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[Resenha] Laranja Mecânica (1962)

Por @meire_md

“Usar o Ludwig Van desse jeito. Ele não fez mal nenhum a ninguém. Beethoven só escrevia música.  E foi aí que eu passei realmente mal e tiveram que me trazer uma tigela em forma de rim.” (fala do Alex, reabilitando de número 6655321 do Instituto Estatal para recuperação de tipos criminais)

O escritor inglês John Anthony Burgess Wilson (1917 – 1993) foi compositor e criou diversas peças para orquestras. Ele só começou a escrever livros em meados da década de 50, quando já estava com 39 anos de idade e publicou Time for a Tiger (1956).

Em 1960 Burgess sofreu um desmaio, recebeu o diagnóstico de  tumor cerebral e foi estimado que ele viveria por um ano ou menos. Enquanto muitos deixariam se tomar pelo desespero, ele arregaçou as mangas e viajou para o interior da Inglaterra com o plano de escrever dez livros para deixar sua futura viúva protegida financeiramente.

O quinto livro desta safra heroica é uma das minhas distopias favoritas. “Laranja Mecânica” estava sendo finalizado quando ele supostamente deveria estar morrendo. Mas ele não morreu: o diagnóstico não passou de um equívoco médico.

Uma vez constatado o erro médico mais bem vindo da história da ficção científica, a revisão de Laranja Mecânica foi interrompida porque Burgess precisava cuidar de outros trabalhos.

Durante uma viagem até Leningrado as últimas inspirações que faltavam para fechar o livro fluíram e em 1962 a história foi publicada.

Quando o livro foi escrito, Londres estava assolada pela violência perpetrada por gangues de adolescentes. Burgess criou um cenário futurista envolvendo as gangues e teve a brilhante ideia de apresentar gírias que não ficassem datadas, já que o vocabulário dos adolescentes se transforma tão rápido que chega a mudar dentro de uma mesma geração.

O genial vocabulário Nadsat* nasceu a partir de uma mistura de inglês vitoriano, russo e linguajar cigano. A edição da Aleph traz um glossário criado à revelia de Anthony Burgess, cabendo ao leitor a decisão de consultá-lo ou não. Preferi manter o estranhamento linguístico desejado pelo autor e foi bem interessante presumir os significados, tanto que nem esquentei ou toltchokei muito a gúliver pra krastar os slovos.

Laranja Mecânica tem como mote a evolução, consequências e ‘tratamento’ da psicopatia adolescente e ocorre em um futuro talvez não tão distante.

*Interessante citar que Burgess também criou as línguas faladas no filme A Guerra do Fogo (1981).

E o título “Laranja Mecânica”, de onde veio?

http://www.amazon.com.br

Burgess retirou o título da expressão “as queer as a clockwork orange” , um ditado que era popular entre os moradores do lado norte do Tâmisa (o ‘East End’ londrino) e que significa algo como ‘tão estranho (ou bizarro) quanto uma laranja mecânica’.

Na história, Laranja Mecânica é o título do livro que  vinha sendo escrito por uma das vítimas do protagonista Alex. Já detido e sob tratamento medicamentoso, Alex se recorda do texto que leu enquanto destruía os datiloscritos e diz: ‘- Será que eu serei apenas uma laranja mecânica?‘.

O papel crucial da música

A música é colocada na história como um dos únicos pontos onde a humanidade de Alex se destaca.

Ópera Das Bettzeug, de Friedrich Gitterfenster, Concerto para Violino do American Geoffrey Plautus por Odysseus Choerilos com a Filarmônica de Macon (Georgia), cantores pop como John Burnaway, Luke Sterne, Googly Gogol, Ike Yard e outros são exemplos de artistas e obras inventadas por Burgess para representar a música ouvida na época.

A Banda Heaven 17 foi batizada em homenagem a uma das bandas fictícias apreciadas pelos adolescentes do futuro e desprezadas por Alex, um amante de música clássica.

Interessante saber que “Singing in the rain” não aparece no livro. A  canção foi inserida no filme Laranja Mecânica por ser a música que veio à mente de Malcolm McDowell  quando o diretor Kubrick (1928 – 1999) pediu que ele cantasse qualquer coisa durante uma cena de ultraviolência.

📔 Box: Clássicos da Distopia

A partir daqui temos muitos spoilers

Alex é um garoto infrator de 15 anos de idade com histórico de passagem por Escola Correcional aos 11 anos. Filho de pais zelosos de classe média e detentor de uma vida confortável e acesso a educação, é amante de música clássica e proprietário de uma boa coleção de discos.

Guardadas as devidas proporções, a sociedade distópica de Laranja Mecânica lembra muito o Brasil de hoje. Há um número incontrolável de gangues, policiamento insuficiente, presídios superlotados e violência generalizada, com e$tupros, abu$o infantil, vandalismo e agressões físicas imotivadas.

A história é toda narrada pelo próprio Alex, que na primeira metade da obra cita suas experiências quando estava com 15 anos e fazia parte de uma gangue com três outros garotos quase nada mais velhos. Ele não demonstra qualquer tipo de empatia ou culpa e mesmo quando parece expressar simpatia por alguém, mostra segundas intenções e apresenta um comportamento dissimulado típico de pessoas com transtorno de personalidade antissocial. Ele não demonstra afeto pelos pais ou respeito por autoridade nem se esquiva de violentar crianças e idosos.

A única centelha de humanidade de Alex é a elevação espiritual promovida pela música clássica, mas nem mesmo ela o redime.

Laranja Mecânica” é uma experiência estranha e dolorosa. Certa parte lembra a intensidade de ‘Ensaio sobre a Cegueira’, de Saramago.

No final da primeira parte da narrativa ele comete um crime gravíssimo e é capturado pela Polícia. Após julgamento é condenado a 14 anos de prisão e transferido para o Instituto Estatal para Recuperação de Tipos Criminais, uma espécie de Hospital de Custódia.

Como ocorre com muitos indivíduos antissociais, Alex se volta para a religião buscando dissimular recuperação e atrair simpatia para si.  Esta estratégia é usada até hoje pelos psicopatas, e as pessoas continuam acreditando neles.

Após uma importante intercorrência dentro da prisão, o garoto é tido como de difícil controle e selecionado para um tratamento de duas semanas que envolve condicionamento pavloviano e utilização de uma droga experimental que produz sensações somáticas desagradáveis quando a pessoa é exposta a qualquer ato relacionado a violência, mesmo que seja apenas uma ideação.

O método, chamado de Técnica Ludovico, modifica a estrutura e/ou química cerebral e é supostamente irreversível. Burgess criou personagens com posicionamentos diversos sobre o tratamento, gerando uma discussão bioética interessante sobre os limites da punição imposta pelo Estado.

Alex é devolvido às ruas aos 17 anos de idade, porém não encontra a mesma disposição dos pais em acolhê-lo e se vê na posição de vítima, sendo incapaz de se defender das consequências da violência que ele mesmo imputou às pessoas com quem eventualmente volta a se relacionar.

Em um momento que podemos chamar de cármico e enquanto utilizado como arma política, Alex sofre um traumatismo crânio-encefálico e ao acordar percebe que o efeito Ludovico foi revertido. E obviamente ele forma uma nova gangue.

O que se passa daí em diante é a volta do Alex antissocial e sua escalada rumo à vida adulta. É possível que Burgess tenha escolhido passar alguma mensagem aí.

Para mim o futuro do Alex é o mesmo de qualquer garoto antissocial: ausência de empatia levando a tipos criminais diferentes ao longo da vida ou na melhor das hipóteses, alguma coisa entre um ‘simples’ parasitismo familiar até uma busca por profissão ou posição social que facilite explorar pessoas, como as buscadas por alguns líderes religiosos, médicos, advogados e políticos.

Afora a retirada química ou cirúrgica da capacidade de livre-arbítrio (quem leu “Um Estranho do Ninho?”), uma condição que pode modular para melhor o comportamento antissocial parece ser a velhice. Alguns criminosos simplesmente se cansam.

O filme de Kubrick mostra um final diferente e menos idealizado do que poderia ser esperado pela interpretação mais rosa do final do livro.

Músicas citadas no livro

Fiz uma playlist no Spotify com as músicas citadas por Burgess em Laranja Mecânica. Caso você queira ouvi-la, clique aqui.

Se você encontrou alguma música que não listei, deixe uma mensagem pra mim, tá?

Espero que você goste deste post.

Um abraço!

Meire

Referências:

Você pode gostar destas resenhas:

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Optimal Hydration – Serum Renovador Área dos Olhos

Por @meire_md

Ao contrário do restante do rosto, minha área dos olhos é bem  sensível e a parte inferior da região resseca com facilidade.

Como tenho evitado usar muito pó fixador, fui testando hidratantes até achar um que consiga amaciar a região da olheira sem deixar um rastro amanteigado e sem esfarelar sob a proteção solar e a maquiagem.

Gosto dos cremes densos porque são mais versáteis e rendem mais: dosamos a quantidade de acordo com o que a pele quer no dia, então eles acabam funcionando para ressecamentos de quaisquer graus. Como nada é perfeito, moro em local úmido e quente, então os cremes pesados não são confortáveis para usar fora de casa.

Sempre que estou em casa mantenho um creminho gordo na área dos olhos e os meus favoritos da vida são o Revitalift Laser 3X —que supostamente tem ação sustentadora —, Hipoglós Transparente, que costumo aplicar quando já estou quase dormindo e o Cicaplast Baume B5, minha primeira escolha quando a pele está ardendo ou descamando. Se eu tivesse que escolher só um destes três, primeiro choraria uns dois litros e depois escolheria o Cicaplast, pois além de hidratar e recuperar a pele, quando em pequeníssima quantidade ele funciona (para mim) como primer de maquiagem.

Os cremes específicos para área dos olhos que estão na minha bancada

Nunca fui fã de cremes específicos para a área dos olhos, mas com o avançar da idade ando me rendendo e acho que não há volta. Meu favorito da vida ainda é o Benefiance Olhos (tem  na Beleza na Web e na Sephora), mas não desisti de tentar achar um substituto baratinho e só vou voltar para ele quando eu for uma senhora aposentada multimilionária aguardando o senhor seu marido voltar de uma caminhada vespertina.

No momento estou com dois cremes específicos para olhos na  rotina,  o com ação clareadora que recém-resenhei , que para mim funciona como um “remédio” e não como um hidratante, e o Optimal Hydration, o elemento que faltava para deixar a minha rotina redondinha.

Optimal Hydration Cetaphil
(Serum renovador área dos olhos)

É um serum específico para área dos olhos seca e sensível fabricado nos EUA e distribuído pela Galderma Internacional para vários países. Ele vem em tubo plástico contendo 15mL e equipado com um bico dosador flexível e macio que previne desperdício. Foi testado oftalmologicamente e pode ser mantido em temperatura ambiente.

Ele conta com agentes de diversos mecanismos hidratantes — como glicerina, ácido hialurônico, ésteres de  jojoba e outros —, ingredientes botânicos com ação anti-inflamatória, pantenol e bisabolol. A empresa batizou o conjunto de ingredientes com o nome ‘HydroSensitiv Complex‘ e alega que a hidratação se sustenta por 48h.

O Optimal Hydration foi produzido para proteger a área dos olhos sensíveis — particularmente a região inferior, que tende a ressecar mais — com o menor risco de sensibilização. Sabe falso magro, que é aquela pessoa magra mas que é gorda? Pois é. Ele é um gordo magro.

Como usar o Optimal Hydration?

A Galderma recomenda que seja aplicado na região dos olhos duas vezes ao dia, após a higienização e reproduz os dizeres legais que orientam não usar sob a pele lesionada (descamando ou muito vermelha, por exemplo) e em caso de contato com os olhos (a parte interna, o olho mesmo), lavar imediatamente.

Como eu uso?

Ele é o quarto elemento do meu quarteto fantástico, que são os produtos que uso — na exata sequência abaixo — duas vezes ao dia:

Estou apaixonada por ele por vários motivos. Além de ser fácil de comprar, ter uma fórmula específica para as necessidades da minha área dos olhos, não ter perfume e hidratar tão bem quando um creme gordo mas sem deixar a região engordurada, ele deixa a área dos olhos com aspecto mais cheio e descansado.

Além de sentir que ele realmente sustenta a hidratação, percebi um ótimo rendimento. Mesmo tendo a área dos olhos ressecada, uso uma porção bem pequena dele.

Onde comprar Optimal Hydration Cetaphil

🌸 Amazon

🌸 Beleza na Web

🌸 Beautybox

🌸 Lojas Americanas

🌸 Carrefour

Se você já usou ou resolveu testar o Optimal Hydration Serum Renovador para a área dos olhos, passa lá no Instagram para me dizer o que achou.

Beijos,

Meire

Leia também:

Como uso o Luminous Antispot para área dos olhos 

Como aplico Vitamina C no corpo

Como evitar o envelhecimento precoce das mãos


 

 

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Um Médico Rural | Franz Kafka

Por @meire_md

“Às vezes ele me olha como se quisesse me dizer: vou levá-lo comigo, pai. Então eu penso: você seria o último a quem eu me confiaria” (da pequena narrativa ‘Onze Filhos’)

 

Franz Kafka, nascido em 03/07/1883 e falecido em 03/06/1924, é considerado um dos maiores escritores do século passado.  Quando alguém me pede indicação de algum livro do autor, costumo sugerir que comecem por dois: Um Médico Rural, que tem quatorze  narrativas que funcionam como uma excelente degustação da sua obra, e o pungente Carta ao Pai, que costumo chamar de pequeno livro gigante.

Kafka teve uma relação muito complicada com o pai, cuja mão autoritária, descrita pelo tradutor Modesto Carone como uma “presença esmagadora”, desceu pesada sobre o único filho homem que sobreviveu à infância. Embora tenha tido o amor da mãe e das irmãs, é amplamente aceito que os traumas associados à educação imposta pelo pai influenciaram boa parte de sua obra. Eu acredito que sim.

Em 1917 Kafka sofreu o primeiro episódio de hemoptise (“escarro com sangue”) e após o diagnóstico de Tuberculose dividiu-se entre o trabalho burocrático, as internações e a escrita. 

A Metamorfose, Na Colônia Penal, O ProcessoO Veredito foram escritos antes da tuberculose. Já Um Médico Rural e  Um Artista da Fome, entre outros, foram concluídos depois do início da doença.  O curioso é que em 1918 ele contraiu Gripe Espanhola e conseguiu driblar a morte.

Embora tenha tido algumas namoradas e chegado a noivar três vezes —duas delas com Felice Bauer—, Kafka permaneceu solteiro e não teve filhos. É possível que ele tenha se recusado a assumir compromissos ou ter filhos porque já sabia que não viveria por muito tempo. Pesado.

O último livro escrito por Kafka foi Josefina, a cantora. Tenho uma edição brasileira de 1977 (Editora Clube do Livro) com tradução de Torrieri Guimarães,  que por um golpe de sorte achei no Sebo do Messias.

Um médico rural, de Franz Kafka

Minha edição de ‘Um Médico Rural’ (Companhia das Letras) foi traduzida direto do alemão por Modesto Carone, que foi premiado em 1989 pela tradução de “O Processo”.

Trata-se de um livro composto por quatorze contos – ou pequenas narrativas como Kafka preferiu chamar – que, com exceção de ‘Diante da Lei’ e ‘Um Sonho’, foram escritos entre 1916 e 1917.

‘Diante da Lei’ e ‘Um sonho’  foram escritos antes dos outros doze e incluídos por intervenção do editor, o que pareceu algo acertadíssimo porque transformou “Um Médico Rural” em uma coletânea que representa todas as facetas do escritor.

Alguns contos como ‘O Novo Advogado’ e ‘Um relatório para a Academia’ parecem uma espécie de paródia de ‘A Metamorfose’, mas com elementos diversos.

Em ‘Um relatório para a Academia’ há uma brincadeira com a Origem das Espécies. Kafka, que era ateu, possivelmente conhecia a Teoria da Evolução, pois na sua mocidade o livro já tinha cinco décadas. 

Segundo Kafka a apresentação dos contos não é aleatória e ele a defendeu até a edição sair como desejava. Embora a sequência  não pareça  lógica porque todas as histórias são diferentes umas das outras e não se ligam por nenhum personagem ou fato, há agrupamentos por traços temáticos —nos quatro primeiros há um ou mais cavalos em comum, por exemplo.  

 Kafka solicitou que as pessoas não olhassem as narrativas de modo alegórico nem as interpretassem como parábolas. Mas não é possível deixar de dar uma de crítico de arte e encontrar significados muito claros em contos como ‘Chacais e Árabes’.

“Escrever receitas é fácil, mas entender-se no resto com as pessoas é difícil” (na narrativa ‘Um Médico Rural’)

O livro foi dedicado ao Pai, o que é bem curioso. Kafka já estava doente e possivelmente queria algum tipo de reaproximação ou buscava aprovação. Ou não. Como vamos saber, não é mesmo?

A minha narrativa favorita é “Onze Filhos”, no qual o pai descreve cada um dos filhos, sem deixar de depreciar nenhum.

Lista dos contos:

O novo advogado
Um médico rural
Na galeria
Uma folha antiga
Diante da Lei
Chacais e árabes
Uma visita à mina
A próxima aldeia
Uma mensagem imperial
A preocupação do pai de família
Onze filhos
Um fratricídio
Um sonho
Um relatório para uma academia

Beijos,
Meire

Para saber mais: Contos, fábulas e aforismos

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Como uso o Luminous Antispot para área dos olhos #MELASMA

Por @meire_md

O melasma é um distúrbio de pigmentação muito comum. Ele provoca um acúmulo de melanina que resulta em manchas escuras na pele de pessoas predispostas e atinge tanto o rosto quanto outras áreas habitualmente expostas à luz solar.

Os melanócitos da área afetada são doentes e reagem produzindo mais melanina do que o necessário. A melanina é um pigmento escuro que tonaliza a nossa pele e a protege contra danos solares.

Mas o problema não é só esse.

Se fizermos uma biópsia em um pedacinho da pele do melasma vamos perceber que ela é mais velha que a pele do restante da face, tem uma barreira protetora frágil, seu colágeno é de má qualidade e apresenta uma rede anormal de vasinhos, que não raro também estão pigmentados.

É, em suma, uma pele que mancha e desidrata com facilidade, pode exibir poros dilatados e enrugar precocemente. Podemos dizer que ela é a parte mais idosa do nosso corpo.

E quando o melasma da bochecha chega perto da área dos olhos?

Em algumas pessoas a mancha da região malar (bochecha) pode chegar bem perto da área dos olhos ou até se unir à olheira. Além da sombra formada deixar o olhar com aspecto cansado, a região acaba irritada ou ressecada em razão dos medicamentos ou cosméticos com ação esfoliante química ou despigmentante aplicados nas bochechas.

O tratamento deste limite entre bochecha e olhos também requer uma boa proteção solar e pode exigir despigmentantes, antioxidantes, ingredientes com efeito antirrugas —estou gostando muito do Retinol Puro_0.3% — e hidratantes que recuperam e protegem a barreira da pele.

O uso de óculos escuros e bonés com proteção UV é bem-vindo e não podemos esquecer que o acompanhamento com dermatologista pode envolver a adoção de procedimentos mais específicos e eficazes.

Os medicamentos e cosméticos podem melhorar o aspecto das manchas por diversas vias, seja inibindo ou retardando a produção da melanina, evitando que ela suba para a superfície da pele  ou acelerando sua eliminação, por isso é interessante ter uma rotina bem pensada e não sair adicionando os produtos aleatoriamente.

Despigmentando a faixa que fica entre os olhos e as bochechas

Hoje vou falar de um produto para a área dos olhos que contém Thiamidol, um despigmentante patenteado pela Beiersdof que age inibindo a formação da melanina.

O Thiamidol é o nome comercial do isobutylamido-thiazolyl-resorcinol, um ativo que parece ser bastante útil no tratamento e controle do melasma e que está presente na linha Anti-pigment da Eucerin e na linha Luminous Antispot da Nivea.

Muitos estudos que associam o Thiamidol à melhora do melasma tem conflitos de interesses (são patrocinados pelo fabricante), mas já encontramos um bom acúmulo de pequenos estudos favoráveis e sem conflito declarado.  A tolerância descrita é boa, mas a exemplo do que pode ocorrer com qualquer coisa que usamos,  alergias e outras reações podem aparecer.

Não é demais lembrar que o Thiamidol não é considerado um medicamento, portanto não é razoável esperar que a linha Luminous — de venda livre —  tenha a mesma ação de tratamentos conduzidos por dermatologistas. A palavra melasma não é sequer citada nas embalagens.

Precisamos conhecer o que vamos usar para não nutrir expectativas irreais. Vejo muitos influencers gongando produtos porque não atentam para coisas básicas ou porque seus armários estão tão cheios e há tanta pressa para produzir novos conteúdos que nada acaba sendo testado com a atenção devida.

Notinha importante : mesmo que alguns profissionais digam que o ácido hialurônico é modinha, há estudos que sugerem que o uso tópico é importante para a pele fotoenvelhecida — que tende a ser mais fina e permeável—, e que a associação com o Thiamidol melhora a resposta ao tratamento.  Muitas pessoas com melasma percebem que hidratar a pele com produtos contendo ácido hialurônico deixa a região com aspecto menos amassado. As regras para o uso de cosméticos são simples: você quer usar? Use. Está dando certo, você gosta e cabe no seu orçamento? Use.

Luminous 630° Antispot — área dos olhos

Luminous 630° Antispot Antiolheiras é um creme específico para a área dos olhos apresentado em bisnaga plástica com 15mL e equipada com bico massageador.

Ele é denso, tem cor branca, excelente espalhabilidade, rápida absorção e ótimo rendimento. Como muitos produtos para área dos olhos que  priorizam a saúde ocular,  não contém perfume.

Ele pode ser usado até quatro vezes ao dia e deve ser aplicado com cuidado para não afetar a parte interna dos olhos, ou seja, um tico longe da raiz dos cílios. A breve massagem é importante para melhorar a ação do produto.

A empresa sugere que o frasco seja mantido na geladeira (para proporcionar refrescância, não pela conservação em si), mas acredito que isto só faça diferença para quem tem bolsas sob os olhos. Eu deixo na bancada mesmo.

Além do Thiamidol, ele contém ácido hialurônico e cafeína, que em conjunto minimizam as linhas finas e reduzem o aspecto de cansaço.

A versão para o rosto tem uma fragrância que lembra aquele cheirinho assabonetado que a gente sente quando entra em uma loja de perfumes. Eu preferia não perfumar a cara, mas não achei forte demais nem enjoativo.

Como uso o Luminous 630° Antispot Antiolheiras

Comecei a usar em março/2022 e estou no segundo frasco. Vinha usando certinho e percebendo alguma melhora no aspecto das olheiras e da transição da área dos olhos para as bochechas, mas não estava muito entusiasmada porque ele não hidrata bem a região. Minha área dos olhos é um deserto.

Mas em meados de maio adoeci. Passei alguns dias com febre alta sem usar quase nada no rosto,  só usei  água micelar (com vitamina C) para limpar e refrescar a face e Hipoglós transparente na área dos olhos e na boca . Além de ficar com as olheiras do Vampiro Brasileiro, meu melasma escureceu bastante — isso acontece quando estou estressada demais ou tenho febre alta por alguns dias —, e foi aí que me apaixonei pelo produto, comprei o segundo frasco e o coloquei na lista para resenhar.

Quando meu melasma se revolta e escurece muito, o que hoje tem sido cada vez menos frequente, uso despigmentante medicamentoso por alguns dias (com orientação médica). Mas desta vez resolvi dar um voto de confiança ao Luminous e usar só ele.

Em uma semana meu melasma e minhas olheiras acalmaram de novo e voltaram para o basal. Aí pronto. Fiquei apaixonada e já comprei o terceiro frasco para não ter o risco de ficar sem.

Como aplico exatamente 

A minha rotina é montada pensando em minimizar os fotodanos acumulados e prevenir os futuros, ou seja, eu foco em evitar o envelhecimento precoce da pele.

Meu combo diário, tanto  na rotina da manhã quanto na da noite, é a Vitamina C Serum Booster da Garnier e o serum Revitalift Hialurônico 1,5%. Aplico um, massageio até a pele absorver; aplico o outro e faço o mesmo, inclusive na área dos olhos. A pele fica com uma leve pegajosidade.

Depois venho com uma pequena quantidade do Luminous, aplico na região da olheira e desço para o melasma das bochechas. Massageio com os dedos mesmo porque acho mais higiênico e mais eficiente do que o bico massageador que vem no produto.

Depois que o produto entrou na pele sigo com os outros passos da rotina.

Como a pele da minha área dos olhos é bem seca, ela pede mais hidratação. Uso um hidratante gordinho pelo menos duas vezes ao dia e não raro aplico Hipoglós Transparente quando estou perto de dormir. Vou variando.

Antes de encontrar o  Cetaphil Optimal Hydration Serum Renovador para a área dos olhos (estou no primeiro frasco), gostei de dois baratinhos, o Revitalift Hialurônico Olhos e o Renew Clinical.

Obs.: O Optimal Hydration promete manter hidratação por 48h. Ele contém ácido hialurônico, agentes botânicos antioxidantes, glicerina e pantenol. Estou muito satisfeita. Se eu comprar o segundo frasco, ele ganhará uma resenha para o blog.

Se você tem olheiras pigmentadas ou melasma e também gostou do Luminous 630° Antispot para a área dos olhos (Antiolheiras) , passa lá no Instagram e me conta.

Beijos,

Meire

Produtos citados no post

NIVEA Luminous Antiolheiras

Protetor Solar Shiseido bastão

Sérum Vitamina C Garnier

Sérum Revitalift Hialurônico 1,5%

Retinol Puro_0.3%

Cicaplast Baume

Óculos escuros

Bonés com proteção UV

Anti-pigment da Eucerin

Água micelar (com vitamina C)

Hipoglós transparente

Cetaphil Optimal Hydration

Revitalift Hialurônico Olhos

Renew Clinical

Optimal Hydration

Referências:

Int J Mol Sci . 2016 May 26;17(6):824. doi: 10.3390/ijms17060824. Heterogeneous Pathology of Melasma and Its Clinical Implications Soon-Hyo Kwon 1 2, Young-Ji Hwang 3 4, Soo-Keun Lee 5 6, Kyoung-Chan Park 7 8

Int J Cosmet Sci. 2020 Aug;42(4):377-387. doi: 10.1111/ics.12626. Thiamidol containing treatment regimens in facial hyperpigmentation: An international multi-centre approach consisting of a double-blind, controlled, split-face study and of an open-label, real-world study W G Philipp-Dormston 1 2, A Vila Echagüe 3, S H Pérez Damonte 4, J Riedel 5, A Filbry 5, K Warnke 5, C Lofrano 6, D Roggenkamp 5, G Nippel 5

J Cosmet Dermatol 2021 Mar;20(3):987-992. doi: 10.1111/jocd.13615. Epub 2020 Aug 5.
Isobutylamido thiazolyl resorcinol for prevention of UVB-induced hyperpigmentation
Vasanop Vachiramon 1, Chaninan Kositkuljorn 1, Kanchana Leerunyakul 1, Kumutnart Chanprapaph 1

J Dermatolog Treat . 2021 Sep 27;1-9. doi: 10.1080/09546634.2021.1981814. Online ahead of print. Topical treatment for postinflammatory hyperpigmentation: a systematic review
Marcus G Tan 1, Whan B Kim 1, Christine E Jo 2, Karina Nabieva 2, Carly Kirshen 1 2, Arisa E Ortiz 3

J Invest Dermatol . 2019 Aug;139(8):1691-1698.e6. doi: 10.1016/j.jid.2019.02.013. Epub 2019 Feb 27. Effective Tyrosinase Inhibition by Thiamidol Results in Significant Improvement of Mild to Moderate Melasma
Craig Arrowitz 1, Andrea M Schoelermann 2, Tobias Mann 2, Lily I Jiang 3, Teresa Weber 1, Ludger Kolbe 4

J Dermatol . 2021 Dec;48(12):1871-1876. doi: 10.1111/1346-8138.16080. Epub 2021 Oct 21.
Thiamidol ® in moderate-to-severe melasma: 24-week, randomized, double-blind, vehicle-controlled clinical study with subsequent regression phase
Dennis Roggenkamp 1, Adel Sammain 1, Manuela Fürstenau 2, Martina Kausch 2, Thierry Passeron 3 4, Ludger Kolbe 2

Int J Cosmet Sci . 2021 Jun;43(3):292-301. doi: 10.1111/ics.12694. Epub 2021 May 5.
Effective reduction of post-inflammatory hyperpigmentation with the tyrosinase inhibitor isobutylamido-thiazolyl-resorcinol (Thiamidol) Dennis Roggenkamp 1, Ncoza Dlova 2, Tobias Mann 3, Jan Batzer 3, Julia Riedel 3, Martina Kausch 3, Ivica Zoric 3, Ludger Kolbe

 

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Como organizo a limpeza doméstica #TDAH

Por @meire_md

Espero que este post seja útil para quem não tem empregados domésticos — seja por opção ou porque não pode custeá-los —e está tentando montar uma rotina de tarefas domésticas simples e eficiente.

Estendi um pouquinho o tema para mostrar como montei minha escala, que muda quando percebo que algo pode ser melhorado.

As alterações orgânicas são bem-vindas, por sinal.

Por onde começar a organização da casa?

Pelo destralhe.

Quando li “A Mágica da Arrumação” (Marie Kondo) fiz uma resenha desfavorável porque além de criar uma atmosfera meio mística, a autora orienta arrancar páginas favoritas de livros e jogá-los no lixo.

Fiquei bem chocada… Mas depois de algum tempo, muitas dicas da Marie Kondo ganharam sentido. Não sei se eu teria conseguido ir tão longe no destralhe se não tivesse lido o livro.

Não perca o tempo que perdi. Faça um arrastão em casa, venda ou doe tudo que for possível e mantenha o hábito. Só nos últimos três meses doamos uma cama, uma mesa de centro, camisas do Igor, outros livros, louças, copos e um ar condicionado portátil.

O destralhe é um ato de generosidade com você mesmo. Embora na vida real ele não funcione magicamente como vemos nos reality shows — levamos semanas ou meses para conseguir destralhar e organizar a casa — , a cada semana você começa a perceber efeitos positivos na produtividade e outras áreas da vida.

Há pessoas que defendem que um ambiente bagunçado reflete uma mente bagunçada. Não sei se a afirmação é baseada em boas evidências, mas acredito nela.

Para mim tem sido mais lucrativo emocionalmente ser organizada do que não ser. Tudo flui melhor, fico mais produtiva e feliz.
O tempo investido na organização pode parecer imenso no início, mas com o passar das semanas ele vai se tornando muito pequeno em relação ao perdido quando vivemos o caos típico da vida de uma pessoa com TDAH.

Quando você se dá conta, a casa está quase se arrumando sozinha. A minha bancada de maquiagem, que virava uma cena apocalíptica, hoje é limpa e reorganizada em poucos minutos.

O seu planejamento não precisa, e acho que nem deve, ser complexo.

É interessante priorizar as tarefas mais importantes, não deixar que as aleatórias se acumulem tanto e respeitar o seu ritmo. Você não vai mudar do dia para a noite e não é fácil.

Vem comigo.

Criando a rotina de limpeza doméstica com base em categorias

Na minha opinião uma boa rotina de limpeza tem no mínimo quatro categorias:

  • coisas que precisamos fazer diariamente;
  • coisas que podem ser feitas uma vez por semana;
  • coisas que podem ser feitas uma vez por mês; e
  • coisas aleatórias, que são aquelas que vão aparecendo do nada ou que se repetem com uma frequência incerta.

Só você saberá determinar quais demandas colocará em cada categoria. Comece listando tudo que precisa fazer, vá separando por categorias e testando na prática.

Coloquei os banheiros, a cozinha e a aspiração do chão na categoria de coisas que precisamos fazer diariamente. Acho mais que suficiente remover o pó dos móveis apenas uma vez por semana. Como não temos crianças nem pets e o básico está sendo bem feito, não vejo necessidade de fazer mais que uma faxina geral por mês.

As tarefas aleatórias, como tirar manchas da parede com esponja mágica, descartar notas fiscais e manuais de eletrodomésticos antigos ou providenciar a pintura da casa, são feitas eventualmente.

Como todo problema pequeno não resolvido pode acabar em um problemão, procuro não deixar as aleatoriedades acumuladas.

Minha categoria de coisas aleatórias fica na lista de tarefas da Alexa. Você pode usar o celular, um caderninho, um bloquinho de notas, post-its na geladeira, um quadro de avisos, qualquer coisa que funcione bem para você. O importante é anotar e cumprir.

Com a rotina semanal bem feita, a faxina geral não pesa tanto, a arrumação da casa fica cada vez mais fácil porque todo dia você volta alguma coisa para o lugar, o custo com compras desnecessárias reduz e você ganha espaço, claridade e paz.

Formar hábito é algo muito difícil para uma pessoa com TDAH porque nossa mente funciona no sentido contrário. Somos pessoas criativas, inquietas, interessadas em um monte de coisas ao mesmo tempo, não raro fazemos compras por impulso e somos naturalmente bagunceiras.

O básico bem feito é o que muda tudo. Bata o martelo até o prego entrar. Em um belo dia você vai ver que está tudo funcionando redondinho, mas vai perceber também como qualquer deslize pode abrir a porta para o caos. Ele nos ronda permanentemente.

Rotina para uma pessoa com TDAH é igual a usar anticoncepcional. Esqueceu de tomar o comprimido? Tome tão logo lembre ou seja possível. Se esta não for uma das suas metas, você não vai conseguir.

Minha rotina básica de limpeza da casa

Organizo várias áreas da vida com estas cinco diretrizes:

  1. agregar atividades para reduzir a perda de tempo;
  2. determinar dias da semana específicos para tarefas específicas;
  3. organizar a escala visando reduzir o retrabalho;
  4. manter o foco nas tarefas listadas; e
  5. só realizar uma tarefa aleatória quando as listadas para o dia estiverem concluídas —salvo se a tarefa extra for um caso de vida ou morte (deu para entender, né?).

Para domar a bagunça você precisa organizar um pouco da vida em todos os dias de todas as suas semanas, meses e anos. O resultado vem, e ele é ansiolítico.

Na minha escala atual não há mais um dia específico para arrumação porque dentro das atividades de cada dia aproveito para voltar coisas para o lugar. Se percebo que um cômodo está desorganizado, dou um pouco mais de atenção.

Quando constato alguma demanda aleatória — como a necessidade de limpar as maçanetas—, já digo: Alexa, coloca coisa tal na minha lista de tarefas. O mesmo faço quando lembro de algo que precisa ser comprado e não posso comprar no momento: Alexa, coloca item tal na minha lista de compras.

Não deixe suas lembranças nem as suas ideias soltas ao vento. Registre-as. Já há boas evidências em estudos cognitivos sugerindo que anotar é importante para garantir o cumprimento de metas. É como se nosso cérebro fizesse um pacto com a gente mesmo. Escrever tem esse poder.

ESCALA DOMÉSTICA

1. Tarefas de todos os dias

Coloco o robô para aspirar a casa todos os dias —com exceção dos domingos — e para passar pano uma ou duas vezes por semana, inclusive na área seca dos banheiros.

Não meço tempo nem fico regulando em que ambiente o robô deve ficar por mais tempo. Se um dia ele aspira melhor um ambiente do que outro, ok, vida que segue. Quando a bateria acaba, faço a limpeza básica e o coloco na base carregadora, para que no dia seguinte ele já esteja pronto.

Outra coisa que faço diariamente é lavar a pia do banheiro e higienizar a parte interna do vaso sanitário, o que me toma um minuto ou dois do tempo destinado ao banho da tarde.

Nos dias que lavo os cabelos, aproveito o tempo da máscara condicionadora e limpo toda a área de banho. Sempre que acho necessário, passo uma escova multiuso com cabo nos rejuntes do piso e da parede de cerâmica e lavo a parte externa do vaso sanitário.

Banheiro sempre limpo não dá trabalho nunca. Se você usa box de vidro — mandei arrancar o meu — há um trabalho adicional.

2. Especificando tarefas por dia da semana

Reservar um dia da semana para coisas específicas faz muita diferença para quem tem TDAH.
A rotina deixa nossa memória de trabalho mais livre e isso se reflete na eficiência com a qual executamos outras coisas. Depois me conta.

Reservo até uma hora por dia para executar tarefas domésticas, mas quando estou disposta e com mais tempo, adianto coisas para deixar a faxina mensal mais leve ou até para me liberar de atividades do dia seguinte.

Depois das tarefas domésticas faço exercícios físicos (falho na regularidade dos exercícios, mas faço).

Acho interessante agrupar nesta sequência porque já começo os exercícios aquecida e depois vou para o banho, ou seja, são três tarefas encarrilhadas – limpeza doméstica, exercícios físicos e banho.

Nunca faço exercícios físicos nas sextas-feiras. Eles não me relaxam, não melhoram meu sono, não me deixam mais feliz. Não acredite em quem defende que todo mundo se vicia em exercícios ou isso ou aquilo, há pessoas que se viciam e pessoas que não. Faço pelo mesmo motivo que uso meu anti-hipertensivo religiosamente: porque sou adulta e ciente de que o exercício físico é importante para minha saúde.

2. 1 Segunda-feira

É o dia das ROUPAS, tanto as minhas quanto as do Igor, as de cama, mesa e banho, mantas de sofás, paninhos de limpeza, refis dos MOPs etc.

Enquanto dobro e separo as roupas limpas, vejo se há alguma peça a ser reparada, substituída, desamassada ou se há peças com bolinhas para remover.

Quando estou dobrando os panos de microfibra (móveis, multiuso, banheiro e vidros) e os refis do MOP 2 em 1, do MOP Flat Chenile, do MOP do robô ou o pano do espanador, observo se tem alguma farpa de madeira ou algum outro resíduo, e removo.

Não passo roupas. Para desamassar algumas uso o Vaporizador Black and Decker e para remover as bolinhas, o Papa Bolinhas.

Enquanto guardo as roupas já dou uma arrumada nas bagunças de armários e gavetas.

Quando há peças a reparar, faço o reparo logo ou executo na segunda-feira seguinte.

Recentemente mostrei para vocês como uso a cola pano e vocês já conhecem a minha máquina de costura.

Se você tem filhos, envolva-os na tarefa. Dependendo da idade, cada um pode dobrar e guardar suas roupinhas.

2.2 Terça-feira

É o dia de tudo relacionado às COMPRAS, de passar o MOP  no chão de toda a casa e de escolher alguma tarefa aleatória para executar.

Na terça reorganizo (na Alexa) a lista de compras. Vou apagando ou acrescentando itens e confiro se preciso mesmo comprar A ou B, pois posso ter comprado e esquecido de apagar, o que é bem frequente por sinal. Estas coisas somem da nossa mente.

Descarto caixas vazias, vejo se há coisas vencidas pela casa, verifico as comidinhas e bebidas, olho meu armário de cosméticos e o armário do banheiro do Igor para não deixar faltar itens básicos nem estocar em excesso. Enquanto faço isso já aproveito para dar uma arrumadinha no que estiver fora do lugar e limpar alguma gaveta.

Depois de passar o MOP Spray na casa toda, pergunto: Alexa, o que tem na minha lista de tarefas?

Escolho algo, e faço. Precisamos cumprir a regra de só começar a tarefa aleatória depois que a escala do dia foi cumprida. Se bagunço a rotina, perco o foco.

2. 3 Quarta-feira

É o dia do PÓ.

Uso máscara PFF2 só quando acho necessário (quando minha asma está mais chatinha).

O meu kit Pó é este:

Removo o pó de cima para baixo e do macro para o micro, ou seja, primeiro do rodateto ao rodapé e depois das superfícies maiores para as menores.

Isto torna o trabalho mais rápido e mais eficiente. Se você limpar o que está embaixo primeiro, quando for limpar a parte de cima, pode transferir pó para o que já estava limpo.

Passo o MOP Flat nas paredes, depois o espanador chenile em todas as áreas possíveis, como cortinas, portas, por cima de livros, em face exposta de prateleiras, obras de arte, instrumentos musicais etc.

Nas áreas não alcançadas pelo espanador e nas áreas menores, uso o pano de microfibra para móveis, os pinceis de 1 polegadas e o aspirador portátil.

Durante o processo aspiro o paninho do espanador algumas vezes para evitar sujar uma superfície com o pó de outra.

Aí ligo o robô e saio aplicando o Poliflor Multissuperfícies onde parece necessário.

2.4 Quinta-feira

É o dia dos VIDROS, ESPELHOS e outros materiais nos quais uso o mesmo grupamento de produtos, como telas e corpos de eletrônicos, inox, mármore, granito e alguns eletrodomésticos.

É neste dia que faço a limpeza minuciosa dos aspiradores.

Agrupar deixa tudo mais rápido. Lembra que o pó já foi removido na quarta? É assim que se reduz o retrabalho.

Produtos que uso:

Falei sobre cada produto no post com a lista dos favoritos para a limpeza da casa.

É preciso organizar a rotina pensando em poder cumpri-la com a maior regularidade possível.

Meus compromissos sociais geralmente são nas quintas (principalmente) ou sextas, por isso deixei a quinta-feira bem light.

Se eu tiver algum compromisso na sexta, transfiro as tarefas da sexta para quinta e vice-versa. Se eu tiver compromissos na quinta e sexta, dedico algumas horas do sábado para fazer o que for mais importante e assim sucessivamente.

O importante é não deixar acumular.

2.5 Sexta-feira

É o dia que chamo de BANCADAS (home office, oficina, quarto de dormir e bancada de maquiagem).

Começo pelo ponto mais distante da bancada de maquiagem.

Levo um quase nada de tempo (uns dois minutos) na do home office porque já estou conseguindo reorganizá-la rapidamente após cada uso. Verifico a gaveta, o compartimento do suporte do monitor e a prateleira para ver se deixei coisas de outros ambientes por lá e se preciso limpar os organizadores da gaveta ou repor algum item (post-its, durex, grafites para minha lapiseira Pentel 0,9 etc).

A oficina é o ambiente mais propenso ao caos, mas tudo tem seu lugar (uso o rotulador Dymo , caixas transparentes e outros organizadores).

Lá tem máquina de costura, ferramentas dos hobbies do Igor, colas para vários tipos de materiais, fitas adesivas de muitos tipos, papeis de presente, espaço para minhas atividades contemplativas, organizadores diagonais cheios de coisinhas para desenhar e pintar, livros de desenho, material para aquarela e caligrafia…

A oficina é o parque de diversões da casa. O lado do Igor segue caótico, mas ele sabe onde as coisas estão e não me incomodo (é só não olhar para trás). Essa parte me toma uns 10 minutos ou mais.

No quarto de dormir temos duas bancadas. Quando dou por mim as duas estão cheias de livros e caderninhos. Bagunço sem perceber porque consulto muitos livros durante a semana. Removo livros já lidos, escolho os que quero ler no fim de semana, vejo se tem caderninho para guardar e se preciso aplicar multissuperfícies em algum lugar.

Finalizo as tarefas do dia com bancada de maquiagem porque acho muito relaxante.

Na minha bancada tem nichos para os sapatos (a maioria da Osklen e da Capodarte), e um armário de quatro portas, onde ficam minhas bolsas, roupas que vou usar na semana e o estoque de cosméticos e produtos de higiene pessoal.

Realimento as cápsulas de roupas e cosméticos, vasculho tudo, limpo os organizadores de gavetas e embalagens de cosméticos, higienizo esponjas, pinceis, escova de cabelo, pente, escova secadora; lavo as toalhinhas de face e demaquilante usadas na semana, mexo nas amostras grátis, troco a cabeça da minha escova de dentes elétrica e de tempos em tempos hidrato o couro das bolsas e sapatos.

É meu dia favorito!

Produtos que uso:

2.6 Sábado

Eu e o Igor não costumamos sair de casa pela manhã.

Acordo muito cedo e almoço tarde porque adoro fazer o fim de semana durar muitas horas. Quando vamos sair para almoçar já vivi umas nove horas.

Com a adoção do robô consegui deixar todas as tarefas braçais para os dias úteis e ficar com o sábado livre para os planejamentos, leituras e outras coisas, mas ainda preciso dedicar uma manhã de sábado por mês para a faxina geral.

Aos sábados faço planejamentos diversos com a Alexa, elimino itens da lista aleatória e acrescento outros, checo meu planner de trabalho, revejo as finanças, respondo vocês no Instagram, organizo minhas caixas de e-mail, rascunho posts para o blog, concluo algum livro que não tenha finalizado durante a semana, organizo resumos, organizo o Kindle, faço atividades contemplativas.

O dia rende um monte.

A regra é: depois do almoço de sábado — que no dia de faxina geral ocorre lá pelas 15h — só executamos serviços domésticos essenciais, que são aqueles que garantem a subsistência dos seres humanos.

Faxina Geral

Dedicamos uma manhã de sábado por mês para a faxina geral e uma das nossas tarefas é localizar coisas para doar.

Tenho pensado em eliminar esta faxina geral mensal criando uma escala de atividades para que o Igor faça aos poucos durante o mês.

Vamos melhorando sempre.

Organize-se e seja leve. Estou torcendo por você!

Beijos,

Meire

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Produtos de limpeza domésticos favoritos

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Para saber mais sobre TDAH, controle de ansiedade e melhora da aprendizagem :

📔 Mentes Inquietas:  TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade 

📔 Vencendo o TDAH adulto

📔 Fixe o conhecimento: A Ciência da Aprendizagem Bem-Sucedida

📔 Estudantes de alto desempenho

📔 Menino Tinoco, uma história sobre TDAH

📔 Medicina e Meditação

 

Produtos de limpeza doméstica favoritos

Por @meire_md

Com uma organização mínima, bons produtos e alguns eletrodomésticos, a limpeza da casa fica até divertida.

Monto o kit básico para a rotina do dia em um baldinho fofo — uso o retrátil verde água da FlashLimp — e saio passeando pela casa.
O post está dividido assim:

  • O que uso para limpar vidros, espelhos, telas eletrônicas, mármores, granitos e organizadores de inox;
  • O que uso para limpar paredes;
  • O que uso para limpar os móveis;
  • O que uso para limpar o chão;
  • O que uso para limpar os banheiros;
  • O que uso para limpar tecidos de estofados, tapetes e cortinas;
  • O que uso para limpar a biblioteca;
  • E a cozinha? E a lavanderia?

1. O que uso para limpar vidros, espelhos, telas e corpos dos eletrônicos, mármores, granitos e organizadores de inox

Limpa Tela Flash Limp

Gosto muito dele para higienizar/desengordurar as telas, sensores e corpos dos eletrônicos em geral (celulares, Alexas, tablets, computadores, TV, sensores do robô aspirador etc).

Aplico e removo o limpa tela com a esponja de microfibra que vem no kit. A fragrância força a amizade, mas evapora rápido.

Obs.: A esponja de microfibra para telas sensíveis pode ser comprada separadamente.

VEJA Vidrex Cristal

Uso em espelhos e vidros em geral, menos nos que são cravados em estruturas de madeira. A fragrância é agradável e suave.

Aplico o produto direto na superfície, daí espalho e seco com a cabeça para janelas/vidros do MOP Spray 2 em 1. Ela funciona como um rodinho e o paninho é bem macio.

No início da aplicação ele age como um sabãozinho. Limpa bem, é facil de remover, seca rápido e não costuma deixar manchas nas superfícies. Quando acho necessário dou um polimento com o pano de microfibra para vidros.

Você pode aplicá-lo com pano de microfibra para vidros ou até um pano de microfibra multiuso, desde que o paninho escolhido esteja limpo, seja macio e não contenha farpas de madeira ou outros resíduos. Preste atenção nisso, tá?

Atenção: O Veja Vidrex Cristal pode ser usado também em acrílicos, mas não deve ser aplicado em vidros que tenham películas, em telas eletrônicas, em estruturas de madeira, nem em bancadas de mármore ou granito.

Poliflor Multissuperfícies

É um limpa-móveis que além de dar brilho, oferece proteção contra poeira e marcas de água. Uso há anos e ele vai reaparecer em outros itens deste post. A fragrância é floral e leve.

Aplico uma pequena quantidade no paninho de microfibra (ou uma quantidade maior diretamente no local a ser limpo), depois espalho e vou observando se preciso aplicar mais e ir polindo. Gosto que o pedacinho do pano volte limpo.

Uso em bancadas de granito ou mármore, em vidros acoplados a estruturas de madeira, organizadores de inox, maçanetas e diversas estruturas metálicas, plásticos (até nos Legos), em algumas esculturas, molduras de telas e madeiras tratadas em geral, fórmica, organizadores de gavetas, poltronas de material sintético, embalagens de maquiagens, corpo de alguns eletrodomésticos, telescópio, instrumentos musicais e até para remover poeira de fios/cabos elétricos.

Atenção: O Poliflor Multissuperfícies não deve ser usado em peças de inox que levam alimentos, nem em madeiras não tratadas.

2. O que uso para limpar paredes

MOP Flat Chenile com cabo telescópico

É uma vassoura de chenile com um cabo regulável que roda para várias direções. Como sou meio desastrada, demorei um pouco para pegar o jeito de usar.

Sei que muita gente varre as paredes com vassoura comum , mas não gosto. Elas espalham o pó e riscam ou sujam as paredes. Acho menos trabalhoso reservar o MOP Flat só para elas.

Alcanço todas as áreas das paredes e consigo remover com pouco esforço o pó e a fuligem que eventualmente se acumulam em alguns cômodos. Acho muito rápido.

Tenho dois refis do paninho para MOP Flat Chenile, mas como não uso todas as semanas e o tecido é resistente, bastaria ter um. Após cada uso, aspiro o paninho com o aspirador portátil e só coloco para lavar quando acho necessário.

EsfreBom Bettanin Esponja Mágica

Já usei para limpar caixas de tomada e outras coisas, porém há algum tempo uso apenas para fazer a manutenção das paredes, que são brancas e sujam fácil.

Ainda não entendo como essa esponja funciona exatamente, mas acredito que o uso está retardando a necessidade de pintar o apartamento novamente.

Basta umedecê-la com água, tirar o excesso apertando bem com as mãos e esfregar as manchas da parede com suavidade e tempo. Ela vai se desmanchando até acabar.

Se você achar necessário, pode secar a parede dando batidinhas com paninho multiuso de microfibra.

Faça um teste em uma pequena área de sua parede antes. Aqui em casa a esponja não remove a tinta nem deixa manchas, mas não tenho ideia se pode ser bom em outras paredes.

Após o uso basta lavá-la com água até que fique bem limpa — sempre apertando — e deixar secar em local ventilado.

3. O que uso para limpar os móveis

Espanador Flexível Chenile

Ele remove a poeira de áreas extensas de forma muito fácil. Saio passando pelas partes grandes/livres dos móveis e pela casa toda, inclusive nas cortinas, portas e quadros.

Passo em algumas obras de arte de maior porte (suavemente), nos vidros da cristaleira, na biblioteca e até em instrumentos musicais. Ele não levanta o pó como os espanadores comuns porque as partículas ficam presas no tecido.

Antigamente eu ia tirando o pó das coisas com paninho, era bem mais trabalhoso. Hoje o paninho só entra em ação depois dessa extração inicial, que é rápida porque captura muito pó de uma vez só.

Depois que uso o espanador de chenile, aspiro o paninho dele e verifico a situação. Quando acho necessário, desencaixo do cabo e coloco para lavar.

Pano microfibra para móveis Flash Limp

Conforme fui comprando paninhos de microfibra — comecei pelos multiuso, que são bem versáteis e duráveis — percebi que além de fáceis de lavar, continuam macios após várias lavagens, geram menor consumo de produtos de limpeza e protegem bastante as superfícies.

O específico para móveis tem uma trama que retém mais pó que os paninhos comuns e pode ser usado com vários produtos de limpeza.

Uso para remover o pó em regiões mais delicadas e espaços onde o espanador não chega ou não limpou bem.

Só tenho dois, acho suficiente porque nunca sujo mais de um no mesmo dia.

Poliflor Multissuperfícies

Falei dele no item 1. Amor eterno. Aplico nos móveis e outras (muitas outras) superfícies sempre que acho necessário.

4. O que uso para limpar o chão

Com a chegada do robô aspirador o meu trabalho doméstico reduziu de um modo que ainda estou demorando a acreditar. Coloco o Asimov para aspirar a casa toda de segunda a sábado e para passar pano uma ou duas vezes por semana.

É importante lembrar que nenhum robô aspirador dispensa o complemento braçal, mas no meu caso — não temos filhos nem bichinhos de estimação — a parte braçal ficou muito mais leve.

WAP Robot WConnect

Fiz um post específico sobre ele, corre lá.

Dica: um modelo similar em potência mas como preço melhor — por não ter wi-fi — é o WSmart.

Aspirador Portátil Dustbuster da Black & Decker

Também fiz post específico sobre esse aspirador portátil que uso.

Considerando a limpeza do chão, uma vez por semana uso o aspirador portátil em pontos onde o robô não vai — como atrás das portas e entre as poltronas de uma das salas — e para aspirar um ponto ou outro das cortinas e tapetes.

Fora os usos normais, uso também também para aspirar o paninho do espanador, o paninho do MOP Chenile e para fazer a higiene do robô.

O Aspirador Dustbuster não é um eletrodoméstico potente. Tem baixa autonomia e é indicado para coisas pequenas mesmo.

Como todo aspirador, deve ser limpo rotineiramente e não pode ser usado para aspirar objetos cortantes ou poeiras de construção, por exemplo.

Refil MOP para Robô Aspirador WAP

É o paninho que o robô usa. Quase caí para trás quando vi o preço! Comprei só um e ainda estou revoltada.

MOP Spray Flash Limp 2 em 1

Foi o fim do rodo, pano de chão e balde.

Meu MOP Spray vem com dois aparelhos manuais, o para ser usado no chão e o para janelas e vidros. Deixo o cabo + spray conectados sempre no específico para o chão e uso a cabeça menor da forma que mostrei no item 1, para limpar vidros e espelhos.

É muito simples de usar. Basta encher o frasquinho do spray com o produto de limpeza escolhido (uso desinfetante limão diluído com água), encaixá-lo certinho no local indicado e apertar o gatilho quantas vezes quiser para soltar o produto no chão enquanto você vai passando o pano.

Atenção: Ele não pode ser usado com alguns produtos, como cera, sabão em pó , detergentes e outros. Atente para as orientações que estão na etiqueta do frasco spray.

Refil para MOP Spray 2 em 1 Flash Limp

São os paninhos de chão (MOP) e os para janela e vidros. Vale a pena ter refis.

Aspirador Vertical Philco

Esse é o que o Igor usa quando fazemos a faxina geral da casa.

Temos também um outro maior e bem mais potente, mas o Philco dá conta.

Veja desinfetante Limão, Veja Limpador Multiuso Power Fusion Limão e Pinho Sol Limão

Uso o Pinho Sol Limão (é super suave depois de diluído) ou o Veja Desinfetante Limão tanto no frasco Spray do MOP manual quanto no reservatório do MOP do robô.

Quando aparece alguma sujeira difícil no chão, jogo o Veja Multiuso Power Fusion diretamente no local e passo o MOP por cima.

4. O que uso para limpar os banheiros

Na minha opinião os banheiros utilizados rotineiramente devem receber algum tipo de limpeza diária, mesmo que rapidinha.

Cada um usa o seu, cada um limpa o seu. Não faz sentido uma mesma pessoa usar dois ou mais banheiros da casa, a não ser que ela se disponha a limpá-los diariamente.

A área molhada do meu banheiro tem prateleiras , espelhos, chuveiro, pia, ferragens, vaso sanitário… E na área seca tem armários e bancadas, inclusive o armário-cápsula e a bancada de maquiagem.

WAP Robot WConnect

O robô aspira e passa pano até a divisa entre a área seca e a molhada. Eu só preciso limpar manualmente a área molhada, o que é muito fácil.

Pano microfibra para banheiro

Eu sei que lavou, está limpo. Mas não tem quem me faça usar os mesmos panos do banheiro em outras área da casa.

O paninho específico para banheiro tem um lado rugoso e um macio. Uso há uns quatro meses e estou apaixonada porque parei de comprar esponjas; é com ele que limpo várias partes da área molhada, inclusive a parte externa do vaso sanitário.

Cif Multiuso Cremoso Limão ou Laranja

Há várias versões do CIF. O Multiuso tem micropartículas vegetais e foi formulado para limpar sem riscar.

A limpeza com o CIF Multiuso Cremoso é eficaz e rápida. Uso em todas as partes da área molhada do banheiro, inclusive paredes e piso.

Bloco para caixa acoplada Pato Marine

O bloco para caixa acoplada praticamente automatiza a limpeza diária da parte interna do vaso sanitário. Gosto do Pato Marine porque a fragrância é suave e tem um bom rendimento. Ele deixa a água azul.

Em um banheiro usado por apenas uma pessoa, um bloquinho dura uns dois meses.

Escova sanitária com dispenser e suporte Flash Limp

Todos os dias jogo um pouco do CIF Cremoso Multiuso na parte interna do vaso sanitário e dou uma esfregadinha com a escova sanitária.

A minha escova tem um dispenser para desinfetante, mas uso de uma forma um pouco diferente; aperto o cabo para liberar o desinfetante (sempre diluído) depois que devolvo a escova para o suporte, ou seja, uso para higienizar a própria escova.

Há outras escovas sanitárias baratinhas e boas (como por exemplo a da Condor). Sugiro que você não compre as sem suporte porque elas acabam soltas no chão do banheiro.

Não gosto das escovas sanitárias chiques porque ficam abafadas dentro de suportes longos. Realmente são mais bonitas e discretas, mas são muito nojentas (minha opinião, sorry).

Escova de limpeza multiuso com cabo Alklin

As escovas multiuso são mais firmes que as escovinhas para a cozinha.

Uso a escova multiuso com cabo para limpar os rejuntes da área de banho, que tendem a acumular resquícios de shampoo e sabonete. Faço durante o banho mesmo. Gosto desta Alklin porque é resistente, bonitinha e barata.

5. O que uso para limpar tecidos de estofados, tapetes e cortinas

Nossas cortinas são de um tipo de blackout não lavável em máquina. Na rotina semanal passo o Espanador Chenile bem de qualquer jeito e aspiro um ponto ou outro com o Dustbuster da Black & Decker.

Nossos tapetões não podem ser lavados em casa. Fazemos a aspiração diária com o robô, uma vez por semana uso o aspirador portátil e no dia da faxina geral, o Igor aspira tudo com o Aspirador Vertical Philco.

Os tapetinhos Supersoft (amo, tenho verde, cinza, rosa, preto) que usamos para separar o limite entre a área molhada e a seca dos banheiros são lavados à máquina, sempre sem amaciante.

Limpa Tecidos Wap

É o único produto que está nos meus favoritos na força do ódio. Foi desenvolvido para quem não tem extratora em casa mas eventualmente precisa higienizar algum estofado, tapete ou cortina.

O perfume é quase insuportável de tão forte e permanece intacto por vários dias. Sei que tem uma versão cítrica, mas quando comprei só tinha o Cereja e Avelã. Eu não usaria, por exemplo, para limpar uma área extensa do colchão de dormir.

Ele remove sujidades orgânicas (tipo suor) e inorgânicas (como poeiras), principalmente as recentes. Não remove bem manchas antigas ou difíceis, nem substitui uma limpeza profissional.

A aplicação é fácil. Agite bem o frasco (isso é importante, não pule esta parte), borrife o produto nas partes do estofado, cortina ou tapete que quer limpar e espere uns cinco minutos.

Depois remova tudo com suavidade e tempo, usando algo compatível com o tecido. Pode ser uma escovinha macia ou um paninho multiuso de microfibra.

Atualmente só uso quando percebo alguma sujeirinha nova nos sofás de tecido.

6. O que uso para limpar a Biblioteca

Espanador Chenile flexível Flash Limp

Temos livros também no home office, na oficina e no quarto. O espanador de chenile deixa o trabalho bem mais rápido.

Gosto de limpar a biblioteca com a mesma lógica dos demais cômodos: de cima para baixo e do macro pro micro, ou seja, começando pelas áreas mais altas, tirando primeiro o “grosso” e deixando a limpeza mais delicada por último.

Checo como o pano do espanador está (não uso se estiver empoado) e saio removendo o pó da parte superior dos livros, da parte exposta das prateleiras e das portas dos armários/gavetas.

Depois que dou a geral, uso paninho para móveis e o pincel abaixo.

Pincel Atlas AT415

Ele tem uma polegada de largura e cerdas sintéticas firmes, porém macias. Tenho três, um reservo para os livros, outro para uso geral (ele é ótimo para limpeza das molduras de telas e de calhas de janelas) e o terceiro para limpar os aspiradores.

Quando já finalizei o uso do espanador e do paninho, passo o pincel no topo de parte dos livros, meio de qualquer jeito mesmo.

Poliflor Multissuperfícies

Olhem ele aí de novo. Aplico o multissuperfícies na parte exposta das prateleiras uma vez por semana.

No dia da faxina geral deslocamos os livros e passamos o Multissuperfíceis em tudo, inclusive nas portas dos armários e na face das gavetas. Como contei para vocês no Instagram, quando passei a usar os panos de microfibra, o rendimento dele aumentou muito.

Observação: Deixei um destaque no Instagram com o título “Cons. Livros”, onde dou dicas de conservação e pequenos reparos (dependendo do livro, o ideal é buscar restauração profissional).

É importante manter os livros em local seco, alguns centímetros longe da parede e em posição vertical, além de manuseá-los com as mãos limpas e seca e puxá-los pelo meio da lombada, para evitar que as extremidades rasguem.

7. A cozinha? E a lavanderia?

É TDAH que chama? Pois é. Eu me acidento com alguma facilidade. Agora mesmo estou com um dedo cortado porque quebrei um vaso (era vintage).

Manchas roxas? Sempre.

Não é à toa que o Igor me proíbe de entrar na cozinha e na lavanderia, então pedi para ele fazer a lista do que usa por lá.

O que ele usa na cozinha …

… e na lavanderia:

Parece muita coisa, mas nem é.

No próximo post mostrarei para vocês como está a minha escala de tarefas domésticas.

Beijos!

Meire

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Mais sobre o meu TDAH (e o seu)

Por @meire_md

“Eu nasci assim, eu cresci assim,  /E sou mesmo assim, vou ser sempre assim: /Gabriela, sempre Gabriela! /Quem me batizou, quem me nomeou, /Pouco me importou, é assim que eu sou/ Gabriela, sempre Gabriela!” (Modinha para Gabriela, de Dorival Caymmi)

As pessoas com TDAH brincam com as dificuldades e todo mundo faz piada, mas temos que admitir: é cansativo. 

O TDAH (Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade) é um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, nós já nascemos com ele ou por algum motivo ele começa a surgir nos primeiros anos de vida. O transtorno tem critérios diagnósticos bem específicos e está codificado no grupamento 6A03 da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a CID 11.

O diagnóstico é fechado quando os sintomas e sinais não se enquadram em outros transtornos, começam antes dos 12 anos, mostram evidências claras de que estão presentes em pelo menos dois núcleos da vida (casa, familiares, amigos, escola, trabalho) e interferem negativamente no funcionamento social, acadêmico ou profissional.

Se não há prejuízos significativos, não há transtorno. Esquecer frequentemente onde está o celular não é ter TDAH. Ser irresponsável, pouco empático e não se importar em cumprir obrigações e compromissos não é ter TDAH.

Há três subtipos clássicos e cinco codificações:

  • Predominantemente desatento (CID 11 6A05.0)
  • Predominantemente hiperativo/impulsivo (CID 11 6A05.1)
  • Apresentação combinada (CID 11 6A05.2)
  • TDAH com outra apresentação (CID 11 6A05.Y)
  • TDAH com apresentação não especificada (CID 11 6A05.Z)

Só um profissional de saúde bem treinado pode fechar o diagnóstico. A gravidade depende da persistência dos sintomas e da intensidade dos prejuízos sociais, acadêmicos ou profissionais.

Algumas pessoas necessitam de tratamento medicamentoso e terapia cognitivo-comportamental, outras evoluem bem apenas com terapia e muitas atingem um bom grau de adaptação depois que recebem o diagnóstico e começam a adquirir conhecimentos sobre o transtorno e fazer mudanças no estilo de vida.

A gente é o que é, mas há meios de mudar nossa qualidade de vida

Ser perseguido pela sensação de que não vai conseguir terminar quase nada do que começa, viver perdendo as coisas ou ser taxado de irresponsável e desligado são alguns dos elementos que começam a se repetir na nossa vida quando ainda somos muito jovens. As frustrações acumuladas podem atingir várias áreas da vida e se arrastar por anos.

Você veste a camisa da incompetência, passa a acreditar que não é capaz, vê seus relacionamentos se deteriorando e pode perder grandes oportunidades de trabalho.

É preciso entender — e não importa que seja através da ajuda farmacológica, da terapia cognitivo-comportamental, da leitura de livros, de insights que você alcançou sozinho ou da junção de duas ou mais coisas — que a melhora da nossa qualidade de vida depende muito do nosso esforço.

A deficiência continua existindo, mas o esforço gera transformações.

A pessoa com TDAH é menos inteligente?

Não. Nós  somos tão inteligentes quanto a população sem déficit de atenção.

Ocorre que as nossas habilidades são pisoteadas enquanto sustentamos a bola de neve que se forma no nosso entorno. É por isso que o caos externo, seja dentro de casa, na escola ou no trabalho, precisa ser domado.

Você pode falhar miseravelmente por muito tempo, mas em algum momento consegue avanços e pode até superar as pessoas ditas normais.

É nessa hora que você começa a concluir o que ficou pela metade, consegue ser aprovado ou escolhido em alguma seleção disputada, abre sua empresa ou simplesmente começa a funcionar melhor e se torna alguém mais realizado e feliz, mesmo que não atinja todas as suas metas.

 Há coisas que possivelmente nunca seremos capazes de fazer;  isso vai de cada um e tudo bem.  As pessoas com TDAH não são iguais. Eu nunca tentaria ser arquiteta, motorista de Uber ou jogadora de futebol, por exemplo. Sou um desastre em um monte de coisas. Mas sou muito boa em outras. Você também.

Antes de desenvolver o tal autodomínio que me permite planejar e cumprir tarefas do modo mais eficiente que consigo (continuo falhando sim), eu costumava me sentir perdida dentro da minha própria casa. E isso é muito triste. 

Eu tinha a sensação que a casa não era minha. Parecia existir uma entidade desconhecida dando ordens nas coisas; até hoje chamo esta entidade de gnomo, porque ela não foi embora, só perdeu poder.

Costumava comprar inúmeros itens iguais — diversos carregadores para o celular, dezenas de canetas, incontáveis miudezas —  só para reduzir o tempo perdido procurando coisas. Eram kits e kits.  

Ter mais e mais coisas só piora a situação, você começa a não achar outras coisas que achava antes. Quando se dá conta percebe que a estratégia não deu certo e que criou mais um problema, fica ansioso e menos produtivo.

Se você tem dinheiro, começa a contratar pessoas e vai ficando menos dono de si mesmo. E, paradoxalmente, arruma mais obrigações ainda. São muitos nós para desatar.

Quando consegui me organizar satisfatoriamente?

Muitos estudantes com TDAH  desenvolvem métodos de estudo de maneira intuitiva e alguns chegam a ter alto rendimento.

Diversas técnicas que “inventamos” quando crianças e adolescentes têm sido reconhecidas pela ciência cognitiva, como: estudar lendo em voz alta, revisar pontos importantes após alguns dias, fazer resumos, dar aula para si mesmo, conversar sozinho, fazer conexões para ativar a memória, usar fichas e muito mais.

Bem antes de receber o diagnóstico (obrigada, Dra. Graça) eu já sabia que precisava me esforçar mais que os outros. Enquanto a maior parte das crianças e adolescentes acumulava assuntos não estudados, brincava bastante ou saia para festas, eu estudava todos os dias e costumava ler assuntos que ainda seriam dados e mergulhar em livros não didáticos. 

Nunca fui uma aluna capaz de chegar na sala sem caderno ou de conseguir uma boa nota procrastinado e deixando para estudar tudo em cima da hora. E eu via meus colegas conseguindo boas notas com muito menos esforço. Poderia ter me revoltado e desistido, mas persisti.  Fui uma aluna esforçada e sistemática porque tinha consciência das minhas limitações.

Vivi boa parte da juventude com a impressão de que estava com boletos vencidos, de que ia esquecer algo importante e o pior, lidando com a vergonha de interromper as pessoas, de responder algo antes que a pergunta tivesse sido completamente formulada, de não saber quem estava falando comigo tão animadamente porque eu não a reconhecia, de esquecer compromissos, datas de aniversários.

Foi um período bem chatinho que só começou a melhorar quando eu já havia passado dos 30 anos, mas a capacidade de organização extra-escola/faculdade só começou a amadurecer mesmo aos 40.

Você tem que tentar organizar cada área da vida até conseguir encontrar um método que funcione para você. Toda tentativa vai deixar uma experiência.  

O ponto de partida …

Tive o diagnóstico de TDAH aos 18 ou 19 anos, não lembro bem. Ser estudante de Medicina e aluna da médica que fechou o diagnóstico foi muito bom. Tudo começou a fazer sentido para mim.

A Dra Graça percebeu que eu ficava com o olhar vago na sala. A princípio ela achou que fosse uma crise convulsiva tipo ausência, mas observou que eu mudava as expressões faciais e a posição da cabeça e dos membros, bem como parava para fazer anotações. Ela percebeu que eu permanecia consciente, porém distante.

Expliquei que minha mente criava um outro ambiente para que eu pudesse ficar conversando comigo mesma enquanto ouvia o que estava sendo dito em sala de aula, pois do contrário eu iria ficar pensando em outras coisas. Eu colocava a professora dentro da minha cabeça e ficava conversando com ela. Você fica mentalmente exausto tentando evitar que a mente saia do seu corpo e vá passear.

… e as viradas de chave

 Comecei a trabalhar quando ainda estava na residência médica, então a sobrecarga foi grande.  A primeira virada de chave aconteceu quando esqueci um plantão.

Eu estava em casa de pijama, comendo pipoca e vendo um filme enquanto o colega, tão cansado e sobrecarregado quanto eu (ou até mais), estava desesperado procurando o número do meu pager. Não existia celular. 

Quem tem TDAH e pouca empatia não vai entender, mas quem se importa sabe que precisa tomar providências e assumir seus erros. Fiquei profundamente envergonhada e decepcionada. Inadmissível, eu deveria ter criado um meio de prevenir aquilo. Sai de casa voando e cheguei ao hospital com o rosto todo inchado de tanto chorar. As frustrações de duas décadas escorreram ali. 

Venho de família pobre. Se você tem origens como as minhas, sabe que não é favorecido pelo sobrenome da sua família, não recebe favores ou mimos nem é prioridade para ninguém. Se você não construir o seu nome e se transformar em uma pessoa realmente útil, é difícil se posicionar no mercado.

O que esquecer plantões faria com o nome de uma médica recém-formada vinda de uma família que ficou ainda mais pobre porque o pai havia acabado de falecer? O baque foi imenso. Foi uma sensação de morrer na praia. Eu sei o que passei para conseguir me formar em medicina e sabia que ainda tinha muitos anos a percorrer até conseguir um pouco de paz.

Se você não nasceu em berço de ouro, só cresce profissionalmente se for mais esforçado que a média e se conseguir desenvolver competências diferenciadas. Quando você tem TDAH o esforço precisa ser maior ainda. Eu gostaria de repetir isso muitas vezes até você entender.

Eu já fazia um planejamento financeiro rudimentar, mas as coisas não funcionavam como eu esperava e por assumir mais compromissos, comecei a depender de contador, secretária e empregada doméstica.

Não conseguia cuidar da casa; as coisas brotavam do nada, surgiam problemas que eu não sabia de onde vinham, vivia sempre perdida e contratando pessoas para resolver coisas que hoje parecem banais.

Intensifiquei as anotações, condicionei-me a consultá-las pelo menos três vezes por dia (agreguei a obrigação com as refeições, café, almoço e jantar), comecei a gerenciar as contas do consultório e descobri que alguns planos de saúde não me pagavam.

Eu estava trabalhando de graça e ninguém havia me avisado. Esta foi a segunda virada de chave: eu precisava podar compromissos, reduzir custos e, principalmente, depender menos de terceiros. 

Não depender de outras pessoas para me gerenciar passou a ser uma das minhas principais metas de crescimento pessoal.

Fui adquirindo novas habilidades, aprendi a fazer meu imposto de renda, consegui me descredenciar de planos de saúde e fui implementando outras mudanças, sempre no sentido de tornar a vida mais simples.

Ingressei em uma nova especialização, deixei os plantões, decidi seguir carreira pública, fechei o consultório, optei pela vida frugal e fui morar em um flat, de onde só sai quando casei com o Igor.

As coisas continuaram mudando aos poucos, porém a nossa casa  — até hoje não sei explicar como isso aconteceu —foi ficando superlotada de coisas e eu não conseguia organizá-la satisfatoriamente. Viver sem empregados? Nem em sonho.

Em algum momento o minimalismo foi entrando sorrateiramente na minha vida (não julgue o meu que não julgo o seu). Era o que faltava para me deixar mais leve e mais feliz.

Há 7 ou 8 anos fizemos um grande destralhe em casa. Esta foi a terceira virada de chave porque não atingiu só coisas, atingiu pessoas, comportamentos e crenças; listei coisas que gostaria de mudar, como aprender a dizer não, por exemplo. 

Foram muitas caixas doadas para um abrigo de idosos, uma biblioteca pública, uma escola, um museu e para pessoas conhecidas, além de itens que foram trocados por outros. 

A cada faxina geral recolhemos itens para doar, mesmo que sejam copos de geleia e embalagens de sorvete que nem estão ocupando um espaço que faça falta. Não tem jeito, mesmo com toda racionalidade nas compras, sempre há algo a destralhar, como livros já lidos, roupas e outros objetos que não desejamos mais. 

Quanto mais simplifico as coisas, mais a minha memória melhora. Recomendo.

O TDAH foi embora?

Não. Mas as adaptações tecnológicas melhoram o meu funcionamento.

Tenho uma péssima memória para eventos negativos, para rostos, para nomes, para números, não me localizo nos espaços.

O avô da minha melhor amiga morreu. Fiquei com ela, fui pro velório, chorei junto. E alguma semanas depois, perguntei: Xalxixa, como está o seu avô? E a gente riu, fazer o quê?

Por saber que sou assim, tento nunca perguntar por maridos, esposas ou filhos dos outros. Prevenção é tudo, mas às vezes cometo gafes.

Frequentemente troco palavras. Dar aulas é um tormento para mim. Aí onde entra o esforço, introduzido na minha vida pela Meire Criança. Repito o mesmo conteúdo dezenas de vezes, mesmo que isso tome meus horários de descanso e diversão. É o preço a pagar.

Não dirijo mais porque eu me perdia frequentemente e me acidentei algumas vezes. Não sou capaz de chegar à casa onde morei na adolescência e quando alguém precisa deixar uma encomenda na minha casa, passo o telefone para o Igor porque não sei ensinar o caminho. 

Quando estou fora dos ambientes que conheço, mesmo que seja um simples prédio, fico perdida e sem saber como sair ou como me localizar. Só levo na esportiva. Peço ajuda a alguém e pronto.

Tenho muitas outras deficiências e uma personalidade ansiosa. Consigo achar engraçado porque recuperei minha autoestima e sei que sou muito boa em outras coisas.

O funcionamento da pessoa com TDAH é diferente. Eu me meço pela minha régua, não pela dos outros. Não preciso fazer tudo como as outras pessoas fazem. Posso ser diferente em qualquer coisa que melhore a minha vida.

Você também.

De que lado está vindo a sua bola de neve? Onde você precisa agir primeiro?

Um beijo,

Meire

Para saber mais:

📔 Mentes Inquietas:  TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade 

📔 Vencendo o TDAH adulto

📔 Fixe o conhecimento: A Ciência da Aprendizagem Bem-Sucedida

 

 

 

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Como aplico Vitamina C no corpo

Por @meire_md

Sempre que minhas mãos e braços aparecem nos stories alguém pergunta por que ainda não tenho alguns sinais de fotoenvelhecimento comuns em quem vive em área ensolarada e passou dos 40.

A fotoproteção habitual é o principal motivo, porém me expus muito ao sol até os 22 anos. Como as manchas ainda não deram o ar da graça?

Acredito que o uso frequente de produtos com efeito “anti-idade” está ajudando a retardar os sinais.

Um dia a conta chega.

Já percebo, por exemplo, que meus braços exibem alguns pontinhos brancos, que são as leucodermias em confete.

O fato de não enxergarmos manchas não significa que elas não existam; aparelhos médicos, por exemplo, podem detectá-las.

O que eu faço?

Além da  higienização suave, uma hidratação eficaz e uma boa fotoproteção, costumo aplicar nos braços e mãos produtos que contenham ingredientes que estimulam a produção do colágeno e/ou que tenham efeitos despigmentantes.

Vou variando. Já usei de produtos manipulados a produtos de marcas gringas, geralmente contendo ingredientes com ação esfoliante química, despigmentante e antioxidantes.

Atualmente — já vou no segundo frasco —estou apaixonada/viciada/obcecada pela Lotion Moist Melano CC da Hadalabo, que vem com 170 ml.

Sim, eu sei. É um produto para o rosto. Mas quem é obrigado a fazer as coisas igual a todo o mundo?

Quem vive em local ensolarado sabe muito bem.

Se você não encontrar produtos corporais refrescantes e que “somem” na pele, acaba não usando nenhum.

Melano CC Lotion Moist

amazon.com.br

É uma loção fabricada no Japão apresentada em frasco plástico com tampa flip top contendo 170mL.

Ela contém duas formas de vitamina C , água, glicerina,  ingredientes botânicos como o licorice, extratos de toranja, limão e de semente de Alpinia katsumadai, uma plantinha com supostos efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes.

Não há álcool ou corantes na formulação e a fragrância é cítrica que  lembra um suco de laranja com toque de frutas vermelhas. Nunca comi uma toranja, mas talvez a fragrância remeta a ela.

Trocando em miúdos, é uma água gordinha com  plantinhas que atuam como coadjuvantes na fotoproteção e ajudam a prevenir manchas.

O odor é super relaxante, adoro.

O fabricante recomenda aplicar algumas gotas na palma da mão e espalhar sobre a pele limpa dando leves batidinhas.

Eu uso duas vezes ao dia no pescoço, colo, braços e mãos, porém é tão gostoso que frequentemente aplico no rosto também.

O efeito me lembra muito o de outro produto facial que usei no corpo, também formulado no Japão: a loção da linha Lightful C da MAC.

Sempre agito antes de usar porque não descobri se precisa ou não.

A vitamina C que estou usando rotineiramente no rosto (também duas vezes ao dia) é a da Garnier.

 Em que momento uso a vitamina C no corpo?

Aplico duas vezes ao dia.

Quando estou fazendo a rotina da manhã agito o frasco e aplico algumas gotas no pescoço, colo, braços e dorso das mãos.

Sigo com a proteção solar.

Para fotoproteger o pescoço e colo,  uso o mesmo produto de sempre, o Revitalift Creme FPS 30. Só aplico protetor solar nos braços, uso o Bastão Shield da Pink Cheeks,  caso não vá usar roupas que cubram a região.

Após o último banho reaplico o Melano CC nas mesmas regiões e sigo com a rotina específica do pescoço e colo — uso o Neostrata Triple Firming Neck Cream ou o Revitalift 3X — e deixo para aplicar Cetaphil Espuma PRO AD Fast Control quando já estou perto de dormir.

Acho que rende bem. Comprei o terceiro frasco e não pretendo testar outro por enquanto.

Um produto nacional para uso corporal que gostei bastante foi o Ivy C da Mantecorp.

Onde encontrar os produtos citados aqui

SABONETE LÍQ. GRANADO ERVA DOCE

🍂  Amazon

🍂  Beleza na Web

🍂  Beautybox

🍂  Americanas

CETAPHIL ESPUMA PRO AD

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

BASTÃO PINK SHIELD 

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

LOTION MELANO CC HADALABO

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

VITAMINA C GARNIER  

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

REVITALIFT CREME FPS 30

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

REVITALIFT 3X

🍂 Amazon

🍂 Beautybox

NEOSTRATA TRIPLE FIRMING

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

IVY C da MANTECORP 

🍂 Amazon

🍂 Beleza na Web

🍂 Beautybox

 

 

 

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Como uso o meu Robô Aspirador WConnect

Por @meire_md

Eu já vinha querendo comprar um robô aspirador há bastante tempo, mas como a cerâmica do piso na nossa casa é uma espécie de “pedra”, temíamos que a performance não fosse boa.

Escolhi o WAP WConnect, que é equipado com WiFi, tem carregador bivolt, pode ser controlado manualmente, pelo controle remoto, pelo celular —tanto pelo aplicativo como pelo Google — e pela Alexa.

Outras duas coisas também pesaram na escolha: segundo o fabricante, a escova rotativa é bem indicada para a aspiração de cabelos — não sei vocês, mas deixo uma peruca por onde passo —e ele tem rodas com emborrachamento reforçado que melhora a eficácia da aspiração em superfícies irregulares.

Como muitos robôs, ele não faz mapeamento mas volta sozinho para a base de carregamento quando a bateria começa a perder força. O recipiente coletor de pó tem uma capacidade de 450mL.

O meu modelo tem três modos de limpeza, duas velocidades de sucção , 37.4 W de potência e vem com reservatório de água para o MOP, ou seja, ele também passa pano.

Estou tão apegada que já batizei o bichinho. O nome dele é Asimov.

Antes de falar como uso, vou mostrar como configurá-lo, incluindo os passos para casa inteligente, se for essa a sua escolha de uso.

O Wap Robot WSmart custa uns 500 reais a menos e faz basicamente tudo que o meu faz, a diferença é que não tem wi-fi.

Se você não usa automação residencial, faz muito mais sentido comprar o WSmart ou outro.

O que vem na caixa

amazon.com.br

  • Guia de Uso e o Manual de Instruções
  • Robô Aspirador WAP Robot WConnect
  • Base de carregamento
  • Carregador Bivolt
  • Controle remoto com display
  • Pilhas AAA 1,5 V
  • Pincel de limpeza com lâmina para fios
  • Escova giratória lateral
  • Uma escova giratória lateral extra
  • Escova rotativa central
  • Filtro HEPA
  • Um filtro HEPA extra (deve ser trocado a cada dois anos)
  • Mop
  • Reservatório para água
  • Reservatório para pó
  • Primeiros passos para usar o robô Aspirador WConnect

A primeira coisa é conectar a base carregadora ao adaptador bivolt e ligá-la na tomada em um local com espaço de pelo menos um metro na frente e um metro em cada uma das laterais.

Assim, o robô consegue voltar para se alimentar sem precisar fazer tantas manobras.

A segunda coisa é remover uma faixinha de EVA branco que vem protegendo o robô, colocá-lo de “bruços” e encaixar a escovinha lateral.

A empresa recomenda que antes do primeiro uso ele fique tomando carga por 5 a 6 horas. Eu deixei por 6h.

Quando ele está alimentado e pronto para trabalhar, você pode definir como prefere acioná-lo.

Quem preferir pode simplesmente usar o botão liga e desliga. Basta apertar por três segundos pra ligar ou desligar e por um segundo para ativar ou desativar a limpeza.

Acho muito mais legal usar o controle remoto e ativar o uso tanto pelo celular quanto pela Alexa.

O controle remoto funciona com pilhas.

Como instalar o aplicativo WAP e fazer a conexão do robô com a Alexa

Se você ler os próximos parágrafos vai poupar bastante tempo. Lembro que só é preciso seguir os passos seguintes se você quiser.

O robô funciona quando ativado com as nossas mãos ou pelo controle remoto.

Como gostamos de automatização e usamos vários dispositivos equipados com Alexa, ativamos tudo.

Dentro do robô —é preciso remover a tampa da escova rotatória — há um botão para ativar o Wi-Fi.

Encontre o botão e não faça nada, mesmo que a tentação seja forte.

Agora entre na sua loja de aplicativos para celular, procure e instale o App WAP Connect.

Após a instalação, faça um cadastro fornecendo um e-mail válido (o aplicativo manda um código de verificação) e crie uma senha segura.

Depois que o robô estiver alimentado, retire-o da base, entre no aplicativo, clique em ADICIONAR DISPOSITIVO e selecione WAP WConnect.

Agora chegou a hora de conectar o robô à rede WiFi da sua casa. Forneça o nome da rede e a senha e, preste bem atenção: saia do aplicativo e entre novamente.

Se você pular esse passo, tudo de errado não dará certo.

Quando o aplicativo estiver reiniciado, desligue e religue o aspirador.

Agora sim, chegou a hora de ativar o botão do WiFi do robô.

O aplicativo vai pedir para confirmar que o WiFi está piscando, ok?

Agora você vai encontrar o seu robô e a seguir, renomeá-lo.

O nome que você vai dar a ele é o mesmo nome que será usado para o comando de voz.

Agregando o robô aspirador à Alexa

Basta entrar no aplicativo Amazon Alexa do seu celular e clicar na opção MAIS (canto inferior direito), escolher SKILLS e JOGOS, procurar e ativar o WAP Connect.

O aplicativo Alexa vai encontrar o aplicativo WAP Connect automaticamente — se isso não ocorrer, a Alexa vai pedir o e-mail e a senha que você usou lá.

Quando o vínculo for feito, você procura o robô na opção DETECTAR DISPOSITIVO, e pronto.

Os comandos de voz pela Alexa são: “Alexa, ligue o Aspirador (ou o nome que você colocou para ele)”; “Alexa, desligue o Aspirador”.

O controle remoto e o aplicativo podem alterar os modos de limpeza e ajustar a potência da sucção.

Pelo aplicativo também é possível ver como está a bateria, agendar a limpeza, controlar o robô manualmente e pedir que ele interrompa o serviço e volte para a base.

Quando o robô fica enganchado em alguma coisa, preso em algum espaço ou está com a escova obstruída, ele começa a apitar. Pelo app é possível verificar qual está sendo o problema e resolvê-lo.

Tenho usado a função MOP (passar pano) duas vezes por semana, aí passo manualmente meu MOP Spray apenas uma vez por semana.

Como uso o meu Robô Aspirador WConnect

Tenho o hábito de fazer uma verificação geral na casa antes de começar a usar qualquer aspirador e como minha ideia é deixar a rotina de limpeza cada vez mais simples, dei uma otimizada geral na casa, mudei alguns móveis de lugar e deixei os tapetes em uma posição fácil de enrolar quando quero usar o MOP.

Antes dele começar a trabalhar, deixo todas as portas abertas e verifico se não há fiodental, fios elétricos, cadarços, franjas de mantas e coisas similares pelo caminho, pois isso já previne interrupções no serviço.

Costumo ativá-lo por voz pela Alexa e mudar os modos de aspiração ou a potência pelo celular.

O modo que usamos mais é o aleatório. Gostamos do modo espiral para aspirar os tapetes, quando também ativo o modo turbo.

Fui testando várias rotinas, como por exemplo deixar o robô por tempo X em um só ambiente ou fechar parte da casa em um dia e abrir no outro.

Quando dei por mim, a rotina se consolidou. Deixo o robô livre pela casa toda — com exceção da lavanderia, que é sempre caótica — de segunda a sábado.

Observei que, como ele faz uma limpeza aleatória, em alguns dias possivelmente um ambiente seja mais aspirado que outro.

Usando todos os dias, a casa sempre fica toda limpa; o que passou batido em um dia, é compensado em outro.

Nos dias em que ele também passa pano (terças e sextas), uso uma solução contendo Veja Limão e água .

Como meu modelo tem uma boa potência e o modo turbo, acabei me surpreendendo. Eu já sabia que o robô não substituiria a necessidade de uma faxina pesada, mas não esperava que ele quase substituísse.

Nas quartas-feiras pego meu aspirador portátil e dou uma aspirada rápida por trás das portas e em um ponto ou outro que o robô não chega, como entre as poltronas da sala e por trás da minha cabeceira.

Faço uma aspiração pesada por mês ( faxina geral), e passo o MOP manual uma vez por semana.

Antigamente eu aspirava a casa e passava pano dia sim, dia não. Nem me imagino voltando para a rotina antiga.

Preste atenção

É bastante importante que você leia o Guia Rápido de Uso e o Manual do Usuário para conhecer melhor o produto.

Como ocorre com outros aspiradores, ele não pode aspirar agulhas, preguinhos, cacos de vidro e outros objetos cortantes, combustíveis, produtos químicos abrasivos, sujidades de construção civil, talco etc.

Higienizar o robô corretamente é muito importante.

Tem gente que diz coisas como “ele funcionava bem no início” até o técnico mostrar que o aparelho está imundo, todo entupido.

É óbvio que ele não vai funcionar direito se não for feita a manutenção correta. Isso acontece com qualquer aspirador.

Manter a casa limpa sempre vai exigir algum trabalho. O meu reduziu muito com a adoção do Asimov mas nada (por enquanto) substitui completamente todas as ações humanas necessárias.

Quando e como fazer a limpeza do Robô?

O robô fica com todo o trabalho da aspiração, passa uma hora ou mais limpando a casa por você.

Se você tem preguiça de dedicar uns minutinhos por dia para limpá-lo após de cada uso, vai perder dinheiro e passar raiva. Nenhum aspirador sobrevive aos entupimentos promovidos pela má conservação.

Faço uma limpeza básica diária que mal chega a dois minutos e aos sábados faço uma limpeza um pouco mais minuciosa, que talvez me tome 10 minutos.

Após cada utilização é preciso, no mínimo, remover o recipiente do pó, despejar o conteúdo em uma lixeira e fazer uma limpeza do filtro, escovas e sensores. Como sou uma pessoa muito prática, arrumei uma forma ainda mais rápida.

Depois que esvazio o depósito, pego meu aspirador portátil, aspiro o filtro, aspiro o robô com atenção a todos os pontos onde há acúmulo de sujidades — incluindo as escovas —e examino os sensores.

Dentro do WAP ROBOT WCONECT tem uma ferramentinha bem útil. Uso também um pincel de uma polegada para remover o pó de algumas reentrâncias, uma pequena chave de fenda para retirar a escovinha lateral e um paninho microfibra multiuso para limpar os sensores sem arranhá-los.

Quando vou fazer a limpeza mais minuciosa, destaco o filtro (ele não deve ser lavado), lavo depósito de poeira e as escovas, e limpo a tampa da escova rotatória e os sensores.

A parte de fora do robô, o bocal de sucção e os contatos elétricos de carga podem ser limpos com um paninho seco ou levemente umedecido com água (a empresa contraindica o uso de produtos químicos).

Por minha conta e risco — repito, a empresa não indica isso — no dia da limpeza minuciosa (faço às quintas-feiras) limpo os sensores e a grade interna com o limpa telas da Flashlimp.

Como o reservatório de água pode receber produtos de limpeza diluídos, acredito que nada impeça que seja lavado com um tico de detergente neutro. Lavo o  MOP (paninho) a cada uso.

Comprei só um refil porque o tecido é resistente e seca rápido.

Vida longa ao meu robô. Já não me imagino sem ele, eheh.

Quando mostrei o meu, algumas meninas deixaram mensagem indicando outros robôs:

A @suanyalves está recomenda o WAP WSmart, justamente o que eu ia comprar antes do WConnect aparecer.

A @fernandaadavila tem o Kabum Smart 700 há quase um ano, ela diz que está satisfeita com o produto e que ele também faz mapeamento.

A @anaadnmr tem um robô da marca ROPO que é Smart, programável e passa pano.

O robô da @lline_reis é o da Mondial, o mais barato da linha. Ele tem 30W de potência , similar a este da Multilaser.

P.S.: Minha irmã fez pesquisa de preço do meu Robô Aspirador WAP WConnect em várias lojas e disse que no momento ele está mais barato na Amazon.

Beijos,

Meire



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Como uso meu aspirador portátil

Por @meire_md

Manter a casa (mais ou menos) organizada e limpa é um ótimo desafio cognitivo.

Gosto mais de cuidar da casa hoje do que quando era novinha e atribuo isto a uma coisa: meu marido é uma pessoa responsável. Foi bem criado e sabe que o serviço doméstico deve ser dividido entre todos que moram juntos.

Como dividimos o trabalho doméstico

Nossa divisão de tarefas aconteceu naturalmente. O Igor cuida de tudo relacionado à cozinha e eu, da manutenção da limpeza e organização do resto dos cômodos.

Ambos cuidamos das roupas —ele lava e eu guardo, organizo e faço os reparos —, e fazemos uma faxina pesada pelo menos uma vez por mês.

Ele providencia as compras de perecíveis, eu faço as compras pela internet, ele resolve os perrengues de torneiras, canos, portas e outros e eu cuido dos investimentos e de outros planejamentos de longo prazo.

Não houve uma determinação formal. Quando percebemos, as divisões de tarefas já estavam consolidadas.

Mas…

Gostar de cuidar da casa não significa dispensar eletrodomésticos e outras ferramentas que facilitam a nossa vida.

O Igor, por exemplo, usa a máquina de lavar louças (a nossa atual é da Electrolux) diariamente.

A adoção de de aspiradores de pó foi incorporada à nossa rotina desde sempre.

Comprei um robô aspirador e desde o primeiro dia de uso estou completamente apaixonada. O meu não foi barato, mas tem 37.4 W de potência, conecta-se por WiFi e é compatível com a Alexa. Antes de optar pelo WConnect, eu estava paquerando o WAP W300, que tem 18W de potência e aparenta ter um excelente custo-benefício, mas o post hoje é sobre outro tipo de aspirador.

Para fazer aspirações rápidas e para limpar as outras ferramentas de limpeza gosto bastante do aspirador portátil, que é facílimo de usar e de limpar.

O meu portátil é o Dustbuster da Black & Decker, mesma marca do Vaporizador de roupas que amo.

Vem comigo para entender o quanto um aparelho tão simples pode facilitar nossa vida.

Dustbuster Black & Decker

É um aspirador compacto, leve e fácil de usar. Ele também aspira água — calma que você vai ver como isso é interessante —e é muito útil para a limpeza do carro.

Enquanto ele não está sendo utilizado deve permanecer plugado ao carregador bivolt, assim sempre está pronto para uso. Quando a bateria está totalmente carregada, há uma redução automática do consumo de energia.

Ele vem com três bocais: um flexível (para líquidos), um para estofados e um para cantos e frestas, além de contar com um suporte para parede.

Costumo deixá-lo em pé na bancada da nossa oficina.

Para trocar os bocais, basta puxar um e encaixar outro.

A exemplo de outros aspiradores, não é recomendado aspirar agulhas, cacos de vidros, preguinhos e outros objetos cortantes.

Como uso meu aspirador portátil

Para aspirar:

  • Cantinhos de parede
  • Frestas de janelas
  • Cortinas
  • Sofás
  • Tapetinhos
  • Parte interna de gavetas e móveis
  • Carro
  • Algum ponto da casa que o robô deixou passar batido
  • Pelos de gato nas roupas
  • O paninho do MOP Flat Chenile
  • O paninho do espanador Chenile
  • E… olhe só:

Também uso o aspirador portátil para limpar o meu robô aspirador e eventualmente para aspirar o produto que uso no tecido de sofás (quando erro a mão).

Fiquei bege quanto tive a ideia de usar meu Dustbuster para limpar o robô. E aspirar o espanador? É excelente porque reduz a necessidade de lavá-lo.

Assim que o robô aspirador acaba de trabalhar, descarto o pó do reservatório, tiro a tampa da escova rotatória, ligo o aspirador portátil e mando ver: deixo o robô e as escovas com uma quantidade de sujidade bem pequena de modo muito rápido.

Aí dou umas passadas com pincel macio para remover os restinhos de pó e pronto. Assim, só preciso fazer uma limpeza mais minuciosa no robô (algumas partes são laváveis) uma vez por semana.

O aspirador portátil tem uma autonomia de mais ou menos meia hora, tempo suficiente para estas coisinhas pequenas.

Obs.: É importante saber que para aspirar líquidos devemos manter o bocal a uns 45º. Assim, o fluido “sobe” mais facilmente. No meu caso, é um uso bem pouco frequente.

Como fazer a limpeza do aspirador Dustbuster

Assim que finalizo o uso, destravo o reservatório de pó e faço uma limpeza express: descarto o pó na lixeira (inclusive o que fica sob a espuma que protege o motor), passo o pincel nas áreas empoadas — incluindo a espuma que protege o motor — e devolvo o aparelho para o carregador. Muito rápido.

Uma vez por semana lavo o reservatório, o filtro permanente e a espuma.

Se você só aspirou partículas secas, pode optar por fazer o esvaziamento apenas quando o reservatório estiver cheio, mas não recomendo. Acho melhor esvaziar após cada uso.

A melhor forma de esvaziar o reservatório é segurando o aparelho pela alça e só depois apertar o botão que o destrava.

Quando é feita aspiração de líquidos, é indicado lavar o filtro e o reservatório sem demora para evitar que o aparelho desenvolva mofo.

Deixe tudo secar bem, depois reencaixe.

É simples mesmo.

Um beijo!

Meire

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Como uso minha Escova Secadora de Cabelos

Por @meire_md

Com o passar dos anos todo o nosso corpo vai mudando, inclusive os cabelos.

Algumas pessoas não percebem mudanças significativas nos fios, mas eu venho percebendo. Lembrem que não importa se você usa tintura ou não: fio branco é fio branco.

Pode ser subjetivo e talvez eu esteja errada, mas percebo que meus fios brancos são um pouco mais grossos. Em minha impressão eles apresentam mais frizz e parecem ter vida própria.

Quando quero que meus cabelos, que são naturalmente lisos, assumam um aspecto mais “organizado”, uso ferramenta quente.

Por um tempo usei secador + chapinha, mas há uns oito meses comprei minha primeira escova secadora, o que deixou o processo bem mais prático, suave e rápido.

Como tenho pouco cabelo e não procurava uma ferramenta que desse um acabamento de escova de salão e sim uma que fosse versátil e fácil de limpar, escolhi a Taiff Style, que tem 900W de potência.

No final das contas ela acabou entregando efeitos bem superiores aos que eu esperava.

Escova Taiff Style — secadora, alisadora e modeladora

Não entendi por qual motivo o pessoal do marketing não divulgou este aparelho como sendo um 2 em 1.

Quando removemos a escova, o corpo funciona como um secador comum.

Para retirar a escova do motor, basta deslizar o botão trava e destrava.

Ela pode ser usada com ar frio, morno e quente.

Infelizmente o produto não é bivolt, o que limita o uso por quem viaja frequentemente.

Ela é disponível em 220 ou 127 Volts.

Como uso minha escova secadora de cabelos

Meu objetivo é tentar preservar os fios, evitando quebra e novos danos, então opto por usar a ferramenta quente pelo menor tempo possível.

Assim que saio do banho enrolo os cabelos na toalha Dry My Hair e vou fazer qualquer outra coisa.

Nos dias que quero usar a escova secadora, espero que os fios fiquem menos molhados — quando estou com muita pressa tento acelerar o processo na janela ou usado um ventilador — e aplico uma potoquinha de creme antifrizz (do meio às pontas).

Depois deste preparo, jogo os cabelos para frente e uso o motor da escova secadora meio de qualquer jeito, sempre balançando os fios com as mãos, até perceber que eles estão apenas úmidos.

Neste momento encaixo a escova e sigo com o aparelho ligado, penteando/escovando os fios do jeito que gosto que eles fiquem e continuo até que não exista mais umidade.

Os fios ficam mais alinhados, soltinhos, com menos frizz, mais macios e mais brilhosos do que quando não uso a ferramenta.

Estou bem satisfeita com o produto.

Como fazer a limpeza desta escova

Assim que termino de usá-la, tiro da tomada e já passo rapidinho um pincel nas cerdas para remover resquícios de cremes e desenroscar fios que ficaram presos. Isso mal leva 10 segundos.

Quando acho necessário, desenrosco a escova do motor e lavo a peça com água e detergente neutro ou sabão de coco.

Para limpar a parte externa do motor, basta remover o pó e depois passar um paninho ligeiramente umedecido com detergente neutro.

Aposentei meu secador e não uso a chapinha desde que minha Taiff chegou.

A minha irmã tem fios um pouco mais encorpados que os meus e escolheu uma bem mais potente (1300W), essa aqui.

É mais um eletrodoméstico que eu não sabia que facilitaria tanto a minha vida.

Beijos,

Meire

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O que tem na minha cabeceira?

Por @meire_md

Quando eu era estudante de Medicina morava com os meus padrinhos e primos.

Minha madrinha gostava de casa arrumada e para evitar ver bagunça de livros, cadernos e materiais de estudo espalhados pela casa, comprou uma fruteira de inox para cada um.

Assim, a gente podia carregar nossa bagunça dos quartos para as salas ou para a área externa da casa com facilidade.

A gente se formou, cresceu, casou, saiu de casa e por algum motivo as fruteiras não nos acompanharam.

Da mesma forma que vez por outra lembro da minha primeira enciclopédia, lembrava com carinho da minha “estante móvel”, aquela velha companheira de estudos e leituras.

Há um ano e pouco, sem que tenha feito nenhuma pesquisa, dei de cara com um modelo super parecido, só que com acabamento mais boleado. Comprei na hora.

Assim que ele chegou usei para colocar as maquiagens do dia a dia e ficou perfeito porque cabe certinho embaixo da minha bancada.

Mas como gosto de ter muita coisa por perto no quarto, acabei dando sumiço na antiga mesa de cabeceira e o organizador de inox ocupou o lugar.

Organizador Inox Suprema

O organizador tem 77 cm de altura, um design bem minimalista e as bordas não são cortantes — pelo contrário, são bem polidas. Segundo o fabricante, cada cestinha suporta até 50 kg.

A minha não veio com arranhões nem com partes amassadas.

O Igor que montou os rodízios, eles chegam soltos.

O que tem no meu organizador?

Tento reduzir a quantidade de coisas que ficam no meu lado da cama, mas não consigo. Acredito que já cheguei à configuração mínima.

Na primeira cestinha deixo a minha Alexa de 8 polegadas, que fica em cima de quatro pequenos livros de arte — dois do British Museum, um da National Gallery de Londres e um do Museu Victoria and Albert — porque amo folheá-los.

Deixo a garrafa para água que ganhei da minha cunhada ao lado da Alexa. Desde que estou em processo de emagrecimento, beber bastante água tem sido uma rotina.

A segunda cestinha é tão aleatória quanto um filme de Alejandro Jodorowsky, e tem:

A terceira cestinha é o meu espaço de leitura. Nela ficam:

No meu kit de estudo de português tem a “Nova Minigramática” e o “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa“, de Domingos Paschoal Cegalla, o “Guia de Escrita” de Steven Pinker, um caderno brochura pequeno e um bloco de post-its.

Como limpar o organizador de Inox?

Para manter a peça sempre bonita, é preciso realizar uma limpeza suave.

Como a minha não recebe alimentos, limpo com Poliflor Multissuperfícies , sempre aplicando com um paninho de microfibra.

Espalho bem o produto e depois removo com a parte seca do paninho dando um leve “polimento”.

Assim, o inox não arranha, fica sem marcas, apresenta um brilho espelhado e acaba agarrando menos pó do ambiente.

Quero comprar outro para deixar na bancada de maquiagem 💜.

Agora vai lá no Instagram e me conta: o que tem na sua cabeceira?

Beijos,

Meire

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Como uso a Alexa

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Anna Kariênina

Por @meire_md


“Recebi ontem uma caixa de livros de Gautier. Não, eu não vou me entediar”

Oi gente,
 
O escritor russo Liev Tolstói (1828 – 1910) escreveu Anna Kariênina, um dos maiores romances da literatura mundial,  entre 1873 e 1877.

Sorte a nossa que ele tenha escrito o livro nesse período porque, pouco tempo depois, ele se converteu a uma espécie de anarquismo cristão, passou a defender uma castidade que ele mesmo não mantinha, radicalizou-se nos questionamentos morais e repudiou boa parte de sua obra.

Há quem defenda, e por tudo que já li concordo, que por volta dos 50 anos de idade ele sofreu o surto maníaco mais longo de sua vida.

Anna Kariênina

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Trata-se de um grande romance que se passa durante um período de cerca de dois anos envolvendo três cenários da Rússia Czarista:

  • Moscou;
  • São Petesburgo;
  • e a vida no campo.

A ebulição sócio-cultural das duas capitais russas (como eram consideradas à época),  a transição da relação entre os senhores de terras e os mujiques (antes da Revolução Russa) e o papel das mulheres das classes privilegiadas foram levantados por Tolstói através de seus personagens.

Estes  foram submersos em discussões filosóficas, políticas e religiosas que ocorriam em repartições públicas, reuniões sociais, teatros, corridas de cavalos e jantares familiares.

Como em todo romance, a história conta com vários núcleos e incontáveis personagens que entram e saem do enredo, mas que de alguma forma orbitam em torno dos protagonistas ou são influenciadas por eles.

Da mesma forma que ocorre com os brasileiros, os russos têm apelidos que para nós parecem bem diferentes de seus nomes (para quem não fala português Francisco e Chiquinho não parecem o mesmo nome, não é?), o que pode ser um pouco confuso se você não ativar sua atenção.

Com um número grande de personagens, cada um deles com até dois apelidos às vezes usados na mesma frase pode haver alguma bagunça (quem gosta de Dostoiévski sofre o mesmo), mas felizmente algumas edições apresentam tanto uma linha genealógica como uma lista com todos os personagens, o que acho que deveria ser um tipo de regra em romances gigantescos.

Tolstói dá nome e perfis também a basicamente toda a criadagem e são muito raros os personagens que não contam com uma construção psicológica e física suficientes para que sejam amados ou odiados.


“Aleksiei Aleksándrovitch manifestou a ideia de que a educação das mulheres geralmente se confunde com a questão da emancipação das mulheres e só por isso pode ser considerada nociva”


Montar um resumo da história faz o livro parecer tolo, pois o conteúdo mais interessante dele ou é abstrato ou é aquele que surge da conversa silenciosa de alguns personagens com eles próprios.

O que se passa pela cabeça de Dolly, Kitty, Liévin, Anna, Kariênin e Vrónski é de um realismo e consistência impressionantes.

Aliadas ao conteúdo do pensamento dos personagens, as discussões temáticas que ocorrem entre eles são mais interessantes do que o fio condutor da história em si.

Quem é Anna Kariênina?


Anna Kariênina é a jovem esposa de um funcionário público influente, cerca de 10 anos mais velho e com quem tem um filho em idade escolar.

O menino recebe pouco afeto do pai e é praticamente criado por preceptores. O amor de Anna pelo filho é tão superficial e teatral quanto pode ser o amor de uma mãe limítrofe ou histriônica, enquanto o seu amor pela filha bastarda é praticamente nenhum.

Teria Anna tido depressão pós-parto? Possivelmente sim.

Em uma das passagens Anna demonstra não saber sequer com quantos dentinhos a nenê já estava e mesmo contando com todo tempo do mundo para cuidar dela, entrega criança a uma ama de leite e a uma babá.

Com uma personalidade transtornada, porém lapidada por uma educação primorosa e adornada pelo desejo de aceitação familiar e social, Anna é aquele tipo de mulher eternamente insatisfeita.

Impulsiva, destinada à infelicidade tanto quanto são as pessoas muito ciumentas, que findam se entregando a uma paranoia insuportável para si e para os outros porque sofrem, fazem os outros sofrerem e vampirizam justamente quem mais as amam.

Alguém aí lembrou de Madame Bovary? Sim, este tipo de personalidade é um dos clássicos da psiquiatria.
 

“A maioria das jovens, invejosas de Anna, que já havia muito tempo se aborreciam dela ser chamada de virtuosa, alegravam-se de ver cumpridas sua conjecturas e só esperavam a guinada da opinião pública para investir contra ela com toda a carga do seu desprezo”
 

O mais belo na construção de Anna é que Tolstói o fez sem a brutalidade com a qual ela é vista pela sociedade conservadora nas fases em que age de modo contrário ao esperado para uma senhora da época.

O intenso sofrimento psíquico é esmiuçado por Tolstói de uma forma tão perfeita e sem contradições que é difícil acreditar que ele não se inspirou em uma pessoa real. Do começo ao fim e considerando a estrutura da personalidade de Anna, todos os seus atos fazem sentido.


“A questão é apenas encontrar a melhor maneira possível de suportar a situação”

Kariênin e Vrónski


Kariênin, o marido, é uma figura sóbria, perfeccionista, pragmática, preocupada com sua reputação e fortemente contida.

Ele não foi construído por Tolstói para ser motivo de pena ou para ser transformado em mártir ou bastião da moralidade, mas protagoniza momentos dolorosos para o leitor.

Racional em alguns momentos, intransigente em outros e por vezes agindo apenas de modo a proteger sua própria reputação, ainda assim é mostrado como uma pessoa de espírito elevado.

Vrónski, um belo e atlético oficial por quem Anna deixa até o próprio filho, é também um senhor de terras vindo de família abastada e que embora tenha até tentado suicídio diante do medo de perdê-la e esteja sempre pronto a satisfazer todas as vontades, vive sob o fio da navalha como refém da montanha russa emocional que é Anna.

Nada do que ele faz é suficiente para torná-la feliz; ela testa seus limites e o pune até as últimas consequências.

Outros familiares


Dolly é uma flor. Cunhada de Anna, vive um casamento morno com Stiva, com quem tem cinco filhinhos. Ela representa a maior massa de mulheres da época: a procriadora rainha do Lar de quem se espera pureza e perfeição na administração da casa e educação dos filhos.

Kitty, irmã de Dolly, é uma adolescente romântica em ‘idade de casar’ e que protagoniza os mais belos momentos da trama graças ao seu envolvimento com Liévin, o personagem mais interessante do livro (em minha opinião).

O relacionamento de Kitty e Liévin mostra muito da vida de primeiros anos de casados do próprio Tolstói e de sua esposa — desde a forma com a qual ele a pede em namoro até o fato de ter entregue à ela seu diário onde confessa não ter sido uma pessoa casta no passado.

O irmão preferido de Liévin tem também o mesmo nome do favorito de Tolstói. É quase impossível não pensar que Liévin é um alter ego de Tolstói ou alguém que ele próprio gostaria de ser.

Alguns pontos mais impressionantes do livro são os sentimentos de Liévin durante a doença do irmão, durante as 22 horas de trabalho de parto de Kitty e a sua reação perante o filho recém nascido, que de fato é algo comum a muitos pais, mas ninguém fala sobre isso.

A linha do tempo


A história tem uma linha do tempo mais ou menos única, porém alternando informações entre um núcleo e outro.

Você tem a sensação de estar assistindo a uma série, onde tudo sobre todos vai se desenrolando episódio a episódio.

Em minha opinião, Tolstói ficou nos devendo as considerações finais sobre Kariênin, pois ao contrário de Anna, Kariênin decididamente não é uma pessoa previsível.

Já o meu personagem favorito, Liévin, fecha a história sendo desnudado por Tolstói. Todo o conflito existencial da personagem que culmina num salto do materialismo ao cristianismo, se consolidaria na vida do próprio Tolstói cerca de um ano depois da publicação do livro.

Recomendo a leitura.

Esse é um dos livros que quero reler antes de morrer.

Verdadeiras Histórias de Sangue, de Cesar Bravo (VHS)

Por @meire_md

As nossas verdadeiras histórias de sangue começam antes de nos alimentarmos dele pelo cordão umbilical.

Podem ser pequeninas ou imensas, mas sempre existem.

Eu poderia contar para você que quando eu tinha uns dois anos de idade fui entregue ao meu pai com sangue jorrando pela boca.

Ou que nas férias de um ano qualquer eu estava esparramada no sofá assistindo à “Porta da Esperança“, senti um solavanco pélvico e fugi da sala desajeitadamente enquanto um sangue inesperado deslizava entre as minhas pernas.

Ou que desmaiei no primeiro plantão como estudante de medicina ao ver uma pessoa com a face esmagada. Ou eu poderia, também, recontar uma história de horror do Cesar Bravo, assim:

Paciente do sexo masculino, 32 anos, lavador de janelas, nascido em Cordeiros e procedente da cidade de Três Rios, solteiro e sem filhos, reporta que em meados de junho foi acometido por prurido no terço distal do membro inferior direito, inicialmente leve, e que rapidamente evoluiu com intenso desconforto.

Por julgar tratar-se de condição passageira, o paciente tentou alívio com medidas caseiras, aplicando babosa, álcool, gasolina e querosene, sem obter melhora. Relata que o prurido assemelhava-se a “vermes por dentro da carne” e que por usar certos objetos durante a coçadura — tais como toalhas e lixas — passou a apresentar lacerações cutâneas que exigiram tratamento com “pomadas” de nomes dos quais não se recorda.

Cursou com transtorno de sono, sonhos catastróficos e prejuízo em relação afetiva não estável; ao fim da primeira semana de foi demitido e, a despeito de declarar-se portador de doença que requer tratamento médico, não foi reintegrado pelo empregador.

Declara que procurou assistência à saúde com diversos especialistas, incluindo imunologistas e profissionais ligados às práticas alternativas. Não sabe informar que hipóteses foram formuladas e não apresenta fotocópia dos prontuários médicos correspondentes ao período, que se estendeu até agosto.

Houve agravamento da insônia, passou a apresentar pensamentos com conteúdo persecutório e, crê quem em razão disto e das lesões de pele, houve ruptura do relacionamento com a companheira. Foi encaminhado à psiquiatria e fez uso de múltiplos esquemas psicotrópicos.

Ao adentrar o quarto mês de evolução, o prurido incoercível atingiu estágio crônico e houve sedação abrupta com desenvolvimento de distrofia simpático-reflexa. Descreve que a dor complexa regional era “alucinante, como sentir os ossos congelando”.

Realizou consultas com todos os profissionais de saúde de Três Rios e, em busca de novas opiniões, fez petições para instâncias superiores e houve indicação de uso de Morfina (…), mas as histórias extraordinárias saídas das mentes dos escritores que se dedicam ao horror são muito mais legais.

Esqueça meu relatório médico, comece tudo de novo lendo a história original e descubra como ela acabou.

Acerca do gostar de literatura de horror

Dia desses eu estava pensando por qual motivo muitas pessoas consideradas fofinhas e sem quaisquer traços antissociais gostam de literatura e/ou cinema de horror.

Por que eu, Meire, gosto de literatura de horror?

Um dos meus hobbies é estudar psicopatias, destrinchar crimes reais e consumir literatura de horror e fantasia. Minhas sobrinhas —lindas, inteligentes e meigas — compartilham gostos similares. Meu marido conhece praticamente todos os filmes de terror já lançados e Contos Assustadores da Masha é o desenho favorito da filhinha de um casal de amigos.

De onde veio esse apego pelo “susto”, que faz com que crianças, adolescentes e adultos gostem de “histórias de medo”?

Não acredito que existam pessoas imunes ao horror, seja ele real ou imaginário. O horror incita, provoca. Ele tira você de um lugar e coloca em um outro. A mágica está aí e no quão satisfatório é este deslocamento.

Defendo que exista, no mínimo, dois tipos de consumidores de horror: os que empatizam com o sofrimento das pessoas inocentes* e os que empatizam com os perpetradores de crimes violentos.

E empatia é conexão. E conexão é algo humano, demasiado humano.

A nossa mente consegue isolar a dor quando ela é substituída por outro estímulo. Isso ocorre, por exemplo, com uma massagem que finda produzindo efeito analgésico. A sensação dolorosa é substituída pela tátil, que é bem mais agradável.

Se você foca sua mente em um medo ou uma dor maiores que os seus, o que acontece? Você passa a minimizar os seus? Você dá à sua mente uma sensação de que na verdade você não está tão vulnerável assim? Penso que, no meu caso, é mais ou menos isso e se não for, que não seja.

E o que passa pela cabeça dos que endeusam os criminosos?

Não sei.

A glamourização do crime é observada tanto em casos sem uma verdadeira história de sangue, como o episódio Anna Sorokin X Rachel Williams que mostrei para vocês no Instagram (na microrresenha do livro Inventando Anna), como em casos de matadores em massa ou de serial killers que contam com um exército de fãs apaixonados.

No tão chato quanto interessante “Insania Furens, Guido Palomba coloca que quanto mais grave o crime, mais admiradores tem o criminoso. Ele cita que o Bandido da Luz Vermelha, o Monstro do Trianon e o Maníaco do Parque são os campeões em número de cartas de apoios e de pedidos de casamento.

Cesar Bravo: Verdadeiras Histórias de Sangue (VHS)

amazon.com.br

Cesar Bravo (1977 – ) é um talentoso escritor brasileiro dedicado ao horror e ao suspense que conheci quando tive a sorte de cair na bolha dos escritores Roberto Denser, autor de Colapso, e Verena Cavalcanti, autora de Inventário de Predadores Domésticos.

Em 2013, pouco tempo depois de começar a escrever profissionalmente, Cesar Bravo foi agraciado com o Prêmio FNAC Novos Talentos da Literatura e em 2016 publicou Ultra Carnem, hoje considerada sua obra-prima.

VHS é o segundo livro que ele publica pela Dark Side.

As partes externa e interna da capa e as folhas de guarda fazem alusão às antigas fitas VHS e a edição toda é, bom, é bem Dark Side mesmo.

As ilustrações (de Micah Ulrich) e detalhes que podem passar despercebidos por leitores que não curtem aproveitar os presentes que intercalam os textos, tornam a experiência de leitura ainda mais interessante. Há quanto tempo eu não ouvia Sting? Ou Faith no More? E The Housemartins, que eu nem lembrava mais que existia? Pois é. Consuma direito os livros da Dark Side, jovem Padawan.

A “reprodução” de reportagens de jornais da região e de uma moção de pesar dispostas nas primeiras páginas, bem como os anúncios que aparecem ao longo do livro —sobretudo os Classificados que figuram nas folhas 164 a 168 — são bastante importantes para complementar algumas histórias e para localizar o leitor no espaço, ou seja, para que ele descubra exatamente em qual cidade aquele fato está acontecendo.

As histórias ocorrem em uma microrregião fictícia localizada no noroeste de São Paulo e chamada “Região Bravo”, que é formada pelo município de Três Rios (cidade maior, atravessada pelos rios da Onça, Verde e Choroso) e oito municípios que o cercam.

Vi resenhas comentando que todas histórias se passam em Três Rios, mas só para exemplificar sem ir muito longe, a segunda se passa em Cordeiros, a terceira se passa em Assunção e a quarta, que faz menção a um mito que basicamente já assombrou todo cidadão brasileiro, acontece em Velha Granada.

Há uma ou outra que não consegui localizar no espaço exato, mas ainda acho que numa releitura atenta podemos encontrar alguma referência.

O escritor localiza o leitor no tempo com referências que vão do fim da década de 80 ao início da década de 90; você pode ser ver pesquisando quando Sarney foi Presidente ou quando a novela Vale-Tudo estava no ar, mas há uma ou outra história que não consegui listar no tempo, como ‘Bicho-papão’, por exemplo, e acho que “Museu das Sombras” acontece um pouco depois da maioria das histórias.

As dezoito histórias gore são independentes, mas algumas são ligadas por um fio invisível, como o aparecimento de uma notícia sobre a Senhora Shin na história seguinte, por exemplo.

Estou com Ultra Carnem e DVD na lista.

Recomendo VHS de Cesar Bravo fortemente, inclusive para aqueles que nunca tiveram contato com literatura de horror. O livro é estimulante, muito bem escrito.

Algumas histórias lavam a alma de quem, como eu, pergunta-se — apesar de ser contra a pena de morte —o que um cidadão brasileiro precisa fazer para pegar e cumprir pena máxima.

Bravo, Cesar.

 

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O Príncipe e o Mendigo | Mark Twain

Por @meire_md

“Pela primeira vez eu me vi como minoria”. Com esta frase meu marido resumiu bem o porquê do seu crescimento pessoal durante o período em que esteve trabalhando como roadie para se custear enquanto estudava Engenharia de Áudio na Austrália.

Disponível aqui gratuitamente para assinantes Kindle Unlimited

Lá ele era apenas um rapaz latino-americano, um imigrante de um país pobre que temporariamente se viu transformado num trabalhador braçal do tipo que só é percebido e lembrado quando faz alguma coisa errada.

Sair do ‘ninho’ ou da zona de conforto é quase como mudar de identidade. Passa-se a ver quem lhe era de certa forma invisível com olhos mais empáticos , sobretudo quando você se transforma em um deles.

E é nisto que está a beleza de O Príncipe e o Mendigo. O ato de se colocar no lugar do outro é o ponto central dessa obra de Mark Twain. O escritor, que era americano, foi longe no tempo e no espaço.

Ele apostou na Londres do século XVI, mais precisamente no intervalo entre o final do reinado de Henrique VIII e a coroação do pequeno Eduardo VI, para criar um rico enredo com notas históricas e chamadas para reflexões sobre a pena capital e o mau hábito de se julgar apressadamente as pessoas por sua aparência.

Quando o menino Príncipe evita que um menino em mendicância seja humilhado por um soldado e ouve sua triste história, torna-se sedento por conhecer a vida fora da nobreza.

Em um impulso inconsequente e altamente justificado por sua pouca idade, o pequeno finda vestindo trapos e jogando-se sozinho naquela Londres inóspita enquanto o garoto do povo permanece no Palácio assumindo a identidade de Príncipe de Gales.

A escrita fluida, gostosa, sem firulas e atemporal de Mark Twain – que garantiu seu sucesso imediato ao ponto de ser mesmo em seu tempo considerado um escritor divisor de águas da literatura americana – parece ter sido bem respeitada pela maravilhosa tradutora Rosaura Eichemberg *.

Ela também traduziu alguns dos livros de Carl Sagan, conseguindo manter a mesma paixão alegre dele pela ciência. Quando não lemos a obra original é sempre bom buscar boas traduções, não é?

É um livro para todas as idades, porém recomendo sobretudo para adolescentes e adultos jovens. Por favor, não deixe de ler as notas dispostas no final da obra.

Agradeço ao meu sogro pela indicação e empréstimo S2

Um beijo,

M.

* ou Eichenberg, tenho o nome dela com grafias distintas em diferentes livros e o mesmo percebi pesquisando seu nome na internet.

 

*

 

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O que é Água Micelar e como Uso

Por @meire_md

Só depois da crise sanitária consegui entender por que algumas pessoas acham que a água micelar não funciona. É que, antes da pandemia, boa parte da população mundial não sabia que tanto o sabonete quanto o álcool em gel exigem vários segundos de contato com a pele e, também, algum grau de atrito.

Higiene, veja bem, exige tempo e atrito.

Atrito? Sim. Atrito suave, mas ainda assim, um atrito.

Atrito nada mais é que o deslizar de uma coisa sobre outra e é por causa da falsa ideia de que atritar é sinônimo de “esfregar” que falo tanto no Instagram sobre suavidade e tempo.

Algumas pessoas se queixam que acham difícil remover o desodorante roll-on (uso este aqui) durante o banho, não é?

Mas quando você aplica o sabonete e massageia a região axilar adequadamente, ou seja, fornecendo o tempo e o atrito que os produtos exigem, a limpeza vem e a pele agradece. Vinte, trinta, quarenta segundos? Vai depender do produto e da quantidade de resíduos que temos para remover. A gente vai aprendendo com a prática.

Nem o melhor Cleansing Oil do mundo remove a maquiagem se for só lançado à pele e removido em um passe de mágica. Eles exigem tempo + atrito, e as duas coisas são entregues pelo usuário através da massagem.

Devemos aplicar o mesmo princípio nos cabelos, na face, no corpo, nos dentes, na limpeza da casa

Então, para resumir: não basta aplicar um cosmético limpador e removê-lo quase que imediatamente. E isso vale tanto para a água micelar mais baratinha que você encontrar, quanto para a mais cara.

Vamos descomplicar a Água Micelar e aprender como aproveitá-la melhor.

O que é água micelar

Se você balançar o seu frasco de água micelar vai perceber uma leve espuma se formando.

A água micelar pode ser descrita como uma espécie de sabonete facial líquido que conta com tanta água, mas com tanta água, que nem precisa ser removido com… água.

É um cosmético limpador facial que tem ação demaquilante indicado para remoção da maquiagem e para a limpeza da face, pescoço e colo. Não é preciso estar usando maquiagem para limpar a face com ela.

Ao ser aplicada a água micelar vai dissolver as sujidades com o tempo de ação e apoio do atrito.

O atrito deve ser levinho e pode ser feito com algodão — é a forma de uso mais comum — com as mãos, com uma toalhinha de tecido macio ou até com um lencinho de papel, por exemplo.

Se for aplicada com algodão, lenço ou toalhinha, deixe o chumaço paradinho na região a ser limpa por uns segundos e depois faça a remoção, atritando levemente.

Coloco a água micelar nas mãos, faço uma espuminha meio de qualquer jeito, aplico no rosto, faço uma massagem sem pressa e daí para frente uso dois métodos diferentes, que se alternam conforme os produtos que estão no meu rosto.

Chegaremos já já neles, vou detalhar melhor as formas que uso.

Muitas pessoas transferem a água micelar para um frasco espumador — testei estes dias e fiquei chocada com a espuma produzida pelo frasco; ainda que não seja tão densa, é abundante e gostosa de usar. Achei divertido, mas prefiro produzir a espuma com as mãos.

Importante lembrar que água micelar não é sinônimo de tônico. A água micelar é um produto limpador e o tônico… bem, o tônico é qualquer coisa que o fabricante quer que seja.

Pode deixar a água micelar no rosto???

Pode, mas não precisa nem é obrigatório, e as vezes é necessário.

Como assim?

Se você está aplicando água micelar pela manhã, ou seja, apenas para remover os produtos da noite anterior + as sujidades que se acumularam durante a noite —como o suor e o sebum—, não há qualquer necessidade de jogar água ou lavar o rosto depois, basta enxugá-lo.

Mas você pode achar melhor remover tudo com água e está tudo bem. Não há nenhum problema, apenas sugiro que você só jogue água depois que estiver satisfeito com o tempo e o atrito investidos na sua limpeza.

Vamos repetir? Atritar não é sinônimo de esfregar. Atritar é deslizar uma coisa sobre outra. A força do deslizamento pode variar, tudo vai depender do peso da sua mão.

Se você está usando a água micelar como demaquilante, pode achar necessário lavar o rosto depois. Lavo frequentemente porque raramente estou com maquiagem super leve; acredito que quando estou maquiada a dupla limpeza, mesmo que feita sem óleo, é sempre necessária.

Quando usadas corretamente, as fórmulas no geral promovem uma limpeza facial suave e bastante eficaz.

Quem souber usar bem os produtos acaba economizando bastante.

A louca da água micelar

Por muitos e muitos anos minha água micelar favorita foi a Sensibio H2O da Bioderma (tampa rosinha).

Quando me “viciei” em lavar o rosto todas as manhãs com água micelar, resolvi testar outras porque eu queria encontrar uma substituta mais barata.

Para minha sorte, depois de poucas tentativas achei as da Garnier, que têm uma excelente performance.

Acabei não recomprando mais a Sensibio. Gostei bastante da Bisyou, mas as da Garnier, que são excelentes, baratas e fáceis de comprar, encaixaram-se perfeitamente no que eu queria.

Vamos ver como e quando uso as minhas favoritas.

Água Micelar Garnier Tudo em 1 e Garnier Antioleosidade com Vitamina C

Não consegui descobrir ainda se gosto mais da Água Micelar Garnier Tudo em 1 (tampa rosa) ou da Antioleosidade com vitamina C (tampa amarela), mas se eu fosse obrigada a escolher só uma, acredito que seria a com vitamina C.

Uso a Água Micelar Garnier com vitamina C todos os dias na higiene matutina da face, pescoço e colo.

Coloco o produto nas mãos, faço aquela espuminha rala, fecho os olhos e massageio as regiões por uns vinte segundos. Gosto de focar bem na zona T, onde cravinhos podem aparecer. É muito gostoso!

Finalizada a massagem, enxugo as regiões delicadamente com a minha toalhinha para rosto— praticamente só “apertando”.

Para quê pressa se posso iniciar o dia com um ritual tão relaxante?

Assim, removo delicadamente os produtos da noite anterior e o que se acumulou na pele durante a noite sem precisar usar sabonete comum, e de quebra ainda deixo um resíduo de vitamina C na pele.

Também faço isto quando estou em casa e sinto o rosto “pesado”, mas não quero lavá-lo com espuma ou sabonete. Mando ver na água micelar com vitamina C. Acho que meus poros ficam mais baixos e mais calmos.

Como demaquilo a face usando água micelar

Sem querer acabei colocando na rotina a dupla limpeza sem óleo. Minhas rotinas sempre são assim, orgânicas.

Quando dou por mim já estou fazendo tudo de uma forma mais prática, rápida e barata.

Estou reservando a dupla limpeza com o meu Gokujyun Cleasing Oil para quando acho necessário, como nos dias em que usei uma maquiagem mais resistente ou reapliquei o pó mais vezes. Calculo que eu esteja usando o cleansing oil uma ou duas vezes por semana.

Aplico a Água Micelar Garnier Tudo em 1 para demaquilar o rosto no final da tarde usando uma quantidade generosa nas mãos, massageio bem a face, repito com mais uma “dose” e removo tudo suavemente, desta vez com minha toalha demaquilante, que é super macia.

Eu sou apaixonada por esta toalha porque além de macia e linda, ela me faz economizar papel toalha, é gostosa de usar e muito fácil de lavar, o que faço depois de cerca de quatro usos. As sujidades soltam de modo muito rápido. Lavo tanto ela quando a facial com detergente de coco ou com o sabonete de coco do Igor.

Ai fico assim, com a tal dupla limpeza sem cleansing oil feita pela metade. Faço o segundo passo na hora que achar mais conveniente, porque prefiro lavar o rosto no banho.

Quando entro no banho lavo o rosto sem pressa usando a espuma da Hadalabo, que é maravilhosa. A pele fica perfeitamente limpa, com poros calmos.

Obs.: Quando finalizei o post me dei conta que não preciso ter as duas versões… E agora? Vou decidir quando precisar repor meu estoque 🤭

Um beijo,

Meire

*

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Inventário de Predadores Domésticos

Por @meire_md

Não acredito em bruxas ou bruxos, mas tenho certeza que alguns escritores são.

Eles sabem exatamente que tipo de gente vai ser impactada pelos seus textos e, por algum motivo, conseguem prever nossas reações. Fazem de propósito.

Grandes escritores escrevem com as próprias vísceras e a coisa toma forma de modo incoercível, o que pode ser tão rápido quanto um vômito em jato ou tão custoso quanto um abscesso que demora a supurar.

Quando as palavras ganham o mundo os escritores conseguem (vivos, mortos ou em coma dépassé) fazer uma conexão emocional violenta com alguns leitores.

Se você se conectou com Saramago lendo O Ensaio sobre a Cegueira ou com Tolstói lendo Senhor e Servo, sabe bem do que estou falando.

Os bons escritores “dopam” nossa mente. É um plug & play.

Eles nos carregam para o mundo deles e nos transformam em uma testemunha ocular atenta.

Demorei mais de quarenta anos para perceber que o vício de leitura vem daí. Se não é todo mundo que se vicia em exercício, não é todo mundo que se vicia em leitura. Para cada doido, uma mania.

Quando Kafka dedicou um exemplar de Um médico rural para sua amiga Irma Singer*, ele escreveu: “Você é muito saudável, Irma, não vai entender isto”.

Ele sabia que o livro não era para Irma.

Gosto muito de ficção científica, fantasia, distopias, horror, mundos pós-apocalípticos e romances labirínticos. Quanto mais denso e mais perturbador, melhor para mim.

O motivo é muito simples: o mundo real é estupendo, conta com histórias de vida tão interessantes e minha imaginação é muito fértil, então a literatura que me prende é a produzida por quem é capaz de ir muito além do que eu poderia imaginar sozinha.

Venerando a Verena

Foto e dados extraídos da Wikipedia

O que é essa menina de olhos claros e traços delicados que conseguiu publicar um livro pela DarkSide?

Onde vive, o que come, como se reproduz?

Estou apaixonada pela escritora Verena Cavalcante.

Não sei em que buraco de minhoca eu estava que só a conheci em meados de fevereiro, o que ocorreu graças a um comentário qualquer do escritor Roberto Denser (autor de “Colapso”).

Ando na fase de reagrupar meus escritores favoritos para relê-los ou para achar alguma coisa que não sei se deixei para trás, por isso estou com uma pilha de escolhas por aqui.

Mas a Verena chegou, e a Verena passou na frente.

Meu plano inicial era ler primeiro Larva (2015) e O Berro do Bode (2018) para depois ler o Inventário de Predadores Domésticos“, mas os dois primeiros estão indisponíveis na Amazon no momento.

Quando finalizei a leitura  do Inventário fiquei tão sem teto, tão sem chão e tão sem paredes que conclui que não teria capacidade de resenhá-lo. Foi estranho.

Citei nos stories que a leitura deOs Crimes do Amor“, do Marquês de Sade, é bem levinha perto da leitura do Inventário. Sei que foi engraçado, mas não. Não, não foi brincadeira.

É um livro que, a exemplo de outros que gosto muito, como o Volume 1 da Biblioteca Gaiman ou Confissões do Crematório da Caitlin Dought, eu não saberia a quem  indicar nem a quem dar de presente.

Se você resolver comprá-lo, faça isso por sua conta e risco.

Inventário de Predadores Domésticos

amazon.com.br

Inventário de Predadores Domésticos  foi publicado pela Dark Side em 2021.

Ele conta com 240 páginas e vinte e seis contos cujas histórias não se interligam e acontecem em tempos e locais distintos.

A edição é belíssima, vem com uma fitinha marcadora cor-de-rosa, há detalhes rosados na folhagem que ilustra a guarda e a folha de guarda, o que, em conjunto com o fundo branco da capa, escondem a escuridão que há nas páginas.

O cor-de-rosa acaba aí. Acaba mesmo.

Quando você ouve “predador doméstico” pensa em quê? Pois é.

Boa parte dos contos são narrados ou protagonizados por crianças e os temas variam do pesado ao mais pesado.

Depois não digam que não avisei. Alguns (muitos ou todos) são espantosamente dolorosos e perturbadores.

Cerca de seis contos são apresentados por um narrador inconsciente e um par deles, ou um outro mais, são narrados por uma mulher adulta.

Nada fica de fora do horror produzido pela Verena Cavalcante: ela junta o real ao fantástico.

Em Missiva Póstuma (começa na página 171) eu despenquei, chorei muito. E foi muito bom.

Nos agradecimentos do livro, a escritora pede desculpas aos leitores. Doeu, Verena.

Aceitei o seu pedido de desculpas.

Beijos,

Meire

*Miriam Irma Singer era professora de Jardim de Infância e morreu em 1989

 

 

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Um Top 10 da vida minimalista

Por @meire_md

Há uns seis anos recebi um “chamado minimalista” e desde então venho, a cada ano que passa, simplificando mais as minhas rotinas de cuidados pessoais, de compras de supermercado, de cuidados com a casa e de organização no trabalho.

Passei a régua até em algumas “amizades”.

Fico bastante satisfeita quando acho mecanismos e produtos que se encaixam no estilo de vida que tanto tem me feito bem.

É importante lembrar que nem sempre simplificar a vida significa economizar dinheiro, mas no geral significa economizar tempo. No meu caso a economia tem sido dupla: tanto de dinheiro quanto de tempo. Parabéns pra mim, ehehe.

Além de me sentir muito mais livre possuindo menos coisas do que já tive, meu custo de vida anual reduziu consideravelmente.

A redução tem feito com que eu possa continuar não precisando ter um segundo ou até um terceiro emprego; essa sobrecarga é bem comum no meio médico.  Os anos vão passando e boa parte dos meus colegas escolhe aumentar o padrão de vida e produzir um custo de vida cada vez maior. Cada um com suas escolhas, não é?

Eu fiz o contrário. Quanto menos coisas passo a ter, mais tempo me sobra, menos estressada e mais feliz eu fico.

Gosto muito de fazer listas e sempre que mostro uma sequência de coisas sobre o mesmo tema, percebo que o pessoal do Instagram gosta bastante.

Quando eu estava organizando a lista de produtos recomprados, me dei conta de que eles são bastante versáteis e são a cara do meu padrão atual de consumo.

Nesta lista vou informar brevemente como uso cada um destes produtos sensacionais.

Vamos lá?

  1. Sabonete Glicerina Erva-Doce Granado

Trata-se de um sabonete líquido com excelente válvula pump — compro aqui —  que entrou na minha vida inicialmente como uma alternativa para higienizar as mãos.

Simples, gostoso e tem refil. A empresa promete uma limpeza emoliente, calmante e suave. Gosto muito dele!

Não há nada de inovador ou especial na formulação, mas ele rapidamente tomou conta do lavabo de casa e da área de banho.

Tem sido meu sabonete para a higiene das mãos em casa e no trabalho e para a higiene de todo o corpo. Eventualmente uso até na higiene do rosto (diluindo bem nas mãos) durante o banho e para lavar a minha toalhinha macia de enxugar a face e a minha toalhinha removedora de maquiagem.

Amo o cheirinho de natureza e o fato de não repuxar a minha pele.

O banheiro, o lavabo e as toalhas ficam sempre delicadamente perfumados.

2. Espuma Hidratante Cetaphil

Ganhei uma amostra grátis da minha dermatologista, experimentei a bichinha no carro e lá mesmo fiz a compra do primeiro frasco.

Isso foi algo bastante significativo porque eu não compro nada por impulso. Para minha felicidade, foi um impulso muito bem-vindo.

É um hidratante reparador de barreira cutânea que promete alívio da pele ressecada em 48h. Não tem perfume e pode ser usada por crianças e adultos, tanto no rosto quanto no corpo.

Já comprei outro frasco para deixar ao lado da cama porque o senhor meu marido, que odeia todo tipo de hidratante, gostou. Vez por outra ele usa nas mãos.

Gosto bastante da Loção Hidratante Cetaphil Face & Body (na versão light) porque funciona bem. Vem em um frasco com incríveis 473mL e foi graças a ela que consegui me habituar a usar hidratante no corpo.

Mas a delicadeza, a espalhabilidade incrível e o efeito excelente — como pode a pele ficar sequinha e macia ao mesmo tempo? — da espuma Cetaphil me conquistaram.

Agora só quero ela, que contém um derivado de vitamina C e dexpantenol, portanto, além de hidratar, em tese pode entregar algum efeito despigmentante para a pele do corpo.

Possivelmente meu custo anual com hidratação corporal ficará maior, mas tudo bem. Este é um dos exemplos de escolha minimalista que não necessariamente gera economia de dinheiro.

Lembre de agitar antes de usar.

 3. Protetor Solar Shiseido Clear Stick UV SPF 50+

Amo protetores solares em bastão e o mercado parece bem aquecido: atualmente há inúmeras opções.

Sou uma pessoa de natureza prática. Como é muito fácil e muito rápido fazer a fotoproteção com bastão, amei e não largo mais.

Basta deslizar a bala oito vezes por área a ser protegida e arrumar o produto com os dedos, simples assim. Costumo dizer que aplico na mesma velocidade com a qual uso um leque.

Como gosto de pele hidratada por baixo e sequinha por cima, não uso bastões controladores de oleosidade ou que ressecam a pele, então me adaptei muito bem ao Bastão Shiseido Clear UV.

Ele oferece proteção reforçada quando entra em contato com suor ou água. A fragrância é calmante e contém extrato de raiz de licorice, que tem ação anti-inflamatória/antioxidante e pode atuar como despigmentante leve, o que é mais uma vantagem para quem tem melasma.

Comecei a usá-lo em meados de 2019 e desde então é o único protetor solar sem cor que recompro; os estoques dos outros que eu tinha foram acabando ou dei de presente. Já usei inúmeros frascos e não tenho qualquer interesse em testar outro.

Não é um produto popular aqui no Brasil porque tem uma textura de cerinha, não seca nunca e não é barato.

Quem tem pele muito oleosa pode não gostar, mas se você já tem, sugiro que teste na pele nua, sem hidratante por baixo.

4. Isdin 99 Color

Quero um balde dele. Story que postei durante os primeiros testes com o Isdin 99 com cor

Não tenho a menor ideia de quantos protetores solares com cor testei durante a vida. Não cheguei a odiar todos, mas não gostei suficientemente de nenhum.

Acredita-se que quando a pele está bem protegida com o protetor sem cor/transparente, o restante da barreira de fotoproteção facial pode ser feita com maquiagem comum: base, corretivo, blush. Concordo com qualquer pessoa que defenda isso.

A maquiagem ajuda a camuflar o melasma e oferece opacidade que reduz a chance da nossa pele ser afetada pela luz visível do sol.

Em minha opinião pode ser muito interessante substituir a maquiagem por um protetor com cor quando o produto apresenta uma cosmética boa, ou seja, similar a uma base de maquiagem que funcione bem, uma cobertura adequada às demandas de quem vai usar e uma cor similar ao seu tom de pele.

Aumentar o escudo fotoprotetor não pode ser uma ideia ruim.

No meu caso o protetor com cor ideal tem que ser clarinho, entregar cobertura média e ter textura rica (no sentido de ser hidratante), preferencialmente siliconada.

Graças à Dani conheci o Foto Ultra Isdin Color 99 (compro aqui).

Ele tem me feito economizar bastante, porque além de não precisar mais passar o Shiseido além da quantidade ideal (lembrem: tenho melasma), gasto muito menos com base e corretivo.

Ele vem em frasco contendo 50mL, tem textura de base boa, entrega uma cobertura  moderada bastante uniforme e proporciona um acabamento com um glow saudável.

Minha cor na MAC é NC12. O 99 tem um fundo mais neutro para ligeiramente rosado, mas no fim das contas acaba dando certo.

Veja a comparação de cores:

Não é um produto para quem gosta de pele super seca.

Como contém um despigmentante na composição —e possivelmente em razão de outros ingredientes — ele promove algum ardor nos meus olhos, que são bastante sensíveis. Não tenho isto como uma desvantagem porque basicamente todos os protetores líquidos me dão lacrimejamento.

É um produto sensacional para quem tem melasma e que reduzir o número de produtos usados na rotina diurna.

Como aplico?

Depois que o protetor sem cor está aplicado, aplico corretivo na área dos olhos e na região do melasma e dou tapinhas para arrumar.

Então coloco o Isdin 99 (com cor) em um pratinho de porcelana e aplico na face usando a Sister Blend da Mari Saad (amo esta esponjinha, uso tanto seca quanto úmida), sem chegar perto da raiz dos cílios.

Quando está tudo arrumadinho, aplico blush líquido/cremoso, como  esse da Bruna Tavares e os da Shiseido. Para isso, uso a bundinha da Sister.

Dai para frente faço como sempre: como tudo está molhado por baixo, selo com pó por cima.

Ele casa perfeitamente com meu pó baratinho favorito (Cor Mármore 1), que comecei a usar por indicação da Eliane Cavalcante.

Quando eu enxugar mais a bancada farei um post com os meus pós soltos favoritos e em que situação uso cada um deles.

5. Revitalift Pro-Retinol FPS 30

Gente do céu.

Já estou no terceiro  pote do Revitalift Diurno Pro-Retinol FPS 30 e tenho dois fechados no armário.

Tasco o dedo no pote tirando a quantidade generosa que está na foto e aplico no pescoço e colo pela manhã.

Meu pescoço simplesmente bebe. Quando vou vestir a roupa (acordo  muito cedo) para sair, decido se é necessário ou não selar com pó/talco. Às vezes nem precisa.

Minha exposição solar tem sido mínima e com um único gesto aplico um produto que minimiza o aspecto envelhecido da pele, hidrata e fotoprotege. É muita economia de tempo.

Obs.: Uma leitora do Instagram falou que usa este produto na face como primer e o resultado é excelente.

6. Serum Revitalift Hialurônico

Estou no segundo frasco. Usei o primeiro super rápido de tão viciada que fiquei nele.

Este Revitalift Hialurônico é um produto em tudo muito simples: é um sérum com boa concentração de ácido hialurônico que hidrata as linhas finas de modo eficiente, mas sem pesar.

Muito fácil ser novinho/novinha e dizer que produtos com ácido hialurônico não fazem diferença, então fico só calada e observo, porque quando a idade aumenta, o discurso muda.

O laboratório dá aquela exagerada básica alegando que é um preenchedor, etc, mas sabemos que não é bem assim. Ele deixa a minha pele com aspecto cheio e macio, gosto bastante, mas é preciso deixar claro que o efeito nem de longe é similar ao de um procedimento estético injetável.

Costumo aplicá-lo diariamente logo após remover a maquiagem do dia e também em forma de máscara de hidratação, que costumeiramente faço aos sábados e domingos.

Como estou fazendo minha hidratação de fim de semana?

Aplico primeiro o Revitalift Hialurônico Serum, faço uma massagem rapidinha no rosto todo e desço o produto para o pescoço e colo, até a “linha do sutiã”.

Espero alguns segundos e depois aplico o Revitalift Laser 3X. nas mesmas regiões, só que besunto bem a área dos olhos e o contorno da boca.

Deixo os dois produtos na pele até a hora que eu quiser, não inventei regra, eheh.

7. Revitalift Laser 3X

O tempo passou, minha pele mudou e o que antes parecia gordo, hoje é perfeito.

Por muitos anos usei o Skinceuticals A.G.E Interrupter (o preço é este mesmo que você viu) e acredito que ele tenha contribuído para retardar a flacidez do meu rosto.

Quando me adaptei à Tretinoína (medicamento), fui parando de comprar o A.G.E mas ainda usei por algum tempo produtos com propostas similares, como o Substiane da La Roche-Posay e o HA Intensifier da Skinceuticals, por exemplo.

Quando estava passeando na internet me deu vontade de usar novamente um produto com Hydroxypropyl Tetrahydropyrantiol (molécula conhecida como Pro-xylane e presente nos produtos que citei acima) e lembrei do  Revitalift Laser 3X , que é um produto mais popular e voltado à mulheres de pele “madura”.

Em 22/03/2017 fiz um post no instagram falando mais sobre o pro-xylane; resumindo bem, ela é uma molécula híbrida derivada da xilose que supostamente estimula nossa pele a produzir glucosaminoglucanas; as GAG nada mais são que um tipo de “açúcar” que fica inchadinho quando é hidratado. Aconteça isto ou não, gosto de usar.

Minha experiência anterior como o Revitalift Laser 3X foi restrita ao pescoço e colo, porque eu achava o creme muito grosso. Usei vários potes. Aí pensei assim: vou comprar de novo com intenção de usar na face, se for gordo, reservo para a área dos olhos.

Deu muito certo e estou usando todos os dias por baixo da proteção solar e compondo máscara hidratante, como já mostrei no item anterior.

8. Hipoglós Transparente

Desde que minha irmã me mostrou esta versão do Hipoglós, acredito que logo depois que foi lançado, comecei a usá-lo como produto multifuncional.

Além de ser um hidratante reparador gordo excelente e barato, ele não tem perfume. Não tenho hora certa para usá-lo, uso quando e onde acho necessário.

Uso na área dos olhos como  hidratante despigmentante, uso para “amaciar” corretivos, aplico nas cutículas, cotovelos, joelhos e tornozelos, na boca, na região do melasma e até no colo.

Compro aqui. Tenho sempre um tubinho por perto.

9. Pantene Creme para Pentear

Uso o Creme para Pentear Pantene há bastante tempo e nunca enjoei a fragrância.

Outro mistério da natureza. Como tenho pouco cabelo (fios finos), ele rende uma vida.

Como uso?

Com os cabelos algo úmidos, aplico uma potoquinha do creme do meio para as pontas dos fios e finalizo a secagem com minha escova secadora (completamente apaixonada por ela, já mostrei nos stories).

Nos dias que acho que as pontas dos cabelos estão ressecadas, uso um tico com os cabelos secos.

Uma outra forma que uso é aplicando no elástico antes de prender os cabelos pois tenho a impressão que eles quebram menos.

Gosto também de usar quando faço coque, para dar aquele acabamento nos fios que ficam soltos.

Acabei não recomprando óleo siliconado nem condicionador enxaguável.

10.  Poliflor Multissuperfícies

Uma lista com coisas que fazem parte do meu estilo quase minimalista (ainda estou em formação) tinha que incluir um produto de limpeza.

O Poliflor Multissuperfícies é um dos produtos de limpeza mais versáteis que conheço. Uso basicamente todos os dias.

De brinquedos a obras de arte, molduras de quadros, embalagens de cosméticos, enfim.

Ele me acompanha na limpeza de granito, madeira tratada, metais, plásticos, vidros e até capa de alguns livros.

Removo o pó das coisas e mando ver.

Beijos 🙂

Meire

 

 

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Bate-papo, a Morte de Ivan Ilitch e outras coisas

Por @meire_md

Post dedicado aos meus leitores do Instagram

Quando parei para fazer as contas quase faleço de susto e confesso que estou impactada até agora.

Comecei a usar a internet há 28 anos e divido ideias com vocês por aqui há 27. Gente, isso é muito tempo.

Minha primeira “home page” foi no finado Geocities, que certamente muitos de vocês nem chegaram a conhecer.

A parte mais legal do meu quase falecimento foi perceber que tenho contato razoavelmente frequente com muitos de vocês há pelo menos 15 anos: a gente simplesmente veio caminhando de mãos dadas de plataforma em plataforma.

Em 2013 fechei o Salada Médica (2009-2013) e fui me “reservar” no meu perfil fechado do Instagram,  mas vocês acabaram me encontrando.

Voltei a compartilhar minhas experiências, dicas bobas e ideias aleatórias e, por uma feliz junção de motivos, desde meados de 2020 o Salada está de volta.

Mantenho o perfil do Instagram fechado porque gosto da atmosfera de intimidade.

Como o Instagram não valoriza quem tem perfil fechado e reduziu consideravelmente a entrega de tudo que produzimos por lá, só quem realmente gosta do que posto busca ativamente o meu perfil para ver se tem algo novo e isso acabou sendo muito bom: a nossa interação é afetiva e a minha relação com vocês é muito frutífera.

E foi respondendo nos stories à pergunta relacionada ao que fazer para ser aprovado em Medicina, que lembrei de ‘A Morte de Ivan Ilitch, um dos meus livros favoritos da vida e de leitura tão importante quanto os livros de História da Medicina.

(Se você não viu os stories, eles estão salvos no destaque “Estudantes”)

Conheça um pedacinho de Tolstói (Leo Tolstoy)

Um homem tão atormentado quanto produtivo.

Tolstói, escritor russo mais conhecido por ‘Guerra e Paz‘ e ‘Anna Kariênina’ (ou Anna Karenina), nasceu em 1828 e morreu em 1910.

Ele viveu em um conflito psicológico intenso entre usufruir e condenar a riqueza e a propriedade privada e possivelmente nutria autêntica preocupação com a vida dos camponeses.

O escritor defendia a democratização da educação, o cristianismo primitivo e o pacifismo.

Quando jovem foi viciado em jogos de azar e usuário compulsivo de bebidas alcoólicas — inclusive vendeu propriedades da família para quitar dívidas de jogo — e durante a vida adulta passou por importantes episódios depressivos.

Seu casamento trouxe alguma estabilidade emocional e felicidade que só se abalaram após a conversão para uma espécie de anarco-cristianismo, quando passou a ter impulsos de doar propriedades, abrir mão dos direitos autorais de suas obras e a defender a abstinência sexual.

O vício em jogos, além do abuso de bebidas alcoólicas, podem funcionar como uma espécie de automedicação contra depressão e ansiedade, então pergunto: terá sido ele pessoa com transtorno de humor?

Faço coro com os que acreditam que sim.

A religiosidade extrema, dependendo do restante do quadro médico e social, pode ser parte do suposto cortejo psiquiátrico.

Em pessoas com transtorno de humor, um hábito compulsivo pode ser substituído por outro com o passar dos anos.

Da mesma forma que em Igrejas há religiosos fundamentalistas que no passado foram alcoolistas sistemáticos, há pessoas que no passado foram obesas e hoje são vigoréticas, ou que no passado foram anoréticas e hoje são bulímicas, ou que eram viciadas em compras e depois se viciam em sexo ou em velocidade.

Em meio aos militantes de diversas causas, entre radicais de direita ou de esquerda, no meio de torcidas organizadas, entre fundamentalistas religiosos e entre viciados em compras ou workaholics, possivelmente há mais pessoas com transtorno afetivo bipolar do que na população geral.

O lado bom é que vira e mexe uma dessas pessoas destina seu excesso de energia para uma causa boa e traz melhoras para o mundo, mas o lado complicado é que elas podem sofrer muito durante os ciclos do humor e  podem afastar-se da família e dos amigos.

Possivelmente foi o que aconteceu com Tolstói…

Ao final do post coloquei uma cronologia e algumas referências para você saber mais.

A Morte de Ivan Ilitch

Trata-se de uma novela escrita em 1886, quando Tolstói estava com 42 anos.

Em minha opinião é um livro importantíssimo para toda a humanidade, mas é especialmente importante para estudantes da área de saúde.

A história começa com o funeral de um Juiz de Direito.

Como em todos os funerais, ali há curiosos, há gente que comparece por mera obrigação social, há colegas que já estão interessados em substituir o morto em suas funções e aqueles que estão de olho na partilha dos bens.

Esses aspectos por si só já dão ao livro um resumo do que Tolstói pensava da sociedade aristocrática de sua época, mas os pontos altos da narrativa são a relação médico-paciente e as respostas psicológicas à proximidade da morte.

Quem já passou por uma enfermidade potencialmente fatal ou se conectou com um parente durante este tipo de processo pode ter uma ideia do quão bem Tolstói conseguiu traduzir as frustrações, a revolta, o medo, a vergonha, a sensação de impotência, a solidão e por fim, o conformismo e a aceitação que caracterizam os meses ou dias finais dos que padecem de uma doença crônica debilitante.

Sinto-me particularmente atingida por esta novela porque acompanhei de perto últimos meses de vida do meu pai e porque sou testemunha do calvário de muitas pessoas com dor crônica cujas queixas são frequentemente subestimadas e mal manejadas.

Muitos pacientes crônicos são tratados pelos empregadores, família, profissionais de saúde e amigos como um ‘peso morto’.

As respostas psicológicas do doente crônico, a falta de sensibilidade de alguns médicos e a incompreensão da família também figuram como importantes personagens do livro.

Da mesma forma que ocorreu com o Sr. Ivan Ilitch, muitas vezes o paciente terminal só encontra conforto e compreensão em um empregado.

As reminiscências do passado, os questionamentos do que valeu ou não a pena viver, o arrependimento do que foi ou não feito, a extrema solidão e a relação com o cuidador foram elementos incluídos pelo escritor com particular acurácia.

Impressionante como uma obra tão curta seja tão rica e tenha tantos elementos para se discutir.

É uma leitura que recomendo para pessoas a partir de 16 anos.

CRONOLOGIA


1828 – Leon Tolstói nasce em uma família da nobreza russa. Aos 8 anos fica órfão de pai e mãe. É criado por sua tia Toinette e pela sua avó.

1847 – Tolstói recebe sua herança.

1847 a 1852 – (19 aos 24 anos) – Vicia-se em jogos de azar e bebidas alcoólicas, tem vida desregrada e acumula dívidas de jogo, sendo obrigado a vender propriedades para quitá-las. Nesta época funda uma escola para filhos de camponeses que laboravam em suas terras.

1851 a 1856 – (23 aos 28 anos) – Atua no Exército.

1851 – Escreve seu primeiro romance.

1855 – Vende outra casa da família para pagar dívida de jogos.

1859 – (31 anos) – Funda outra escola e se torna amante de uma camponesa casada, com quem tem um filho.

1861 – Por decisão do Czar Alexander II os camponeses passaram a ser livres e a ter o direito de possuir terras. Neste mesmo ano a Guerra Civil Americana começa.

1862 – (34 anos) – Casa-se com a adolescente Sofja (Sophie, Sonya, Sophia), sua parceira na literatura e mãe de seus 12 ou 13 filhos (as fontes que consultei divergem). Sofja organizava, corrigia, copiava e editava os manuscritos.

1869 – Finaliza Guerra e Paz, depois viaja para comprar mais terras. Durante estadia em Arzamas apresenta um surto depressivo grave.

1871 – Viaja para Samara e obtém nova propriedade. Tem novo surto depressivo grave.

1874 – Tia Toinette morre.

1875 – Tolstói perde o terceiro filho.

1877 – Finaliza Anna Karenina, onde há elementos de sua vida com Sofja e sua experiência com a morte de um irmão, falecido por tuberculose.

1878 – (50 anos) – Converte-se ao cristianismo, para de beber e fumar, passa a trajar roupas de camponês e torna-se pacifista, anarquista e vegetariano.

1880 ou 1883 – (52 anos ou 55 anos) – Sofja obtém os direitos sobre as propriedades da família.

1891 (63 anos) – Decide abrir mão dos direitos autorais dos livros que ainda viria a escrever. Após pedido da esposa e filhos, passa os direitos para a família.

1893 – O governo russo começa a perseguir Tolstói acusando-o de revolucionário perigoso. Por intervenção de uma tia, que argumentou que ele poderia ser transformado em mártir, Tolstói passa a ser tratado pelo governo como o maior gênio de toda a Rússia

1901 – (73 anos) – Em razão da publicação de ‘Ressurreição’, é excomungado pela Igreja Russa.

1902 – Escreve ao Czar pedindo que conceda liberdade ao país e evite uma guerra civil.

1905 – Tosltói condena o marxismo e a repressão imperial, defendendo que a reforma espiritual deve preceder a ação política. Em mesmo ano o Czar Nicholas II tentou conter a onda revolucionária garantindo ao povo o direito de reunir-se em assembleia e a liberdade de imprensa, o que não foi suficiente.

1907 – Chertkov, seu seguidor, recebe o controle editorial e financeiro das obras.

1908 – Tolstói está doente e acamado e escreve um testamento onde especifica que após a morte todos os direitos autorais de seus livros serão de propriedade pública e que ele deve ser enterrado na Floresta Zakaz.

1909 – Um novo testamento é feito (ou fraudado) dando a Chertkov todo o direito aos manuscritos e diários de Tolstói. Em mesmo ano, não consegui descobrir se antes ou depois, ele sofre um acidente vascular encefálico e fica com parte do corpo paralisado.

1910 (82 anos) – Deixa a família e decide viajar para Cáucaso e viver como um camponês. Sua filha Aleksandra, então com 26 anos, o acompanha durante a viagem. Como já estava muito debilitado, morre na estação de Astapovo.

Obs.: Na edição da Martin Claret consta que Aleksandra era médica, mas as outras fontes nada citam e relatam que ambos viajam em companhia de um médico.


Referências


http://www.lev-tolstoy.com/tolstoy-timeline.php

http://www.pbs.org/wgbh/masterpiece/anna/timeline_text.html

http://www.russia-ukraine-travel.com/leo-tolstoy.html

http://www.bipolarworld.net/Bipolar%20Disorder/Articles/art14.htm

https://www.biography.com/scholar/leo-tolstoy

 

 

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Dez dias em um Hospício

Por @meire_md

“As pacientes estavam azuis de frio, e cada minuto parecia durar quinze”

Nellie Bly é o pseudônimo da jornalista Elizabeth Jane Cochran (1864 – 1922), uma jovem de parcos recursos que aos dezesseis anos de idade escreveu uma carta para o editor do Jornal Pittsburgh Dispatch contestando de modo veemente um artigo que tratava a mulher como um ser limitado à lida doméstica.

O editor ficou tão impressionado com o conteúdo da mensagem que a contratou.

Mesmo sendo tão jovem e, em razão do falecimento do seu pai, não teve condições financeiras para finalizar seus estudos, Elizabeth produziu artigos densos e escreveu sobre temas polêmicos como jornadas exaustivas, péssimas condições de trabalho e baixos salários pagos às mulheres e crianças trabalhadoras.

Aos 23 anos e já bastante experiente, ela foi contratada pelo jornal New York World, cujo editor era nada mais nada menos que Joseph Pulitzer, sim, o cara do Prêmio Pulitzer.

Dez dias em um Hospício

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Em 1887 “Nellie Bly” aceita a proposta audaciosa do World: ela teria que simular insanidade mental para ser internada no manicômio da então Ilha de Blackwell —hoje Roosevelt Island — afim de investigar supostos abusos às pacientes ali confinadas.

Sem entrar no assunto coragem, já que o internamento em manicômios funcionava quase como uma sentença de morte ou uma prisão perpétua, o ato foi um feito surpreendente e muito a frente do tempo, pois o conceito de jornalismo investigativo só apareceu uns sessenta anos depois.

“Depois disso, comecei a ter uma consideração menor pela capacidade dos médicos, e uma maior pela minha. Agora, tinha certeza que nenhum médico saberia dizer se as pessoas eram insanas ou não, se o caso não fosse violento”

O livro ‘Dez dias em um Hospício‘ é um relato sumário porém detalhado da experiência da jornalista, que demonstrou que quando há interesses secundários é bastante fácil simular loucura e enganar pessoas recém conhecidas, médicos e profissionais do direito, convencendo-os sem muitas delongas de que apresenta insanidade mental.

Apesar da natureza do tema, a leitura chega a ser quase leve, sobretudo para quem já leu ‘O Holocausto Brasileiro’, de Daniela Arbex, que retrata uma situação bastante pior.

Vestida de modo simples, com centavos de dólar no bolso, sem bagagem ou documentos de identificação e negando saber onde morava, hospedou-se no Lar Temporário para Mulheres e antes do final da primeira noite não só a assistente da proprietária do Lar quanto as hóspedes estavam convencidas de que a moça era “lunática”.

Após passar por avaliação de mais de um psiquiatra e receber o diagnóstico de insanidade mental, foi encaminhada para internação.

Naquela época as pessoas eram frequentemente levadas aos hospitais por amigos e familiares. E eram basicamente enterradas vivas; poucas recebiam cartas ou visitas. A existência de manicômios em ilhas representava bem o quanto a sociedade desejava isolar-se das pessoas ditas insanas.

“Um dia, uma mulher insana foi trazida. Ela era barulhenta, e a srta. Grady bateu nela e a deixou com um olho roxo. Quando os médicos perceberam e perguntaram se aquilo havia acontecido antes de ela chegar, as enfermeiras disseram que sim”

Uma vez internada, presenciou o descaso de alguns médicos, a crueldade e sadismo de alguns profissionais da enfermagem e presumiu, com uma margem de erro possivelmente muito baixa, que algumas mulheres estavam presas ali por escolha de outras pessoas, ou seja, sem qualquer indicação médica genuína.

Mulheres que mudam o mundo não são as que odeiam homens, são as que amam a humanidade

Como resultado do seu trabalho, a cidade de Nova York destinou um milhão de dólares a mais por ano para os cuidados com as pessoas portadoras de transtornos mentais.

E ela não parou por aí. Minha edição conta com pequenos relatos de outros trabalhos que ela realizou infiltrada, com destaque para o trabalho numa fábrica de caixas.

E se fosse hoje?

Atualmente o quadro representado por Nellie, que não aparentava imputar riscos a si ou a terceiros e mais sugeria um episódio psicótico transitório, não indicaria institucionalização porque há medicamentos que permitem um controle domiciliar adequado.

Se a proposta ocorresse hoje, para conseguir ser internada sem um atestado falso, a jornalista teria que promover uma simulação de doença psiquiátrica com uma atuação teatral um pouco mais complexa, como a feita por pessoas que querem abrandar penas judiciais ou obter benefícios fraudulentos.

Vivemos em um período que, teoricamente, a internação é reservada para casos cujo manejo domiciliar não é possível.

Como ocorreu nos EUA, aqui no Brasil também foi graças à denúncia da imprensa que os horrores do Hospital de Barbacena, que ocorriam sob o olhar complacente da Igreja Católica, do Estado, dos diretores e dos profissionais do Hospital, foram expostos.

A luta antimanicomial, que foi encabeçada por médicos em todo o mundo e depois ampliada graças à inestimável participação profissionais que foram incluídos nos tratamentos das pessoas com transtornos mentais, chegou a um ponto de equilíbrio mas ainda há muito a se fazer.

Internar algumas pessoas com transtornos mentais ainda é uma necessidade.

Como diversas outras doenças, as mentais podem exigir internamento.

O que não podemos aceitar são as internações por quadros que, mesmo irreversíveis, sejam passíveis de estabilização ambulatorial, nem que os pacientes sejam tratados de modo desumano.

Novas ‘naus de loucos’?

Infelizmente estamos vivendo uma fase de proliferação de clínicas, muitas delas com apoio de Igrejas e médicos que por motivos que não cabem a mim teorizar, fomentam a institucionalização estupidamente prolongada de pessoas com histórico de consumo de drogas lícitas e ilícitas, excluindo-as da vida produtiva em sociedade mesmo quando já passaram da fase aguda da intoxicação.

Se nunca houve antes, tampouco hoje há qualquer amparo técnico para este tipo de segregação.

Vamos adiante.

Dez dias em um Hospício é um ótimo exemplo de livro interessante para ser colocado para a Alexa ler, pois o relato não é complexo e o nome das personagens, embora todos reais, nem precisa ser memorizado.

O relato da jornalista faz com que o seu cérebro desenhe a situação e coloque você ali, no ambiente, enxergando tudo através dos olhos dela.

Obrigada, Monique, pela indicação deste livro! ❤️

Ah, em janeiro de 2019 foi lançado um filme baseado na história real de Elizabeth Cochran: “Fuga do hospício — A História de Nellie Bly”, dirigido por Karen Moncrieff.

Outro livro da mesma autora é A Volta ao Mundo em 72 dias.

Beijos,

Meire

Caso você queira ler a minha resenha sobre “O Holocausto Brasileiro“, clique aqui.

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