora a sequência  não pareça  lógica porque todas as histórias são diferentes umas das outras e não se ligam por nenhum personagem ou fato, há agrupamentos por traços temáticos —nos quatro primeiros há um ou mais cavalos em comum, por exemplo.  

 Kafka solicitou que as pessoas não olhassem as narrativas de modo alegórico nem as interpretassem como parábolas. Mas não é possível deixar de dar uma de crítico de arte e encontrar significados muito claros em contos como ‘Chacais e Árabes’.

“Escrever receitas é fácil, mas entender-se no resto com as pessoas é difícil” (na narrativa ‘Um Médico Rural’)

O livro foi dedicado ao Pai, o que é bem curioso. Kafka já estava doente e possivelmente queria algum tipo de reaproximação ou buscava aprovação. Ou não. Como vamos saber, não é mesmo?

A minha narrativa favorita é “Onze Filhos”, no qual o pai descreve cada um dos filhos, sem deixar de depreciar nenhum.

Lista dos contos:

O novo advogado
Um médico rural
Na galeria
Uma folha antiga
Diante da Lei
Chacais e árabes
Uma visita à mina
A próxima aldeia
Uma mensagem imperial
A preocupação do pai de família
Onze filhos
Um fratricídio
Um sonho
Um relatório para uma academia

Beijos,
Meire

Para saber mais: Contos, fábulas e aforismos

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Como uso o Luminous Antispot para área dos olhos #MELASMA

Por @meire_md

O melasma é um distúrbio de pigmentação muito comum. Ele provoca um acúmulo de melanina que resulta em manchas escuras na pele de pessoas predispostas e atinge tanto o rosto quanto outras áreas habitualmente expostas à luz solar.

Os melanócitos da área afetada são doentes e reagem produzindo mais melanina do que o necessário. A melanina é um pigmento escuro que tonaliza a nossa pele e a protege contra danos solares.

Mas o problema não é só esse.

Se fizermos uma biópsia em um pedacinho da pele do melasma vamos perceber que ela é mais velha que a pele do restante da face, tem uma barreira protetora frágil, seu colágeno é de má qualidade e apresenta uma rede anormal de vasinhos, que não raro também estão pigmentados.

É, em suma, uma pele que mancha e desidrata com facilidade, pode exibir poros dilatados e enrugar precocemente. Podemos dizer que ela é a parte mais idosa do nosso corpo.

E quando o melasma da bochecha chega perto da área dos olhos?

Em algumas pessoas a mancha da região malar (bochecha) pode chegar bem perto da área dos olhos ou até se unir à olheira. Além da sombra formada deixar o olhar com aspecto cansado, a região acaba irritada ou ressecada em razão dos medicamentos ou cosméticos com ação esfoliante química ou despigmentante aplicados nas bochechas.

O tratamento deste limite entre bochecha e olhos também requer uma boa proteção solar e pode exigir despigmentantes, antioxidantes, ingredientes com efeito antirrugas —estou gostando muito do Retinol Puro_0.3% — e hidratantes que recuperam e protegem a barreira da pele.

O uso de óculos escuros e bonés com proteção UV é bem-vindo e não podemos esquecer que o acompanhamento com dermatologista pode envolver a adoção de procedimentos mais específicos e eficazes.

Os medicamentos e cosméticos podem melhorar o aspecto das manchas por diversas vias, seja inibindo ou retardando a produção da melanina, evitando que ela suba para a superfície da pele ou acelerando sua eliminação, por isso é interessante ter uma rotina bem pensada e não sair adicionando os produtos aleatoriamente.

Despigmentando a faixa que fica entre os olhos e as bochechas

Hoje vou falar de um produto para a área dos olhos que contém Thiamidol, um despigmentante patenteado pela Beiersdof que age inibindo a formação da melanina.

O Thiamidol é o nome comercial do isobutylamido-thiazolyl-resorcinol, um ativo que parece ser bastante útil no tratamento e controle do melasma e que está presente na linha Anti-pigment da Eucerin e na linha Luminous Antispot da Nivea.

Muitos estudos que associam o Thiamidol à melhora do melasma tem conflitos de interesses (são patrocinados pelo fabricante), mas já encontramos um bom acúmulo de pequenos estudos favoráveis e sem conflito declarado. A tolerância descrita é boa, mas a exemplo do que pode ocorrer com qualquer coisa que usamos, alergias e outras reações podem aparecer.

Não é demais lembrar que o Thiamidol não é considerado um medicamento, portanto não é razoável esperar que a linha Luminous — de venda livre — tenha a mesma ação de tratamentos conduzidos por dermatologistas. A palavra melasma não é sequer citada nas embalagens.

Precisamos conhecer o que vamos usar para não nutrir expectativas irreais. Vejo muitos influencers gongando produtos porque não atentam para coisas básicas ou porque seus armários estão tão cheios e há tanta pressa para produzir novos conteúdos que nada acaba sendo testado com a atenção devida.

Notinha importante : mesmo que alguns profissionais digam que o ácido hialurônico é modinha, há estudos que sugerem que o uso tópico é importante para a pele fotoenvelhecida — que tende a ser mais fina e permeável—, e que a associação com o Thiamidol melhora a resposta ao tratamento. Muitas pessoas com melasma percebem que hidratar a pele com produtos contendo ácido hialurônico deixa a região com aspecto menos amassado. As regras para o uso de cosméticos são simples: você quer usar? Use. Está dando certo, você gosta e cabe no seu orçamento? Use.

Luminous 630° Antispot — área dos olhos

O Luminous 630° Antispot Antiolheiras é um creme específico para a área dos olhos apresentado em bisnaga plástica com 15mL e equipada com bico massageador.

Ele é denso, tem cor branca, excelente espalhabilidade, rápida absorção e ótimo rendimento. Como muitos produtos para área dos olhos que priorizam a saúde ocular, não contém perfume.

Ele pode ser usado até quatro vezes ao dia e deve ser aplicado com cuidado para não afetar a parte interna dos olhos, ou seja, um tico longe da raiz dos cílios. A breve massagem é importante para melhorar a ação do produto.

A empresa sugere que o frasco seja mantido na geladeira (para proporcionar refrescância, não pela conservação em si), mas acredito que isto só faça diferença para quem tem bolsas sob os olhos. Eu deixo na bancada mesmo.
Além do Thiamidol, ele contém ácido hialurônico e cafeína, que em conjunto minimizam as linhas finas e reduzem o aspecto de cansaço.

A versão para o rosto tem uma fragrância que lembra aquele odor assabonetado que a gente sente quando entra em uma loja de perfumes. Eu preferia não perfumar a cara, mas pode não ser forte demais nem enjoativo para quem não tem problemas com fragrâncias como eu (o problema é comigo).

Como uso o Luminous 630° Antispot Antiolheiras

Comecei a usar em março/2022 e estou no segundo frasco. Vinha usando certinho e percebendo alguma melhora no aspecto das olheiras e da transição da área dos olhos para as bochechas, mas não estava muito entusiasmada porque ele não hidrata bem a região. Minha área dos olhos é um deserto.

Mas em meados de maio adoeci. Passei alguns dias com febre alta sem usar quase nada no rosto, só usei água micelar (com vitamina C) para limpar e refrescar a face e Hipoglós transparente na área dos olhos e na boca . Além de ficar com as olheiras do Vampiro Brasileiro, meu melasma escureceu bastante — isso acontece quando estou estressada demais ou tenho febre alta por alguns dias —, e foi aí que me apaixonei pelo produto, comprei o segundo frasco e o coloquei na lista para resenhar.

Quando meu melasma se revolta e escurece muito, o que hoje tem sido cada vez menos frequente, uso despigmentante medicamentoso por alguns dias (com orientação médica). Mas desta vez resolvi dar um voto de confiança ao Luminous e usar só ele.

Em uma semana meu melasma e minhas olheiras acalmaram de novo e voltaram para o basal. Aí pronto. Fiquei apaixonada e já comprei o terceiro frasco para não ter o risco de ficar sem.
Como aplico exatamente

A minha rotina é montada pensando em minimizar os fotodanos acumulados e prevenir os futuros, ou seja, eu foco em evitar o envelhecimento precoce da pele.

Meu combo diário, tanto na rotina da manhã quanto na da noite, é a Vitamina C Serum Booster da Garnier e o serum Revitalift Hialurônico 1,5%. Aplico um, massageio até a pele absorver; aplico o outro e faço o mesmo, inclusive na área dos olhos. A pele fica com uma leve pegajosidade.

Depois venho com uma pequena quantidade do Luminous, aplico na região da olheira e desço para o melasma das bochechas. Massageio com os dedos mesmo porque acho mais higiênico e mais eficiente do que o bico massageador que vem no produto.

Depois que o produto entrou na pele sigo com os outros passos da rotina.

Como a pele da minha área dos olhos é bem seca, ela pede mais hidratação. Uso um hidratante gordinho pelo menos duas vezes ao dia e não raro aplico Hipoglós Transparente quando estou perto de dormir. Vou variando.

Antes de encontrar o Cetaphil Optimal Hydration Serum Renovador para a área dos olhos (estou no primeiro frasco), gostei de dois baratinhos, o Revitalift Hialurônico Olhos e o Renew Clinical.

Obs.: O Optimal Hydration promete manter hidratação por 48h. Ele contém ácido hialurônico, agentes botânicos antioxidantes, glicerina e pantenol. Estou muito satisfeita. Se eu comprar o segundo frasco, ele ganhará uma resenha para o blog.

Se você tem olheiras pigmentadas ou melasma e também gostou do Luminous 630° Antispot para a área dos olhos (Antiolheiras) , passa lá no Instagram e me conta.

Beijos,

Meire

Produtos citados no post

NIVEA Luminous Antiolheiras

Protetor Solar Shiseido bastão

Sérum Vitamina C Garnier

Sérum Revitalift Hialurônico 1,5%

Retinol Puro_0.3%

Cicaplast Baume

Óculos escuros

Bonés com proteção UV

Anti-pigment da Eucerin

Água micelar (com vitamina C)

Hipoglós transparente
Cetaphil Optimal Hydration

Revitalift Hialurônico Olhos

Renew Clinical

Optimal Hydration

Referências:

Int J Mol Sci . 2016 May 26;17(6):824. doi: 10.3390/ijms17060824. Heterogeneous Pathology of Melasma and Its Clinical Implications Soon-Hyo Kwon 1 2, Young-Ji Hwang 3 4, Soo-Keun Lee 5 6, Kyoung-Chan Park 7 8

Int J Cosmet Sci. 2020 Aug;42(4):377-387. doi: 10.1111/ics.12626. Thiamidol containing treatment regimens in facial hyperpigmentation: An international multi-centre approach consisting of a double-blind, controlled, split-face study and of an open-label, real-world study W G Philipp-Dormston 1 2, A Vila Echagüe 3, S H Pérez Damonte 4, J Riedel 5, A Filbry 5, K Warnke 5, C Lofrano 6, D Roggenkamp 5, G Nippel 5

J Cosmet Dermatol 2021 Mar;20(3):987-992. doi: 10.1111/jocd.13615. Epub 2020 Aug 5.
Isobutylamido thiazolyl resorcinol for prevention of UVB-induced hyperpigmentation
Vasanop Vachiramon 1, Chaninan Kositkuljorn 1, Kanchana Leerunyakul 1, Kumutnart Chanprapaph 1

J Dermatolog Treat . 2021 Sep 27;1-9. doi: 10.1080/09546634.2021.1981814. Online ahead of print. Topical treatment for postinflammatory hyperpigmentation: a systematic review
Marcus G Tan 1, Whan B Kim 1, Christine E Jo 2, Karina Nabieva 2, Carly Kirshen 1 2, Arisa E Ortiz 3

J Invest Dermatol . 2019 Aug;139(8):1691-1698.e6. doi: 10.1016/j.jid.2019.02.013. Epub 2019 Feb 27. Effective Tyrosinase Inhibition by Thiamidol Results in Significant Improvement of Mild to Moderate Melasma
Craig Arrowitz 1, Andrea M Schoelermann 2, Tobias Mann 2, Lily I Jiang 3, Teresa Weber 1, Ludger Kolbe 4

J Dermatol . 2021 Dec;48(12):1871-1876. doi: 10.1111/1346-8138.16080. Epub 2021 Oct 21.
Thiamidol ® in moderate-to-severe melasma: 24-week, randomized, double-blind, vehicle-controlled clinical study with subsequent regression phase
Dennis Roggenkamp 1, Adel Sammain 1, Manuela Fürstenau 2, Martina Kausch 2, Thierry Passeron 3 4, Ludger Kolbe 2

Int J Cosmet Sci . 2021 Jun;43(3):292-301. doi: 10.1111/ics.12694. Epub 2021 May 5.
Effective reduction of post-inflammatory hyperpigmentation with the tyrosinase inhibitor isobutylamido-thiazolyl-resorcinol (Thiamidol) Dennis Roggenkamp 1, Ncoza Dlova 2, Tobias Mann 3, Jan Batzer 3, Julia Riedel 3, Martina Kausch 3, Ivica Zoric 3, Ludger Kolbe

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Como organizo a limpeza doméstica #TDAH

Por @meire_md

Espero que este post seja útil para quem não tem empregados domésticos — seja por opção ou porque não pode custeá-los —e está tentando montar uma rotina de tarefas domésticas simples e eficiente.

Estendi um pouquinho o tema para mostrar como montei minha escala, que muda quando percebo que algo pode ser melhorado.

As alterações orgânicas são bem-vindas, por sinal.

Por onde começar a organização da casa?

Pelo destralhe.

Quando li “A Mágica da Arrumação” (Marie Kondo) fiz uma resenha desfavorável porque além de criar uma atmosfera meio mística, a autora orienta arrancar páginas favoritas de livros e jogá-los no lixo.

Fiquei bem chocada… Mas depois de algum tempo, muitas dicas da Marie Kondo ganharam sentido. Não sei se eu teria conseguido ir tão longe no destralhe se não tivesse lido o livro.

Não perca o tempo que perdi. Faça um arrastão em casa, venda ou doe tudo que for possível e mantenha o hábito. Só nos últimos três meses doamos uma cama, uma mesa de centro, camisas do Igor, outros livros, louças, copos e um ar condicionado portátil.

O destralhe é um ato de generosidade com você mesmo. Embora na vida real ele não funcione magicamente como vemos nos reality shows — levamos semanas ou meses para conseguir destralhar e organizar a casa — , a cada semana você começa a perceber efeitos positivos na produtividade e outras áreas da vida.

Há pessoas que defendem que um ambiente bagunçado reflete uma mente bagunçada. Não sei se a afirmação é baseada em boas evidências, mas acredito nela.

Para mim tem sido mais lucrativo emocionalmente ser organizada do que não ser. Tudo flui melhor, fico mais produtiva e feliz.
O tempo investido na organização pode parecer imenso no início, mas com o passar das semanas ele vai se tornando muito pequeno em relação ao perdido quando vivemos o caos típico da vida de uma pessoa com TDAH.

Quando você se dá conta, a casa está quase se arrumando sozinha. A minha bancada de maquiagem, que virava uma cena apocalíptica, hoje é limpa e reorganizada em poucos minutos.

O seu planejamento não precisa, e acho que nem deve, ser complexo.

É interessante priorizar as tarefas mais importantes, não deixar que as aleatórias se acumulem tanto e respeitar o seu ritmo. Você não vai mudar do dia para a noite e não é fácil.

Vem comigo.

Criando a rotina de limpeza doméstica com base em categorias

Na minha opinião uma boa rotina de limpeza tem no mínimo quatro categorias:

  • coisas que precisamos fazer diariamente;
  • coisas que podem ser feitas uma vez por semana;
  • coisas que podem ser feitas uma vez por mês; e
  • coisas aleatórias, que são aquelas que vão aparecendo do nada ou que se repetem com uma frequência incerta.

Só você saberá determinar quais demandas colocará em cada categoria. Comece listando tudo que precisa fazer, vá separando por categorias e testando na prática.

Coloquei os banheiros, a cozinha e a aspiração do chão na categoria de coisas que precisamos fazer diariamente. Acho mais que suficiente remover o pó dos móveis apenas uma vez por semana. Como não temos crianças nem pets e o básico está sendo bem feito, não vejo necessidade de fazer mais que uma faxina geral por mês.

As tarefas aleatórias, como tirar manchas da parede com esponja mágica, descartar notas fiscais e manuais de eletrodomésticos antigos ou providenciar a pintura da casa, são feitas eventualmente.

Como todo problema pequeno não resolvido pode acabar em um problemão, procuro não deixar as aleatoriedades acumuladas.

Minha categoria de coisas aleatórias fica na lista de tarefas da Alexa. Você pode usar o celular, um caderninho, um bloquinho de notas, post-its na geladeira, um quadro de avisos, qualquer coisa que funcione bem para você. O importante é anotar e cumprir.

Com a rotina semanal bem feita, a faxina geral não pesa tanto, a arrumação da casa fica cada vez mais fácil porque todo dia você volta alguma coisa para o lugar, o custo com compras desnecessárias reduz e você ganha espaço, claridade e paz.

Formar hábito é algo muito difícil para uma pessoa com TDAH porque nossa mente funciona no sentido contrário. Somos pessoas criativas, inquietas, interessadas em um monte de coisas ao mesmo tempo, não raro fazemos compras por impulso e somos naturalmente bagunceiras.

O básico bem feito é o que muda tudo. Bata o martelo até o prego entrar. Em um belo dia você vai ver que está tudo funcionando redondinho, mas vai perceber também como qualquer deslize pode abrir a porta para o caos. Ele nos ronda permanentemente.

Rotina para uma pessoa com TDAH é igual a usar anticoncepcional. Esqueceu de tomar o comprimido? Tome tão logo lembre ou seja possível. Se esta não for uma das suas metas, você não vai conseguir.

Minha rotina básica de limpeza da casa

Organizo várias áreas da vida com estas cinco diretrizes:

  1. agregar atividades para reduzir a perda de tempo;
  2. determinar dias da semana específicos para tarefas específicas;
  3. organizar a escala visando reduzir o retrabalho;
  4. manter o foco nas tarefas listadas; e
  5. só realizar uma tarefa aleatória quando as listadas para o dia estiverem concluídas —salvo se a tarefa extra for um caso de vida ou morte (deu para entender, né?).

Para domar a bagunça você precisa organizar um pouco da vida em todos os dias de todas as suas semanas, meses e anos. O resultado vem, e ele é ansiolítico.

Na minha escala atual não há mais um dia específico para arrumação porque dentro das atividades de cada dia aproveito para voltar coisas para o lugar. Se percebo que um cômodo está desorganizado, dou um pouco mais de atenção.

Quando constato alguma demanda aleatória — como a necessidade de limpar as maçanetas—, já digo: Alexa, coloca coisa tal na minha lista de tarefas. O mesmo faço quando lembro de algo que precisa ser comprado e não posso comprar no momento: Alexa, coloca item tal na minha lista de compras.

Não deixe suas lembranças nem as suas ideias soltas ao vento. Registre-as. Já há boas evidências em estudos cognitivos sugerindo que anotar é importante para garantir o cumprimento de metas. É como se nosso cérebro fizesse um pacto com a gente mesmo. Escrever tem esse poder.

ESCALA DOMÉSTICA

1. Tarefas de todos os dias

Coloco o robô para aspirar a casa todos os dias —com exceção dos domingos — e para passar pano uma ou duas vezes por semana, inclusive na área seca dos banheiros.

Não meço tempo nem fico regulando em que ambiente o robô deve ficar por mais tempo. Se um dia ele aspira melhor um ambiente do que outro, ok, vida que segue. Quando a bateria acaba, faço a limpeza básica e o coloco na base carregadora, para que no dia seguinte ele já esteja pronto.

Outra coisa que faço diariamente é lavar a pia do banheiro e higienizar a parte interna do vaso sanitário, o que me toma um minuto ou dois do tempo destinado ao banho da tarde.

Nos dias que lavo os cabelos, aproveito o tempo da máscara condicionadora e limpo toda a área de banho. Sempre que acho necessário, passo uma escova multiuso com cabo nos rejuntes do piso e da parede de cerâmica e lavo a parte externa do vaso sanitário.

Banheiro sempre limpo não dá trabalho nunca. Se você usa box de vidro — mandei arrancar o meu — há um trabalho adicional.

2. Especificando tarefas por dia da semana

Reservar um dia da semana para coisas específicas faz muita diferença para quem tem TDAH.
A rotina deixa nossa memória de trabalho mais livre e isso se reflete na eficiência com a qual executamos outras coisas. Depois me conta.

Reservo até uma hora por dia para executar tarefas domésticas, mas quando estou disposta e com mais tempo, adianto coisas para deixar a faxina mensal mais leve ou até para me liberar de atividades do dia seguinte.

Depois das tarefas domésticas faço exercícios físicos (falho na regularidade dos exercícios, mas faço).

Acho interessante agrupar nesta sequência porque já começo os exercícios aquecida e depois vou para o banho, ou seja, são três tarefas encarrilhadas – limpeza doméstica, exercícios físicos e banho.

Nunca faço exercícios físicos nas sextas-feiras. Eles não me relaxam, não melhoram meu sono, não me deixam mais feliz. Não acredite em quem defende que todo mundo se vicia em exercícios ou isso ou aquilo, há pessoas que se viciam e pessoas que não. Faço pelo mesmo motivo que uso meu anti-hipertensivo religiosamente: porque sou adulta e ciente de que o exercício físico é importante para minha saúde.

2. 1 Segunda-feira

É o dia das ROUPAS, tanto as minhas quanto as do Igor, as de cama, mesa e banho, mantas de sofás, paninhos de limpeza, refis dos MOPs etc.

Enquanto dobro e separo as roupas limpas, vejo se há alguma peça a ser reparada, substituída, desamassada ou se há peças com bolinhas para remover.

Quando estou dobrando os panos de microfibra (móveis, multiuso, banheiro e vidros) e os refis do MOP 2 em 1, do MOP Flat Chenile, do MOP do robô ou o pano do espanador, observo se tem alguma farpa de madeira ou algum outro resíduo, e removo.

Não passo roupas. Para desamassar algumas uso o Vaporizador Black and Decker e para remover as bolinhas, o Papa Bolinhas.

Enquanto guardo as roupas já dou uma arrumada nas bagunças de armários e gavetas.

Quando há peças a reparar, faço o reparo logo ou executo na segunda-feira seguinte.

Recentemente mostrei para vocês como uso a cola pano e vocês já conhecem a minha máquina de costura.

Se você tem filhos, envolva-os na tarefa. Dependendo da idade, cada um pode dobrar e guardar suas roupinhas.

2.2 Terça-feira

É o dia de tudo relacionado às COMPRAS, de passar o MOP  no chão de toda a casa e de escolher alguma tarefa aleatória para executar.

Na terça reorganizo (na Alexa) a lista de compras. Vou apagando ou acrescentando itens e confiro se preciso mesmo comprar A ou B, pois posso ter comprado e esquecido de apagar, o que é bem frequente por sinal. Estas coisas somem da nossa mente.

Descarto caixas vazias, vejo se há coisas vencidas pela casa, verifico as comidinhas e bebidas, olho meu armário de cosméticos e o armário do banheiro do Igor para não deixar faltar itens básicos nem estocar em excesso. Enquanto faço isso já aproveito para dar uma arrumadinha no que estiver fora do lugar e limpar alguma gaveta.

Depois de passar o MOP Spray na casa toda, pergunto: Alexa, o que tem na minha lista de tarefas?

Escolho algo, e faço. Precisamos cumprir a regra de só começar a tarefa aleatória depois que a escala do dia foi cumprida. Se bagunço a rotina, perco o foco.

2. 3 Quarta-feira

É o dia do PÓ.

Uso máscara PFF2 só quando acho necessário (quando minha asma está mais chatinha).

O meu kit Pó é este:

Removo o pó de cima para baixo e do macro para o micro, ou seja, primeiro do rodateto ao rodapé e depois das superfícies maiores para as menores.

Isto torna o trabalho mais rápido e mais eficiente. Se você limpar o que está embaixo primeiro, quando for limpar a parte de cima, pode transferir pó para o que já estava limpo.

Passo o MOP Flat nas paredes, depois o espanador chenile em todas as áreas possíveis, como cortinas, portas, por cima de livros, em face exposta de prateleiras, obras de arte, instrumentos musicais etc.

Nas áreas não alcançadas pelo espanador e nas áreas menores, uso o pano de microfibra para móveis, os pinceis de 1 polegadas e o aspirador portátil.

Durante o processo aspiro o paninho do espanador algumas vezes para evitar sujar uma superfície com o pó de outra.

Aí ligo o robô e saio aplicando o Poliflor Multissuperfícies onde parece necessário.

2.4 Quinta-feira

É o dia dos VIDROS, ESPELHOS e outros materiais nos quais uso o mesmo grupamento de produtos, como telas e corpos de eletrônicos, inox, mármore, granito e alguns eletrodomésticos.

É neste dia que faço a limpeza minuciosa dos aspiradores.

Agrupar deixa tudo mais rápido. Lembra que o pó já foi removido na quarta? É assim que se reduz o retrabalho.

Produtos que uso:

Falei sobre cada produto no post com a lista dos favoritos para a limpeza da casa.

É preciso organizar a rotina pensando em poder cumpri-la com a maior regularidade possível.

Meus compromissos sociais geralmente são nas quintas (principalmente) ou sextas, por isso deixei a quinta-feira bem light.

Se eu tiver algum compromisso na sexta, transfiro as tarefas da sexta para quinta e vice-versa. Se eu tiver compromissos na quinta e sexta, dedico algumas horas do sábado para fazer o que for mais importante e assim sucessivamente.

O importante é não deixar acumular.

2.5 Sexta-feira

É o dia que chamo de BANCADAS (home office, oficina, quarto de dormir e bancada de maquiagem).

Começo pelo ponto mais distante da bancada de maquiagem.

Levo um quase nada de tempo (uns dois minutos) na do home office porque já estou conseguindo reorganizá-la rapidamente após cada uso. Verifico a gaveta, o compartimento do suporte do monitor e a prateleira para ver se deixei coisas de outros ambientes por lá e se preciso limpar os organizadores da gaveta ou repor algum item (post-its, durex, grafites para minha lapiseira Pentel 0,9 etc).

A oficina é o ambiente mais propenso ao caos, mas tudo tem seu lugar (uso o rotulador Dymo , caixas transparentes e outros organizadores).

Lá tem máquina de costura, ferramentas dos hobbies do Igor, colas para vários tipos de materiais, fitas adesivas de muitos tipos, papeis de presente, espaço para minhas atividades contemplativas, organizadores diagonais cheios de coisinhas para desenhar e pintar, livros de desenho, material para aquarela e caligrafia…

A oficina é o parque de diversões da casa. O lado do Igor segue caótico, mas ele sabe onde as coisas estão e não me incomodo (é só não olhar para trás). Essa parte me toma uns 10 minutos ou mais.

No quarto de dormir temos duas bancadas. Quando dou por mim as duas estão cheias de livros e caderninhos. Bagunço sem perceber porque consulto muitos livros durante a semana. Removo livros já lidos, escolho os que quero ler no fim de semana, vejo se tem caderninho para guardar e se preciso aplicar multissuperfícies em algum lugar.

Finalizo as tarefas do dia com bancada de maquiagem porque acho muito relaxante.

Na minha bancada tem nichos para os sapatos (a maioria da Osklen e da Capodarte), e um armário de quatro portas, onde ficam minhas bolsas, roupas que vou usar na semana e o estoque de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

Realimento as cápsulas de roupas e cosméticos, vasculho tudo, limpo os organizadores de gavetas e embalagens de cosméticos, higienizo esponjas, pinceis, escova de cabelo, pente, escova secadora; lavo as toalhinhas de face e demaquilante usadas na semana, mexo nas amostras grátis, troco a cabeça da minha escova de dentes elétrica e de tempos em tempos hidrato o couro das bolsas e sapatos.

É meu dia favorito!

Produtos que uso:

2.6 Sábado

Eu e o Igor não costumamos sair de casa pela manhã.

Acordo muito cedo e almoço tarde porque adoro fazer o fim de semana durar muitas horas. Quando vamos sair para almoçar já vivi umas nove horas.

Com a adoção do robô consegui deixar todas as tarefas braçais para os dias úteis e ficar com o sábado livre para os planejamentos, leituras e outras coisas, mas ainda preciso dedicar uma manhã de sábado por mês para a faxina geral.

Aos sábados faço planejamentos diversos com a Alexa, elimino itens da lista aleatória e acrescento outros, checo meu planner de trabalho, revejo as finanças, respondo vocês no Instagram, organizo minhas caixas de e-mail, rascunho posts para o blog, concluo algum livro que não tenha finalizado durante a semana, organizo resumos, organizo o Kindle, faço atividades contemplativas.

O dia rende um monte.

A regra é: depois do almoço de sábado — que no dia de faxina geral ocorre lá pelas 15h — só executamos serviços domésticos essenciais, que são aqueles que garantem a subsistência dos seres humanos.

Faxina Geral

Dedicamos uma manhã de sábado por mês para a faxina geral e uma das nossas tarefas é localizar coisas para doar.

Tenho pensado em eliminar esta faxina geral mensal criando uma escala de atividades para que o Igor faça aos poucos durante o mês.

Vamos melhorando sempre.

Organize-se e seja leve. Estou torcendo por você!

Beijos,

Meire

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Para saber mais sobre TDAH, controle de ansiedade e melhora da aprendizagem :

📔 Mentes Inquietas:  TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade 

📔 Vencendo o TDAH adulto

📔 Fixe o conhecimento: A Ciência da Aprendizagem Bem-Sucedida

📔 Estudantes de alto desempenho

📔 Menino Tinoco, uma história sobre TDAH

📔 Medicina e Meditação

 

2022: Produtos de limpeza doméstica favoritos

Figurinhas da Copa do Mundo aqui!

Por @meire_md

Com uma organização mínima, bons produtos e alguns eletrodomésticos, a limpeza da casa não fica apenas mais fácil, fica divertida.

Costumo montar o kit básico para a rotina do dia em um baldinho fofo — uso o retrátil verde água da FlashLimp — e saio passeando pela casa.

O post de produtos favoritos está dividido assim:

  • O que uso para limpar vidros, espelhos, telas eletrônicas, mármores, granitos, e organizadores de inox;
  • O que uso para limpar paredes;
  • O que uso para limpar os móveis;
  • O que uso para limpar o chão;
  • O que uso para limpar os banheiros;
  • O que uso para limpar tecidos de estofados, tapetes, cortinas e colchões;
  • O que uso para limpar a biblioteca;
  • E a cozinha? E a lavanderia?

1. O que uso para limpar vidros, espelhos, telas e corpos dos eletrônicos, mármores, granitos e organizadores de inox

1.1. Limpa Tela Flash Limp

Gosto muito dele para higienizar/desengordurar as telas, sensores e corpos dos eletrônicos em geral (celulares, Alexas, tablets, computadores, TV, partes do meu aspirador vertical, partes do robô aspirador e de outros eletrodomésticos).

Aplico e removo o limpa tela com a esponja de microfibra que vem no kit ou com pano de microfibra de uso geral. A fragrância evapora rápido.

Obs.: A esponja de microfibra para telas sensíveis também pode ser comprada separadamente e é ótima para limpar mesas de vidro.

1.2. VEJA Vidrex Cristal

Uso em espelhos e vidros em geral. A fragrância é agradável e suave.

Aplico o produto direto na superfície, espalho e seco com a cabeça para janelas/vidros do MOP Spray 2 em 1.

No início da aplicação ele age como um sabãozinho. Limpa bem, é facil de remover, seca rápido e não costuma deixar manchas nas superfícies. Quando acho necessário dou um polimento com o pano de microfibra para vidros.

Você pode aplicá-lo com pano de microfibra para vidros ou até um pano de microfibra multiuso, desde que o paninho escolhido esteja limpo, seja macio e não contenha farpas de madeira ou outros resíduos.

Atenção: O Veja Vidrex Cristal pode ser usado também em acrílicos, mas não deve ser aplicado em vidros que tenham películas, em telas eletrônicas, em estruturas de madeira, nem em bancadas de mármore ou granito.

1.3. Poliflor Multissuperfícies

É um limpa-móveis que além de dar brilho, oferece proteção contra poeira e marcas de água. Uso há anos. A fragrância é floral e leve.

Aplico uma pequena quantidade no paninho de microfibra (ou uma quantidade maior diretamente no local a ser limpo), espalho e vou observando se preciso aplicar mais; com o lado limpo do mesmo pano, vou polindo a superfície.

Uso em bancadas de granito ou mármore, em vidros acoplados a estruturas de madeira, organizadores de inox, maçanetas e diversas estruturas metálicas, plásticos (até nos Legos), em algumas esculturas, molduras de telas e madeiras tratadas em geral, fórmica, organizadores de gavetas, poltronas de material sintético, embalagens de maquiagens, corpo de alguns eletrodomésticos, telescópio, instrumentos musicais e até para remover poeira de fios/cabos elétricos e limpar a parte externa dos meus Crocs e Melissas.

Atenção: O Poliflor Multissuperfícies não deve ser usado em peças de inox que levam alimentos, nem em madeiras não tratadas. Também não recomendo usar na parte interna de calçados de material sintético.

2. O que uso para limpar paredes

2.1 MOP Flat Chenile com cabo telescópico

É uma vassoura de chenile com um cabo regulável que roda para várias direções. Como sou meio desastrada, demorei um pouco para pegar o jeito de usar.

Sei que muita gente varre as paredes com vassoura comum , mas não gosto. Elas espalham o pó e riscam ou sujam as paredes. Acho menos trabalhoso reservar o MOP Flat para elas.

Alcanço todas as áreas das paredes e consigo remover com pouco esforço o pó e a fuligem que eventualmente se acumulam em alguns cômodos. Acho muito rápido e uso também para agarrar o pó que fica entre o rodapé e o piso e para limpar o piso entre móveis, nas regiões onde os aspiradores não entram no dia a dia.

Tenho refis do paninho para MOP Flat Chenile porque uso bastante Enquanto uso, quando acho necessário aspiro o paninho com o aspirador portátil porque minhas paredes são brancas.

2.2 EsfreBom Bettanin Esponja Mágica

Já usei para limpar caixas de tomada e outras coisas, porém há algum tempo uso principalmente para fazer a manutenção das paredes, que são brancas e sujam fácil.

Ainda não entendo como essa esponja funciona exatamente, mas acredito que o uso está retardando a necessidade de pintar o apartamento novamente.

Basta umedecê-la com água, tirar o excesso apertando bem com as mãos e esfregar as manchas da parede com suavidade e tempo. Ela vai se desmanchando até acabar.

Se você achar necessário, pode secar a parede dando batidinhas com paninho multiuso de microfibra.

Faça um teste em uma pequena área de sua parede antes. Aqui em casa a esponja não remove a tinta nem deixa manchas, mas não tenho ideia se pode ser bom em outras paredes.

Após o uso basta lavá-la com água até que fique bem limpa — sempre apertando — e deixar secar em local ventilado.

2.3 CIF Multiuso Evita Mofo

Este produto entrou na minha rotina quando fomos surpreendidos por um vazamento de água na cobertura e uma das paredes mofou. O Igor fez uma limpeza bem pesada, com produto clorado, lavou tudo e desde então tenho tenho usado o Evita Mofo e o problema não voltou,

Ele tem vinagre com extratos naturais e uma fragrância verdinha, limpa, agradável. Não contém amoníaco nem cloro.

Como vi que o CIF Evita Mofo é  um produto multifuncional, também tenho usado para limpar as prateleiras onde guardo bolsas e outros itens que uso pouco.

Moro em uma cidade úmida, e mesmo sem qualquer problema estrutural, algumas coisas simplesmente mofam quando guardadas em local fechado por muito tempo.

3. O que uso para limpar os móveis

3.1 Espanador Flexível Chenile

Ele remove a poeira de áreas extensas de forma muito fácil. Saio passando pelas partes grandes/livres dos móveis e pela casa toda, inclusive nas cortinas, portas e quadros.

Passo em algumas obras de arte de maior porte (suavemente), nos vidros da cristaleira, na biblioteca e até em instrumentos musicais. Ele não levanta o pó como os espanadores comuns porque as partículas ficam presas no tecido.

Antigamente eu ia tirando o pó das coisas com paninho, era bem mais trabalhoso. Hoje o paninho só entra em ação depois dessa extração inicial, que é rápida porque captura muito pó de uma vez só.

Depois que uso o espanador de chenile, aspiro o paninho dele e verifico a situação. Quando acho necessário, desencaixo do cabo e coloco para lavar.

3.2 Pano microfibra para móveis Flash Limp

Conforme fui comprando paninhos de microfibra — comecei pelos multiuso, que são bem versáteis e duráveis — percebi que além de fáceis de lavar, continuam macios após várias lavagens, geram menor consumo de produtos de limpeza e protegem bastante as superfícies.

O específico para móveis tem uma trama que retém mais pó que os paninhos comuns e pode ser usado com vários produtos de limpeza.

Uso para remover o pó em regiões mais delicadas e espaços onde o espanador não chega ou não limpou bem.

Só tenho dois, acho suficiente porque nunca sujo mais de um no mesmo dia.

3.3 Poliflor Multissuperfícies

Falei dele no item 1. Amor eterno. Aplico nos móveis e outras (muitas outras) superfícies sempre que acho necessário.

4. O que uso para limpar o chão

Com a chegada do robô aspirador o meu trabalho doméstico reduziu de um modo que ainda estou demorando a acreditar, pois faço parte do grupo de donas de casa que gosta de chão limpo diariamente.

O robô aspira a casa de segunda a sábado; na última semana do mês uso o Vertical para dar uma geral mais pesada.

Nenhum robô aspirador dispensa o complemento braçal; os tapetes não ficam perfeitamente aspirados e, obviamente, há espaços onde o robô não consegue entrar ou passar, como atrás das portas.

4.1 WAP Robot WConnect

Fiz um post específico sobre ele, corre lá.

Dica: um modelo similar em potência mas como preço melhor — por não ter wi-fi — é o WSmart.

4.2 Aspirador Vertical Eletrolux

É um aspirador leve e de média potência que pode ser usado no formato “vassoura” ou como um aspirador portátil.

Estou gostando muito dele (amo a cor!).

Usamos no piso, tapetes, calhas de janelas, cortinas. Ele tem um termostato protetor e desliga automaticamente caso esquente muito.  Uso aspiração manual na última semana do mês, que dedico para faxinas mais pesadas.

Para mim o custo-benefício do Aspirador Vertical Eletrolux tem sido bem favorável.

4.3 Aspirador Portátil Dustbuster da Black & Decker

Amo. Também fiz post específico sobre esse aspirador portátil .

Considerando a limpeza do chão, uma vez por semana uso o aspirador portátil em pontos onde o robô não vai — como atrás das portas e entre as poltronas de uma das salas — e para aspirar um ponto ou outro das cortinas e tapetes, pois é bem rápido pegá-lo e sair pela casa sem precisar ficar presa a fios.

Fora os usos normais, uso também também para aspirar o paninho do espanador, o paninho do MOP Chenile e para fazer a higiene do robô. Pois é, uso um aspirador para aspirar os outros aspiradores e os paninhos.

Como todo aspirador, deve ser limpo rotineiramente e não pode ser usado para aspirar objetos cortantes ou poeiras de construção, por exemplo.

O Aspirador Dustbuster não é um eletrodoméstico potente. Tem baixa autonomia e é indicado para coisas pequenas mesmo.

4.4 Refil MOP para Robô Aspirador WAP

É o paninho que o robô usa. Quase caí para trás quando vi o preço! Comprei só um e ainda estou revoltada.

4.5 MOP Spray Flash Limp 2 em 1

Foi o fim do rodo, pano de chão e balde.

Meu MOP Spray vem com dois aparelhos manuais, o para ser usado no chão e o para janelas e vidros. Deixo o cabo + spray conectados sempre no específico para o chão e uso a cabeça menor da forma que mostrei no item 1, para limpar vidros e espelhos.

É muito simples de usar. Basta encher o frasquinho do spray com o produto de limpeza escolhido (uso desinfetante limão diluído com água), encaixá-lo certinho no local indicado e apertar o gatilho quantas vezes quiser para soltar o produto no chão enquanto você vai passando o pano.

Atenção: Ele não pode ser usado com alguns produtos, como cera, sabão em pó , detergentes e outros. Atente para as orientações que estão na etiqueta do frasco spray.

4.6 Refil para MOP Spray 2 em 1 Flash Limp

São os paninhos de chão (MOP) e os para janela e vidros. Vale a pena ter refis.

4.7 Veja Limpeza Pesada Citrus

Sou apaixonada por este limpador, que tem ação desengordurante,  fragrância leve e rende bastante.

Pode ser usado diluído ou puro, observe bem as instruções no rótulo.

Para usar no chão, coloco 10mL do Veja Limpeza Pesada Citrus no frasco do MOP Spray 2 em 1, ou 5 mL no reservatório do robô, e completo com água.

5. O que uso para limpar os banheiros

Na minha opinião os banheiros utilizados rotineiramente devem receber algum tipo de limpeza diária, mesmo que rapidinha.

Na área molhada do meu banheiro tem prateleiras, espelhos, chuveiro, pia, ferragens, vaso sanitário… E na área seca há armários e bancadas, inclusive o armário-cápsula e a bancada de maquiagem.

5.1 WAP Robot WConnect

O robô aspira e passa pano até a divisa entre a área seca e a molhada. Só preciso limpar manualmente a área molhada, o que é muito fácil.

5.2 Pano microfibra para banheiro

Eu sei que lavou, está limpo. Mas não tem quem me faça usar os mesmos panos do banheiro em outras área da casa.

O paninho específico para banheiro tem um lado rugoso e um macio. É com ele que limpo várias partes da área molhada, inclusive a parte externa do vaso sanitário.

5.3 Cif Multiuso Cremoso Limão ou Laranja

Há várias versões do CIF. O Multiuso tem micropartículas vegetais e foi formulado para limpar sem riscar.

A limpeza com o CIF Multiuso Cremoso é eficaz e rápida. Uso em todas as partes da área molhada do banheiro, inclusive paredes e piso.

5.4 Bloco para caixa acoplada Pato Marine

O bloco para caixa acoplada praticamente automatiza a limpeza diária da parte interna do vaso sanitário. Gosto do Pato Marine porque a fragrância é suave e tem um bom rendimento.

Importante citar que ele deixa a água azul. Se você não tem o hábito de escovar a parte interna do vaso diariamente, é possível que a louça manche pois algumas seguidoras me relataram isso.

Em um banheiro usado por apenas uma pessoa, um bloquinho dura uns dois meses ou um pouco mais.

5.5 Escova sanitária com dispenser e suporte Flash Limp

Todos os dias jogo um pouco do CIF Cremoso Multiuso  na parte interna do vaso sanitário e dou uma esfregadinha com a escova sanitária. Não preciso usar desinfetante porque já uso o bloco.

Minha escova tem um dispenser para desinfetante, mas uso de uma forma um pouco diferente; aperto o cabo para liberar o desinfetante (sempre diluído) depois que devolvo a escova para o suporte, ou seja, uso para higienizar a própria escova.

Há outras escovas sanitárias baratinhas e boas (como por exemplo a da Condor). Sugiro que você não compre as sem suporte porque elas acabam soltas no chão do banheiro.

5.6 Escova de limpeza multiuso com cabo Alklin

As escovas multiuso são mais firmes que as escovinhas para a cozinha. A que uso é baratinha, porém resistente.

Uso minha escova multiuso com cabo para limpar frequentemente os rejuntes da área de banho, que tendem a acumular resquícios de shampoo e sabonete.

Faço durante o banho mesmo pois quando os produtos ressecam no rejunte fica bem difícil de limpar.

6. O que uso para limpar tecidos de estofados, tapetes, cortinas e colchões

Nossas cortinas são de um tipo de blackout não lavável em máquina. Na rotina semanal passo o Espanador Chenile bem de qualquer jeito e aspiro um ponto ou outro com o Dustbuster da Black & Decker. Nos dias de faxina mais pesada, o Igor usa o aspirador vertical nas calhas das janelas e nas cortinas.

Nossos tapetões não podem ser lavados em casa. Faço a aspiração diária com o robô, na última semana do mês (ou quando acho  necessário) uso meu aspirador vertical e uma vez por mês fazemos a limpeza a seco em casa mesmo.

Limpo frequentemente os tapetinhos Supersoft (amo, tenho verde, cinza, rosa, preto) que usamos para separar o limite entre a área molhada e a seca dos banheiros com o Downy Tecidos, que é super versátil e levinho.

Os tapetinhos são lavados à máquina (sempre sem amaciante) quando acho necessário.

6.1 Downy Casa Higienizador (Tecidos e outras superfícies)

Depois de anos tendo que suportar um limpador de tecidos com cheiro horroroso, achei esse, que é muito mais que um higienizador de tecidos.

Foi como um maná caído dos céus, porque ele tem cheirinho de nenê e também limpa diversas outras superfícies.

Uso bastante não só nos sofás, almofadas, cortinas, tapetinhos pequenos e no colchão de dormir, como em roupas, bolsas, malas, parte interna de gavetas etc.

Basta agitar, molhar levemente a superfície a uma distância de uns 15 ou 20 cm de forma que ela fique úmida e esperar até cinco minutinhos para friccionar levemente, removendo.  Você pode usar a ferramenta que parecer mais adequada para a superfície em questão, como por exemplo um paninho multiuso ou  luva esponja de silicone) ou até uma escovinha mais pesada. O atrito sempre será necessário, é um passo importante para basicamente todo tipo de limpeza, já conversamos sobre isso.

Sabe aquela roupa que você usou rapidinho, mas mora num local quente e acaba colocando para lavar mesmo sabendo que forçando um pouco a amizade daria para usar de novo? Ou aquele casaco pesado que mal foi usado mas você sabe que se guardar pode dar ruim e acaba levando para a lavanderia e gastando uma fortuna numa peça que na real tá praticamente limpa? Ou aquela parte interna da mala ou de bolsas que você quer apenas higienizar e desodorizar? Ou a parte interna de alguns calçados?

Pois é. Faço tudo isso com este Downy, que vem apresentado em frasco spray contendo 500mL. Tem sido muito bom colocar menos roupas para lavar.

6.2 CIF Limpeza de Tecidos a Seco

Trata-se de um spray que pode ser usado para limpar a seco sofás, cortinas, almofadas e tapetes, apresentado em embalagem contendo 300mL (200g).

Como não temos crianças nem pets e raramente recebemos visitas, ou seja, há pouca circulação na casa, faço a limpeza a seco dos tapetes grandes apenas uma vez por mês.

O processo é simples: basta agitar bem o frasco do CIF a seco, aplicar o produto a uma distância de 10 a 15 cm de cada área do tapete. esperar alguns segundos e remover esfregando levemente.

Você pode usar um paninho multiuso. Depois dos testes que fizemos aqui em casa, prefiro usar luva esponja de silicone, que é bastante durável, fácil de lavar e tem cerdas bem macias que ajudam a remover eventuais sujidades incrustadas.

7. O que uso para limpar a Biblioteca

7.1 Espanador Chenile flexível Flash Limp

Temos livros também no home office, na oficina e no quarto. O espanador de chenile deixa o trabalho bem mais rápido.

Gosto de limpar a biblioteca com a mesma lógica dos demais cômodos: de cima para baixo e do macro pro micro, ou seja, começando pelas áreas mais altas, tirando primeiro o “grosso” e deixando a limpeza mais delicada por último.

Checo como o pano do espanador está (não uso se estiver empoado) e saio removendo o pó da parte superior dos livros, da parte exposta das prateleiras e das portas dos armários/gavetas.

Depois dessa limpeza geral, parto para remoção mais detalhada do pó.

Nos dias de limpeza rápida uso espanador de ar elétrico, em uma mão e um paninho para móveis ou luva de chenile FlashLimp na outra (a mesma que o pessoal gosta de usar para limpar carros, tem de várias marcas).

Uso pincel apenas nos cantinhos que resistem aos outros procedimentos.

7.2 Espanador de ar elétrico

É um aparelhinho sem fio, do tamanho de um pequeno secador de cabelos, equipado com dois bocais — um liso e um com ponta em escova — muito usado para espanar poeira de equipamentos eletrônicos. Ele não aspira, ele joga ar na superfície a ser limpa.

Há várias marcas no mercado; o meu tem duas velocidades de ar e é bem bonitinho. Não acho que seja muito útil para a maioria das casas. Uso para algo muito específico: manter a área exposta dos livros desempoada.

Gosto de tudo que me faz economizar tempo, porque eu só conseguia manter o topo dos livros livre de poeiras passando frequentemente o pincel em cada um deles, e nem sempre dava tempo de fazer isso toda semana. Hoje vou soprando tudo de modo muito rápido, e faço o que teria que fazer de toda forma, que é manter as prateleiras e o chão limpos.

A chegada do espanador elétrico alterou um pouco minha escala de atividades domésticas e, em conjunto com outras mudanças,  certamente ajudou a eliminar a necessidade de faxina geral mensal porque o pó acabava acumulando.

7.3 Pincel Atlas AT415

Ele tem uma polegada de largura e cerdas sintéticas firmes, porém macias. Tenho três, um reservo para os livros, outro para uso geral (ele é ótimo para limpeza das molduras de telas e de calhas de janelas) e o terceiro para limpar os aspiradores.

7.4 Poliflor Multissuperfícies

Olhem ele aí de novo. Eu costumava aplicar nas prateleiras uma vez por semana, mas atualmente tenho aplicado apenas na última semana do mês.

Observação: Deixei um destaque no Instagram com o título “Cons. Livros”, onde dou dicas de conservação e pequenos reparos (dependendo do livro, o ideal é buscar restauração profissional).

É importante manter os livros em local seco, alguns centímetros longe da parede e em posição vertical, além de manuseá-los com as mãos limpas e seca e puxá-los pelo meio da lombada, para evitar que as extremidades rasguem.

8. A cozinha? E a lavanderia?

São territórios inexplorados por esta blogueira que vos fala. Meu marido domina as regiões e cuida de tudo por lá.

O que o Igor usa na cozinha …

… e na lavanderia:

Parece muita coisa, mas nem é.

Beijos!

Meire

Produtos citados:

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Mais sobre o meu TDAH (e o seu)

Por @meire_md

“Eu nasci assim, eu cresci assim,  /E sou mesmo assim, vou ser sempre assim: /Gabriela, sempre Gabriela! /Quem me batizou, quem me nomeou, /Pouco me importou, é assim que eu sou/ Gabriela, sempre Gabriela!” (Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi)

As pessoas com TDAH brincam com as dificuldades e todo mundo faz piada, mas temos que admitir: é cansativo. 

O TDAH (Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, nós já nascemos com ele ou por algum motivo ele começa a surgir nos primeiros anos de vida. O transtorno tem critérios diagnósticos bem específicos e está codificado no grupamento 6A03 da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID 11.

O diagnóstico é fechado quando os sintomas e sinais não se enquadram em outros transtornos, começam antes dos 12 anos, mostram evidências claras de que estão presentes em pelo menos dois núcleos da vida (casa, familiares, amigos, escola, trabalho) e interferem negativamente no funcionamento social, acadêmico ou profissional.

Se não há prejuízos significativos, não há transtorno. Esquecer frequentemente onde está o celular não é ter TDAH. Ser irresponsável, pouco empático e não se importar em cumprir obrigações e compromissos não é ter TDAH.

Há três subtipos clássicos e cinco codificações:

  • Predominantemente desatento (CID 11 6A05.0)
  • Predominantemente hiperativo/impulsivo (CID 11 6A05.1)
  • Apresentação combinada (CID 11 6A05.2)
  • TDAH com outra apresentação (CID 11 6A05.Y)
  • TDAH com apresentação não especificada (CID 11 6A05.Z)

Só um profissional de saúde bem treinado pode fechar o diagnóstico. A gravidade depende da persistência dos sintomas e da intensidade dos prejuízos sociais, acadêmicos ou profissionais.

Algumas pessoas necessitam de tratamento medicamentoso e terapia cognitivo-comportamental, outras evoluem bem apenas com terapia e muitas atingem um bom grau de adaptação depois que recebem o diagnóstico e começam a adquirir conhecimentos sobre o transtorno e fazer mudanças no estilo de vida.

A gente é o que é, mas há meios de mudar nossa qualidade de vida

Ser perseguido pela sensação de que não vai conseguir terminar quase nada do que começa, viver perdendo as coisas ou ser taxado de irresponsável e desligado são alguns dos elementos que começam a se repetir na nossa vida quando ainda somos muito jovens. As frustrações acumuladas podem atingir várias áreas da vida e se arrastar por anos.

Você veste a camisa da incompetência, passa a acreditar que não é capaz, vê seus relacionamentos se deteriorando e pode perder grandes oportunidades de trabalho.

É preciso entender — e não importa que seja através da ajuda farmacológica, da terapia cognitivo-comportamental, da leitura de livros, de insights que você alcançou sozinho ou da junção de duas ou mais coisas — que a melhora da nossa qualidade de vida depende muito do nosso esforço.

A deficiência continua existindo, mas o esforço gera transformações.

A pessoa com TDAH é menos inteligente?

Não. Nós  somos tão inteligentes quanto a população sem déficit de atenção.

Ocorre que as nossas habilidades são pisoteadas enquanto sustentamos a bola de neve que se forma no nosso entorno. É por isso que o caos externo, seja dentro de casa, na escola ou no trabalho, precisa ser domado.

Você pode falhar miseravelmente por muito tempo, mas em algum momento consegue avanços e pode até superar as pessoas ditas normais.

É nessa hora que você começa a concluir o que ficou pela metade, consegue ser aprovado ou escolhido em alguma seleção disputada, abre sua empresa ou simplesmente começa a funcionar melhor e se torna alguém mais realizado e feliz, mesmo que não atinja todas as suas metas.

 Há coisas que possivelmente nunca seremos capazes de fazer;  isso vai de cada um e tudo bem.  As pessoas com TDAH não são iguais. Eu nunca tentaria ser arquiteta, motorista de Uber ou jogadora de futebol, por exemplo. Sou um desastre em um monte de coisas. Mas sou muito boa em outras. Você também.

Antes de desenvolver o tal autodomínio que me permite planejar e cumprir tarefas do modo mais eficiente que consigo (continuo falhando sim), eu costumava me sentir perdida dentro da minha própria casa. E isso é muito triste. 

Eu tinha a sensação que a casa não era minha. Parecia existir uma entidade desconhecida dando ordens nas coisas; até hoje chamo esta entidade de gnomo, porque ela não foi embora, só perdeu poder.

Costumava comprar inúmeros itens iguais — diversos carregadores para o celular, dezenas de canetas, incontáveis miudezas —  só para reduzir o tempo perdido procurando coisas. Eram kits e kits.  

Ter mais e mais coisas só piora a situação, você começa a não achar outras coisas que achava antes. Quando se dá conta percebe que a estratégia não deu certo e que criou mais um problema, fica ansioso e menos produtivo.

Se você tem dinheiro, começa a contratar pessoas e vai ficando menos dono de si mesmo. E, paradoxalmente, arruma mais obrigações ainda. São muitos nós para desatar.

Quando consegui me organizar satisfatoriamente?

Muitos estudantes com TDAH  desenvolvem métodos de estudo de maneira intuitiva e alguns chegam a ter alto rendimento.

Diversas técnicas que “inventamos” quando crianças e adolescentes têm sido reconhecidas pela ciência cognitiva, como: estudar lendo em voz alta, revisar pontos importantes após alguns dias, fazer resumos, dar aula para si mesmo, conversar sozinho, fazer conexões para ativar a memória, usar fichas e muito mais.

Bem antes de receber o diagnóstico (obrigada, Dra. Graça) eu já sabia que precisava me esforçar mais que os outros. Enquanto a maior parte das crianças e adolescentes acumulava assuntos não estudados, brincava bastante ou saia para festas, eu estudava todos os dias e costumava ler assuntos que ainda seriam dados e mergulhar em livros não didáticos. 

Nunca fui uma aluna capaz de chegar na sala sem caderno ou de conseguir uma boa nota procrastinado e deixando para estudar tudo em cima da hora. E eu via meus colegas conseguindo boas notas com muito menos esforço. Poderia ter me revoltado e desistido, mas persisti.  Fui uma aluna esforçada e sistemática porque tinha consciência das minhas limitações.

Vivi boa parte da juventude com a impressão de que estava com boletos vencidos, de que ia esquecer algo importante e o pior, lidando com a vergonha de interromper as pessoas, de responder algo antes que a pergunta tivesse sido completamente formulada, de não saber quem estava falando comigo tão animadamente porque eu não a reconhecia, de esquecer compromissos, datas de aniversários.

Foi um período bem chatinho que só começou a melhorar quando eu já havia passado dos 30 anos, mas a capacidade de organização extra-escola/faculdade só começou a amadurecer mesmo aos 40.

Você tem que tentar organizar cada área da vida até conseguir encontrar um método que funcione para você. Toda tentativa vai deixar uma experiência.  

O ponto de partida …

Tive o diagnóstico de TDAH aos 18 ou 19 anos, não lembro bem. Ser estudante de Medicina e aluna da médica que fechou o diagnóstico foi muito bom. Tudo começou a fazer sentido para mim.

A Dra Graça percebeu que eu ficava com o olhar vago na sala. A princípio ela achou que fosse uma crise convulsiva tipo ausência, mas observou que eu mudava as expressões faciais e a posição da cabeça e dos membros, bem como parava para fazer anotações. Ela percebeu que eu permanecia consciente, porém distante.

Expliquei que minha mente criava um outro ambiente para que eu pudesse ficar conversando comigo mesma enquanto ouvia o que estava sendo dito em sala de aula, pois do contrário eu iria ficar pensando em outras coisas. Eu colocava a professora dentro da minha cabeça e ficava conversando com ela. Você fica mentalmente exausto tentando evitar que a mente saia do seu corpo e vá passear.

… e as viradas de chave

 Comecei a trabalhar quando ainda estava na residência médica, então a sobrecarga foi grande.  A primeira virada de chave aconteceu quando esqueci um plantão.

Eu estava em casa de pijama, comendo pipoca e vendo um filme enquanto o colega, tão cansado e sobrecarregado quanto eu (ou até mais), estava desesperado procurando o número do meu pager. Não existia celular. 

Quem tem TDAH e pouca empatia não vai entender, mas quem se importa sabe que precisa tomar providências e assumir seus erros. Fiquei profundamente envergonhada e decepcionada. Inadmissível, eu deveria ter criado um meio de prevenir aquilo. Sai de casa voando e cheguei ao hospital com o rosto todo inchado de tanto chorar. As frustrações de duas décadas escorreram ali. 

Venho de família pobre. Se você tem origens como as minhas, sabe que não é favorecido pelo sobrenome da sua família, não recebe favores ou mimos nem é prioridade para ninguém. Se você não construir o seu nome e se transformar em uma pessoa realmente útil, é difícil se posicionar no mercado.

O que esquecer plantões faria com o nome de uma médica recém-formada vinda de uma família que ficou ainda mais pobre porque o pai havia acabado de falecer? O baque foi imenso. Foi uma sensação de morrer na praia. Eu sei o que passei para conseguir me formar em medicina e sabia que ainda tinha muitos anos a percorrer até conseguir um pouco de paz.

Se você não nasceu em berço de ouro, só cresce profissionalmente se for mais esforçado que a média e se conseguir desenvolver competências diferenciadas. Quando você tem TDAH o esforço precisa ser maior ainda. Eu gostaria de repetir isso muitas vezes até você entender.

Eu já fazia um planejamento financeiro rudimentar, mas as coisas não funcionavam como eu esperava e por assumir mais compromissos, comecei a depender de contador, secretária e empregada doméstica.

Não conseguia cuidar da casa; as coisas brotavam do nada, surgiam problemas que eu não sabia de onde vinham, vivia sempre perdida e contratando pessoas para resolver coisas que hoje parecem banais.

Intensifiquei as anotações, condicionei-me a consultá-las pelo menos três vezes por dia (agreguei a obrigação com as refeições, café, almoço e jantar), comecei a gerenciar as contas do consultório e descobri que alguns planos de saúde não me pagavam.

Eu estava trabalhando de graça e ninguém havia me avisado. Esta foi a segunda virada de chave: eu precisava podar compromissos, reduzir custos e, principalmente, depender menos de terceiros. 

Não depender de outras pessoas para me gerenciar passou a ser uma das minhas principais metas de crescimento pessoal.

Fui adquirindo novas habilidades, aprendi a fazer meu imposto de renda, consegui me descredenciar de planos de saúde e fui implementando outras mudanças, sempre no sentido de tornar a vida mais simples.

Ingressei em uma nova especialização, deixei os plantões, decidi seguir carreira pública, fechei o consultório, optei pela vida frugal e fui morar em um flat, de onde só sai quando casei com o Igor.

As coisas continuaram mudando aos poucos, porém a nossa casa  — até hoje não sei explicar como isso aconteceu —foi ficando superlotada de coisas e eu não conseguia organizá-la satisfatoriamente. Viver sem empregados? Nem em sonho.

Em algum momento o minimalismo foi entrando sorrateiramente na minha vida (não julgue o meu que não julgo o seu). Era o que faltava para me deixar mais leve e mais feliz.

Há 7 ou 8 anos fizemos um grande destralhe em casa. Esta foi a terceira virada de chave porque não atingiu só coisas, atingiu pessoas, comportamentos e crenças; listei coisas que gostaria de mudar, como aprender a dizer não, por exemplo. 

Foram muitas caixas doadas para um abrigo de idosos, uma biblioteca pública, uma escola, um museu e para pessoas conhecidas, além de itens que foram trocados por outros. 

A cada faxina geral recolhemos itens para doar, mesmo que sejam copos de geleia e embalagens de sorvete que nem estão ocupando um espaço que faça falta. Não tem jeito, mesmo com toda racionalidade nas compras, sempre há algo a destralhar, como livros já lidos, roupas e outros objetos que não desejamos mais. 

Quanto mais simplifico as coisas, mais a minha memória melhora. Recomendo.

O TDAH foi embora?

Não. Mas as adaptações tecnológicas melhoram o meu funcionamento.

Tenho uma péssima memória para eventos negativos, para rostos, para nomes, para números, não me localizo nos espaços.

O avô da minha melhor amiga morreu. Fiquei com ela, fui pro velório, chorei junto. E alguma semanas depois, perguntei: Xalxixa, como está o seu avô? E a gente riu, fazer o quê?

Por saber que sou assim, tento nunca perguntar por maridos, esposas ou filhos dos outros. Prevenção é tudo, mas às vezes cometo gafes.

Frequentemente troco palavras. Dar aulas é um tormento para mim. Aí onde entra o esforço, introduzido na minha vida pela Meire Criança. Repito o mesmo conteúdo dezenas de vezes, mesmo que isso tome meus horários de descanso e diversão. É o preço a pagar.

Não dirijo mais porque eu me perdia frequentemente e me acidentei algumas vezes. Não sou capaz de chegar à casa onde morei na adolescência e quando alguém precisa deixar uma encomenda na minha casa, passo o telefone para o Igor porque não sei ensinar o caminho. 

Quando estou fora dos ambientes que conheço, mesmo que seja um simples prédio, fico perdida e sem saber como sair ou como me localizar. Só levo na esportiva. Peço ajuda a alguém e pronto.

Tenho muitas outras deficiências e uma personalidade ansiosa. Consigo achar engraçado porque recuperei minha autoestima e sei que sou muito boa em outras coisas.

O funcionamento da pessoa com TDAH é diferente. Eu me meço pela minha régua, não pela dos outros. Não preciso fazer tudo como as outras pessoas fazem. Posso ser diferente em qualquer coisa que melhore a minha vida.

Você também.

De que lado está vindo a sua bola de neve? Onde você precisa agir primeiro?

Um beijo,

Meire

Para saber mais:

📔 Mentes Inquietas:  TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade 

📔 Vencendo o TDAH adulto

📔 Fixe o conhecimento: A Ciência da Aprendizagem Bem-Sucedida

📔 TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

📔 Guia para compreensão e manejo do TDAH

📔 60 Atividades divertidas para desenvolver o foco e diminuir a ansiedade das crianças

 

 

 

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Como aplico Vitamina C no corpo

Por @meire_md

Sempre que minhas mãos e braços aparecem nos stories alguém pergunta por que ainda não tenho alguns sinais de fotoenvelhecimento comuns em quem vive em área ensolarada e passou dos 40.

A fotoproteção habitual é o principal motivo, porém me expus muito ao sol até os 22 anos. Como as manchas ainda não deram o ar da graça?

Acredito que o uso frequente de produtos com efeito “anti-idade” está ajudando a retardar os sinais.

Um dia a conta chega.

Já percebo, por exemplo, que meus braços exibem alguns pontinhos brancos, que são as leucodermias em confete.

O fato de não enxergarmos manchas não significa que elas não existam; aparelhos médicos, por exemplo, podem detectá-las.

O que eu faço?

Além da  higienização suave, uma hidratação eficaz e uma boa fotoproteção, costumo aplicar nos braços e mãos produtos que contenham ingredientes que estimulam a produção do colágeno e/ou que tenham efeitos despigmentantes.

Vou variando. Já usei de produtos manipulados a produtos de marcas gringas, geralmente contendo ingredientes com ação esfoliante química, despigmentante e antioxidantes.

Atualmente — já vou no segundo frasco —estou apaixonada/viciada/obcecada pela Lotion Moist Melano CC da Hadalabo, que vem com 170 ml.

Sim, eu sei. É um produto para o rosto. Mas quem é obrigado a fazer as coisas igual a todo o mundo?

Quem vive em local ensolarado sabe muito bem.

Se você não encontrar produtos corporais refrescantes e que “somem” na pele, acaba não usando nenhum.

Melano CC Lotion Moist

amazon.com.br

É uma loção fabricada no Japão apresentada em frasco plástico com tampa flip top contendo 170mL.

Ela contém duas formas de vitamina C , água, glicerina,  ingredientes botânicos como o licorice, extratos de toranja, limão e de semente de Alpinia katsumadai, uma plantinha com supostos efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes.

Não há álcool ou corantes na formulação e a fragrância é cítrica que  lembra um suco de laranja com toque de frutas vermelhas. Nunca comi uma toranja, mas talvez a fragrância remeta a ela.

Trocando em miúdos, é uma água gordinha com  plantinhas que atuam como coadjuvantes na fotoproteção e ajudam a prevenir manchas.

O odor é super relaxante, adoro.

O fabricante recomenda aplicar algumas gotas na palma da mão e espalhar sobre a pele limpa dando leves batidinhas.

Eu uso duas vezes ao dia no pescoço, colo, braços e mãos, porém é tão gostoso que frequentemente aplico no rosto também.

O efeito me lembra muito o de outro produto facial que usei no corpo, também formulado no Japão: a loção da linha Lightful C da MAC.

Sempre agito antes de usar porque não descobri se precisa ou não.

A vitamina C que estou usando rotineiramente no rosto (também duas vezes ao dia) é a da Garnier.

 Em que momento uso a vitamina C no corpo?

Aplico duas vezes ao dia.

Quando estou fazendo a rotina da manhã agito o frasco e aplico algumas gotas no pescoço, colo, braços e dorso das mãos.

Sigo com a proteção solar.

Para fotoproteger o pescoço e colo,  uso o mesmo produto de sempre, o Revitalift Creme FPS 30. Só aplico protetor solar nos braços, uso o Bastão Shield da Pink Cheeks,  caso não vá usar roupas que cubram a região.

Após o último banho reaplico o Melano CC nas mesmas regiões e sigo com a rotina específica do pescoço e colo — uso o Neostrata Triple Firming Neck Cream ou o Revitalift 3X — e deixo para aplicar Cetaphil Espuma PRO AD Fast Control quando já estou perto de dormir.

Acho que rende bem. Comprei o terceiro frasco e não pretendo testar outro por enquanto.

Um produto nacional para uso corporal que gostei bastante foi o Ivy C da Mantecorp.

Onde encontrar os produtos citados aqui

SABONETE LÍQ. GRANADO ERVA DOCE

🍂  Amazon

🍂  Beleza na Web

🍂  Beautybox

🍂  Americanas

CETAPHIL ESPUMA PRO AD

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

BASTÃO PINK SHIELD 

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

LOTION MELANO CC HADALABO

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

VITAMINA C GARNIER  

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

REVITALIFT CREME FPS 30

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

REVITALIFT 3X

🍂 Amazon

🍂 Beautybox

NEOSTRATA TRIPLE FIRMING

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

IVY C da MANTECORP 

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🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

 

 

 

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Como uso o meu Robô Aspirador WConnect

Por @meire_md

Eu já vinha querendo comprar um robô aspirador há bastante tempo, mas como a cerâmica do piso na nossa casa é uma espécie de “pedra”, temíamos que a performance não fosse boa.

Escolhi o WAP WConnect, que é equipado com WiFi, tem carregador bivolt, pode ser controlado manualmente, pelo controle remoto, pelo celular —tanto pelo aplicativo como pelo Google — e pela Alexa.

Outras duas coisas também pesaram na escolha: segundo o fabricante, a escova rotativa é bem indicada para a aspiração de cabelos — não sei vocês, mas deixo uma peruca por onde passo —e ele tem rodas com emborrachamento reforçado que melhora a eficácia da aspiração em superfícies irregulares.

Como muitos robôs, ele não faz mapeamento mas volta sozinho para a base de carregamento quando a bateria começa a perder força. O recipiente coletor de pó tem uma capacidade de 450mL.

O meu modelo tem três modos de limpeza, duas velocidades de sucção , 37.4 W de potência e vem com reservatório de água para o MOP, ou seja, ele também passa pano.

Estou tão apegada que já batizei o bichinho. O nome dele é Asimov.

Antes de falar como uso, vou mostrar como configurá-lo, incluindo os passos para casa inteligente, se for essa a sua escolha de uso.

O Wap Robot WSmart custa uns 500 reais a menos e faz basicamente tudo que o meu faz, a diferença é que não tem wi-fi.

Se você não usa automação residencial, faz muito mais sentido comprar o WSmart ou outro.

O que vem na caixa

amazon.com.br

  • Guia de Uso e o Manual de Instruções
  • Robô Aspirador WAP Robot WConnect
  • Base de carregamento
  • Carregador Bivolt
  • Controle remoto com display
  • Pilhas AAA 1,5 V
  • Pincel de limpeza com lâmina para fios
  • Escova giratória lateral
  • Uma escova giratória lateral extra
  • Escova rotativa central
  • Filtro HEPA
  • Um filtro HEPA extra (deve ser trocado a cada dois anos)
  • Mop
  • Reservatório para água
  • Reservatório para pó
  • Primeiros passos para usar o robô Aspirador WConnect

A primeira coisa é conectar a base carregadora ao adaptador bivolt e ligá-la na tomada em um local com espaço de pelo menos um metro na frente e um metro em cada uma das laterais.

Assim, o robô consegue voltar para se alimentar sem precisar fazer tantas manobras.

A segunda coisa é remover uma faixinha de EVA branco que vem protegendo o robô, colocá-lo de “bruços” e encaixar a escovinha lateral.

A empresa recomenda que antes do primeiro uso ele fique tomando carga por 5 a 6 horas. Eu deixei por 6h.

Quando ele está alimentado e pronto para trabalhar, você pode definir como prefere acioná-lo.

Quem preferir pode simplesmente usar o botão liga e desliga. Basta apertar por três segundos pra ligar ou desligar e por um segundo para ativar ou desativar a limpeza.

Acho muito mais legal usar o controle remoto e ativar o uso tanto pelo celular quanto pela Alexa.

O controle remoto funciona com pilhas.

Como instalar o aplicativo WAP e fazer a conexão do robô com a Alexa

Se você ler os próximos parágrafos vai poupar bastante tempo. Lembro que só é preciso seguir os passos seguintes se você quiser.

O robô funciona quando ativado com as nossas mãos ou pelo controle remoto.

Como gostamos de automatização e usamos vários dispositivos equipados com Alexa, ativamos tudo.

Dentro do robô —é preciso remover a tampa da escova rotatória — há um botão para ativar o Wi-Fi.

Encontre o botão e não faça nada, mesmo que a tentação seja forte.

Agora entre na sua loja de aplicativos para celular, procure e instale o App WAP Connect.

Após a instalação, faça um cadastro fornecendo um e-mail válido (o aplicativo manda um código de verificação) e crie uma senha segura.

Depois que o robô estiver alimentado, retire-o da base, entre no aplicativo, clique em ADICIONAR DISPOSITIVO e selecione WAP WConnect.

Agora chegou a hora de conectar o robô à rede WiFi da sua casa. Forneça o nome da rede e a senha e, preste bem atenção: saia do aplicativo e entre novamente.

Se você pular esse passo, tudo de errado não dará certo.

Quando o aplicativo estiver reiniciado, desligue e religue o aspirador.

Agora sim, chegou a hora de ativar o botão do WiFi do robô.

O aplicativo vai pedir para confirmar que o WiFi está piscando, ok?

Agora você vai encontrar o seu robô e a seguir, renomeá-lo.

O nome que você vai dar a ele é o mesmo nome que será usado para o comando de voz.

Agregando o robô aspirador à Alexa

Basta entrar no aplicativo Amazon Alexa do seu celular e clicar na opção MAIS (canto inferior direito), escolher SKILLS e JOGOS, procurar e ativar o WAP Connect.

O aplicativo Alexa vai encontrar o aplicativo WAP Connect automaticamente — se isso não ocorrer, a Alexa vai pedir o e-mail e a senha que você usou lá.

Quando o vínculo for feito, você procura o robô na opção DETECTAR DISPOSITIVO, e pronto.

Os comandos de voz pela Alexa são: “Alexa, ligue o Aspirador (ou o nome que você colocou para ele)”; “Alexa, desligue o Aspirador”.

O controle remoto e o aplicativo podem alterar os modos de limpeza e ajustar a potência da sucção.

Pelo aplicativo também é possível ver como está a bateria, agendar a limpeza, controlar o robô manualmente e pedir que ele interrompa o serviço e volte para a base.

Quando o robô fica enganchado em alguma coisa, preso em algum espaço ou está com a escova obstruída, ele começa a apitar. Pelo app é possível verificar qual está sendo o problema e resolvê-lo.

Tenho usado a função MOP (passar pano) duas vezes por semana, aí passo manualmente meu MOP Spray apenas uma vez por semana.

Como uso o meu Robô Aspirador WConnect

Tenho o hábito de fazer uma verificação geral na casa antes de começar a usar qualquer aspirador e como minha ideia é deixar a rotina de limpeza cada vez mais simples, dei uma otimizada geral na casa, mudei alguns móveis de lugar e deixei os tapetes em uma posição fácil de enrolar quando quero usar o MOP.

Antes dele começar a trabalhar, deixo todas as portas abertas e verifico se não há fiodental, fios elétricos, cadarços, franjas de mantas e coisas similares pelo caminho, pois isso já previne interrupções no serviço.

Costumo ativá-lo por voz pela Alexa e mudar os modos de aspiração ou a potência pelo celular.

O modo que usamos mais é o aleatório. Gostamos do modo espiral para aspirar os tapetes, quando também ativo o modo turbo.

Fui testando várias rotinas, como por exemplo deixar o robô por tempo X em um só ambiente ou fechar parte da casa em um dia e abrir no outro.

Quando dei por mim, a rotina se consolidou. Deixo o robô livre pela casa toda — com exceção da lavanderia, que é sempre caótica — de segunda a sábado.

Observei que, como ele faz uma limpeza aleatória, em alguns dias possivelmente um ambiente seja mais aspirado que outro.

Usando todos os dias, a casa sempre fica toda limpa; o que passou batido em um dia, é compensado em outro.

Nos dias em que ele também passa pano (terças e sextas), uso uma solução contendo Veja Limão e água .

Como meu modelo tem uma boa potência e o modo turbo, acabei me surpreendendo. Eu já sabia que o robô não substituiria a necessidade de uma faxina pesada, mas não esperava que ele quase substituísse.

Nas quartas-feiras pego meu aspirador portátil e dou uma aspirada rápida por trás das portas e em um ponto ou outro que o robô não chega, como entre as poltronas da sala e por trás da minha cabeceira.

Faço uma aspiração pesada por mês ( faxina geral), e passo o MOP manual uma vez por semana.

Antigamente eu aspirava a casa e passava pano dia sim, dia não. Nem me imagino voltando para a rotina antiga.

Preste atenção

É bastante importante que você leia o Guia Rápido de Uso e o Manual do Usuário para conhecer melhor o produto.

Como ocorre com outros aspiradores, ele não pode aspirar agulhas, preguinhos, cacos de vidro e outros objetos cortantes, combustíveis, produtos químicos abrasivos, sujidades de construção civil, talco etc.

Higienizar o robô corretamente é muito importante.

Tem gente que diz coisas como “ele funcionava bem no início” até o técnico mostrar que o aparelho está imundo, todo entupido.

É óbvio que ele não vai funcionar direito se não for feita a manutenção correta. Isso acontece com qualquer aspirador.

Manter a casa limpa sempre vai exigir algum trabalho. O meu reduziu muito com a adoção do Asimov mas nada (por enquanto) substitui completamente todas as ações humanas necessárias.

Quando e como fazer a limpeza do Robô?

O robô fica com todo o trabalho da aspiração, passa uma hora ou mais limpando a casa por você.

Se você tem preguiça de dedicar uns minutinhos por dia para limpá-lo após de cada uso, vai perder dinheiro e passar raiva. Nenhum aspirador sobrevive aos entupimentos promovidos pela má conservação.

Faço uma limpeza básica diária que mal chega a dois minutos e aos sábados faço uma limpeza um pouco mais minuciosa, que talvez me tome 10 minutos.

Após cada utilização é preciso, no mínimo, remover o recipiente do pó, despejar o conteúdo em uma lixeira e fazer uma limpeza do filtro, escovas e sensores. Como sou uma pessoa muito prática, arrumei uma forma ainda mais rápida.

Depois que esvazio o depósito, pego meu aspirador portátil, aspiro o filtro, aspiro o robô com atenção a todos os pontos onde há acúmulo de sujidades — incluindo as escovas —e examino os sensores.

Dentro do WAP ROBOT WCONECT tem uma ferramentinha bem útil. Uso também um pincel de uma polegada para remover o pó de algumas reentrâncias, uma pequena chave de fenda para retirar a escovinha lateral e um paninho microfibra multiuso para limpar os sensores sem arranhá-los.

Quando vou fazer a limpeza mais minuciosa, destaco o filtro (ele não deve ser lavado), lavo depósito de poeira e as escovas, e limpo a tampa da escova rotatória e os sensores.

A parte de fora do robô, o bocal de sucção e os contatos elétricos de carga podem ser limpos com um paninho seco ou levemente umedecido com água (a empresa contraindica o uso de produtos químicos).

Por minha conta e risco — repito, a empresa não indica isso — no dia da limpeza minuciosa (faço às quintas-feiras) limpo os sensores e a grade interna com o limpa telas da Flashlimp.

Como o reservatório de água pode receber produtos de limpeza diluídos, acredito que nada impeça que seja lavado com um tico de detergente neutro. Lavo o  MOP (paninho) a cada uso.

Comprei só um refil porque o tecido é resistente e seca rápido.

Vida longa ao meu robô. Já não me imagino sem ele, eheh.

Quando mostrei o meu, algumas meninas deixaram mensagem indicando outros robôs:

A @suanyalves está recomenda o WAP WSmart, justamente o que eu ia comprar antes do WConnect aparecer.

A @fernandaadavila tem o Kabum Smart 700 há quase um ano, ela diz que está satisfeita com o produto e que ele também faz mapeamento.

A @anaadnmr tem um robô da marca ROPO que é Smart, programável e passa pano.

O robô da @lline_reis é o da Mondial, o mais barato da linha. Ele tem 30W de potência , similar a este da Multilaser.

P.S.: Minha irmã fez pesquisa de preço do meu Robô Aspirador WAP WConnect em várias lojas e disse que no momento ele está mais barato na Amazon.

Beijos,

Meire



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Como uso meu aspirador portátil

Por @meire_md

Manter a casa (mais ou menos) organizada e limpa é um ótimo desafio cognitivo.

Gosto mais de cuidar da casa hoje do que quando era novinha e atribuo isto a uma coisa: meu marido é uma pessoa responsável. Foi bem criado e sabe que o serviço doméstico deve ser dividido entre todos que moram juntos.

Como dividimos o trabalho doméstico

Nossa divisão de tarefas aconteceu naturalmente. O Igor cuida de tudo relacionado à cozinha e eu, da manutenção da limpeza e organização do resto dos cômodos.

Ambos cuidamos das roupas —ele lava e eu guardo, organizo e faço os reparos —, e fazemos uma faxina pesada pelo menos uma vez por mês.

Ele providencia as compras de perecíveis, eu faço as compras pela internet, ele resolve os perrengues de torneiras, canos, portas e outros e eu cuido dos investimentos e de outros planejamentos de longo prazo.

Não houve uma determinação formal. Quando percebemos, as divisões de tarefas já estavam consolidadas.

Mas…

Gostar de cuidar da casa não significa dispensar eletrodomésticos e outras ferramentas que facilitam a nossa vida.

O Igor, por exemplo, usa a máquina de lavar louças (a nossa atual é da Electrolux) diariamente.

A adoção de de aspiradores de pó foi incorporada à nossa rotina desde sempre.

Comprei um robô aspirador e desde o primeiro dia de uso estou completamente apaixonada. O meu não foi barato, mas tem 37.4 W de potência, conecta-se por WiFi e é compatível com a Alexa. Antes de optar pelo WConnect, eu estava paquerando o WAP W300, que tem 18W de potência e aparenta ter um excelente custo-benefício, mas o post hoje é sobre outro tipo de aspirador.

Para fazer aspirações rápidas e para limpar as outras ferramentas de limpeza gosto bastante do aspirador portátil, que é facílimo de usar e de limpar.

O meu portátil é o Dustbuster da Black & Decker, mesma marca do Vaporizador de roupas que amo.

Vem comigo para entender o quanto um aparelho tão simples pode facilitar nossa vida.

Dustbuster Black & Decker

É um aspirador compacto, leve e fácil de usar. Ele também aspira água — calma que você vai ver como isso é interessante —e é muito útil para a limpeza do carro.

Enquanto ele não está sendo utilizado deve permanecer plugado ao carregador bivolt, assim sempre está pronto para uso. Quando a bateria está totalmente carregada, há uma redução automática do consumo de energia.

Ele vem com três bocais: um flexível (para líquidos), um para estofados e um para cantos e frestas, além de contar com um suporte para parede.

Costumo deixá-lo em pé na bancada da nossa oficina.

Para trocar os bocais, basta puxar um e encaixar outro.

A exemplo de outros aspiradores, não é recomendado aspirar agulhas, cacos de vidros, preguinhos e outros objetos cortantes.

Como uso meu aspirador portátil

Para aspirar:

  • Cantinhos de parede
  • Frestas de janelas
  • Cortinas
  • Sofás
  • Tapetinhos
  • Parte interna de gavetas e móveis
  • Carro
  • Algum ponto da casa que o robô deixou passar batido
  • Pelos de gato nas roupas
  • O paninho do MOP Flat Chenile
  • O paninho do espanador Chenile
  • E… olhe só:

Também uso o aspirador portátil para limpar o meu robô aspirador e eventualmente para aspirar o produto que uso no tecido de sofás (quando erro a mão).

Fiquei bege quanto tive a ideia de usar meu Dustbuster para limpar o robô. E aspirar o espanador? É excelente porque reduz a necessidade de lavá-lo.

Assim que o robô aspirador acaba de trabalhar, descarto o pó do reservatório, tiro a tampa da escova rotatória, ligo o aspirador portátil e mando ver: deixo o robô e as escovas com uma quantidade de sujidade bem pequena de modo muito rápido.

Aí dou umas passadas com pincel macio para remover os restinhos de pó e pronto. Assim, só preciso fazer uma limpeza mais minuciosa no robô (algumas partes são laváveis) uma vez por semana.

O aspirador portátil tem uma autonomia de mais ou menos meia hora, tempo suficiente para estas coisinhas pequenas.

Obs.: É importante saber que para aspirar líquidos devemos manter o bocal a uns 45º. Assim, o fluido “sobe” mais facilmente. No meu caso, é um uso bem pouco frequente.

Como fazer a limpeza do aspirador Dustbuster

Assim que finalizo o uso, destravo o reservatório de pó e faço uma limpeza express: descarto o pó na lixeira (inclusive o que fica sob a espuma que protege o motor), passo o pincel nas áreas empoadas — incluindo a espuma que protege o motor — e devolvo o aparelho para o carregador. Muito rápido.

Uma vez por semana lavo o reservatório, o filtro permanente e a espuma.

Se você só aspirou partículas secas, pode optar por fazer o esvaziamento apenas quando o reservatório estiver cheio, mas não recomendo. Acho melhor esvaziar após cada uso.

A melhor forma de esvaziar o reservatório é segurando o aparelho pela alça e só depois apertar o botão que o destrava.

Quando é feita aspiração de líquidos, é indicado lavar o filtro e o reservatório sem demora para evitar que o aparelho desenvolva mofo.

Deixe tudo secar bem, depois reencaixe.

É simples mesmo.

Um beijo!

Meire

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Como uso minha Escova Secadora de Cabelos

Por @meire_md

Com o passar dos anos todo o nosso corpo vai mudando, inclusive os cabelos.

Algumas pessoas não percebem mudanças significativas nos fios, mas eu venho percebendo. Lembrem que não importa se você usa tintura ou não: fio branco é fio branco.

Pode ser subjetivo e talvez eu esteja errada, mas percebo que meus fios brancos são um pouco mais grossos. Em minha impressão eles apresentam mais frizz e parecem ter vida própria.

Quando quero que meus cabelos, que são naturalmente lisos, assumam um aspecto mais “organizado”, uso ferramenta quente.

Por um tempo usei secador + chapinha, mas há uns oito meses comprei minha primeira escova secadora, o que deixou o processo bem mais prático, suave e rápido.

Como tenho pouco cabelo e não procurava uma ferramenta que desse um acabamento de escova de salão e sim uma que fosse versátil e fácil de limpar, escolhi a Taiff Style, que tem 900W de potência.

No final das contas ela acabou entregando efeitos bem superiores aos que eu esperava.

Escova Taiff Style — secadora, alisadora e modeladora

Não entendi por qual motivo o pessoal do marketing não divulgou este aparelho como sendo um 2 em 1.

Quando removemos a escova, o corpo funciona como um secador comum.

Para retirar a escova do motor, basta deslizar o botão trava e destrava.

Ela pode ser usada com ar frio, morno e quente.

Infelizmente o produto não é bivolt, o que limita o uso por quem viaja frequentemente.

Ela é disponível em 220 ou 127 Volts.

Como uso minha escova secadora de cabelos

Meu objetivo é tentar preservar os fios, evitando quebra e novos danos, então opto por usar a ferramenta quente pelo menor tempo possível.

Assim que saio do banho enrolo os cabelos na toalha Dry My Hair e vou fazer qualquer outra coisa.

Nos dias que quero usar a escova secadora, espero que os fios fiquem menos molhados — quando estou com muita pressa tento acelerar o processo na janela ou usado um ventilador — e aplico uma potoquinha de creme antifrizz (do meio às pontas).

Depois deste preparo, jogo os cabelos para frente e uso o motor da escova secadora meio de qualquer jeito, sempre balançando os fios com as mãos, até perceber que eles estão apenas úmidos.

Neste momento encaixo a escova e sigo com o aparelho ligado, penteando/escovando os fios do jeito que gosto que eles fiquem e continuo até que não exista mais umidade.

Os fios ficam mais alinhados, soltinhos, com menos frizz, mais macios e mais brilhosos do que quando não uso a ferramenta.

Estou bem satisfeita com o produto.

Como fazer a limpeza desta escova

Assim que termino de usá-la, tiro da tomada e já passo rapidinho um pincel nas cerdas para remover resquícios de cremes e desenroscar fios que ficaram presos. Isso mal leva 10 segundos.

Quando acho necessário, desenrosco a escova do motor e lavo a peça com água e detergente neutro ou sabão de coco.

Para limpar a parte externa do motor, basta remover o pó e depois passar um paninho ligeiramente umedecido com detergente neutro.

Aposentei meu secador e não uso a chapinha desde que minha Taiff chegou.

A minha irmã tem fios um pouco mais encorpados que os meus e escolheu uma bem mais potente (1300W), essa aqui.

É mais um eletrodoméstico que eu não sabia que facilitaria tanto a minha vida.

Beijos,

Meire

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O que tem na minha cabeceira?

Por @meire_md

Quando eu era estudante de Medicina morava com os meus padrinhos e primos.

Minha madrinha gostava de casa arrumada e para evitar ver bagunça de livros, cadernos e materiais de estudo espalhados pela casa, comprou uma fruteira de inox para cada um.

Assim, a gente podia carregar nossa bagunça dos quartos para as salas ou para a área externa da casa com facilidade.

A gente se formou, cresceu, casou, saiu de casa e por algum motivo as fruteiras não nos acompanharam.

Da mesma forma que vez por outra lembro da minha primeira enciclopédia, lembrava com carinho da minha “estante móvel”, aquela velha companheira de estudos e leituras.

Há um ano e pouco, sem que tenha feito nenhuma pesquisa, dei de cara com um modelo super parecido, só que com acabamento mais boleado. Comprei na hora.

Assim que ele chegou usei para colocar as maquiagens do dia a dia e ficou perfeito porque cabe certinho embaixo da minha bancada.

Mas como gosto de ter muita coisa por perto no quarto, acabei dando sumiço na antiga mesa de cabeceira e o organizador de inox ocupou o lugar.

Organizador Inox Suprema

O organizador tem 77 cm de altura, um design bem minimalista e as bordas não são cortantes — pelo contrário, são bem polidas. Segundo o fabricante, cada cestinha suporta até 50 kg.

A minha não veio com arranhões nem com partes amassadas.

O Igor que montou os rodízios, eles chegam soltos.

O que tem no meu organizador?

Tento reduzir a quantidade de coisas que ficam no meu lado da cama, mas não consigo. Acredito que já cheguei à configuração mínima.

Na primeira cestinha deixo a minha Alexa de 8 polegadas, que fica em cima de quatro pequenos livros de arte — dois do British Museum, um da National Gallery de Londres e um do Museu Victoria and Albert — porque amo folheá-los.

Deixo a garrafa para água que ganhei da minha cunhada ao lado da Alexa. Desde que estou em processo de emagrecimento, beber bastante água tem sido uma rotina.

A segunda cestinha é tão aleatória quanto um filme de Alejandro Jodorowsky, e tem:

A terceira cestinha é o meu espaço de leitura. Nela ficam:

No meu kit de estudo de português tem a “Nova Minigramática” e o “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa“, de Domingos Paschoal Cegalla, o “Guia de Escrita” de Steven Pinker, um caderno brochura pequeno e um bloco de post-its.

Como limpar o organizador de Inox?

Para manter a peça sempre bonita, é preciso realizar uma limpeza suave.

Como a minha não recebe alimentos, limpo com Poliflor Multissuperfícies , sempre aplicando com um paninho de microfibra.

Espalho bem o produto e depois removo com a parte seca do paninho dando um leve “polimento”.

Assim, o inox não arranha, fica sem marcas, apresenta um brilho espelhado e acaba agarrando menos pó do ambiente.

Quero comprar outro para deixar na bancada de maquiagem 💜.

Agora vai lá no Instagram e me conta: o que tem na sua cabeceira?

Beijos,

Meire

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Verdadeiras Histórias de Sangue, de Cesar Bravo (VHS)

Por @meire_md

As nossas verdadeiras histórias de sangue começam antes de nos alimentarmos dele pelo cordão umbilical.

Podem ser pequeninas ou imensas, mas sempre existem.

Eu poderia contar para você que quando eu tinha uns dois anos de idade fui entregue ao meu pai com sangue jorrando pela boca.

Ou que nas férias de um ano qualquer eu estava esparramada no sofá assistindo à “Porta da Esperança“, senti um solavanco pélvico e fugi da sala desajeitadamente enquanto um sangue inesperado deslizava entre as minhas pernas.

Ou que desmaiei no primeiro plantão como estudante de medicina ao ver uma pessoa com a face esmagada. Ou eu poderia, também, recontar uma história de horror do Cesar Bravo, assim:

Paciente do sexo masculino, 32 anos, lavador de janelas, nascido em Cordeiros e procedente da cidade de Três Rios, solteiro e sem filhos, reporta que em meados de junho foi acometido por prurido no terço distal do membro inferior direito, inicialmente leve, e que rapidamente evoluiu com intenso desconforto.

Por julgar tratar-se de condição passageira, o paciente tentou alívio com medidas caseiras, aplicando babosa, álcool, gasolina e querosene, sem obter melhora. Relata que o prurido assemelhava-se a “vermes por dentro da carne” e que por usar certos objetos durante a coçadura — tais como toalhas e lixas — passou a apresentar lacerações cutâneas que exigiram tratamento com “pomadas” de nomes dos quais não se recorda.

Cursou com transtorno de sono, sonhos catastróficos e prejuízo em relação afetiva não estável; ao fim da primeira semana de foi demitido e, a despeito de declarar-se portador de doença que requer tratamento médico, não foi reintegrado pelo empregador.

Declara que procurou assistência à saúde com diversos especialistas, incluindo imunologistas e profissionais ligados às práticas alternativas. Não sabe informar que hipóteses foram formuladas e não apresenta fotocópia dos prontuários médicos correspondentes ao período, que se estendeu até agosto.

Houve agravamento da insônia, passou a apresentar pensamentos com conteúdo persecutório e, crê quem em razão disto e das lesões de pele, houve ruptura do relacionamento com a companheira. Foi encaminhado à psiquiatria e fez uso de múltiplos esquemas psicotrópicos.

Ao adentrar o quarto mês de evolução, o prurido incoercível atingiu estágio crônico e houve sedação abrupta com desenvolvimento de distrofia simpático-reflexa. Descreve que a dor complexa regional era “alucinante, como sentir os ossos congelando”.

Realizou consultas com todos os profissionais de saúde de Três Rios e, em busca de novas opiniões, fez petições para instâncias superiores e houve indicação de uso de Morfina (…), mas as histórias extraordinárias saídas das mentes dos escritores que se dedicam ao horror são muito mais legais.

Esqueça meu relatório médico, comece tudo de novo lendo a história original e descubra como ela acabou.

Acerca do gostar de literatura de horror

Dia desses eu estava pensando por qual motivo muitas pessoas consideradas fofinhas e sem quaisquer traços antissociais gostam de literatura e/ou cinema de horror.

Por que eu, Meire, gosto de literatura de horror?

Um dos meus hobbies é estudar psicopatias, destrinchar crimes reais e consumir literatura de horror e fantasia. Minhas sobrinhas —lindas, inteligentes e meigas — compartilham gostos similares. Meu marido conhece praticamente todos os filmes de terror já lançados e Contos Assustadores da Masha é o desenho favorito da filhinha de um casal de amigos.

De onde veio esse apego pelo “susto”, que faz com que crianças, adolescentes e adultos gostem de “histórias de medo”?

Não acredito que existam pessoas imunes ao horror, seja ele real ou imaginário. O horror incita, provoca. Ele tira você de um lugar e coloca em um outro. A mágica está aí e no quão satisfatório é este deslocamento.

Defendo que exista, no mínimo, dois tipos de consumidores de horror: os que empatizam com o sofrimento das pessoas inocentes* e os que empatizam com os perpetradores de crimes violentos.

E empatia é conexão. E conexão é algo humano, demasiado humano.

A nossa mente consegue isolar a dor quando ela é substituída por outro estímulo. Isso ocorre, por exemplo, com uma massagem que finda produzindo efeito analgésico. A sensação dolorosa é substituída pela tátil, que é bem mais agradável.

Se você foca sua mente em um medo ou uma dor maiores que os seus, o que acontece? Você passa a minimizar os seus? Você dá à sua mente uma sensação de que na verdade você não está tão vulnerável assim? Penso que, no meu caso, é mais ou menos isso e se não for, que não seja.

E o que passa pela cabeça dos que endeusam os criminosos?

Não sei.

A glamourização do crime é observada tanto em casos sem uma verdadeira história de sangue, como o episódio Anna Sorokin X Rachel Williams que mostrei para vocês no Instagram (na microrresenha do livro Inventando Anna), como em casos de matadores em massa ou de serial killers que contam com um exército de fãs apaixonados.

No tão chato quanto interessante “Insania Furens, Guido Palomba coloca que quanto mais grave o crime, mais admiradores tem o criminoso. Ele cita que o Bandido da Luz Vermelha, o Monstro do Trianon e o Maníaco do Parque são os campeões em número de cartas de apoios e de pedidos de casamento.

Cesar Bravo: Verdadeiras Histórias de Sangue (VHS)

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Cesar Bravo (1977 – ) é um talentoso escritor brasileiro dedicado ao horror e ao suspense que conheci quando tive a sorte de cair na bolha dos escritores Roberto Denser, autor de Colapso, e Verena Cavalcanti, autora de Inventário de Predadores Domésticos.

Em 2013, pouco tempo depois de começar a escrever profissionalmente, Cesar Bravo foi agraciado com o Prêmio FNAC Novos Talentos da Literatura e em 2016 publicou Ultra Carnem, hoje considerada sua obra-prima.

VHS é o segundo livro que ele publica pela Dark Side.

As partes externa e interna da capa e as folhas de guarda fazem alusão às antigas fitas VHS e a edição toda é, bom, é bem Dark Side mesmo.

As ilustrações (de Micah Ulrich) e detalhes que podem passar despercebidos por leitores que não curtem aproveitar os presentes que intercalam os textos, tornam a experiência de leitura ainda mais interessante. Há quanto tempo eu não ouvia Sting? Ou Faith no More? E The Housemartins, que eu nem lembrava mais que existia? Pois é. Consuma direito os livros da Dark Side, jovem Padawan.

A “reprodução” de reportagens de jornais da região e de uma moção de pesar dispostas nas primeiras páginas, bem como os anúncios que aparecem ao longo do livro —sobretudo os Classificados que figuram nas folhas 164 a 168 — são bastante importantes para complementar algumas histórias e para localizar o leitor no espaço, ou seja, para que ele descubra exatamente em qual cidade aquele fato está acontecendo.

As histórias ocorrem em uma microrregião fictícia localizada no noroeste de São Paulo e chamada “Região Bravo”, que é formada pelo município de Três Rios (cidade maior, atravessada pelos rios da Onça, Verde e Choroso) e oito municípios que o cercam.

Vi resenhas comentando que todas histórias se passam em Três Rios, mas só para exemplificar sem ir muito longe, a segunda se passa em Cordeiros, a terceira se passa em Assunção e a quarta, que faz menção a um mito que basicamente já assombrou todo cidadão brasileiro, acontece em Velha Granada.

Há uma ou outra que não consegui localizar no espaço exato, mas ainda acho que numa releitura atenta podemos encontrar alguma referência.

O escritor localiza o leitor no tempo com referências que vão do fim da década de 80 ao início da década de 90; você pode ser ver pesquisando quando Sarney foi Presidente ou quando a novela Vale-Tudo estava no ar, mas há uma ou outra história que não consegui listar no tempo, como ‘Bicho-papão’, por exemplo, e acho que “Museu das Sombras” acontece um pouco depois da maioria das histórias.

As dezoito histórias gore são independentes, mas algumas são ligadas por um fio invisível, como o aparecimento de uma notícia sobre a Senhora Shin na história seguinte, por exemplo.

Estou com Ultra Carnem e DVD na lista.

Recomendo VHS de Cesar Bravo fortemente, inclusive para aqueles que nunca tiveram contato com literatura de horror. O livro é estimulante, muito bem escrito.

Algumas histórias lavam a alma de quem, como eu, pergunta-se — apesar de ser contra a pena de morte —o que um cidadão brasileiro precisa fazer para pegar e cumprir pena máxima.

Bravo, Cesar.

 

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O Príncipe e o Mendigo | Mark Twain

Por @meire_md

“Pela primeira vez eu me vi como minoria”. Com esta frase meu marido resumiu bem o porquê do seu crescimento pessoal durante o período em que esteve trabalhando como roadie para se custear enquanto estudava Engenharia de Áudio na Austrália.

Disponível aqui gratuitamente para assinantes Kindle Unlimited

Lá ele era apenas um rapaz latino-americano, um imigrante de um país pobre que temporariamente se viu transformado num trabalhador braçal do tipo que só é percebido e lembrado quando faz alguma coisa errada.

Sair do ‘ninho’ ou da zona de conforto é quase como mudar de identidade. Passa-se a ver quem lhe era de certa forma invisível com olhos mais empáticos , sobretudo quando você se transforma em um deles.

E é nisto que está a beleza de O Príncipe e o Mendigo. O ato de se colocar no lugar do outro é o ponto central dessa obra de Mark Twain. O escritor, que era americano, foi longe no tempo e no espaço.

Ele apostou na Londres do século XVI, mais precisamente no intervalo entre o final do reinado de Henrique VIII e a coroação do pequeno Eduardo VI, para criar um rico enredo com notas históricas e chamadas para reflexões sobre a pena capital e o mau hábito de se julgar apressadamente as pessoas por sua aparência.

Quando o menino Príncipe evita que um menino em mendicância seja humilhado por um soldado e ouve sua triste história, torna-se sedento por conhecer a vida fora da nobreza.

Em um impulso inconsequente e altamente justificado por sua pouca idade, o pequeno finda vestindo trapos e jogando-se sozinho naquela Londres inóspita enquanto o garoto do povo permanece no Palácio assumindo a identidade de Príncipe de Gales.

A escrita fluida, gostosa, sem firulas e atemporal de Mark Twain – que garantiu seu sucesso imediato ao ponto de ser mesmo em seu tempo considerado um escritor divisor de águas da literatura americana – parece ter sido bem respeitada pela maravilhosa tradutora Rosaura Eichemberg *.

Ela também traduziu alguns dos livros de Carl Sagan, conseguindo manter a mesma paixão alegre dele pela ciência. Quando não lemos a obra original é sempre bom buscar boas traduções, não é?

É um livro para todas as idades, porém recomendo sobretudo para adolescentes e adultos jovens. Por favor, não deixe de ler as notas dispostas no final da obra.

Agradeço ao meu sogro pela indicação e empréstimo S2

Um beijo,

M.

* ou Eichenberg, tenho o nome dela com grafias distintas em diferentes livros e o mesmo percebi pesquisando seu nome na internet.

 

*

 

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O que é Água Micelar e como Uso

Por @meire_md

Só depois da crise sanitária consegui entender por que algumas pessoas acham que a água micelar não funciona. É que, antes da pandemia, boa parte da população mundial não sabia que tanto o sabonete quanto o álcool em gel exigem vários segundos de contato com a pele e, também, algum grau de atrito.

Higiene, veja bem, exige tempo e atrito.

Atrito? Sim. Atrito suave, mas ainda assim, um atrito.

Atrito nada mais é que o deslizar de uma coisa sobre outra e é por causa da falsa ideia de que atritar é sinônimo de “esfregar” que falo tanto no Instagram sobre suavidade e tempo.

Algumas pessoas se queixam que acham difícil remover o desodorante roll-on (uso este aqui) durante o banho, não é?

Mas quando você aplica o sabonete e massageia a região axilar adequadamente, ou seja, fornecendo o tempo e o atrito que os produtos exigem, a limpeza vem e a pele agradece. Vinte, trinta, quarenta segundos? Vai depender do produto e da quantidade de resíduos que temos para remover. A gente vai aprendendo com a prática.

Nem o melhor Cleansing Oil do mundo remove a maquiagem se for só lançado à pele e removido em um passe de mágica. Eles exigem tempo + atrito, e as duas coisas são entregues pelo usuário através da massagem.

Devemos aplicar o mesmo princípio nos cabelos, na face, no corpo, nos dentes, na limpeza da casa

Então, para resumir: não basta aplicar um cosmético limpador e removê-lo quase que imediatamente. E isso vale tanto para a água micelar mais baratinha que você encontrar, quanto para a mais cara.

Vamos descomplicar a Água Micelar e aprender como aproveitá-la melhor.

O que é água micelar

Se você balançar o seu frasco de água micelar vai perceber uma leve espuma se formando.

A água micelar pode ser descrita como uma espécie de sabonete facial líquido que conta com tanta água, mas com tanta água, que nem precisa ser removido com… água.

É um cosmético limpador facial que tem ação demaquilante indicado para remoção da maquiagem e para a limpeza da face, pescoço e colo. Não é preciso estar usando maquiagem para limpar a face com ela.

Ao ser aplicada a água micelar vai dissolver as sujidades com o tempo de ação e apoio do atrito.

O atrito deve ser levinho e pode ser feito com algodão — é a forma de uso mais comum — com as mãos, com uma toalhinha de tecido macio ou até com um lencinho de papel, por exemplo.

Se for aplicada com algodão, lenço ou toalhinha, deixe o chumaço paradinho na região a ser limpa por uns segundos e depois faça a remoção, atritando levemente.

Coloco a água micelar nas mãos, faço uma espuminha meio de qualquer jeito, aplico no rosto, faço uma massagem sem pressa e daí para frente uso dois métodos diferentes, que se alternam conforme os produtos que estão no meu rosto.

Chegaremos já já neles, vou detalhar melhor as formas que uso.

Muitas pessoas transferem a água micelar para um frasco espumador — testei estes dias e fiquei chocada com a espuma produzida pelo frasco; ainda que não seja tão densa, é abundante e gostosa de usar. Achei divertido, mas prefiro produzir a espuma com as mãos.

Importante lembrar que água micelar não é sinônimo de tônico. A água micelar é um produto limpador e o tônico… bem, o tônico é qualquer coisa que o fabricante quer que seja.

Pode deixar a água micelar no rosto???

Pode, mas não precisa nem é obrigatório, e as vezes é necessário.

Como assim?

Se você está aplicando água micelar pela manhã, ou seja, apenas para remover os produtos da noite anterior + as sujidades que se acumularam durante a noite —como o suor e o sebum—, não há qualquer necessidade de jogar água ou lavar o rosto depois, basta enxugá-lo.

Mas você pode achar melhor remover tudo com água e está tudo bem. Não há nenhum problema, apenas sugiro que você só jogue água depois que estiver satisfeito com o tempo e o atrito investidos na sua limpeza.

Vamos repetir? Atritar não é sinônimo de esfregar. Atritar é deslizar uma coisa sobre outra. A força do deslizamento pode variar, tudo vai depender do peso da sua mão.

Se você está usando a água micelar como demaquilante, pode achar necessário lavar o rosto depois. Lavo frequentemente porque raramente estou com maquiagem super leve; acredito que quando estou maquiada a dupla limpeza, mesmo que feita sem óleo, é sempre necessária.

Quando usadas corretamente, as fórmulas no geral promovem uma limpeza facial suave e bastante eficaz.

Quem souber usar bem os produtos acaba economizando bastante.

A louca da água micelar

Por muitos e muitos anos minha água micelar favorita foi a Sensibio H2O da Bioderma (tampa rosinha).

Quando me “viciei” em lavar o rosto todas as manhãs com água micelar, resolvi testar outras porque eu queria encontrar uma substituta mais barata.

Para minha sorte, depois de poucas tentativas achei as da Garnier, que têm uma excelente performance.

Acabei não recomprando mais a Sensibio. Gostei bastante da Bisyou, mas as da Garnier, que são excelentes, baratas e fáceis de comprar, encaixaram-se perfeitamente no que eu queria.

Vamos ver como e quando uso as minhas favoritas.

Água Micelar Garnier Tudo em 1 e Garnier Antioleosidade com Vitamina C

Não consegui descobrir ainda se gosto mais da Água Micelar Garnier Tudo em 1 (tampa rosa) ou da Antioleosidade com vitamina C (tampa amarela), mas se eu fosse obrigada a escolher só uma, acredito que seria a com vitamina C.

Uso a Água Micelar Garnier com vitamina C todos os dias na higiene matutina da face, pescoço e colo.

Coloco o produto nas mãos, faço aquela espuminha rala, fecho os olhos e massageio as regiões por uns vinte segundos. Gosto de focar bem na zona T, onde cravinhos podem aparecer. É muito gostoso!

Finalizada a massagem, enxugo as regiões delicadamente com a minha toalhinha para rosto— praticamente só “apertando”.

Para quê pressa se posso iniciar o dia com um ritual tão relaxante?

Assim, removo delicadamente os produtos da noite anterior e o que se acumulou na pele durante a noite sem precisar usar sabonete comum, e de quebra ainda deixo um resíduo de vitamina C na pele.

Também faço isto quando estou em casa e sinto o rosto “pesado”, mas não quero lavá-lo com espuma ou sabonete. Mando ver na água micelar com vitamina C. Acho que meus poros ficam mais baixos e mais calmos.

Como demaquilo a face usando água micelar

Sem querer acabei colocando na rotina a dupla limpeza sem óleo. Minhas rotinas sempre são assim, orgânicas.

Quando dou por mim já estou fazendo tudo de uma forma mais prática, rápida e barata.

Estou reservando a dupla limpeza com o meu Gokujyun Cleasing Oil para quando acho necessário, como nos dias em que usei uma maquiagem mais resistente ou reapliquei o pó mais vezes. Calculo que eu esteja usando o cleansing oil uma ou duas vezes por semana.

Aplico a Água Micelar Garnier Tudo em 1 para demaquilar o rosto no final da tarde usando uma quantidade generosa nas mãos, massageio bem a face, repito com mais uma “dose” e removo tudo suavemente, desta vez com minha toalha demaquilante, que é super macia.

Eu sou apaixonada por esta toalha porque além de macia e linda, ela me faz economizar papel toalha, é gostosa de usar e muito fácil de lavar, o que faço depois de cerca de quatro usos. As sujidades soltam de modo muito rápido. Lavo tanto ela quando a facial com detergente de coco ou com o sabonete de coco do Igor.

Ai fico assim, com a tal dupla limpeza sem cleansing oil feita pela metade. Faço o segundo passo na hora que achar mais conveniente, porque prefiro lavar o rosto no banho.

Quando entro no banho lavo o rosto sem pressa usando a espuma da Hadalabo, que é maravilhosa. A pele fica perfeitamente limpa, com poros calmos.

Obs.: Quando finalizei o post me dei conta que não preciso ter as duas versões… E agora? Vou decidir quando precisar repor meu estoque 🤭

Um beijo,

Meire

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O Clube do Crime das Quintas-Feiras

Por @blogdamnq

Se você está procurando algo diferente para ler, não procure mais. O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um mistério encantador, engraçado e inteligente.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras

Uma vez por semana, quatro idosos se reúnem para investigar assassinatos arquivados. Cada um contribui com algo diferente, mas todos estão determinados em desvendar um crime violento que confundiu a polícia e permitiu que alguém ficasse impune.

Quando Tony Curran, um construtor local com um passado duvidoso, é encontrado espancado até a morte, os velhos detetives se encontram imersos no primeiro caso vivo, um com “um cadáver real e em algum lugar lá fora, um verdadeiro assassino”. 

Suas investigações levantam uma série de suspeitos que incluem um construtor polonês, um padre, um boxeador e o antigo parceiro de negócios de Curran, o obscuro promotor imobiliário.

É o primeiro livro de Richard Osman. Esta é uma estreia impressionante. A escrita de Osman flui e ele tem um ouvido natural para o diálogo. 

Sobre Richard Osman

Richard Osman costumava ser mais conhecido como o criador e co-apresentador do programa de perguntas e respostas Pointless, da BBC One, no qual os participantes tentam marcar o mínimo de pontos possível.

Em 2019, seu primeiro livro, O Clube do Crime das Quintas-feiras, tornou-se a estreia de crime adulto mais vendida desde o lançamento.

Para este romance ele se baseou nos conhecimentos de curiosidades que adquiriu com o programa. Além disso, o autor mistura muitos de seus próprios toques pessoais que tornam os procedimentos diabolicamente inteligentes e brilhantemente engraçados.

Toda a narrativa é mantida unida e impulsionada por seus personagens perfeitamente formados. Todos os quatro membros do quarteto de apuração do crime se esforçam:

  • Elizabeth, uma espiã em uma vida passada, é corajosa e engenhosa;
  • Ibrahim, ex-psiquiatra, é meticuloso e metódico;
  • o incendiário Ron tem um coração quente e uma cabeça quente;
  • e a ex-enfermeira Joyce exala simpatia e compaixão.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um mistério convincente completo com algumas pistas falsas, reviravoltas inesperadas e um par de policiais nada inteligentes.

Ao mesmo tempo, o autor permite que os personagens principais experimentem momentos seniores ou reflitam sobre o envelhecimento. Há humor regular, mas também momentos de tragicomédia.

Clube do Crime vai virar filme

Os direitos cinematográficos globais deste best-seller recorde já foram vendidos para a Amblin Entertainment, de Steven Spielberg. Mas enquanto o filme não chega, confira a sequência deste delicioso mistério:

O Homem Que Morreu Duas Vezes
O Novo Mistério do Clube do Crime das Quintas-Feiras

Gostou das dicas? Se você curte filmes e séries, aproveite para ler também: Inventando Anna: conheça a verdadeira história da golpista da série Netflix


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