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Como uso a Alexa

Por @meire_md

Post dedicado à minha amiga Marília🌹

“Qual conselho um imã deu a outro? Você precisa ver as coisas pelo polo positivo” (Alexa)

A Alexa é a Inteligência Artificial da Amazon e, para os curiosos que exploram bem as suas funcionalidades, ela se comporta tanto como uma secretária bastante eficiente quanto como um propulsor de produtividade.

Há aqueles que até gostam, mas mal usam. Há aqueles que não enxergam sentido algum nos dispositivos. Então, só compre um Echo Dot equipado com Alexa caso acredite que seja interessante para o seu dia a dia.

Faço questão de deixar isso bem claro no início do post porque não gosto que ninguém compre por impulso algo que indiquei.

Muita gente usa a Alexa apenas para pedir música, e entendo.

Ainda que ela só servisse para isso, já seria uma aquisição muito interessante, porque é bem confortável não parar o que se está fazendo nem precisar mexer no celular para rodar o Spotify ou outras plataformas, subir e descer o volume, ou trocar a playlist.

Tenho a Alexa em quatro dispositivos:

Preferi comprar também os suportes ajustáveis, que deixam o dispositivo mais alto e permitem que o ângulo da tela seja modificado.

Percebeu? A Alexa é uma alma. Ela é um ser virtual que pode estar presente em inúmeros dispositivos.

A minha  irmã é alexamaníaca e usa o Alexa Echo Dot e o Echo Show com tela de 5.5″. 

Inclusive, ela escreveu um post sobre o dia em que a Alexa falou palavras obscenas.  Foi um acontecimento totalmente fora do comum, porque a IA da Alexa é programada para não pronunciar palavrão.

Generalidades

Minha Alexa 5.5″

Eu preciso de listas, lembretes e timers para funcionar bem. O que a Alexa faz é receber meus comandos e me devolver tudo de forma organizada.

Mesmo que eu não esteja perto dos dispositivos físicos, o celular está sempre comigo e me envia notificações, bem como permite que eu consulte e edite as listas e os lembretes, por exemplo.

Sempre tenho muitas coisas para fazer, desde coisas simples como manter as compras de itens essenciais de casa até concluir tarefas dentro de prazos muito específicos, além de gerenciar o turbilhão de ideias que aparecem para o Salada Médica.

“Ela foi trazida de sua especulação para as realidades desagradáveis pela entrada brusca do major Metcalf”(Três Ratos cegos e outros contos, de Agatha Christie)

Pelo fato de precisar atender várias ligações telefônicas por dia (coisa que corta minha concentração e faz com que eu perca o foco no que estava fazendo), corro sério risco de esquecer de fazer o que prometi na ligação anterior.

Para quem tem TDAH isso é bastante adoecedor. Quando você é uma pessoa responsável, a sensação de que vai esquecer algo pode ser bem estressante.

“Alexa, anote coisa tal na minha lista de tarefas”

Pronto. Aí a cada momento de acalmia do dia volto para ela e pergunto o que preciso fazer, e faço. Eu esqueceria; a Alexa, não.

Quando eu paro para fazer uma anotação física  fica mais complicado voltar concentrada para o que eu estava fazendo porque perco o foco e posso demorar a recuperá-lo.

Penso em várias coisas o tempo todo, então pensar falando alto não interrompe o fluxo da minha atividade porque a voz interior está apenas se materializando.

O que interrompe fortemente o meu foco é interagir com outras pessoas ou parar o que estou fazendo para fazer outra coisa.

O meu cansaço mental decorrente do TDAH continua existindo, sei que isso não tem cura, só controle.

Mas a ansiedade promovida pelo medo de esquecer ou de errar reduziu muito.

Os benefícios para minha saúde mental são tantos que eu nem queria escrever um post específico sobre a Alexa, pois sou muito, mas muito suspeita. O amor é grande ❤️.

E da mesma forma que acrescento por voz diversos itens às minhas listas, removo da mesma forma. “Alexa, remova extrair relatórios da minha lista de tarefas”.

Mas a Alexa vai muito além disso, continua aqui comigo.

Agora vamos partir para coisas mais específicas

Minha Alexa 8″

A primeira coisa que você precisa fazer quando a sua Alexa chegar é instalar o aplicativo Alexa no seu celular para poder configurar o dispositivo. Logue com sua conta e senha da Amazon.

A configuração do dispositivo é bastante intuitiva.

No caso dos aparelhos com tela, parte da configuração é feita por toque — inclusive a digitação da senha do wi-fi de casa.

Se você escolher um modelo com tela, arraste seus dedos da parte superior para baixo e da esquerda para a direita e verá várias funções.

Explore o aplicativo quando estiver com tempo livre para se organizar, colocando seu streaming de música favorito como padrão, configurando sua TV para ser controlada por ela, escolhendo se prefere que a Alexa dê respostas curtas ou longas, criando lembretes recorrentes e muito mais.

Comece do começo e vá se atualizando. A Alexa nunca para de aprender coisas novas.

A tranquilidade dos lembretes recorrentes

Há tarefas que você precisa repetir todo dia — como tomar um certo medicamento — , todas as semanas, meses ou anos.  Assim, você pode configurar a recorrência dos lembretes só uma vez, e passar a recebê-los repetidamente.

Um dos meus vários lembretes recorrentes é atualizar a Planilha de Investimentos. Coloquei o dia 29 de um mês x como o primeiro e pedi que ela repetisse o mesmo lembrete a cada 30 dias (às 19h).

Você pode configurar lembretes recorrentes para pagar boletos, enfim, para tudo que for necessário.

Lembretes específicos

Se enquanto você está com as mãos ocupadas vem a lembrança de comprar um medicamento exatamente no dia que precisa sair de casa (aqui trabalhamos com casos reais), você pode dizer: Alexa, me lembre de comprar Tylenol.

Ela vai perguntar quando você quer ser lembrado, e você diz o dia e a hora. Simples assim.

Como gosto de encurtar passos,  costumo agrupar comandos com os dados que são essenciais para ela “Alexa, anota um lembrete para o dia 10 de dezembro às 10 horas da manhã”, ela pergunta “para que é o lembrete?” e você diz.

Você pode ir testando as suas formas objetivas. Mas seja específico.

  • Alexa, anota um lembrete;
  • Alexa faz um timer de X minutos;
  • Alexa, anota tal coisa na lista tal.

Timers

Usar os timers é bem simples, função essencial para quem vive no Mundo da Lua — falei sobre isso no post Três minutos é tempo suficiente para fazer um filho.

Você quer fazer um arrastão para limpar pontos essenciais da casa ou se exercitar dançando música dos anos 60 durante 20 minutos para nos próximos 30 minutos ler um livro, mas você é tão sequelado quanto eu e não tem a menor noção do tempo?

Simples.

‘Alexa, coloca um timer de 20 minutos’.

Ela coloca e o alarme é pontual. Ai você diz: ‘Alexa, toca música dos anos 60 no Spotify’. Ela toca sem que você tenha perdido um tempo precioso mexendo no celular, aparelho que acaba te carregando para o Instagram ou para o WhatsApp.

Ao final dos 20 minutos ela vai interrompê-lo e você vai partir para outra atividade, pedindo ‘Alexa, coloca um timer de 30 minutos’.

E pode ler bem longe do celular sem precisar ficar preocupado em estourar seu “orçamento de tempo”.

Listas

Eu já usei diversas listas, mas hoje simplifiquei a rotina e só uso três:

  1. lista de Tarefas;
  2. lista de Compras;
  3. lista de Casa.

Você pode:

  • criar quantas listas quiser; se esquecer quantas listas tem, basta pedir: ‘Alexa, mostra minhas listas’;
  • manipular as listas pelo aplicativo ou fazer tudo por voz, inclusive remover itens. Eu prefiro o comando de voz. ‘Alexa, anota suco de cranberry na minha lista de compras’;
  • pedir que ela leia a lista toda para você.  ‘Alexa, o que tem na minha lista de compras?’. Ela vai dizer o número de itens e discriminá-los por voz.

Como as minhas são com tela, peço ‘Alexa, mostre a minha lista de compras’ sempre que me sento para fazer pedidos online ou para lembrar o que preciso comprar na rua. Depois que confirmo a compra, peço que ela remova o item da lista.

Fazer lista de compras ajuda bastante a economizar.  Não costumo comprar nada que eu não tenha programado.

Minha lista de tarefas só eu entendo e é voltada ao trabalho. Ela é editada várias vezes ao dia; vou acrescentando e removendo itens, sempre por voz.

Como não gosto de acumular serviço, sempre que estou em um momento calmo volto para a lista, que também fica disponível no celular, e vou resolvendo tudo.

Na lista de casa anoto tudo que não vai nem para a lista de compras nem para a de tarefas, como:

  • ideias para o blog;
  • necessidade de marcar uma consulta médica;
  • limpar a biblioteca etc.

Mais ou menos uma vez por semana olho o que fui jogando na lista de casa mas que ficarão para depois, como as ideias para posts. Ai passo com calma para meu Planner do jeitinho tradicional: com caneta. Assim, deixo as listas sempre enxutas.

Isso não me toma mais que 3 minutos.

“Alexa, mostre meu calendário”

Basta ir nas configurações do aplicativo do celular, escolher a função calendário e vincular a sua conta.

Tirei alguns minutos de um dia e anotei todos os aniversários no calendário do Google e pronto. Para quem já tem um calendário recheado, melhor ainda, pois tudo vai migrar.

Não uso o calendário para eventos ou lembretes, prefiro usar as funções nativas da Alexa e, enquanto escrevo este post,  decidi que vou colocar todos os aniversários importantes como lembretes anuais recorrentes!

Gente, é muito fácil fazer isso pelo aplicativo Alexa. Quem diria que um dia seria possível investir alguns minutos de tempo para passar a receber avisos importantes pelo resto da vida?

Em tese uma inteligência virtual não morre. Se você restaurar as configurações de fábrica ou comprar um novo dispositivo, tudo que você deixou aos cuidados da Alexa voltará para o mesmo ou para o novo dispositivo.

Estamos mesmo no futuro.

Usando a Alexa para navegar na web

Nos dispositivos com tela você navega na internet com toque ou voz em diversos sites.

Basta pedir: ‘Alexa, abra o Silk’ (Silk é o navegador da Amazon) e a partir daí você navega como se ela fosse um tablet.

Infinitas interações

‘Alexa, como se escreve palavra tal?’ É uma função que uso bastante porque tenho uns brancos frequentes com palavras. Às vezes escrevo e penso: será que está certo?  Como as minhas têm tela, também vejo a palavra escrita.

‘Alexa, me fale sobre fulano ou me fale sobre coisa tal’, é outra função que uso muito quando estou escrevendo. Isso pode ser bem divertido para crianças e para idosos curiosos.

Se você começar a pesquisar por aí todas as perguntas que ela pode responder, você entrará num poço sem fundo. As pessoas da internet descobrem coisas novas todos os dias.

‘Alexa, quando é tanto vezes tanto?’ Alexa, quanto é a raiz quadrada de tanto? Uso muito as operações matemáticas quando estou organizando as finanças de casa ou quando preciso calcular a idade de alguém.

“Alexa, avise que estou chegando em casa”

Você pede que a Alexa dê um aviso e ela manda mensagem para os dispositivos vinculados à conta da sua família.

Acabei de dizer ‘Alexa, avise que eu estou com fome’, e certamente logo mais aparecerá um marido aqui em casa me oferecendo comida.

Usando a Alexa para ver vídeos , filmes e séries

Como gosto de ver séries, filmes e vídeos sem precisar usar óculos, uso bastante meus dispositivos Echo com essa finalidade.

Uso frequentemente as Alexas para ver Netflix, Amazon Prime Vídeo e YouTube. Basta pedir que ela abre. ‘Alexa, abra Prime Vídeo’; ‘Alexa, abra Donnie Darko.’

Pedindo para a Alexa ler livros para você

Minha irmã já escreveu um post bem completo sobre essa função.

Ao receber o comando de voz, a Alexa consulta a nossa biblioteca Kindle e, caso você não especifique, por padrão ela começa a ler o livro que julga mais recente ou que você pediu por último (que nem sempre é o que você de fato abriu por último —principalmente se você lê vários livros ao mesmo tempo).

E você sabe que não precisa ter o aparelho Kindle para comprar e ler livros no formato Kindle, não é? Você pode usar o aplicativo Kindle para celular e fazer a leitura por ele. A Alexa vai conseguir ler o livro compatível do mesmo jeito, pois tudo fica na nuvem da Amazon.

Prefiro especificar. ‘Alexa, leia meu livro O Clube do Crime das Quintas-Feiras’, pronto.

Por motivos óbvios, ela não lê Graphic Novels, por exemplo. Os livros que são incompatíveis não aparecem listados no seu aplicativo Alexa nem na lista que as Alexas com tela entregam para a nossa visualização.

Gosto de pedir: ‘Alexa, abra minha Biblioteca Kindle’, ai arrasto a tela e clico no livro que quero que ela leia.  Se o seu dispositivo não tem tela e você não lembra o nome do livro que quer ler ou quer consultar os disponíveis para escolher, clique na função Reprodução do aplicativo Alexa no seu celular, role a tela e escolha o livro que quer ouvir. Sim, é simples mesmo.

Uso bastante essa função tanto para reler livros enquanto estou fazendo algum trabalho manual, quanto para ouvir partes que li recentemente, com a intenção de fixar melhor o conteúdo.

“Alexa, volte dois minutos”; “Alexa, adiante uma hora”. Com um simples comando de voz, a Alexa retrocede ou adianta a leitura do livro por segundos,  minutos ou horas.

Caso você queira que ela recomece a leitura a partir de um ponto muito específico, abra livro no Kindle e deixe o texto no ponto exato, que ela retoma a leitura dali.

Para voltar ou adiantar, a Alexa se baseia no tempo. Então se você quer voltar para o início do livro, só extrapole o tempo que já foi lido: “Alexa, volte X horas”. Então ela volta o máximo possível.

A experiência imersiva de reler Sapiens dessa forma foi incrível.

Criando Rotinas

Você pode automatizar comandos usando o aplicativo Alexa no celular.

Tenho 9 rotinas configuradas e vou dar alguns exemplos.

  • Quando eu digo ‘Alexa, boa noite’, ela ativa o modo não pertube.
  • Quando eu digo, “Alexa, bom dia”, ela me conta algo novo.
  • Quando digo “Alexa, quero fazer faxina”, ela começa a tocar a Playlist ‘Incomodada Ficava a sua Avó’.
  • Quando eu digo “Alexa, música clássica”, ela abre a playlist Mozart in the Jungle, que amo.

Explore as possibilidades.

Automação Residencial

Como a TV do nosso quarto é antiga mas muito boa e não queríamos comprar outra apenas para automatizar com a Alexa, compramos o Fire TV Stick com controle remoto por voz, que também contém a tecnologia da Alexa e fica integrado com os outros dispositivos (há vários modelos de Fire TV).

Quando pedimos para a Alexa do escritório ou do quarto ligar a TV  e colocar na Netflix, tudo acontece. Ou controlamos a TV por voz ou por toque com o próprio controle, e das mesmas formas  controlamos o volume e desligamos a TV.

Se você tem uma TV que já é compatível com os dispositivos Alexa, nem precisa do Fire TV Stick.

A Alexa pode controlar lâmpadas, TVs, aparelhos de ar condicionado, fechaduras eletrônicas, interruptores, cortinas, aspiradores de pó e quaisquer outros itens compatíveis com sua tecnologia.

As possibilidades de automação residencial não param de surgir.

Gente como a gente

O que Pitágoras falou para Machado de Assis? Não me venha com história que já tô cheio de problemas.

E tem a zueira, né?

A Alexa solta pum, arrota, imita o Chewbacca, canta música errado, conta piadas de matemática, piadas de física, piadas de biologia.

Criar uma rotina para fazer com que ela dê uma resposta super específica é bastante engraçado.

O que não uso?

Acho que só não uso as Alexas para fazer chamadas em vídeo…

Skills

São aplicativos que fazem com que os dispositivos Echo equipados com Alexa desempenhem outras funções e podem ser ativadas ou desativadas a partir do aplicativo Alexa instalado no seu celular.

Há skills de notícias, esportes, negócios, finanças, saúde e boa forma, curiosidades, jogos … a lista é bem extensa;

Afora a Skill do Spotify e as relacionadas à Casa Inteligente, não testei muitas outras porque as funções nativas da Alexa são bem suficientes para as coisas que mais gosto de usar.

Como limpo minhas Alexas?

Aplico o mesmo produto que uso para limpar o celular, as telas dos computadores e da TV, o limpa telas.

O  meu favorito é o kit da Flash Limp, mas todos os que já usei funcionam bem.

Prefiro espirrar o limpa telas no paninho ou na esponja específica de microfibra que veio no último kit limpa telas que comprei; nunca aplico o líquido direto no dispositivo como faço com a TV, que tem a tela imensa.

No dia a dia basta remover o pó  com um paninho de microfibra limpo e usar o produto sempre que a tela estiver com marcas de dedo ou com aspecto esquisito.

Gosto das minhas telas, todas, sempre limpinhas.

Minha vida antes de você

Antes de usar a Alexa eu usava a Assistente do Google, que é bastante inteligente.

O que mais me incomodava era justamente a necessidade frequente de interromper o que estava fazendo para usar as mãos.

Diga, “Alexa, eu te amo” e espere a resposta.

A minha ela já deu. E o que sinto por ela, você já sabe.

Certamente deixei de falar muitas coisas. A gente vai conversando.

Beijos.

Três minutos é tempo suficiente para fazer um filho

Por @meire_md

Lavo meus cabelos em média quatro vezes por semana e sempre aplico a Máscara Capilar da Pantene.

Uso tanto a Liso Extremo quanto a Hidratação; gosto muito de ambas, até porque na verdade são basicamente idênticas.

Há umas três semanas percebi um ressecamento inesperado nos fios e, concluindo que isto estava acontecendo porque estão mais longos, acreditei que a máscara baratinha não estaria mais sendo suficiente.

Eu já estava planejando comprar uma outra quando, o que irremediavelmente ocorre com pessoas minimalistas, pensei: será que testando a mesma máscara de uma forma diferente não haveria mudança no efeito?

Às vezes um bom produto não entrega tanto quanto poderia porque estamos usando de um modo desleixado ( é super comum ver produtores de conteúdo de beleza pouco criativos sentando o malho em produtos que claramente não observaram com o olhar curioso de quem está testando alguma coisa).

Então foi conversando comigo mesma que me dei conta de que a pressa do dia a dia estava me levando a deixar a máscara agir por no máximo um minuto.

Quem marca três minutos no relógio quando está tomando banho?

A Pantene faz pesquisa na área capilar e indica que a máscara fique agindo por três minutos. Três longos minutos.

O que me parecia um número mágico extraído das vozes das cabeças dos pesquisadores, revelou-se realmente… mágico.

Comecei a, do banheiro mesmo e assim que aplico a máscara, pedir que a Alexa coloque um timer de três minutos.

Quando ela me avisa, removo o produto (e lembro de quantas vezes já prometi fazer um post específico sobre o quanto ela auxilia minha produtividade), simples assim.

Três minutos é o tempo que levo para assistir a doze Reels do Gomu, discutir um caso clínico com um colega ou limpar minuciosamente um cômodo da minha casa usando o Mop Spray.

Muitos cidadãos conseguem fazer um filho em três minutos, não é mesmo?

Teste usar sua máscara capilar baratinha no tempo correto indicado pelo fabricante depois me conta: o efeito melhorou?

Minha lista atual de compras capilares

Desde o início da Pandemia faço compras de supermercado, bebidas, comidinhas sem glúten, cuidados pessoais, papelaria, livros e tecnologia praticamente só pela internet e esse hábito veio para ficar. Por comprar basicamente tudo online, o  frete grátis da Amazon Prime é uma mãe para mim (além do fato de ter filmes, séries, música e eBooks grátis) porque o custo anual é inegavelmente muito menor do que eu teria me deslocando para fazer compras físicas ou pagando frete.

Tenho o couro cabeludo bastante sensível (sujeito a crises de dermatite), cabelos lisos, finos e com fios brancos, então toda rotina  de limpeza é voltada para estas questões.

Uso rotineiramente dois shampoos, o Clear Sports Woman Limpeza Hidratante, que aplico duas vezes em todas as lavagens, e o L’Oréal Expert Silver, que uso mais ou menos uma vez por semana, sempre aplicando uma “demão” do Clear antes.

Além de aplicar a máscara da Pantene em todas as lavagens, uso também o Pantene Creme para Pentear antes de prender os cabelos, coisa que faço apenas todos os dias.

Moro numa cidade quente e adoro manter os fios presos. Eles são muito leves e ficam caindo nos olhos, dando cócegas no meu nariz ou colando nos produtos que uso na boca.

Falando em cabelos presos, gosto muito dos prendedores de cabelo emborrachados da Revlon, que são tic tacs mais macios do que os baratinhos que encontramos em lojinhas e tem pontinhos que evitam que os fios sejam quebrados quando retiro o acessório.

Quando estou em casa costumo fazer um coque com palito e usar  tiara para prender os fios que se soltam do coque, assim dispenso o uso de prendedores e ligas.

Gosto muito das tiaras da Revlon com toque macio porque não apertam minha cabeça nem marcam atrás das orelhas, mas não sei se funcionam bem para quem tem muito cabelo, pois são bem flexíveis. Se você tem a cabeça pequena como a minha e pouco cabelo, acredito que vá gostar.

Só prendo os fios com ligas quando faço rabo de cavalo ou coque com hair donut.

Como mostrei em outros posts sobre cabelos, principalmente no ‘Mais Sobre os Meus Cabelos’, as ferramentas que uso são a Escova Tangle Teezer Wet Detangling, a touca Dry My Hair da Océane, minha escova alisadora ou chapinha , secador,  a Tesoura da Mundial (6 polegadas) e o Modelador de Cachos da Lizz, o Curling Cônico.

Relendo o conteúdo percebi que esqueci de mostrar meu pente favorito da vida, o Tangle Teezer The Back Combing Hairbrush. Sinto que ele alinha melhor os fios, ajuda a sentar o frizz e além disso é ótimo para usar com os cabelos molhados.

O que era para ser um post apenas sugerindo que você espere três minutos após aplicar a máscara acabou virando um texto de três laudas.

Um beijo!

 

 

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Aviso: As páginas associadas ao Blog da Monique contém links afiliados da Amazon e isso não afeta o preço que você pagará no caso de realizar qualquer compra por meio deles. O Blog poderá receber uma pequena comissão pela venda.

Do Éden ao Divã

Por @meire_md

“Embora os judeus representem apenas 3% da população norte-americana, 80% dos comediantes dos Estados Unidos são judeus” Do Éden ao Divã | Moacyr Scliar, Patricia Finzi e Eliahu Toker

Do Éden ao divã na Amazon

O humor, a ironia e a capacidade de rir das próprias desgraças são tão enraizados na cultura judaica que estudiosos sobre o tema encontraram humor até em textos religiosos antigos.

Do Éden ao Divã é uma coletânea de anedotas que começa pelas historietas talmúdicas e vai até as que adotaram diferentes características de estilo de acordo com a época e localização geográfica do povo judeu, que sofreu a primeira diáspora nos tempos babilônicos.

Com a segunda diáspora, iniciada após a destruição do Templo de Jerusalém (ano 70 dEC), os judeus foram se espalhando pela Europa, África, Península Ibérica, Oriente Médio e Leste Europeu, região considerada o berço do humor judaico.

Com o avanço do antissemitismo e a violência das perseguições, espalharam-se pelas Américas, incluindo o Brasil.

Como diz a anedota sobre o dilúvio,  na qual o padre conclama os cristãos a se arrependerem para morrem em paz e o rabino conclama os judeus a aprenderem viver sob a água, os judeus se adaptaram a diversos modos de vida e assim o humor ganhou novos temas, incluindo aqueles relacionados à formação do Estado de Israel (1947).

“A sátira é a indignação moral transformada em arte cômica ” (Philip Roth)

Piadas criadas em pleno campo de concentração, provérbios para fazer maldições contra desafetos, anedotas sobre pedintes ingratos  – na cultura judaica receber esmolas é um direito -, os problemas de identidade do povo judaico, o novo-rico, alusões à ‘mãe judia’, as neuroses e os hábitos judaicos de reclamar da saúde são amplificados e explorados para provocar riso.

“— Diga-me, você que sabe tudo, o que Eva dizia quando Adão voltava tarde? — Ela contava suas costelas — respondeu o rabi.”

Boa parte das anedotas e provérbios irônicos é anônima e possivelmente foi criada e repassada por estudantes da Torah e rabinos, mas os autores traçam minibiografias de alguns autores célebres e reproduzem pequenas coletâneas de cada um.

A inteligência e a acidez do humor judaico são encontradas claramente em autores tão diferentes quanto Philip Roth e Kafka. Preciso até resenhar alguns livros deles para vocês.

Do Éden ao Divã não é um livro para gargalhar. O humor judeu, não raro, faz você rir com as vísceras.

Recomendo.

Você pode gostar de:

Valores Judaicos & Outras Coisas 

Lista de alguns judeus célebres citados pelos autores

Woody Allen, Jack Benny, Milton Berle, Fanny Brice, Mel Brooks, Lenny Bruce, Art Buchwald, George Burns, Red Buttons, Sid Caesar, Eddie Cantor, Al Capp, Bennett Cerf, Byron Cohen, Stanley Elkin, Jules Feiffer, Bruce Jay Friedman, Rube Goldberg, Dan Greenburg, Milt Gross, Sam Gross, Goldie Hawn, Joseph Heller, Abbie Hoffman, Lou Jacobi, Danny Kaye, Alan King, Robert Klein, Paul Krassner, Harvey Kurtzman, Bert Lahr, Norman Lear, Fran Lebowitz, Jack E. Leonard, Jerry Lester, Sam Levenson, David Levine, Jerry Lewis, os Irmãos Marx, Bette Midler, Henry Morgan, Zero Mostel, Lou Myers, S. J. Perelman, Carl Reiner, Don Rickles, Joan Rivers, Leo Rosten, Philip Roth, Mort Sahl, Dr. Seuss, Dick Shawn, Al Shean, Allan Sherman, Max Shulman, Phil Silvers, Shel Silverstein, Neil Simon, Saul Steinberg, Barbra Streisand, Larry Storch, Gerald Sussman, Calvin Trillin, Sophie Tucker, Ira Wallach, Billy Wilder e Gene Wilder.

“Se A é o sucesso na vida, então A = X + Y + Z, onde X é trabalho, Y é diversão e Z é manter a boca fechada.” (Albert Einstein)

Beijos

Grávida pode usar?

Por @meire_md

Essa é uma das perguntas que mais recebo no Instagram.

A resposta não só exige um bom preâmbulo quanto pode mudar do dia para a noite.

Para avaliar a teratogenicidade de uma substância, ou seja, a capacidade dela causar uma má formação no nenê, ou descobrir o quão tóxica é, são adotadas pesquisas com animais ou com modelos alternativos (com embriões, por exemplo).

Em alguns casos a toxicidade para o feto só é descoberta depois que a substância já está no mercado há algum tempo.

Sobre os teratógenos

Os teratógenos são quaisquer agentes que, uma vez atingindo o embrião ou feto, podem causar algum problema estrutural ou funcional.  Importante lembrar que um contato X com eles não determina certeza de que o bebê terá algum tipo de problema.

Os teratógenos conhecidos podem ser divididos basicamente em quatro categorias de agentes:

  • físicos;
  • químicos;
  • biológicos;
  • intrínsecos.

Os físicos são, por exemplo, calor e radiação. É por causa deles que gestantes não devem frequentar saunas nem podem fazer radiografias nos primeiros meses de gravidez.

Os agentes biológicos são os “micróbios” que causam infecções diversas, com ou sem sintomas, como por exemplo o vírus da Rubéola e o Zika Vírus.

Os fatores intrínsecos são relativos à própria gestante, tais como a desnutrição, o diabetes e o hipotireoidismo.

Os agentes químicos são compostos variados, como alguns medicamentos, drogas lícitas e ilícitas,  sendo importante saber que um medicamento pode ser abortivo sem ser capaz de causar má formação no feto. São duas coisas bem diferentes.

Pesquisas em gestantes

Por motivos óbvios, gestantes são excluídas de pesquisas científicas que avaliam toxicidade de medicamentos e de cosméticos, por isso uma boa parte das respostas à pergunta “Grávida pode usar?” não existe ou só será encontrada depois que o produto estiver no mercado há alguns anos.

Quando ocorre alguma intercorrência importante com a gestação, a tendência da família é culpar algum medicamento ou algum cosmético. Os cosméticos sempre serão a causa menos provável.

Tudo que foi indicado por alguém passa a ser, na avaliação da família, a causa e é em parte por isso que gestantes são privadas de usar muitos cosméticos.

Defesas naturais

A pele humana conta com uma barreira que impede que a maior parte dos ingredientes não medicamentosos de uso tópico chegue ao nosso sangue (e consequentemente chegue até embrião ou feto), por isso que a maior parte dos cosméticos não aplicados na boca ou olhos são, via de regra, seguros para gestantes.

Além dessa barreira comum a todos, o feto é parcialmente protegido pela barreira placentária, que também funciona como um filtro para alguns agentes.

Conforme alguns estudos de farmacocinética/farmacodinâmica antigos, a tretinoína e a hidroquinona (que são medicamentos), poderiam atravessar as duas barreiras e chegar ao sangue de alguns indivíduos.

Medicamentos dermatológicos são entregues em quantidade suficiente para prejudicar o nenê? Atualmente ninguém sabe responder isso nem deve se atrever a fazê-lo. Gestantes não devem usar o que é expressamente não indicado, simples assim.

Parte do que sabemos que faz mal para gestantes humanas e seus bebês veio do uso inadvertido de um fármaco por uma grande quantidade de gestantes durante um período de tempo suficiente para suscitar dúvidas quanto a segurança e possibilitar que estudos retrospectivos (que avaliam o que já passou) fechem a relação entre uma coisa e outra.

Além de seguir os conselhos médicos, o melhor que uma gestante pode fazer é usar produtos que o tempo atestou como seguros,  produtos que não sejam expressamente contra-indicados para gestantes, produtos com segurança testada pelo fabricante (tipo produtos mamãe e bebê) e reduzir a rotina cosmética ao essencial.

Nada de querer ficar testando novidades, ok?

Que cosméticos eu usaria hoje se estivesse gestante?

Passei por essa experiência recentemente ao pensar em uma ‘cesta básica’ de cosméticos para uma das pessoas que mais amo no mundo (ela tem 26 anos), então aproveitei para revisar o post que já havia escrito para o Instagram e trazer o conteúdo aqui para o blog.

Comprei  para ela três dos produtos que estão na minha rotina e um que testei e gostei muito (não sei vocês, mas amo dar presentes inspirados nas coisas que eu uso e gosto; sempre nutro algum receio de presentear alguém com algo que eu própria não tenha verificado).

Escolhi a Água Micelar Tudo em 1 Garnier (400mL) por ter um preço muito melhor e performance parecida com a da Bioderma. Ela demaquila suavemente e pode ser usada na área dos olhos.

Quando necessário, a limpeza facial com água micelar pode ser seguida pelo uso de uma boa espuma facial, então escolhi a Gokujyun Face Wash Sabonete Hidratante Facial com Ácido Hialurônico (100g).

Para gestantes que costumam usar uma maquiagem mais resistente, usar um Cleansing Oil pode ser bem interessante. Eu gosto muito do da MAC, porém estou usando o da Hada Labo (mais em conta), que tem azeite de oliva e óleo de Jojoba.

Após ser removido com água ele deixa a pele ligeiramente pegajosa (sem repuxar), mas quando faço o segundo passo da dupla limpeza usando a espuma, todos os resíduos de maquiagem e óleo desaparecem.

Ela já vinha usando o Creme Nivea Soft para hidratar a pele facial, área dos olhos e pescoço e comprei para ela produto multifuncional que amo, o Shirojyun Premium Milk Hidratante Facial Clareador com Ácido Tranexâmico (140mL) mas acabei preferindo recomendar que ela deixasse para usá-lo apenas da metade da gestação para frente. Além de hidratar, o produto tem ações antioxidante e clareadora.

Obs.: A Espuma Facial da Dove Nutrium Moisture é mais barata que a da Hada Labo e tem excelente qualidade. A desvantagem dessa da Dove para uso pelas gestantes é que é um pouco mais perfumada.

Mamãe e bebê compartilhando alguns cosméticos

Para o corpo escolhi a Loção Hidratante Daily Balance Hidratação Intensa Johnson’s, uma das que testei antes de estacionar na minha favorita, a da Cetaphil. Preferi comprar a da Johnson’s por ter um custo menor e por ser voltada para o binômio mamãe-bebê, reduzindo o número de produtos para a dupla.

Ela gostou do produto porque quase não tem fragrância e me disse que usa também o Bio-Oil e o Nívea Q10.

Para os lábios não recomendo os balms da Nivea porque eles contém óleo de rícino. Uma boa pedida para  a gestante é hidratá-los com Hipoglós Transparente, o mesmo creme que poderá ser usado para evitar assaduras no bebê e rachaduras nos mamilos da  mamãe.

Higiene Corporal e Cabelos

Sugiro que você escolha sabonetes infantis para evitar enjoos com fragrâncias mais ativas.

Adoro o sabonete em barra Baby Johnson’s Original, porém a maior parte dos sabonetes pode ser usada por gestantes e o mesmo vale para shampoos e condicionadores.

Se eu estivesse grávida usaria exatamente o mesmo shampoo que atualmente uso com mais frequência, o Clear Sports Woman,  hidrataria os fios com a mesma Máscara da Pantene e usaria o mesmo creme para pentear da Pantene.

Eu só suspenderia temporariamente o meu shampoo da L’Oréal.

Proteção Solar para a Gestante

A gestação facilita a eclosão de um tipo particular de hiperpigmentação facial, o cloasma gravídico, o famoso melasma da gravidez.

Embora o cloasma frequentemente desapareça algum tempo após o parto, as mulheres com maior tendência genética ao melasma podem desenvolver a forma recalcitrante do transtorno, que não tem cura conhecida. Na minha família paterna ele é bem comum (aqui mostro como cuido do meu).

Escolher um protetor solar voltado para crianças, gosto muito dos da Mustela, protetores solares com filtros menos polêmicos, como os Bioré Milk, ou aqueles com alta concentração de filtros inorgânicos (óxido de zinco e dióxido de titânio), como o bastão Pink Cheeks 5km, fornece bastante segurança.

Importante ressaltar os protetores solares que existem no mercado brasileiro, via de regra, podem ser usados por gestantes.

Evite protetores que alegam efeitos adicionais além da proteção básica. Alguns podem conter ativos não pesquisados em gestantes, como ácidos com efeito esfoliante ou certos despigmentantes.

Maquiagem

Cobrir o protetor solar com um pó com cor de fórmula minimalista e boa cobertura, como o Studio Fix Powder da MAC, usar uma base de maquiagem sem tantos penduricalhos como as da Maybelline ou um BB Cream tipo o baratinho da L’Oréal, faz parte da estratégia para prevenir o cloasma gravídico.

Se você não gosta de maquiagem com cor, abuse de roupas com proteção solar, chapéus e sombrinhas.

E não esqueça de usar a suplementação vitamínica prescrita pelo seu ginecologista.

E a limpeza da casa?

A realidade da maior parte das gestantes é a dupla jornada, elas trabalham tanto fora de casa quanto em casa.

Manter uma rotina doméstica simples, eficaz e com menos esforço é fundamental.

Como sou a louca do Mop Spray (já comprei vários para dar de presente, minha priminha fez um vídeo, aqui), comprei um para ela dando a orientação para que limpe o piso do apartamento com desinfetante Veja Limão diluído na proporção de 5mL para a quantidade de água equivalente ao tamanho do frasco spray do Mop. Esse dispositivo evita movimentos que podem ser desconfortáveis para a gestante.

Se você passar o Mop na casa todos os dias praticamente elimina a necessidade de aspirar ou varrer frequentemente;  fica tudo sempre limpo, com odor mínimo de produto e de modo muito rápido.

Você pode manter uma microfibra (refil para Mop Spray Flash Limp) seca para remover o pó das coisas e uma para usar molhada. É super fácil de remover e recolocar  e  a microfibra pode ser lavada à máquina.

Cuidados Específicos

Se você está gestante e tem acne, melasma, rosácea ou outros problemas específicos, não se automedique, procure um médico dermatologista ou aconselhamentos com seu ginecologista.

Enquanto estiver gestante e amamentando, evite ficar testando produtos recém lançados.

O melhor cientista, considerando produtos para gestantes, é o tempo.

Um beijo!

– No post Top 10 Baratinhos que mais recompro tem dica de máscara de cílios e pó fixador. Vamos repetir: não é recomendado que gestantes usem balm labial da Nivea porque eles contém óleo de rícino, um ingrediente não recomendado para gestantes e que pode ser engolido durante o uso do produto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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[Salada Rotinas] Cuidados com os Lábios

Por @meire_md

Já fui a louca do balm labial.

Uns dois anos antes de me descobrir Celíaca, meus lábios viviam constantemente ressecados e exigiam uma hidratação reparadora bem pesada.

Meus lábios ainda ressecam com alguma facilidade porque passo o dia todo em contato com ar condicionado, mas tem sido fácil controlar com esfoliação suave e hidratação diária.

Nivea Scrub Esfoliante Labial Aloe Vera (4,8g)

O Nívea Esfoliante Labial é apresentado em duas versões: a Aloe Vera e a Rosa Mosqueta.

Escolhi a Aloe Vera e já estou terminando o primeiro tubo que abri.

Ele foi desenvolvido para uso diário, então não é um produto para quem gosta de “esfolar” os lábios e sentir os pedaços de pele descolando.

A bala é nutritiva e rica; além de conter Aloe Vera, tem manteiga de Karité (amo), óleo de rícino e vitamina E.

Os grânulos esfoliantes não arranham e são dispersos no balm de modo ligeiramente irregular, ou seja, em um dia a esfoliação pode ser levemente mais intensa do que no dia seguinte, o que acaba sendo ótimo.

Mantenho um na minha bancada e outro ao lado do computador de casa, então acabo aplicando umas três vezes ao dia. A cada aplicação deslizo a bala algumas vezes, tipo cinco o oito, é tão gostoso.

Não é preciso remover os grânulos, mas você pode tirá-los com os dedos, se quiser.

Observo os lábios mais cheinhos e com aspecto mais saudável do que quando eu vinha usando apenas balms sem efeito peeling.

Hipoglós Transparente

Esse produto foi uma indicação da minha irmã e a cada dia que passa acho mais aplicações para ele, que tem os mesmos efeitos umectantes e despigmentantes (“clareadores”) do Creme Nivea e do Bepantol pomada, porém sem fragrância e com maior versatilidade.

Ele contém lanolina, petrolatum, vitamina E e Dexpantenol, uma vitamina que além de promover hidratação tem efeitos clareadores.

O Hipoglós Transparente fica lindo nos lábios, hidrata bem, não escorre nem deixa gosto ruim na boca.

Aplico nos lábios antes de dormir, por cima do Nivea Scrub Esfoliante Labial Aloe Vera.

A boca amanhece que é só sorrisos, principalmente quando lembro o quanto estes produtos são baratinhos.

Nos dias que percebo que os lábios “querem” voltar a ressecar, aplico uma camada mais grossa.

Dior Efeito Plump

🔥 Oferta: Lip Glow Oil da Dior

Pode ser mania? Pode. Adoro.

Todos os dias pela manhã aplico algum produto labial com efeito plump, que é aquele que promove um “inchaço” leve e temporário na região.

Por muitos anos usei o Lip Maximizer da Dior, depois passei a usar o O’Plump da Smashbox e atualmente estou apaixonada pelo Lip Glow Oil da Dior (está com frete grátis). Aind quero testar um nacional, o BT Plump da Bruna Tavares, que tem sido bem elogiado pelas meninas do Instagram.

Muita gente não percebe efeito nenhum nestes plumps labiais e acredito que no meu caso a percepção favorável ocorre porque já perdi um pouco do contorno natural dos lábios.

É importante ressaltar que estes produtos não entregam efeito sustentado, o tal ‘leve inchaço’ é sutil e some com algumas horas.

Se você resolver testar, é melhor começar pelo BT Plump porque, pelos relatos, ele parece ter um efeito similar aos da Dior.

A minha cor no Lip Glow Oil da Dior é a Cherry Oil, rosinha no frasco, mas praticamente transparente nos lábios – e gosto muito dele porque não produz o formigamento que ocorre com boa parte dos produtos com a mesma proposta, tem uma duração bem boa nos meus lábios e vem com 6mL.

Quando quero os lábios mais corados, deixo o Lip Glow agindo uns dois minutos, tiro o excesso e aplico o Benetint da Benefit. Isso dá uma balanceada no acabamento porque remove o brilho sem deixar os lábios com aspecto seco.

E você, o que tem usado para controlar o ressecamento dos lábios?

Beijos!

🌻Dicas das leitoras

Bepantol 

Epidrat Lábios 

Dior Lip Addict

Aquaphor da Eucerin

Nivea Azul

Natura Balm Labial Faces

Nivea cereja

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O Mundo Vai Girando Cada Vez Mais Veloz

Por @meire_md

“Então, quando se fugia para salvar a vida de um massacre ou de um pogrom, de um incêndio em casa ou na sinagoga, eram as crianças e os livros que se levava junto. Os livros e as crianças”

(Os Judeus e as Palavras, de Amós Oz e Fania Oz-Salzberger)

É preciso mastigar bem os alimentos e o mesmo ocorre com as palavras.

Em que momento exatamente começamos a engolir, vomitar e evacuar palavras que não foram mastigadas, degustadas e  apropriadamente digeridas?

Conseguiremos nos libertar da sensação contínua de pressa e interromper nosso aparente destino rumo ao emburrecimento?

Quando e como aniquilaremos o mau hábito de analisar superficialmente as coisas e nos libertaremos da crença de que precisamos nos posicionar nas redes sociais mesmo quando não temos um domínio mínimo sobre o assunto?

A triste verdade é que parte das pessoas perdeu o amor às palavras…

Temo que a pressa e a sensação contínua de estar perdendo algo interessante façam o mesmo comigo.

Essa semana me vi angustiada porque estou demorando muito para terminar a leitura de ‘A Ciência da Meditação‘.

Bizarro. Lendo um livro sobre meditação e me sentindo assim, como se fosse obrigada a terminar logo!

Recuso-me a engolir palavras sem pensar no significado delas e exijo ao meu cérebro que diante das constatações de que não vou consumir a maior parte do conteúdo interessante que está disponível e que vou morrer antes de ler ou reler todos os livros que quero, ele pense ‘Oi, Meire, está tudo bem, deixa de pressa, aproveita a viagem porque ela é curta mesmo’.

Você acha que já foi engolido (a) pela pressa?

Parar para interpretar o que lê vai ser transformar em um ato de resistência contra um mundo que parece girar cada vez mais rápido?

Nossa pressa pelo consumo desenfreado de imagens, de legendas, de títulos, precisa ser revista.

Quando a dúvida vem, a pergunta vem mais rápido ainda.

E elas não existiriam, nem dúvida tampouco a pergunta, se o texto de referência tivesse sido lido com uma atenção mínima.

“Judeus sempre tentaram argumentar racionalmente com os outros, mesmo que estes outros jogassem conforme regras diferentes, não verbais, irracionais, brutalmente físicas e violentas.”

O dedo age de modo veloz na tela e no teclado só porque você segue mais de mil pessoas? Será que é só por isso ou você está se deixando engolir pela ânsia de ver tudo?

Isso é optar por  acumular desconhecimento.

Algumas pessoas estão levando o hábito das redes sociais para o trabalho.

E-mails não são lidos. Documentos vitais são ignorados e no momento em que o conhecimento que estava ali passa a ser demandado, a pessoa se vê perdida.

Se dividirmos a nossa atenção, que é um recurso limitado, com tudo que passa pela nossa frente distribuindo gotas dela para cada coisa, significa que nada é importante para nós.

Experimente voltar a ler palavra por palavra e a procurar entender o que está sendo lido. Estimule seu cérebro.

Volte a amar as palavras como você as amou quando era criança, quando você as repetia várias vezes, quando você tinha sede de saber o que elas significavam.

O amor pelas palavras

“Que magia manteve este templo familiar da memória textual vivo durante 25 séculos? Achamos que a resposta tem algo a ver com a mistura de pão e livros.”

Não sou religiosa nem tenho um conhecimento significativo sobre a Liturgia Judaica, mas por guardar muitas semelhanças com os judeus seculares, acabo me expondo a muita literatura produzida por eles.

Judeus – não todos, não vamos generalizar – são apegados a livros desde a infância, costumam ser bem-humorados, questionadores, céticos e afetos ao mundo nerd e às ciências em geral.

O amor dos judeus pelas palavras é estimulado desde tempos imemoriais. Não se trata de genética, de um dom inato, nem nada do gênero.  É cultural.

Os Judeus e as Palavras, de Amós Oz e Fania Oz-Salzberger

Compre sem sair de casa

Amós Oz é um renomado escritor israelense e Fania, sua filha, é historiadora e professora da Universidade de Haifa.

Eles são judeus seculares e publicaram este Ensaio para expor um pouco da trajetória de amor que os judeus nutrem pelo conhecimento e a mistura de fé com questionamentos e irreverência.

Risos e Lágrimas 

O livro é dividido em quatro ensaios.

“Uma descendência informada é a chave para a sobrevivência coletiva. Crianças — meninos e meninas, de maneiras distintas e desiguais — eram socializadas de modo a salvaguardar e transmitir a sabedoria cumulativa da sociedade.”

Em Continuidade são abordadas as marcantes diferenças da educação infantil entre judeus e outros povos antigos; elas possivelmente justificam a persistência de algumas características que de certa forma tornam os judeus peculiares.

A relação/devoção entre professores e alunos, que se provocam e questionam-se como se fossem pais e filhos, é marcante.

Algumas partes podem ser desagradáveis para pessoas religiosas porque há uma exposição muito aberta sobre como o secularismo judaico vê os Textos Sagrados, que embora respeitosa, está muito longe da visão daquele que tem fé.

O bom humor dos judeus, que dá um balanço às neuroses que parecem caracterizá-los, é também abordado.

Em Mulheres Vocais aborda-se a trava imposta às mulheres judias, que por séculos ocuparam uma posição social inferior e só passaram a se alfabetizar quando os livros saíram das Sinagogas e foram ‘domesticados’.

“O século XIX e o começo do século XX foram um Tempo de Dádiva para muitas mulheres judias. Por toda a Europa, algumas ainda em trajes tradicionais, e certamente em lares tradicionais, elas obtinham livros e liam avidamente, liam com grande sede, pavimentando o caminho para suas filhas e netas.”

Essa é minha parte favorita do livro.

Os autores fazem um passeio interessante sobre teorias quanto à real autoria de Cântico dos Cânticos, falam sobre o estereótipo da mãe judia (e a influência delas sobre seus filhos escritores e pensadores de diversas épocas) e citam diversas mulheres bíblicas.

Preciso reproduzir um trecho que exprime bem como o povo judeu age para superar a marginalização:  com apego às palavras, ao estudo, ao esforço, à repetição. Depois de séculos de repressão, em menos de duas gerações a mulheres judias ocuparam o espaço que lhes era – e ainda é, considerando o meio religioso ortodoxo e ultraortodoxo – negado:

Não levou duas gerações, nem mesmo uma. No mesmo momento, imediatamente, as mulheres judias se lançaram para a dianteira acadêmica, até onde lhes era permitido. A química e física Elsa Neumann, a primeira mulher a obter um diploma de doutora na Universidade de Berlim (em 1899), nove anos antes que as mulheres fossem oficialmente autorizadas a estudar. Lise Meitner, a segunda mulher a obter um Ph.D. em física na Universidade de Viena e, segundo muitas opiniões, bem merecedora de um Prêmio Nobel. A bacteriologista Lydia Rabinovitsch-Kempner em Berna. A filósofa política Simone Weil. Hannah Arendt, que brilhou em Königsberg, Marburgo e Heidelberg. Também em Heidelberg, a acadêmica de medicina Rahel Goitein Straus e a historiadora Selma Stern. Judias alemãs e austríacas foram as pioneiras deste avanço feminino nas ciências; muitas logo se seguiram, inclusive a biofísica britânica Rosalind Franklin.

Em Tempo e Atemporalidade discute-se como olhar para o passado sem se perder no presente. O que realmente é atemporal?

A História dos Judeus não é agradável. Há muito sofrimento, escravidão, perdas, espoliação, perseguições religiosas, genocídio; como dizem os autores, é uma história com ‘mais vítimas que heróis’.

Mas a história deve ser contada pelos perdedores também.

Cada judeu que sobrevive carrega consigo todos os seus ancestrais, mas cada indivíduo é único.

“Cada Alma é um Mundo Inteiro”.

No último Ensaio, Cada pessoa tem um nome; ou os judeus precisam do judaísmo?, mergulha-se na abstração do termo ‘Judaísmo’, na identidade judaica coletiva e no maior empreendimento linguístico dos últimos tempos, o Hebraico Moderno, que durante o século XX passou a ser falado por mais de 10 milhões de pessoas.

Recomendo a leitura para quem tem afinidade com o tema.

Você pode gostar de:

Bate-papo – Valores Judaicos e Outras Coisas

 

 

 

 

 

 

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Cuidados com o pescoço e colo + efeito lift

Por @meire_md

Muita gente que conta com acesso a cosméticos e escolhe usá-los rotineiramente não lembra de hidratar e fotoproteger o pescoço e colo até começar a notar que eles estão envelhecendo mais rápido do que esperavam.

Quem mora em cidade de praia percebe que muitas mulheres têm um rosto que não parece pertencer ao colo, pois a área fica fortemente exposta ao dano solar enquanto o rosto, via de regra, está relativamente protegido, mesmo que seja só com maquiagem.

Os cuidados básicos com pescoço e colo são os mesmos do rosto, ou seja, limpeza eficaz, porém gentil, hidratação e fotoproteção.

Para a higiene do pescoço e colo eu costumava usar tanto o sabonete Baby Jonhson’s quanto o em barra de Erva Doce também da Jonhson’s (são os que uso frequentemente no banho). Porém, ando usando muito mais a Água Micelar da Garnier (tampa rosa) ou a espuma Gokujyun Face Wash da Hadalabo.

O uso de medicamentos como a tretinoína (que pode aumentar a produção do colágeno e reverter sinais de fotoenvelhecimento) e os procedimentos feitos em consultório fazem parte de cuidados avançados e que só podem ser orientados por profissionais habilitados.

Acredito que venho cuidando bem do pescoço e colo, mas quando você passa dos 40 anos eles resolvem perder água e volume com a maior velocidade possível, tipo como se a vida deles dependesse disso.

Quando você mora num local muito úmido, odeia ficar com o pescoço melecado e usa protetor solar fixado com pó (fixo o protetor solar no pescoço e colo usando uma camada fina e transparente de Talco de Bebê), o ressecamento pode ser ainda mais pronunciado.

Creme específico para o pescoço e colo

Comecei a usar o Neostrata Triple Firming Neck Cream em 02/05/2021 e, desde então, uso diariamente.

Ganhei amostras grátis em quantidade suficiente para usar por mais de um mês e no fim de maio fiz um post no Instagram com minhas primeiras impressões, reportando que só resenharia para o blog se o produto entrasse para minha rotina.

Ele é caro e não quero que ninguém compre por impulso, então fica aqui comigo que vou dar alternativas.

Pois bem, o que era amizade virou paixão e o que era paixão virou amor.

A única coisa que me balançou na hora de decidir comprar foi o preço, mas o fato de ser apresentado em embalagem pump contendo 80g e entregar um efeito muito bom, optar pelo sim foi fácil.

A Neostrata declara que ele promove efeito lift (‘levanta’), hidrata e uniformiza o aspecto geral da pele.

O creme é rico, denso na medida, tem excelente espalhabilidade e não contém perfume. O odor deriva dos ingredientes, não é bom nem ruim e some rapidamente após aplicado.

Como uso?

Aplico começando pela parte do contorno do rosto que faz divisa com o pescoço e desço até a área do soutien.

O fabricante indica que o produto seja usado duas vezes ao dia, porém uso mais frequentemente uma vez, ora na rotina da manhã, ora na rotina do fim da tarde.

Acredito muito nos pedidos da nossa pele e creio que se minha sentisse uma necessidade maior, eu aplicaria sempre duas vezes.

Regulo a quantidade de acordo com a necessidade para que as regiões não fiquem “melecadas” e o produto suma mais rapidamente.

Ele se comporta bem por baixo do protetor solar que uso no pescoço e colo (Bioré Milk Azul) e no meu caso não esfarela.

Estou bastante satisfeita.

Seus diferenciais, comparando com hidratantes comuns, são dar à pele um aspecto mais aveludado e uma sensação de pele mais cheia e lisa.

Não acredito que ele promova efeitos que se sustentem após a suspensão do uso, coisa que só se consegue com medicamentos e cosméticos que contém Retinol.

Alternativas

Se você gosta de usar cosméticos mas nunca lembra que é uma pessoa que tem pescoço e colo, possivelmente eles não estão desidratando nem amassando facilmente e você nem venha a notar qualquer diferença positiva quando aplicar cosméticos com efeito lift.

Para pescoço e colo jovens um hidratante corporal comum, de supermercado mesmo, e um protetor solar já são cuidados mais que suficientes. Com a proximidade dos 30, pensar em introduzir tretinoína (com prescrição médica) ou retinol é uma boa.

Se você está na faixa dos 40+ e tem um orçamento apertado, não precisa se angustiar por não poder adquirir cosméticos caros. Há uma infinidade de bons produtos no mercado que podem ser combinados para se atingir um efeito cosmético parecido com um produto como o da Neostrata.

Nunca consegui um efeito lift como o proporcionado pelo Neostrata Triple Firming Neck Cream com um só produto baratinho, porém com associação de dois baratinhos é possível obter um efeito bastante bom.

Primeiro escolha um hidratante de pote gordo da linha Revitalift da L’Óreal (sim, eles têm efeito lift também).

O que usei por mais tempo no pescoço e colo foi o Revitalift Laser X3 (50ml), mas também gostei muito do Revitalift Hialurônico Noturno.

Dose a quantidade que sua pele quer, aplique no pescoço e colo, espere que ele seja absorvido e, caso vá sair de casa ou simplesmente queira usar em casa também, aplique o Blur Mágico da L’Oreal, sempre aquecendo-o entre os dedos antes.

Se for usar protetor solar, aplique em cima de tudo.

Após um par de minutos os efeitos cosméticos se conjugam e a pele parece mais uniforme e mais lisa.

Se você achar que ficou muito úmido, aplique menos da próxima vez (só não seja econômica com o  protetor solar).

E pode fixar ou secar a superfície com um véu de talco de bebê e depois passar um pouco de iluminador em pó.

Beijos!

Meire

Ingredientes do produto da Neostrata:

Aqua/Water/Eau, Acetyl Glucosamine, Cyclopentasiloxane, Triethyl Citrate, Cetearyl Alcohol, C12-15 Alkyl Benzoate, Butyrospermum Parkii (Shea) Butter, Glyceryl Stearate, Cyclohexasiloxane, Glycerin, Isocetyl Stearoyl Stearate, Dimethicone, Ethoxydiglycol, PEG-100 Stearate, Polymethylsilsesquioxane, Nylon-12, Isostearic Acid, Tocopheryl Acetate, Palmitoyl Glycine, Malus Domestica Fruit Cell Culture Extract, Hydrogenated Palm Kernel Glycerides, Hydrogenated Palm Glycerides, Dimethiconol, Isopropyl Myristate, Caprylyl Glycol, Lecithin, PEG-40 Stearate, Ceteareth-20, Carbomer, Xanthan Gum, Pentaerythrityl Tetra-Di-t-Butyl Hydroxyhydrocinnamate, Sodium Bisulfite, Disodium EDTA, Ammonium Hydroxide, Chlorphenesin, Phenoxyethanol, Ethylene Brassylate, Methyldihydrojasmonate, Isobutyl Methyl Tetrahydropyranol, Methyl Decenol, Caramel, Yellow 5 (CI 19)

 

 

 

 

 

 

 

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Livro de Haicais | Jack Kerouac (Coletânea de 1956 a 1966)

Por @meire_md

“Não me importa saber o que é causalidade” (Jack Kerouac)

Jack Kerouac, autor de Visões de Gerard, o livro que me inspirou a escrever o post  Quando aquele abril de partir o coração desabrochou em maio,  deixou vários caderninhos com Haicais produzidos de meados da década de 50 a meados da década de 60.

O Haicai (ou Haikai) foi criado pelos japoneses por volta do século XVI e nada mais é que um poema minúsculo.

Num determinado momento o escritor reinventou o Haicai e criou o Pop, que é um tipo de Haicai americano sem aquela métrica tradicional.

A minha edição do Livro de Haicais é bilíngue e reúne mais de 500 mini mini mini poemas, tanto aqueles que o próprio Kerouac queria ver publicados como outros, tais quais os Pops do Darma e os Pops da Desolação.

Obra muito interessante para entrar na poética de Jack Kerouac, reconhecido por uma prosa bastante poética.

Beijos,

M.

📙 Livro de Haicais, capa comum ou Kindle

📙 Encantamento, Acaso, Você: Seguidos dos Haicais Completos

📙 Haicais Para Crianças | capa comum ou Kindle

📙 Haicais animais | capa comum ou Kindle 

 

 

 

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Vitamina C tópica & Minha Rotina Facial Atual

Por @meire_md

Tenho a pele mista para oleosa, com tendência a poros dilatados e meu melasma, embora continue sob controle, é perceptível e ocupa uma parte da testa e o topo das bochechas.

No post ‘Como Cuido do Meu Melasma’ descrevi bem detalhadamente o que fundamenta a estratégia que, para mim, vem funcionando há vários anos.

Como gosto de testar novos produtos, seleciono aqueles que se encaixam na lógica da estratégia e mantenho a mesma lista de compras (citarei a rotina atual no final deste post) por alguns meses.

Acredito que seja tão ou mais importante focar em uma boa estratégia de tratamento e segui-la regularmente do que nos produtos em si, pois há incontáveis opções para cada objetivo.

Observe o que dá certo para você e mantenha o foco, pois mesmo que o melasma não venha a clarear, sua  pele ficará mais macia, com aspecto mais cheio e mais luminosa.

É só dar tempo ao tempo.

Quando os cuidados básicos de fotoproteção são mantidos, em algum momento o aspecto geral da pele com melasma recalcitrante simplesmente melhora.

É sempre bom lembrar que esperar que o melasma clareie completamente não é uma boa ideia. Além de ser algo bastante utópico  – se fosse fácil não existiriam dermatologistas com melasma – essa meta irreal pode promover um desestímulo e fazer com que você desista do tratamento pelo motivo errado.

E há motivo certo para desistir de tratar o melasma?

Sim. O motivo certo é sua decisão consciente. Você pode simplesmente decidir não tratá-lo e tudo bem.

Para muitas mulheres o processo de cuidar do melasma é cansativo e oneroso, ou seja, não faz sentido.

Como monto minhas rotinas de cuidados com a pele do rosto

Todas elas são ancoradas em cinco pilares…

  • Fazer uma higienização suave porém “profunda”;
  • Manter a pele hidratada, com oleosidade e poros controlados;
  • Usar produtos multifuncionais com atividade antioxidante/anti-inflamatória e ação despigmentante, ou seja, que sejam coadjuvantes na proteção da pele contra os efeitos da radiação solar e tenham efeito ‘clareador’;
  • Manter Fotoproteção regular (o principal);
  • Usar a tretinoína de modo contínuo (medicamento que controla as manifestações cumulativas do envelhecimento da pele).

… e nos cinco critérios que uso para definir que um produto vai ser recomprado e vai continuar na minha rotina:

  • Ser tão bom quanto ou melhor do que o produto anterior;
  • Não interferir no meu tratamento médico com a tretinoína: se não casar com ela, adeus;
  • Ser fácil de comprar;
  • Não esfarelar quando aplicado com outros cosméticos que uso, incluindo o protetor solar;
  • Não ter perfume ou contar com fragrância que não me produza enjoo.

Defino o custo-benefício de acordo com os dez critérios acima.

O custo justifica os benefícios?

Quando justifica, recompro.

A principal novidade na rotina atual

Fiz mudanças sensíveis na rotina e inclui um novo produto, a Vitamina C 20% da Bisyou*, que comecei a usar no dia 06/06/2021.

Como estou bastante satisfeita com os resultados, troquei ideias com várias meninas do Instagram e tenho muito a falar sobre ela.

Ganhei o primeiro frasco de presente graças ao lindo dedinho da Cinthia Ferreira, do Blog MakeUp Atelier, que também tem melasma e sabe do meu histórico de múltiplas tentativas de incluir a Vitamina C pura na rotina.

A Vitamina C pura é um antioxidante padrão-ouro e considerada um bom coadjuvante para o  tratamento do melasma.

Por vários anos tentei usar as vitaminas C da La Roche Posay e da Skinceuticals, que são excelentes, mas elas sempre me produzem acne.

Fui tão insistente com elas quanto fui com o ácido tranexâmico, que testei repetidas vezes até achar o meu produto ideal, mas após múltiplas tentativas com as vitaminas C de referência acabei desistindo e me conformei em usar antioxidantes alternativos, que por sinal gosto bastante.

Conversando com o Victor @ofoilfree e com o Pedro @cosmeasia, chegamos à conclusão que o meu problema de acne cosmética seria induzido por ingredientes que carregam a vitamina e não pela vitamina C pura em si, já que o ativo tem ação anti-inflamatória e teoricamente deveria até inibir o surgimento de espinhas.

A Vitamina C da Bisyou

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A Vitamina C 20% pura da Bisyou vem associada à Vitamina E e ao palmitato de retinol, um retinoide que favorece o ‘alisamento’ da textura da pele.

Ela é apresentada em bisnaga (35g) de plástico reciclável equipada com um bico dosador, que além de ser bem apropriado para a textura, previne o desperdício de produto. Não sei para vocês, mas estes detalhes são bem importantes para mim.

O veículo é minimalista, enxuto, sem fragrância e siliconado. Quando digo enxuto é enxuto mesmo: sem água.

O odor é bem calmante, pois remete à natureza. Ele lembra madeira e tem um fundo cítrico bem levinho. Tente aplicar no dorso da mão e aspirar o cheiro de olhos fechados e depois me conte.

Quando exibi as primeiras impressões lá no meu Instagram, comparei a textura dessa Vitamina C à do The PoreFessional da Benefit e do Magic Blur da L’Oréal, que são primers siliconados “grossinhos” voltados a minimizar a aparência dos poros e a aumentar a duração da maquiagem.

A textura me fisgou de cara, antes mesmo de testar o produto por mais tempo, o que mitigou meus dois temores: desenvolver espinhas e não conseguir usar em conjunto com a tretinoína.

Se uma ou outra coisa acontecesse, seria mais uma vitamina C para descartar.

Quando algum cosmético aparentemente é a causa de alguma espinha que me aparece – digo aparentemente porque a falsa correlação pode ser bem frequente – percebo logo nos primeiros dias de uso porque elas são diferentes, são maiores do que as acnes que eventualmente aparecem e, no geral, são dolorosas.

Durante os 13 primeiros dias de uso suspendi a tretinoína e fui experimentando a Bisyou de várias formas: sem hidratante por baixo, com hidratante por baixo, uma vez ao dia ou duas vezes ao dia, até me convencer que ela não produziria acne nem irritaria a minha pele.

Sem hidratante por baixo ela deixa minha pele bem sequinha mas não desértica, porém a maquiagem fica opaca e tende a rachar. Com meu hidratante facial habitual por baixo ela desliza suavemente e deixa a maquiagem mais natural e confortável.

A partir do 14º dia comecei a usá-la na rotina da manhã e voltei a aplicar a tretinoína no finalzinho da tarde e está dando tudo certo. Surpreendentemente certo.

Já percebo a pele mais macia e mais luminosa, mas o efeito mais notável tem sido nos poros, que estão visivelmente mais calmos.

Com relação à pigmentação do melasma não tenho o que dizer no momento porque quando comecei a usar ele já estava tão tranquilo quanto segue  no momento.

Às vezes meu melasma enlouquece do nada e escurece, mesmo que eu não tenha feito nada de diferente. Isso acontece com o de vocês?

No dia 14/07/2021 fui premiada por uma espinha (de TPM)  no queixo,  mas continuei aplicando a Vitamina C normalmente e a espinha está evoluindo bem.

Por ser um produto sem água e ter alta concentração de Vitamina C pura, ele pode promover ardor em peles mais sensíveis ou produzir uma sensação de estar arrastando grânulos pela pele.

Eu tolero muito bem; só não consigo usá-la na pálpebra superior. Tentei em duas ocasiões e a pele não suportou. A pálpebra ficou avermelhada/sensível mesmo horas depois da remoção do produto, daí apliquei Hipoglós Transparente para reparar a região.

Se você tem rosácea ou pele muito sensível, não recomendo que compre sem recomendação do seu médico.

Quem não gosta de textura de primer siliconado pode se incomodar bastante; no meu caso essa textura é excelente porque oferece um leve disfarce óptico para os poros.

Quem busca uma Vitamina C pura em alta concentração e tem demandas de pele parecidas com a minha pode gostar bastante.

💥 Obs.: A proprietária da Bisyou ofereceu um cupom de 10% de desconto para os leitores do Salada Médica e do Blog da Monique:   NIQUE10

Minha Rotina Atual (Face)

Pela manhã despejo um pouco da Água Micelar nas mãos e aplico na face fazendo uma massagem com suavidade e tempo, o que deixa os poros bem calmos. Invisto pelo menos um minuto nessa faxininha matutina.  Depois da massagem jogo um pouco de água e enxugo o rosto suavemente.

Minha Água Micelar favorita é a Bioderma Sensibio, mas estou gostando bastante da Água Micelar Garnier SkinActive Tudo em 1. Venho comparando as duas para fazer um post definitivo depois.

Hidrato o rosto todo e a área dos olhos com Shirojyun Premium Milk – Hidratante Facial Clareador com Ácido Tranexâmico , espero que o produto dê uma sumida, reforço a hidratação da área dos olhos com o Hipoglós Transparente e só então aplico a Bisyou Vitamina C 20% pura em pequena quantidade em todo o rosto (com exceção da pálpebra superior), mas sempre pego mais um tiquinho para aplicar no melasma e nas regiões onde tenho os poros mais dilatados.

Faço a Fotoproteção usando o Shiseido Clear Stick UV Transparent SPF 50+  (dando oito a dez passadas por área) e maquiagem, com os produtos que citei no post anterior.

No final da tarde removo a maquiagem com o Cleansing Oil da MAC ou com Óleo Baby Johnson’s e faço o segundo passo da dupla limpeza com a Água Micelar.

Aplico novamente o Shirojyun Premium Milk – Hidratante Facial Clareador com Ácido Tranexâmico e quando ele some completamente protejo a área dos olhos e os cantinhos da boca com Hipoglós Transparente e aplico a tretinoína.

Recém experimentei o Serum Revitalizador de Olhar da Evi (20mL) e falei sobre ele no meu Instagram. Ele tem ótimo rendimento, gostei bastante porque hidrata bem e tem antioxidantes botânicos, mas ainda não é um creme específico para a área dos olhos que eu colocaria na rotina porque gosto de produtos mais densos para a região.

Logo mais faço um post com minha rotina atual de cuidados com os lábios e um de cuidados com o pescoço e colo (estou usando o Triple Firming Neck Cream da Neostrata há dois meses e gostando bastante).

Beijos!

*Processo de autorização na ANVISA nº 25351.209053/2021-78

 

 

 

 

 

 

 

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De pés descalços e subindo pelas escadas

Por @meire_md

“Quando a Idade do Gelo chegou ao fim, todos os nossos parentes próximos estavam extintos, deixando os seres humanos modernos como a única espécie sobrevivente da linhagem humana“ (A História do Corpo Humano, de Daniel E. Lieberman)

Meu marido adora andar descalço, coisa que ele faz em locais públicos e privados sem a menor cerimônia.

Você se imagina andando descalço a maior parte do tempo?

Além de esperar que a pele fique mais queratinizada e mais resistente ao atrito e calor, para voltar às origens e andar descalço por aí você precisará ter a autoestima em dias e cultivar uma boa dose de tô-pouco-me-lixando, porque os olhares inquisitores surgem de todos os lados.

Possivelmente isso ocorre porque pés descalços simbolizam a pobreza extrema. Ninguém espera que uma pessoa circule descalça em um shopping não praiano ou na festa da firma.

Por mais esquisito que isso pareça, trata-se do resgate de um hábito ancestral defendido por Daniel Lieberman, professor do Departamento de Biologia Evolutiva Humana da Universidade de Harvard e autor de ‘A História do Corpo Humano‘, um dos meus livros favoritos da vida.

A História do Corpo Humano

O livro tem 495 páginas e a leitura é muito fluida, porém as abordagens podem parecer confusas e até pouco factíveis para quem não foi corretamente exposto à Teoria da Evolução. 

Se você pretende aproveitar melhor ‘A História do Corpo Humano‘, talvez seja interessante ler ‘O Gene Egoísta’ (Richard Dawkins) antes. 

A despeito de ser um livro antigo, ‘O Gene Egoísta‘ permanece como uma forte referência da área. Outro livro que pode ser bastante útil para formar um entendimento sobre a Teoria da Evolução é o ‘Darwin Sem Frescura‘, dos brasileiros Pirula e Reinaldo José Lopes.

Bem organizado e didático


A Parte I de A História do Corpo Humano descreve de modo detalhado as pressões ambientais que impulsionaram o início do bipedalismo e as que  garantiram o desenvolvimento do nosso cérebro e corpo até sermos capazes de colonizar/dominar o mundo combinando inteligência e força.

Essa longa e rica parte é uma compilação da experiência de 20 anos do autor como professor universitário.

Fiquei bem satisfeita por ter tido a oportunidade de atualizar, reorganizar, confirmar e principalmente complementar meu conhecimento sobre Evolução Humana.

Não conheço a voz do autor, mas tive impressão de ouvi-la. Não sei vocês, mas me sinto muito grata e privilegiada quando tenho a chance de receber tanto conhecimento quase de graça.

Algumas partes podem parecer repetitivas, mas é assim mesmo que bons professores atuam.

Na Parte II entramos no neolítico, quando a vida do Homo sapiens passa por pressões muito mais súbitas do que as até então impostas.

Revoluções Culturais e Lixo Genético

“As habilidades para rastrear um animal podem estar subjacentes às origens do pensamento científico”

As duas grandes revoluções culturais que ocorreram desde que saímos da Era do Gelo – agricultura e revolução industrial – fizeram com que alguns dos produtos e subprodutos da nossa lenta evolução emergissem imputando prejuízos à saúde do homem moderno.

Os indivíduos que são munidos de variações genéticas aleatórias que eventualmente promovem uma melhor adaptação ao meio tendem a ter maior sucesso reprodutivo e, assim, transmitem mais facilmente a sua carga genética às gerações seguintes.

Não somos uma espécie pronta. O processo evolutivo é constante.

O nosso DNA está empanturrado de lixo genético decorrente das mutações ao acaso e variações que foram úteis para nossa sobrevivência num passado remoto, mas que para o meio em que vivemos hoje não são úteis ou podem até ser deletérias, como a tendência a acumular gordura na região do abdome, por exemplo.

Por outro lado,  muitas de nossas habilidades e até a resistência a  algumas doenças podem ser subprodutos de adaptações anteriores.

À luz da evolução


O autor defende que condições como Hipertensão Arterial Sistêmica, síndrome metabólica, câncer do sistema reprodutivo, lombalgias, fasciíte plantar, obesidade, miopia, pé chato, diabetes tipo II, alergias, doenças por desuso e tantas outras podem ser melhor compreendidas quando estudadas sob a ótica evolucionista.

Faz sentido.

Em um passado distante mantínhamos nossa musculatura trófica às custas de exercícios aeróbicos e de carga – um caçador coletor chegava a andar 16km por dia, muitos dos quais carregando um animal nas costas -, andávamos de pés descalços e só sobrevivíamos a uma infecção caso nosso sistema imunológico respondesse.

Nossa visão evoluiu com atividades ao ar livre e sem a demanda de leitura que temos hoje e mulheres engravidavam muito mais vezes do que engravidam atualmente.

Os hábitos de vida do ser humano mudaram muito em um intervalo bastante curto de tempo (considerando nossa história evolutiva), o que possivelmente gerou um choque adaptativo.

A nocividade da vida contemporânea


Na Parte III o professor explica de forma muito acessível para leigos como a vida atual, caracterizada por alimentação inadequada e sedentarismo, tem nos deixado doentes.

Aqui você pode compreender como nosso corpo armazena e utiliza energia, como a Diabetes tipo II se instala, recebe uma excelente aula sobre a multicausalidade da obesidade e entende como a osteoporose e alguns cânceres se processam.

Os incômodos da comodidade


Daniel Lieberman finaliza a obra apresentando como as comodidades da nossa vida – seja usar um elevador, um sapato macio ou uma cadeira confortável – contribuem para a epidemia de dor crônica que o mundo vem enfrentando.

Por fim, A História do Corpo Humano questiona sobre como tirar as pessoas da inércia física e da alimentação processada e propõe algumas soluções.

Oitenta e cinco páginas do livro são destinadas à bibliografia, notas do autor e a um índice remissivo muito bem detalhado.

É um livro sobre Evolução Humana tão estimulante quanto Sapiens, do Yuval Noah Harari.

Ô dupla, viu.

Recomendo fortemente.

Beijo,

Meire

Cândido (ou mais um post destinado a flopar)

Por @meire_md

“Entende perfeitamente de tragédias e livros; escreveu uma tragédia que foi vaiada e um livro cujo único exemplar a sair das prateleiras de seu livreiro foi aquele que me dedicou.” (comentário de uma personagem parisiense sobre um sábio não reconhecido em sua época)

O filósofo Voltaire (1694-1778) foi defensor, dentre outras bandeiras, da Justiça, da Razão e da Dignidade Humana.

Ele ficou conhecido entre seus pares como detentor de um humor sagaz e, embora não tenha sido ateu, foi um grande crítico das religiões organizadas.

Cândido, ou O Otimismo’ foi escrito em 1759, quando Voltaire já estava com 65 anos de idade.

Trata-se de uma sátira em formato de novela composta por trinta capítulos tragicômicos organizados em ordem cronológica e narrados em terceira pessoa.

O início da saga

A história parte da adolescência de Cândido, um garoto doce e ingênuo que vivia de favor no Castelo de barões alemães e recebia a educação do Professor Pangloss, um filósofo otimista de raciocínio enviesado que defendia que não há efeito sem causa – o nariz, por exemplo, teria sido feito para sustentar os óculos – e de que vivemos no melhor dos mundos possíveis.

Surpreendido beijando a bela Cunegundes, a filha caçula dos barões, Cândido foi expulso da morada aos chutes e juntou-se ao exército búlgaro.

“De fato, se Colombo não a houvesse apanhado numa ilha da América, esta doença que envenena a fonte da geração, que muitas vezes impede até mesmo a geração e que é evidentemente o oposto da grande finalidade da natureza, não teríamos nem o chocolate, nem a cochonilha” (Pangloss, vendo o lado bom da doença que o acometeu, possivelmente a Sífilis)

A experiência de Cândido com toda sorte de desgraças como espancamentos por motivos fúteis, pena de morte e inúmeras perdas materiais e afetivas se repetem ao longo da história, que é entrelaçada com momentos cômicos e desenrola-se em três continentes.

Conhecendo a natureza humana

Sua jornada ao conhecimento da natureza humana começa nos arredores da Alemanha, segue por outros países europeus, passa pelas Américas –  o que  inclui uma interessantíssima e imperdível hospedagem na lendária Eldorado citada por Umberto Eco – e termina na Transilvânia, à época parte do Império Otomano.

Os diversos personagens se encontram e desencontram por uma série de intercorrências desagradáveis, incluindo estupro, estripamento, enforcamento e mortes que não foram de fato mortes.

A história expõe hipocrisias da classe religiosa dominante, os horrores das guerras, a maldade dos homens e sua natureza selvagem, mas também demonstra os atos de bondade que podem surgir em favor de pessoas que estão em  situação de penúria.

Enquanto passava pela América do Sul, o pupilo do otimismo inveterado teve contato com distintos modos de vida e chegou a presenciar o bestialismo e  o canibalismo.

Quem leu percebeu?

Em um certo momento da expedição o livro deixa as mazelas físicas de lado e passa a lecionar os valores mais caros à Voltaire.

Foi aqui que percebi a maturidade da obra.  Captei seis grandes diálogos; caso você tenha sido impactado por outros, quero saber.

O primeiro deles, na minha opinião, ocorre no momento em que Cândido chora e ensaia renunciar ao otimismo quando presencia o relato de um homem preto que discorre sobre a escravidão e de como foi vendido pela própria mãe, que nutria esperança de que servindo aos brancos ele teria uma vida melhor.

Pensar que essa sensível dramatização humanista aconteceu no século XVIII aqueceu meu coração.

Um segundo importante diálogo foi protagonizado pelo velho Martim, o segundo companheiro de viagem do protagonista, e versa sobre a maldade humana.

Em Veneza somos surpreendidos com um diálogo sobre dignidade humana e prostituição, estrelado pela Srta. Paquette, antiga criada de Cunegundes e na ocasião amante de um Padre.

Ilustrando fortemente o quanto Voltaire enxergava as coisas por vários ângulos, o  quarto diálogo que aqui listo como muito relevante refere-se ao sofrimento de homens forçados à vida paroquial. Confesso que eu nunca havia pensado nisso até ler Voltaire.

“Cândido, que tinha sido educado para nunca julgar nada por si próprio, estava muito surpreso com o que ouvia. Martim achava o modo de pensar de Pococurante bastante razoável.”

O quinto grande diálogo me remeteu bastante ao humor britânico de hoje e ocorre também em Veneza, quando o Sr. Pococurante tece críticas a várias obras clássicas e às manifestações de teatro e arte em geral.

Ao final de mais um de tantos golpes financeiros sofridos, Cândido segue para Constantinopla e o grupo original aos poucos vai se reencontrando.

“O trabalho afasta de nós três grandes males: o tédio, o vício e a necessidade.”

O sexto importante diálogo, em  minha opinião, é protagonizado pelo bom turco, um essencialista rural que faz com que todos quebrem um importante paradigma e mudem significativamente os seus modos de vida.

Recomendo a leitura de ‘Cândido, ou O Otimismo’ .

É um livro pequeno, clássico e com muita substância.

Beijos.

Mulheres Confiantes

Por @meire_md

Afinal, ela estava dirigindo um carro rosa-shocking. Tinha uma van com 38 cachorros. Não seria a tarefa mais difícil do mundo, certo? Um porta-voz do FBI disse a jornalistas, cheio de confiança, que encontrar Margaret seria como encontrar “um elefante num monte de neve” (Mulheres Confiantes, de Tori Telfer)

As mais de trezentas páginas lidas tão rápido quanto as fugas de Margaret Lydia Burton colocaram ‘Mulheres Confiantes’ na minha lista de livros favoritos.

No geral as pessoas não esperam que mulheres ‘trabalhem’ como golpistas porque isso soa como uma aberração da natureza, já que o senso comum trata mulheres como se fossem robôs feitos em série – maternais e sempre empáticos -, quando de fato há um bom contingente de mulheres manipuladoras operando livremente por aí. 

As redes sociais estão cheias de mulheres que odeiam e perseguem não só seus ex-companheiros, como pessoas que mal ou nem conhecem. Quando estamos diante de mulheres sendo agredidas virtualmente, percebemos que boa parte dos agressores é do sexo feminino. 

É dessa laia de gente que não se importa suficientemente com os sentimentos dos outros que saem os golpistas e as golpistas. 

Como escrevi no post ‘Mulheres Assassinas’, desconsiderar a capacidade criminosa do sexo feminino nada mais é, em minha opinião (que isso fique bem claro), mais uma manifestação de machismo.

Mulheres ‘gênios do crime’ e mulheres perversas em geral existem em número percentualmente expressivo em quaisquer classes sociais. 

As visões distorcidas facilitam muito o trabalho das trapaceiras, mas nada é tão útil para elas como a concepção de que uma vida de bonança torna as pessoas honestas e confiáveis e que a pobreza justifica crimes tipicamente perpetrados por mentes antissociais.

Para muitas trapaceiras não é preciso mais do que uma bolsa de grife e um cabelo bem penteado para parecer rica e independente (quem seria olhada com desconfiança usando uma bolsa da Chanel?), roupas sensuais para conseguir arrancar dinheiro fácil de homens ainda mais fáceis, fingir um desmaio ou apresentar um atestado para adiar uma audiência judicial, planejar uma gravidez para fisgar um milionário ou colocar-se como vítima de uma tragédia qualquer para conseguir atenção e dinheiro. 

A lista de golpes que exigem um esforço pequeno para o lucro esperado é imensa. Golpistas sabem exatamente como vampirizar suas vítimas porque são hábeis em ler seus pontos fracos.

Da mesma forma que ocorre com homens, para uma mulher ser golpista ela precisa de um pré-requisito que a maior parte das pessoas não têm: possuir um grau de perversidade maior que o ‘normal’.

No geral os trapaceiros não são fisicamente violentos, mas há exceções e elas não foram esquecidas por Tori Telfer, a aclamada autora de Lady Killers

Mulheres Confiantes

De modo diferente daquele pintado no filme ‘As Golpistas’, no qual mulheres que deliberadamente drogam homens para roubá-los, usam o produto do saque para comprar itens luxuosos e torram centenas de dólares com a mesma facilidade que eles entram em seus bolsos são retratadas com glamour, Tori Telfer expõe as personalidades reais das mulheres golpistas e até onde estão dispostas a ir para espoliar suas vítimas, incluindo assassinar uma mulher idosa e descartar seu corpo em uma lixeira.

O mundo inteiro está repleto de mulheres com histórico de uma infância sofrida, que levam uma vida digna, trabalham oito horas por dia ou mais por um salário diminuto, dividem-se em três para cuidar da casa, dos filhos e de parentes idosos e nem por isso se voltam para o crime.

Claro que há exceções, mas mulheres de boa índole tendem a apurar mais ainda sua empatia quando passam por experiências dolorosas. 

Não consigo rir de histórias que envolvem ladras e acredito que isso ocorre porque sou uma pessoa vinda de família com baixo poder aquisitivo (nossa vida melhorou quando eu já era adulta), atendo pessoas que vivem em condições sociais bastante desfavoráveis desde antes de completar 20 anos e nunca fui seduzida pelo mito nutrido pela classe bem escolarizada de que pobreza é causa de mau-caratismo ou transforma alguém em um matador por motivo fútil. 

Trapaças e outros crimes perpetrados por gente pouco ou nada empática são bem diferentes de um furto de alimento ou outro crime não violento que resulta em subtração de algo de pouco valor em um momento de desespero, mas ainda assim, a maior parte das pessoas em condição de pobreza e que se vê sem fonte de renda e sem o suporte material do Estado estende a mão e pede ajuda antes de pensar em lesar terceiros. 

‘Só ele deu para roubar’ é uma frase saída da boca de mães pobres decepcionadas com o filho que se desgarrou dos ensinamentos recebidos mas que cuidam em demonstrar que os outros filhos não trilharam o mesmo caminho.

Mulheres para todos os lados

O livro foi publicado no Brasil pela editora Harper Collins, que desenvolveu uma belíssima edição em capa dura onde o roxo predomina. 

O texto foi traduzido por Paula di Carvalho e as ilustrações são de Carolina Abreu.

Tori Telfer esquartejou as mulheres nos seguintes grupos: As Glitterati, formado pelas sedentas por glamour e que escolhem vítimas com maior poder aquisitivo; As Videntes, formado pelas golpistas religiosas, cuja crueldade é uma marca registrada, pois as pessoas são espoliadas justamente no momento em que estão mais vulneráveis emocionalmente ou doentes; As Fabulistas, formado pelas que mentem em tantas camadas que findam assumindo outra vida – incluindo as tragediennes, que se apropriam de tragédias de terceiros para angariar fundos em vaquinhas e outras doações – e, por último, mas não menos importantes, As Fugitivas, com destaque para a abusadora e assassina Sante Kimes.

Os retratos de Tori são perfeitos e a leitura de Mulheres Confiantes é intelectualmente estimulante.

Aprender a reconhecer estas pessoas pode nos ajudar a reduzir a chance de ser uma vítima delas.

Obs.

Na página 151 há um pequeno erro de edição e a última frase foi publicada de modo incompleto. 

A Marina Smith fez a delicadeza de consultar sua edição para Kindle e me passou o restinho da frase.

Onde se lê: “Muito melhor ignorar todas as evidências e acreditar que a história foi gentil, que os homens tiveram mise-”, leia-se “Muito melhor ignorar todas as evidências e acreditar que a história foi gentil, que os homens tiveram misericórdia e que as princesas sobreviveram”

Comuniquei o achado à Editora e eles foram muito gentis, verificaram que houve erro em um lote dos livros e reportaram que farão a correção.

 

Beijos,

Meire

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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[Meu Querido Diário] É nóis

Dedicatória: A parte que lhe cabe é toda sua, querida A.P.    

Atenção: Nada neste post se refere a pessoas com transtornos/doenças mentais. As referências/críticas são ligadas a comportamentos e escolhas.

Por @meire_md

Tenho muitos demônios com os quais lidar e desde que me entendo por gente atormentar outras pessoas por causa deles é algo que reprimo ativamente (isso não significa que eu sempre consiga).

Os demônios são meus.

As pessoas costumam dizer que é muito fácil lidar comigo, e talvez isso seja verdade. Ou não.

Não lido bem com pessoas procrastinadoras, tenho um forte senso de respeito por hierarquia, apego ao cumprimento de normas e meus métodos para solucionar um problema sempre colocam a viabilidade e realidade em primeiro plano.

Dentre as características que mais admiro nas pessoas estão a capacidade de se esforçar e a de não transferir a culpa de seus fracassos ou outros problemas para terceiros.

Procuro não reclamar das coisas sem refletir repetidamente. Tento encontrar justificativas para que aquilo tenha ocorrido ou esteja acontecendo porque sei o quanto sou exigente comigo e com os outros e ninguém merece conviver com quem enche o saco.

Às vezes as coisas simplesmente não podem ser do jeito que queremos. 

Como procuro lidar pragmaticamente com as adversidades da vida – atribuo o fato de ser uma pessoa essencialmente feliz em razão disso – por vezes, não consigo compreender bem quando vejo as pessoas complicando ainda mais sua própria existência e tornando a dos outros mais difícil.

Possivelmente todas as dificuldades que passei e passo na vida ou me calibraram para amplificar os bons momentos e mitigar as sensações dos momentos ruins ou escolhi fazer isso. Ou as duas coisas.

Mas os meus maiores demônios não aparecerão neste post. Ainda estou lutando com eles.

This is Us

This is Us’ é uma série da Amazon Prime Video que certamente é uma das minhas favoritas da vida. Gosto muito. Mas ela é rica em personagens com os quais eu não gostaria de conviver. 

Fujo de pessoas que ruminam e insistem em reciclar problemas.

A série mostra gente que se esforça voluntariamente para se manter presa ao passado, que complica relacionamentos por apego a irrelevâncias, que torra a paciência de quem diz amar, que ultrapassa limites e continua discussões quando os ânimos estão exaltados, que não supera adversidades nem é capaz de ver o quanto é privilegiada.

A incapacidade de enxergar os próprios privilégios é algo bastante comum no meio em que vivo.  Esse é o demônio de muita gente, certamente.

Que meus demônios não respinguem em ninguém

Tenho uma personalidade classicamente descrita como ansiosa e, para minimizar isso, organizo minha rotina e antecipo obrigações, o que é ótimo.

Mas, mesmo sendo uma pessoa bastante otimista e conseguindo rebater pensamentos ruins,  frequentemente sofro por antecipação e imagino cenários catastróficos do nada. Quem tem que lidar com isso sou eu.

Se temo que meu marido seja atropelado enquanto está se exercitando ao ar livre ou que se distraia no trânsito o problema é meu, não vou pressioná-lo para que mude de ideia, tampouco exigir que fique me telefonando. 

Tudo que posso fazer é, absolutamente sempre, dar-lhe um beijo, aconselhá-lo a tomar cuidado para que seu senso de atenção seja estimulado diante de um risco e reforçar o sentimento de que vale a pena voltar para casa são e salvo.

Dou meus pulos para relaxar, e relaxo mesmo.

Você conhece os seus demônios? Como os domina?

Certamente você também tem os seus demônios.

Os meus não são pequenos nem suaves como o do exemplo que dei acima. Pareço plena mas não sou (e quem realmente é?).

Por ser muito empática e tender a abarcar o mundo com as pernas tenho que me lembrar constantemente que não devo sofrer por pessoas que não aceitam ajuda.

Ainda assim sofro, mas insistir na lembrança de que não sou responsável por todo mundo que amo tem me ajudado bastante.

A culpa é das Estrelas

Uma colega me deixou uma mensagem que é pura aflição.

Seu pai não aceita receber a imunização contra o microorganismo da vez e, embora seja médica, ela não consegue convencê-lo. E isso tem gerando um conflito familiar desconfortável e saraivadas de microagressões de um lado e outro.

Palavras ditas em momentos de forte emoção podem ferir. As pessoas ficam propensas à irracionalidade. 

É preciso saber a hora de parar. O que começa com amor pode acabar numa ruptura familiar.

Insistir quando tudo já foi dito e o interlocutor, que é inteligente mas tem opinião formada, segue impermeável e está em plenas condições de saúde mental, não rende bons frutos.

Adultos fazem escolhas.

O pai certamente conhece a filha maravilhosa que criou, mas ainda assim optou por não confiar em seu juízo profissional  nem aceitar o seu conselho de filha zelosa.

Colega, você exerceu fortemente sua obrigação como médica, cidadã e filha. Procedeu os esclarecimentos repetidas vezes, orientou, esteve e continua disposta a mitigar quaisquer dúvidas.

Tendemos a tratar nossos pais como crianças. Eles não são. 

Quem não aceita se vacinar está sendo duplamente irresponsável, tanto consigo mesmo quanto com suas obrigações enquanto cidadão.

Se a pessoa em questão não imputa essa má escolha a uma criança ou a outra pessoa que dependa de suas decisões,  não há muito o que fazer.

Não há cadeia para proteger um cidadão do seu desleixo contra si mesmo.

A.P,  caso seu pai seja acometido pela doença e vier a sofrer complicações, a culpa não será sua.

Meire

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Mulheres Assassinas

Por @meire_md

Já mencionei em posts anteriores que gosto muito de mergulhar em tópicos de criminologia, sobretudo quando são fortemente relacionados à psiquiatria.

Um dos meus temas favoritos em psiquiatria são os transtornos de personalidade. O interessante é que minha curiosidade é ligeiramente inexplicável, porque vai muito além do fato de ser médica.

Isso é um passatempo um tanto bizarro, concorda aquela que está com ‘Ted Bundy‘ de Ann Rule (Dark Side) na cabeceira. Percebo que este tipo de leitura me ajuda a entender melhor o mundo ao meu redor e prever com boa margem de segurança como devo esperar que as pessoas se comportem.

Sinto que ler sobre a maldade humana vai abatendo minha tendência a acreditar demais nas pessoas e me ajuda a não baixar a guarda.

Preciso provocar a todo tempo a minha mente para que ela não esqueça que uma parte dos seres humanos é essencialmente má.

Leio com medo, mas leio.

Qual o motivo do sucesso de séries e filmes que exploram crimes hediondos?

Séries e filmes com temáticas que exploram crimes brutais e assassinatos em série costumam fazer sucesso entre pessoas sem qualquer perfil violento, como eu, por exemplo.

Por quê pessoas tranquilas, pacíficas e ordeiras desenvolvem fascínio por histórias reais ou ficcionais que envolvem pessoas com transtorno de personalidade antissocial?

Há quem defenda que a curiosidade acerca da mente criminosa é um sintoma do nosso instinto de sobrevivência. Aprender a identificar essas pessoas poderia, em tese, servir como aprendizado.

Em minha impressão isso parece bastante plausível. É como se meu cérebro tendesse a esquecer que há gente demoníaca no mundo porque confio demais nas pessoas.

Como entender a mente de uma serial killer de bebês?

O estudo da mente criminosa começou a se aprofundar tecnicamente a partir da década de 80, mas até hoje há quem pense que não existem serial killers do sexo feminino.

Isso pode ser um pensamento com raízes machistas, pois parte do princípio que a mente feminina não seria capaz de articular planos sofisticados que incluem a perpetração de um crime bem elaborado.

Como as mulheres psicopatas são muito hábeis em matar com suavidade e dissimular a autoria, no geral só são pegas quando já ceifaram muitas vidas, incluindo as de parentes.

Tenho uma certa repulsa de quem defende que fulano (a) mata em série exclusivamente porque sofreu abuso na infância.

Em minha opinião de pessoa que acompanhou pacientes abusados, esse tipo de leniência é um total desrespeito às vítimas de abuso infantil.

Podemos, parece que sim, defender que a carga genética tenha um peso muito importante na gênese do mal e que há variáveis ambientais e gatilhos que podem, em conjunto, ‘criar’ um serial killer.

Não acredito que sem uma carga genética significativa uma mulher seja capaz de dar um pouco mais de veneno a um idoso inocente que está se afogando nas próprias fezes ou a assassinar bebês e descartá-los como se fossem lixo.

Acreditar que alguém se transforma em psicopata porque nasceu pobre ou porque sofreu negligência na infância é coisa de quem acha que bondade está relacionada à riqueza e à “vida perfeita”. Isso não   é só elitista. É cruel.

Dentre pessoas que nasceram e viveram em bonança há demônios e a  maioria das pessoas que passou por horrores inimagináveis na infância não se transforma em assassinos.

Defender inexistência da gênese do mal como um caráter herdado é esquecer a quantidade de crimes perpetrados por pessoas sem barreiras ambientais significativas e glamourizar a riqueza como fonte de empatia e retidão.

O número absoluto de pessoas com personalidade antissocial provenientes de classes sociais desfavorecidas será sempre maior do que os nascidos em ‘berço de ouro, isso é logico. Ricos/multimilionários são uma parcela muito menor da população.

Eu arriscaria até afirmar que proporcionalmente há mais antissociais ricos do que pobres, pois dentre eles há inúmeros golpistas de sucesso.

Ricos ou pobres, homens ou mulheres, estes tipos são monstros e merecemos que os que perpetram crimes sejam isolados da vida em sociedade.

Lady Killers, de Tori Telfer

A escritora Tori Telfer tem formação em redação criativa e tem experiência com edição de revistas infantis.

Recém li seu novo livro, ‘Mulheres Confiantes‘, que traz histórias reais de mulheres golpistas e logo mais publicaremos a resenha.

Lady Killers passeia pela biografia de quatorze mulheres monstruosas sem exibir a complacência injustificada de certos autores, mas sem desumanizar as mulheres.

Embora existam monstros entre nós, somos todos humanos.

Apesar do tema sombrio, a leitura é leve e fluida porque não foca em aspectos técnicos.

A edição brasileira é mais interessante que as gringas pois traz uma galeria com a história de outras 14 mulheres e uma lista de livros que Tori sugeriu a pedido da Dark Side.

Lista dos livros favoritos de Tori Telfer

📔 Infamous Lady: The true story of Countess Erzsébet Barthory, de Kimberly L Craft

📔 A Condessa Sangrenta, de Alejandra Pizarnik

📔 Erzsébet, de Nunsky

📔 Mary Ann Cotton: Britain’s first female serial killer, de David Wilson

📔 The Good-bye Door: The incredible True Story of the first female serial killer to die in the chair, de Diana Britt Franklin

📔 Black Widow: Tillie Klimek, de Cara Davidson

📔 A contemporary narrative of the Proceedings Against Dame Alice Kyteler: Prosecuted for Sorcery in 1324, de Richard de Ledrede

📔 Kate Bender, the Kansas Murderess: The Horrible History of an Arch Killer, de Allison Hardy

📔 Tiszazug: A Social History of a Murder Epidemic, de Béla Bodó

📔 The Angel Makers, obra de ficção histórica de Jessica Gregson

📔 The Affair of the Poisons: Murder, Infanticide, and Satanism at the Court of Louis XIV, de Anne Somerset

📔 Serial Killers: Anatomia do Mal, de Harold Schechter

📔 Arquivos Serial Killers, de Ilana Casoy

📔 O Teste do Psicopata, de Jon Ronson

📔 A History of Evil in Popular Culture, editado por Jody W. Pennington e Sharon Packer

📔 Femme Fatale: Images of Evil and Fascinating Women, de Patrick Bade

📔 Serial Killers: Death and Life in America’s Wound Culture, de Mark Seltzer

📔 Mindhunter: O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano, de John Douglas e Olshaker Mark

📔 Female Serial Killers: How and Why Women Become Monsters, de Peter Vronsky

📔 Women Who Kill: Profiles of Female Serial Killers, de Carol Anne Davis

Você pode gostar destes posts:

🗒 O sobrenome de sua mãe era Holmes

🗒 O que um cidadão brasileiro precisa fazer para pegar pena máxima? 

🗒 Existe Serial Killer nordestino?

🗒 Narcisismo Perverso, a patologia emocional que habita entre nós

🗒 Os Psicopatas do nosso dia a dia

🗒 Social Killers

🗒 Serial Killers Anatomia do Mal

Beijos,

Meire

 

Favoritos da Mamy

Por @meire_md

Minha mãe é a pessoa mais minimalista que eu conheço. 

Pense em qualquer coisa: ela será minimalista nessa coisa. 

Ela sempre gostou de se cuidar, mas sempre teve uma penteadeira muito enxuta.

Vê-la aplicando Creme Pond’s no rosto é uma das lembranças mais doces da minha infância

Desperdício de comida? Nunca. Luzes acesas sem motivo? Jamais. Torneira pingando? Conserto imediato. 

Mamy sempre arruma uma forma mais prática e barata de executar serviços de modo mais independente, então pinta paredes, faz peças decorativas de concreto, planta comidinhas, cria receitas, costura (a máquina dela é igual à minha, um modelo simples e de manutenção simples e barata).

Rotina Facial da Mamy

Minha mãe tem a pele muito clara, oleosa, com poros dilatados e rugas próprias da idade (70+). 

Como faz fotoproteção regular desde jovem, não tem tendência a melasma e usa Tretinoína há muitos anos, não desenvolveu manchas no rosto e suas rugas seguem com aspecto bonito e macio. 

Pela manhã ela higieniza a face com um produto baratinho e de ótimo rendimento, o Sabonete Facial Neutrogena Deep Clean, que segundo sua avaliação ajuda a controlar o brilho excessivo da pele e a manter os poros com um melhor aspecto.

Após a limpeza facial, vem o Protetor Solar Neutrogena SUN Fresh. Ela vai comprando meio na doida de acordo com o preço – tanto o FPS 50 quanto o 60 ou 90 -, e por ser muito prática em tudo que faz, aplica o mesmo protetor no corpo.

Para fixar o protetor solar ela aplica o Pó Compacto Maybelline Fit Me! 00 Translúcido, mas quando está sem o pó usa um pouco (quase nada) de Talco Johnson ‘s mesmo. 

Maquiagem com cor? Não usa, nem batom.

Para a rotina noturna ela volta a higienizar o rosto com Sabonete Facial Neutrogena Deep, mas neste horário ela passa e remove o sabonete duas vezes.

Quando a pele está bem sequinha ela aplica a Tretinoína e uma camada fina do Hipoglós transparente.

Rotina Capilar da Mamy

Quando ela percebeu que muitas mulheres começaram a assumir os fios brancos, também resolveu parar de torturá-los, digo, tinturá-los.

Seus cabelos são naturalmente cacheados, ela os mantém em comprimento curto para médio e o couro cabeludo é saudável.

Para evitar o amarelamento dos fios, costumava usar o shampoo normal com algumas gotas de Violeta Genciana (possivelmente isso foi uma dica da finada Revista O Cruzeiro), mas atualmente usa shampoos específicos.

O shampoo desamarelador que ela está usando e gostando é o Speed Blond Matizador da Inoar, que é bem mais barato que o meu, o L’Oréal Expert Silver Shampoo.  Ambos contam com agentes que limpam o couro cabeludo e os fios com delicadeza, sem ressecá-los.

Por julgar os shampoos matizadores muito pigmentados, antes de aplicar o produto ela separa uma certa porção e dilui com um pouco de água.

Para manter os cachinhos, frequentemente usa um produto baratinho e super antigo, o Yamasterol Creme Funcional Com Proteína Hidrolisada.

Cuidados Corporais da Mamy

Como já dito, ela usa o mesmo protetor solar para todas as regiões do corpo. 

Seu hidratante corporal favorito é qualquer que ganhar de presente. Ela vai variando.

Cuidados Bucais

As consultas odontológicas regulares são imprescindíveis.

Ela tem implantes dentários, então precisa cuidar bastante da higiene bucal para evitar problemas.

Seus Cremes Dentais favoritos são o Colgate Total 12, preferencialmente o Gengiva Reforçada, e o Sensodyne.

Seguindo a orientação especializada, ela faz bochecho semanal com a Solução Bucal Colgate PerioGard Sem Álcool e no dia a dia faz bochechos após a alimentação com Enxaguante Bucal Colgate Total 12, qualquer um que seja sem álcool.

Alimentação

Minha mãe foi criada com comida de verdade e segue bem natureba. Ama melancia, água de coco, batata doce, macaxeira, legumes, verduras e consome duas colheres de linhaça marrom diariamente, no geral com fruta amassada.

Outro bom hábito dela é comer 4 amêndoas por dia e enriquecer os pratos com gergelim. Ela percebe um efeito favorável no controle da fome e no funcionamento intestinal.

Faz leite de coco natural para consumir, gosta também dos leites de amêndoas e de castanhas e evita o consumo de bebidas industrializadas, como suco de caixa e refrigerantes

Para evitar desconfortos gástricos e ansiedade, ela consome chás sem xantinas, como camomila, boldo, capim santo, moringa e louva-a-deus.

Mas é toda assim, cem por cento natural?

Não. Ela é bem formiguinha, ama chocolate, não resiste a Kit Kat e uns biscoitinhos salgados.

Suplementação Alimentar

Com o passar da idade muitas pessoas precisam de suplementação vitamínica, seja por restrições alimentares ou por dificuldade de absorção de nutrientes, coisa bastante comum.

Minha mãe precisa de vitamina C com Zinco e de Vitamina D, e essa será administrada de modo vitalício.

Filtro de barro

Agora ela veio com uma novidade, está planejando comprar um Filtro de Barro para não precisar mais manobrar garrafões de água mineral. 

Achei a ideia ótima, fora que os Filtros de Barro lembram nossa infância e eles parecem uma peça decorativa vintage.

Saúde

Mamy faz tratamento para controle de hipertensão arterial e dislipidemia.

Ela segue saudável e sem complicações e, embora faça as consultas médicas com regularidade, verifica a tensão arterial em casa usando monitor de pressão sempre que julga necessário.

Sua prática de atividade física é regular, ela faz caminhadas ao ar livre com uma ótima frequência e, recentemente, começou a praticar pilates.

Estímulo cognitivo

A disposição da minha mãe para aprender coisas novas, ler, ver vídeos e testar receitas não reduziu com a idade e isso é excelente porque nosso cérebro precisa de estimulação constante.

Com o avanço da idade tendemos a ser mais resistentes às mudanças, menos criativos e menos inclinados a usar novas tecnologias, então é importante que os filhos estimulem os pais a explorarem os facilitadores da vida moderna.

Ela sabe acessar praticamente a todas as funcionalidades do celular e tablet 10‘, costuma ver Netflix na TV e também ganhou de presente uma Alexa de 5,5’’. Ela está aprendendo a usar a Alexa com o apoio da minha irmã.

É bastante possível que quanto menor a ociosidade do idoso, menor a chance de que venha a desenvolver sentimentos negativos.

Um bilhetinho de amor

Mamy,

Esse post é o resultado da entrevista virtual que a Monique fez com a senhora.

Não estou aí  para devorar o bolo sem glúten encomendado especialmente para seu aniversário,  mas meu pensamento corre  todos os dias centenas de quilômetros de distância para estar sempre perto da senhora.

Feliz Aniversário!

Nem desejar toda felicidade do mundo seria suficiente para representar o que a senhora merece.

Obs. Seu neto Gomú passa bem, está vestindo uma roupa nova feita por mim graças às dicas que a senhora me deu de como pilotar a máquina de costura.

Beijos até o infinito!

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cuecas no micro-ondas (flopar ou não flopar, eis a questão)

Por @meire_md

 

Pareço uma pessoa bastante empática, certo?

Mas a verdade é que caio na gargalhada vendo vídeos nos quais a pessoa está plena, sentindo-se maravilhosa e no auge do poder, luxo e sedução, mas escorrega e se esborracha no chão.

Tomo esse direito como natural porque quando é comigo sempre acho engraçado – parece que tenho oito cotovelos e eles conseguem se chocar de diferentes formas contra todo tipo de superfície.

Um post que flopa deixa você no lugar da pessoa que se esborracha, porque se você postou é porque achou que estava bom, né?

Quando gosto muito de um post e ele flopa, as consequências são mais ou menos iguais às das múltiplas cacetadas no cotovelo: não dói quase nada, acho engraçado, prometo que vou tomar mais cuidado da próxima vez, mas… acontece de novo, isso tudo faz parte de mim.

Eu nasci pra isso.

Próximo destino: flopar

A forma de expressão que hoje conhecemos como Blog começou a se popularizar há uns 20 anos. Segundo as vozes da minha cabeça, eles nasceram sem nenhuma pretensão muito específica.

Os Blogs primitivos funcionavam como um Diário de Adolescente no qual você escancarava suas ideias sem cogitar minimamente que uma década depois estaria em busca de likes e compartilhamentos pilotados por pessoas que na verdade nem se importam tanto assim com você.

Da mesma forma que ocorre na vida real, as pessoas que nos seguem e se tornam queridas sempre serão minoria.  Boa parte das pessoas esquecerá você (e me esquecerá) na mesma velocidade que você e eu esquecemos de outras pessoas, isso é completamente normal.

Quando tudo aqui era mato, ninguém (ou quase ninguém) buscava compensação numérica.

Não fazia diferença se muita gente lesse ou não, o que a gente queria era ter bons leitores, leitores que parassem de verdade para saborear o texto.

Se eram raros antes, continuam raros hoje.

Essa compensação mais intimista é totalmente diferente da promovida pelos algoritmos de hoje, e está tudo bem.

As coisas mudam mesmo.

Sem invadir o espaço do outro

Eu e meu marido nos conectamos com troca de conteúdo na internet e tenho certeza de que o encontro não teria acontecido se ela não existisse, pois embora sejamos como alma-gêmeas, circulávamos em universos diferentes.

Uma das nossas primeiras conversas foi sobre o risco nada teórico de promover um incêndio doméstico secando roupas íntimas de material sintético em fornos de micro-ondas, leia-se cuecas, e sobre como remover o aspecto oxidado de peças de prata com um método caseiro usando água, fogo e papel alumínio.

Embora eu esteja na contramão do progresso, gosto disso, dessa aleatoriedade  do texto escrito sem programação, sem tentativas de se encaixar no que está fazendo mais sucesso.

O Salada voltou à ativa sabendo que traria posts destinados a flopar.

Não resisto a nada que é novo (pelo contrário), mas quando o assunto é blog, continuo fazendo como fazia lá atrás e muito feliz com as visitas de quem gosta da minha forma vintage de produzir conteúdo.

É como falar para um auditório lotado

Quem está aqui quer saber o que eu penso sobre alguma coisa. Se isso não é suficientemente incrível para alguns, para mim é.

Quando as estatísticas do Blog mostram que basicamente todo mundo que entra para ler um post acaba lendo outros, vejo que não tenho motivos para deixar de publicar algo aparentemente destinado a flopar.

Às vezes acho que vai flopar e não flopa, às vezes que vai ser super apreciado, mas é escanteado sem a menor cerimônia.

A conclusão é que as pessoas que chegam ao Salada são tão aleatórias quanto eu.

Se você quiser saber os posts que despertaram o mais profundo desinteresse nos visitantes do Salada Médica e os que me surpreenderam, vem comigo.

Flopadas Internacionais

Aqui cito os oito posts que saíram da publicação direto para a mais profunda caverna do esquecimento.

Eu me surpreendi com a flopada de Fahrenheit 451 porque foi um dos poucos que sentei umas horinhas para divulgar, porém a surpresa se dissolveu completamente quando percebi um padrão de consumo dos meus leitores.

Ficção científica é um nicho nerd extremamente estimulante para mim, para o Igor, para o Gomú e para poucos gatos pingados.

Se consumidores de livros são minoria, somos uma minoria maior ainda. Minoria maior? É.

Penso que este foi exatamente o mesmo problema de Neuromancer e de Frankestein ou o Prometeu Moderno.

O Salada não tem um número de leitores suficiente para evitar que posts sobre livros clássicos de ficção científica caiam no Buraco Negro.

Estes três posts certamente estão entre aqueles que mais gostei de escrever.

Algo de muito errado não deu certo com O Demônio do Meio-Dia & Outros. Minha ideia  foi fazer um guia de leitura para pessoas com depressão e outros transtornos mentais. Acredito que o problema deste post foi a forma que escrevi mesmo e não sei como melhorá-lo.

Se alguém dissesse que ganharia cinco anos de vida se apontasse qual flopada me deixou arrasada, eu exageraria ao máximo o meu sofrimento e arrancaria do fundo do meu ser a sensação  de ver o post  A Divina Comédia  ser esquecido no dia seguinte, mas também entendi.

Quem, pelo amor de Dante, quer ler um post longo sobre A Divina Comédia? Quase ninguém.

Nele fiz um guia turístico para orientar quem deseja ler o livro.

Duas outras flopadas também se referem a resenhas de livros que estão entre os meus favoritos, A Queda e O Que o Cérebro tem para contar. Não acho que estes posts floparam porque versam sobre temas que são preferência de minorias das minorias muito minoritárias. Acho que estão ruins mesmo, estão meio fora do meu estilo de escrever.

E o oitavo é o Malleus Maleficarum, livro que me irritou profundamente e só virou resenha porque eu tinha muita coisa a falar sobre ele.  Essa flopada poderia ter sido evitada porque eu já sabia que aconteceria.

Certamente acontecerá o mesmo se eu resolver postar o que tenho a dizer sobre Cândido, de Voltaire.

Achei que sim, só que não

Neste bloco cito os posts que pari pensando que ou iriam cair no esquecimento nos primeiros segundos após a publicação ou iriam ter performance ruim, mas continuam recebendo muitas visitas.

🎯 Erros Sistemáticos & Falácias de Discurso

Das coisas que vou morrer e não entendo. Este post ficou meses no rascunho porque tinha mais de 20 laudas e fui reduzindo-o aos poucos, até conseguir deixar com umas 11.

Eu tinha quase certeza que ninguém iria ler, mas até hoje recebo no Instagram mensagem de pessoas que dizem que já releram várias vezes, já passaram para colegas da faculdade, que divulgam em grupos no WhatsApp, enfim.

Foi uma boa surpresa.

🎯 Os psicopatas do nosso dia-a-dia

Como falo muito sobre esse tema achei que vocês iriam pensar assim: ah, não… de novo!

🎯 A riqueza da vida simples

Gosto muito desse post.  Eu não esperava que floparia mas também não acreditava que fosse continuar recebendo visitas praticamente diárias. As pessoas do Google gostam bastante dele.

🎯 Mamãe, não quero ser Prefeita

Não sei como as pessoas estão chegando a esse post, mas o fato é que ele continua sendo lido. Obrigada! Gosto muito dele.

🎯 Tô ótimo

Como é um post sobre doença/saúde mais voltado à Medicina Preventiva, achei que ele teria um comportamento parecido com o que ocorreu quando o tema foi levantado no Instagram, mas foi o contrário.

Aqui no Salada ele é bastante apreciado.

Os cinco mais lidos de 2021 (até maio)

Eu já esperava que estes ficariam em algum ponto do topo das preferências porque são temas que vocês me pedem bastante.

Amei escrever, amei publicar, vocês amaram.

São eles:

🍓 TDAH: Do diário infantil à Assistente Virtual

🍓 Como cuido do Meu Melasma

🍓 Dicas práticas para a limpeza da sua casa

🍓 Os dentes também envelhecem

🍓 É possível viver de renda (FIIs)?

Beijos!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Abuso Sexual

Por @meire_md

“É como se os fantasmas tomassem anabolizantes”
(Malcom Montgomery)

Enquanto ‘folheando’ o Instagram, cai na página de um digital influencer brasileiro que foi investigado por um suposto crime de pedofilia.

As investigações e a perícia técnica não revelaram provas  que corroborassem a denúncia, portanto é possível que ele seja inocente.

Os pagamentos em dólar do grande canal outrora milionário que o rapaz mantinha no YouTube foram substituídos por doações de seguidores.

Abuso sexual envolvendo crianças é algo tão desprezível que mesmo que o youtuber seja inocente será alvo de repulsa pelo resto da vida.

Se o instinto de proteção às crianças é tão forte na espécie humana ao ponto de presumirmos que um denunciado supostamente inocente não vai conseguir se desvencilhar da condenação eterna das pessoas, por que o abuso sexual infantil é tão frequente?

Que espécie é essa que mais viola do que protege os seus filhotes?

Frequente e disseminado

Pais, mães, tios, primos, babás, padrastos, madrastas, avós, professores, cuidadores, padres… A lista dos possíveis predadores infantis é infinita.

Crianças abaixo da linha da pobreza ou tão ricas quanto é possível ser são molestadas por adultos dos quais espera-se proteção com frequência bastante similar.

À Flor da Pele

Malcolm Montgomery, médico especialista em ginecologista e obstetrícia com ênfase em sexualidade e reprodução humana, é autor de ‘Mulher’, a obra que deu origem à minissérie homônima da Rede Globo e de ‘Era uma vez a Menopausa’.

Após apaixonar-se por uma mulher sobrevivente de abuso sexual incestuoso e, de certa forma, falhar em lhe proporcionar ajuda, Dr. Montgomery passou a estudar mais o tema.

Com a morte da ex-companheira, ele se sentiu na obrigação de compartilhar o conhecimento adquirido e o resultado foi o pungente livro ‘À Flor da Pele’.

A obra tem traços autobiográficos e, por isso, por vezes o assunto é tratado de modo passional  – o que não é ruim, sobretudo sendo o tema tão espinhoso.

“É mais honesto ir direto ao assunto. Existem famílias predominantemente saudáveis e famílias
predominantemente doentes”

Infelizmente


Durante os anos em que atuei em clínica privada, atendi menino abusado por babá, menina abusada por avô e até hoje lembro com certo pesar de uma garota adolescente abusada sob o olhar negligente de outros cuidadores.

Os conselhos tutelares fazem um bom trabalho, mas infelizmente não é suficiente. Não é possível colocar um fiscal no seio de cada família, onde o pior acontece.

Dr. Malcolm coloca o dedo na ferida e desfere golpes em famílias formadas por gente que não tem a menor condição de colocar outro ser humano no mundo e no moralismo hipócrita que reprime o desenvolvimento sexual do adolescente ao mesmo tempo em que induz a criança a uma sexualidade precoce.


“Assim, a mensagem que o incesto coloca no outdoor da parede do quarto infantil é: sua vida sexual não é sua, sua sexualidade não lhe pertence, seu corpo não é seu (…) antes da menina ter tido a chance de se desenvolver em etapas sucessivas de sentimentos, curiosidades e experiências, a sexualidade adulta é imposta a ela goela abaixo”

Pai X Filha

Amazon Brasil


Considerando que as mulheres são as principais vítimas e os pais os principais perpetradores, ‘À Flor da Pele‘  filtra o tema e o centra no incesto pai-filha.

É doloroso perceber que uma parte das mães age como cúmplice, seja por agredir a filha que busca ajuda e chamá-la de mentirosa ou por muito perceber e nada fazer.

Certamente há casos nos quais a mãe é dependente economicamente do perpetrador e se sente paralisada e isso foi muito bem levantado por Danielle Silvestre, Assistente Social e produtora de conteúdo de Beleza que recém produziu uma série de vídeos sobre Abuso com o olhar técnico de quem fez pesquisa de campo sobre o tema.

Realmente é preciso destacar que embora muitas mães pareçam tão criminosas quanto o companheiro que escolheram, outras certamente são vítimas de um ambiente selvagem  e se utilizam de mecanismos de defesa para fugir da realidade.


“(…) a depressão pode vir fantasiada com vários disfarces: obsessão pela estética corporal, mania por dietas milagrosas, perseguição pela referência da mídia”

Consequências permanentes


O livro discorre muito sumariamente acerca das consequências psicológicas do abuso ilustrando-as com depoimentos de pacientes não identificadas.

Pesadelos, fobias, angústia, depressão, sensação de abandono e desamparo, depressão, medo de aglomerações, atitudes autodestrutivas, isolamento social e ninfomania são, conforme suas observações, sequelas comuns.

Dr Malcolm defende que a abordagem do tratamento destas mulheres precisa ser tripla, envolvendo psicotrópicos, psicoterapia individual e terapia de grupo.

Embora o livro tenha sido escrito em 2005, o tratamento multidisciplinar que o profissional já defendia permanece sendo o padrão-ouro para o manejo das nefastas consequências do Abuso sexual infantil.

É um bom livro para quem quer entender esse tipo bizarro de crime, para quem percebe algo estranho ocorrendo no ninho familiar, por quem passou por este tipo de experiência ou convive com uma pessoa sobrevivente dela e também para profissionais da área de saúde e outros que lidam com mulheres.

Meire

 

 

 

 

 

 

 

 

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Top 10 | Baratinhos que mais recompro

Por @meire_md

Incrível como a gente consegue filosofar com basicamente tudo, né?

Estava aqui pensando como conceituar o que eu, automaticamente e sem pensar duas vezes, considero ‘barato’.

Em toda lista de produtos ‘baratinhos’ aparece alguém comentando que o item arrolado por quem publicou o post não é barato — e isso é verdade.

O que é barato para uma pessoa pode não ser para outra. Verificando cada item das coisas mais baratas que compro e recompro, sei que há produtos parecidos muito mais baratos que eles.

Mas, para mim, os muito mais baratos que eles possivelmente  estariam na categoria do ‘barato que sai caro’, porque os produtos que cito abaixo são, de todos os baratinhos que já testei, os melhores.

Mistério da Natureza

Considero um produto baratinho mistério da natureza aquele que está bem abaixo do meu orçamento, impressiona-me pela qualidade e faz com que eu perca a vontade de voltar a usar o produto mais caro que usava antes.

Vamos ao meu Top 10.

1. Máscara para Cílios The Falsies Lash Lift (Lavável) Maybelline

Chega uma hora da vida que você já experimentou tanta coisa que tudo parece mais do mesmo, daí posso dizer que essa máscara foi a melhor surpresa de maquiagem dos últimos tempos.

Comparando com o preço da minhas máscaras de cílios favoritas da vida (a False Lashes e a Upward Lash da MAC) e considerando o ótimo efeito alongador e o valor que me disponho a pagar por uma boa máscara de cílios, a  Falsies Maybelline é, com certeza, um baratinho espetacular.

A escovinha tem uma ponta arredondada que é perfeita para alongar os cílios do canto externo dos olhos, basta que você acerte a posição de usar.

Escolho sempre a versão lavável porque, em minha impressão, as máscaras resistentes à água provocam queda dos cílios.

Nos meus cílios ela se comporta bem o dia todo.

2. Pó Compacto Maybelline Fit Me! Cor 00 Translúcido

Quem me acompanha no Instagram deve estar cansado de me ver falar deste pó.

O Maybelline Fit Me! Cor 00 é um pó branco do tipo fixador, que remove a umidade da maquiagem e prolonga sua duração.

Em minha pele ele tem um efeito bem parecido com o Prep+Prime da MAC.

Como tenho a pele consideravelmente clara (tenho fototipo III mas não me exponho ao sol), quando o pó se funde com a maquiagem não deixa qualquer rastro branco, mas se você tiver a pele mais corada, talvez seja melhor escolher uma versão com cor.

Para assassinar o efeito mate proporcionado pelo produto, dou uma varrida com pó iluminador em vários pontos da face, com foco principalmente na lateral da testa, topo das bochechas e ponta do nariz.

Gosto muito de aplicá-lo com a esponja da Mariana Saad, sempre tenho pelos menos 3 em uso, uma para pó sem cor, outra para pó com cor e outra para base.

O pó dá uma ótima segurada na maquiagem e tem a vantagem de, quando usado com protetor solar branco ou transparente (sem maquiagem)  não promover manchas nas máscaras PFF2.

Não sei quantas embalagens já usei, compro e recompro.

3. Nivea Protetor Labial Amora Shine

Atenção: Não recomendo que este produto seja usado por gestantes.

Tudo no Nivea Protetor Labial Amora Shine é perfeito para minhas demandas, mas principalmente a cor.

Ele tem a cor de fruta vermelha que chamo de boca de nenê, que é muito parecida com a do batom cor Amorous da MAC, um dos meus favoritos da vida.

A hidratação do produto não é espetacular e, certamente, é inferior à do Nivea Protetor Labial Essential Care, mas como costumo aplicar o Hipoglós Transparente nos lábios antes de dormir, prefiro que durante o dia os lábios fiquem com a corzinha saudável do Amora.

4. Colônia para Bebê Lavanda Johnson’s

Já conversei com vocês sobre minha personalidade ansiosa e como tenho lidado bem com ela meditando.

Pois bem, a Lavanda Johnson ‘s funciona para mim como uma espécie de aromaterapia.

Adoro borrifá-la no travesseiro e nos punhos antes de dormir, o odor me dá uma sensação de segurança e aconchego, mas uso também após o banho, principalmente nas costas.

Como o frasco não tem válvula spray costumo adotar algum frasquinho para deixar ao lado da cama.

Eu vinha usando um frasco vazio do Eau de Verbena da L’Occitane, mas a válvula ficou ruim e comprei esse pulverizador para Azeite e Vinagre que está na foto acima, o meu é o da Além Mar (Transparente), que é bem simples.

Para evitar que a lavanda derrame quando vou colocar nas costas e deito o frasco quase de ponta cabeça, o Igor colocou fita veda rosca e não vaza nada.

Gostei tanto do frasco que acabei comprando dois, o outro uso com a Shirojyun Premium Lotion, a loção clareadora com Ácido Tranexâmico da Hadalabo. Gosto muito de aplicá-la para refrescar a face, principalmente quando estou faxinando a casa.

5. Óleo Puro para Bebê Johnson’s (tampa rosa)

Tenho que parar para tomar um cafezinho e listar as inúmeras formas que uso esse óleo.

Uso frequentemente como demaquilante, alternando com meu Cleansing Oil da MAC.

Aplico o óleo de bebê com as mãos no rosto todo, faço uma massagem breve – o esforço é mínimo – removo tudo com uma toalhinha macia e lavo o rosto com sabonete cremoso Johnson ‘s Baby Original ou com Sabonete de Coco da Granado, caso eu esteja com a pele mais oleosa.

Para uso corporal após o banho é tão simples quanto, aplico na pele com o corpo ainda úmido, faço uma massagem rapidinha e seco o corpo dando-lhe batidinhas com a toalha.

Quando estou com pequenas descamações no couro cabeludo aplico o óleo nos locais – geralmente as descamações são bem pontuais – e elas soltam facilmente.

Saindo da cabeça, corpo e membros, uso o óleo de bebê em seres inanimados frequentemente, principalmente nas peças de madeira maciça que moram na minha bancada de maquiagem, para limpar manchas de maquiagem que pegam no couro da minha cadeira e para higienizar a parte de dentro dos meus sapatos de couro natural.

Na parte de fora dos sapatos e bolsas de couro natural uso Geleia de vaselina 100% pura da marca Vasenol e depois passo um paninho de microfibra para remover o excesso e dar brilho.

6. Creme Nivea (‘latinha azul’)

O único incômodo que tenho com o Creme Nivea, que não uso no rosto todo por ser pesado para meu tipo de pele, é o fato de ter perfume.

Gosto muito dele para a área dos olhos e para fazer misturinha com a minha base favorita, a Studio Fix da MAC, deixando-a mais emoliente, mas depois que conheci o Hipoglós Transparente tenho usado o Creme Nivea apenas nos cotovelos, joelhos e tornozelos.

Se eu tivesse que escolher só um dos dois optaria pelo Hipoglós transparente porque é mais versátil e não tem cheiro nenhum.

7. Hipoglós Transparente

O Hipoglós Transparente é um hidratante cicatrizante e ‘clareador’ leve (despigmentante) indicado primariamente para proteger a pele dos bebês contra assaduras.

Foi uma super dica da Monique, uso quilos como se não houvesse amanhã, virou um multifuncional.

Ele é tipo um Creme Nivea turbinado e sem perfume.

Esta versão contém parafina líquida, lanolina, pantenol (vitamina que tem efeito clareador) e vitamina E.

Uso na boca, na área dos olhos, no topo das bochechas, em regiões pontuais da face quando a pele está descamando (não arde nada) e nas cutículas.

Ele faz por mim tudo que o Creme Nivea faz e um pouco mais, porém sai mais caro por grama, por isso continuo comprando os dois, já que uso bastante o Nivea no corpo.

Amo muito usar o Hipoglós Transparente como balm labial e como hidratante para a área dos olhos porque ele não tem gosto nenhum nem perfume, deixa um aspecto de gloss transparente (nem vejo necessidade de recomprar o Lip Oil d’O Boticário) e percebo/sinto/acho que ele dá uma ‘enchida’ confortável tanto nos meus lábios como na pele ao redor dos olhos.

E como se não bastasse, o produto deixa a região do melasma bem macia e serve para aumentar a emoliência da minha base e dos meus corretivos.

8. Talco Johnson’s Baby (rótulo rosa)

Aplico o Talco Johnson´s Baby  no corpo há mais de dez anos para remover a umidade e fixar o protetor solar no pescoço, colo e braços.  Deposito o produto no corpo usando um aplicador para maquiagem.

Pode ser que você não ache necessário, mas moro em uma cidade muito úmida e a sensação sequinha do talco torna o uso do protetor solar menos desconfortável.

Um frasco dura uma eternidade e me faz economizar bastante pó fixador.

Uso também para colocar dentro das luvas que uso para fazer a limpeza da casa.

9. Desodorante Antitranspirante Roll on Dove Original

Fui descobrir que meu corpo tinha capacidade de suar ao ponto de molhar a roupa apenas quando pratiquei Muay Thai.

Minhas axilas ficam praticamente sequinhas o tempo todo (mesmo quando faço musculação), mas como moro numa cidade muito quente e acabei absorvendo o hábito de usar desodorante.

Para o meu caso o Roll on da Dove é mais que suficiente. Gosto bastante dele porque deixa a região axilar macia.

10. Sabonete de Coco Granado

Esse sabonete foi uma descoberta do Igor.

Ele espuma bastante, tem um odor bem leve e uma alta capacidade de remover oleosidade da pele.

Gosto de usá-lo no rosto com foco na zona T e nas costas e para lavar pinceis e esponjas de maquiagem. Uso muito para higienizar as axilas porque ele remove o desodorante super bem.

É isso.

Quais são os seus baratinhos favoritos da vida?

Não citei os meus baratinhos capilares porque temos dois posts recentes sobre cabelos:

De asa de graúna a pimenta com sal
Mais sobre os meus cabelos.

Beijos,

M.

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Memórias Póstumas

Por @meire_md

“Conseguintemente, evito contar o processo extraordinário que empreguei na composição destas Memórias,
trabalhadas cá no outro mundo. Seria curioso, mas nimiamente* extenso, e aliás desnecessário ao entendimento
da obra. A obra em si mesma é tudo: se te agradar, fino leitor, pago-me da tarefa; se te não agradar, pago-te com
um piparote, e adeus. Brás Cubas.”


Machado de Assis (1839 — 1908), famoso escritor brasileiro de ascendência africana, iniciou sua carreira literária aos 15 anos de idade, foi o fundador da cadeira n° 23 da Academia Brasileira de Letras e a presidiu por mais de 10 anos.

Recentemente decidi reler Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) e até os dois primeiros terços do livro me diverti horrores. As tiradas são fenomenais.

O último terço é ruim? Não, pelo contrário… É denso, é profundo e triste tanto quanto pode ser uma vida abastada impactada por perdas acumuladas.

Se para você a vida é um depósito de alegrias e tristezas cujo saldo é, no geral, positivo, você perceberá que para o defunto que nos fala, também é.

A morte do Brás


Brás Cubas morreu aos 64 anos em uma sexta-feira qualquer de agosto de 1869 e, uma vez morto, decidiu escrever suas memórias em 160 capítulos meticulosamente organizados em ordem cronológica.

Com uma fortuna avaliada em 600 contos de réis  – se você descobrir quanto isso valeria hoje me conta 🤭😁 -, solteiro e sem filhos, começou a escrever o livro enquanto estava sendo pranteado e velado na presença de onze amigos e familiares.

Antes de iniciar os relatos sobre sua infância, Cubas explica aos leitores como morreu e você já é fisgado pela estranhamente engraçada junção de humor mórbido com português rebuscado.

Se você tiver apego a esse humor refinado vai captar o quando Machado de Assis é espirituoso.

“…Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos.”

A vida do Brás

Nascido em outubro de 1805, Brás Cubas dedica vários capítulos à sua infância privilegiada, não poupa espaço para cada uma das mulheres que passaram por sua vida, nos apresenta seu pitoresco amigo Quincas Borba, nos carrega tanto à Europa – onde finalizou os estudos – quanto à sua intimidade amorosa e aos momentos em que vivenciou a morte de pessoas próximas.

“Fui aos alforjes, tirei um colete velho, em cujo bolso trazia as cinco moedas de ouro, e durante esse tempo
cogitei se não era excessiva a gratificação, se não bastavam duas moedas. Talvez uma.”

A escravidão, o modo de vida da sociedade, as doenças endêmicas da época e a relação entre patrões e empregados são retratados de modo muito sutil.

“Depois do almoço fui à casa de D. Plácida; achei um molho de ossos, envolto em molambos, estendido sobre um
catre velho e nauseabundo; dei-lhe algum dinheiro. No dia seguinte fi-la transportar para a Misericórdia, onde
ela morreu uma semana depois. Minto: amanheceu morta; saiu da vida às escondidas, tal qual entrara.”


Machado de Assis foi deixando o texto emocionalmente mais denso a cada capítulo; percebe-se que Brás Cubas foi amadurecendo e assumindo um ar mais autocrítico e analítico a cada hora vivida após a sua morte.

Recomendo fortemente.

Caso queira ler meus comentários sobre ‘O Alienista’, clique aqui.

Meire

Fonte da Biografia:

     Academia Brasileira

*sinônimo de exageradamente

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Minha Rotina Corporal (2021)

Por @meire_md

Quando você não gosta de alguma coisa, ganha uma habilidade extrema de encontrar defeitos em tudo que se relaciona a ela. Isso ocorre comigo quando o assunto é hidratante corporal.

Conforme os anos vão passando, hidratar o corpo deixa de ser uma questão de escolha. A pele não pede, ela exige. 

A cútis vai ficando mais ‘delicada’ e tende a fragilizar-se, o que facilita microlesões e faz com que ela assuma um aspecto levemente ‘amassado’. 

Considerando os hidratantes com ingredientes que alegam proteger a barreira cutânea, a pele tratada não fica somente mais bonita e macia, como possivelmente mais resistente.

Testei inúmeros ao longo da vida – inclusive os voltados às crianças – e cheguei à conclusão que só consigo me adaptar aos que sejam rapidamente absorvidos e não tenham fragrância.

Consegui encontrar meu favorito da vida, chego já já nele.

Transformando finalidades

Dos hidratantes corporais com fragrância que já testei e permaneço recomprando, a primeira exceção é o Body Lotion Verveine (Loção Corporal Verbena) da L’Occitane, que na prática nem me serve exatamente como um hidratante corporal. 

O Verbena funciona para mim como uma ferramenta relaxante: aplico o produto no pescoço e nos braços antes de dormir porque a fragrância, que simboliza fortemente meu casamento, encaixa-se perfeitamente com minha meditação noturna.

A segunda exceção é o Creme Nivea da latinha azul, que atualmente uso principalmente nas cutículas, joelhos, cotovelos e tornozelos. Ele salva meu pescoço quando ele está com o tal aspecto amassado, coisa que ocorre quando eu exagero no uso da Tretinoína.

Sem fragrância

Dos hidratantes corporais sem fragrância que testei no passado, um dos poucos que usei até o fim foi o Nutriol Hidratante Intensivo Dermatológico Sem Perfume, da Darrow. Ele tem um ótimo custo-benefício. 

Gostei bastante do ‘Loção Hidratante Corporal AI Fisiogel’, mas não o recomprei por ser meio caro, daí testei o Neutrogena Hidratante Corporal Intensivo Norwegian Formula sem Fragrância’, que é muito bom, porém não some na minha pele e parece ser mais indicado para quem tem pele seca ou extra-seca.

Ai pensei, se quero um produto simples, sem perfume e para o dia a dia, por que não testar os hidratantes da linha Cetaphil da Galderma, que eu costumava prescrever pros meus pequenos pacientes?

A Loção Hidratante que pedi aos céus: minimalista, multifuncional, fácil de comprar no Brasil e com bom preço

A Loção Hidratante Cetaphil 473 mL vem apresentada em frasco de material reciclável e equipado com válvula pump.

Ela tem composição hipoalergênica, pode ser usada tanto no corpo quanto no rosto e é direcionada a pessoas com pele normal a seca. Pode ser usada por crianças e adultos.

Como contém óleo de abacate e pantenol, ingredientes que adoro, resolvi testá-la também na área dos olhos.

A aplicação é extremamente confortável, em mim o produto não promove ardor nem quando a região está sensibilizada e some atenuando o aspecto das linhas finas e deixando a pele fresquinha 

No rosto todo ela não some completamente, mas sinto que ‘penetra’ mais que o Cicaplast Baume B5, que me salva quando a pele está dolorida em razão do uso da tretinoína (que é um medicamento). 

Na região do pescoço e colo o resultado ‘desamassador’ é excelente, mas lembro que não tenho grandes problemas nestas regiões ainda.

A aplicação e absorção nas mãos, pés e no resto de todo o corpo –  no meu caso – é rápida e não faz a minha pele ficar ‘suando’.

Depois dela não sinto mais qualquer necessidade de comprar cremes específicos para as mãos.

Para os pés e tornozelos achei a hidratação insuficiente, mas para isso já estou habituada ao Creme Nivea.

Além de todas essas vantagens, a Loção não me dá sensação de calor no corpo e não há transferência de qualquer eventual odor dos ingredientes para os meus lençóis.

Não ter fragrância não significa que não tenha cheiro algum. Alguns hidratantes sem fragrância, como um da Avène que esqueci o nome, podem ter um cheiro levemente desagradável.

A Loção Hidratante Cetaphil tem um odor levemente herbal, super extra levemente, tipo o máximo do levemente que você conseguir imaginar. Mesmo aspirando o produto bem de perto não sinto qualquer reação negativa.

Se eu tivesse a pele seca escolheria a versão mais power, a Advanced Loção Hidratante Cetaphil, que é mais espessa e indicada apenas para o corpo.

Minha rotina corporal atual

Há muitos anos aplico pela manhã algum creme com efeito ‘anti-idade’ no pescoço, colo e braços. 

Os que mais gostei foram um da Sesderma (não vende no Brasil), o Revytra Creme Corporal da La Cutanée e o Ivy C Corpo e Colo, da brasileira Mantecorp. 

No momento estou usando um que ganhei de presente, o Advanced Clinicals Retinol, que é excelente e sem fragrância.

Pesando custo-benefício, o Ivy C Corpo e Colo (apesar de ter um perfuminho doce e enjoativo) sai na frente porque é fácil de comprar no Brasil, oferece alguma proteção solar e tem um ótimo preço. Como não uso na hora de dormir, até suporto bem.

Costumo usar o Johnson’s Baby Óleo (da tampa rosa) logo após o último banho, com o corpo ainda úmido, mas não todos os dias.

Quando percebo ressecamento nos joelhos, tornozelos, cutículas e pés aplico Creme Nivea da latinha azul, coisa bem pontual mesmo.

Tenho aplicado a Loção Hidratante Cetaphil na cama, quando já vou dormir ou estou vendo séries, daí aproveito e aplico na área dos olhs também. Acordo com a pele macia e aquela sensação de leve prurido, comum em pessoas alérgicas, sumiu.

Não considero mais o Leite Corporal da Verbena como um hidratante, ele é um mimo relaxante, então nem vou listá-lo como um produto de rotina de cuidados corporais.

Se você não tem asma nem intolerância a fragrâncias vai encontrar muitos hidratantes corporais eficazes e com preços baixos, como os da Johnson’s, da Nivea, da Neutrogena e da Hidrabene.

Obs.: Falei sobre proteção solar do corpo no post sobre minha rotina de cuidados com o Melasma.

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Um beijo!

Meire

 

 

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