A Guerra dos Mundos | H. G. Wells (1898)

Por @meire_md

“As formigas constroem cidades, vivem suas vidas, passam por guerras, revoluções, até que os homens decidem que elas têm de sair do caminho, e elas saem. É isso que somos agora. Formigas (A Guerra dos Mundos)”

 

Herbert George Wells (1866–1946) foi um escritor nascido na Inglaterra que, a exemplo de muitos autores de ficção científica, começou a se interessar pelo gênero na adolescência.

O primeiro um conto de H.G Wells (“The Chronic Argonauts”) foi escrito quando ele estava com apenas 22 anos de idade e tão logo publicou o primeiro livro —  ”A Máquina do Tempo” (1895)—, ganhou status de celebridade literária.

O pioneirismo de ‘A Guerra dos Mundos’

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Três anos depois da publicação do primeiro livro, H.G. Wells lançou a “A Guerra dos Mundos” (1898), a primeira* história que retrata uma invasão alienígena hostil ao Planeta Terra. É uma história extremamente satisfatória para os amantes da ficção científica. 

Muitos nerds gostam de entender de onde as coisas vêm e como e por quais motivos funcionam. Diversos clichês que vemos hoje em alguns filmes são repetições ou releituras de ideias que partiram dos caras lá de trás. Gênios.

Em 1898 não existia avião e a indústria automobilística era quase uma criança.  Toda a extrapolação que H.G. Wells fez é incrível até hoje.

Para criar a história ele se utiliza de conhecimentos de Astronomia, Teoria da Evolução e microbiologia. 

Invasão “verídica”

Quarenta anos depois da publicação de ‘A Guerra dos Mundos’— nesta época H.G.Wells estava com um pouco mais de 70 anos — uma rádio americana fez uma encenação radiofônica da história, transmitindo-a em forma de documentário.

As pessoas pensaram que a invasão estava acontecendo mesmo.

Parte da população entrou em pânico e, até a confusão ser desfeita, muitas famílias haviam fugido para áreas remotas.

Posteriormente a história foi também transmitida pela BBC, gerou filmes,  séries e inspirou muitas outras obras.

Alerta: Spoilers a partir daqui

“Contudo, tão orgulhoso é o homem, tão cego por sua vaidade, que nenhum escritor até o fim do século XIX expressou qualquer suspeita de que vida inteligente poderia ter se desenvolvido no espaço distante, ou mesmo em qualquer lugar além do âmbito terrestre”

A História se passa nos últimos anos do século XIX , é ambientada na Inglaterra e só se reporta a outros países quando cita a chegada de ajuda humanitária.

“Quem nunca viu um marciano vivo não pode imaginar a estranheza e o horror de sua aparência”

O narrador inicia seu relato com previsões sobre o futuro da Terra, tece comentários sobre as limitações do Homem — incluindo sua responsabilidade na extinção de animais como o Dodô e os bisões e no genocídio de tasmanianos — e reporta que durante dez dias seguidos os observatórios captaram clarões vindos de Marte, mas não deram a devida importância até que os cilindros, que aparentemente carregavam algum tipo de vida, começaram a ser encontrados.

As baixas humanas começam antes que todos os cilindros fossem ativados mas parte das pessoas reagiu inicialmente ao perigo de modo quase inerte; elas tiveram o mesmo tipo de reação à Pandemia que ocorreu aqui no Brasil. As impressões foram registradas pelo narrador enquanto outras buscaram isolamento em áreas mais distantes.

Enquanto defende-se dos riscos, o narrador encontra pessoas e enriquece o relato com dados extraídos de jornais e de estudos publicados posteriormente, como a descrição anatômica e fisiológica dos marcianos.

Por volta da abertura do sexto cilindro — eles eram ativados a cada 24 horas — já havia um cenário apocalíptico que hoje estamos habituados a ver em filmes.

“Perambulei como um demente”

No décimo quinto dia de Guerra nosso narrador estava praticamente sozinho e sem notícias de sua esposa.

O fechamento da história não poderia ter sido mais científica do que foi. 

Uma pequena observação sobre o Filme Guerra dos Mundos (2005)

Guerra dos Mundos | Steven Spielberg admite que o final do filme “não é bom”

O filme dirigido por Spielberg honrou o livro mesmo tendo sido ambientado em outro continente e inserido personagens novos; um deles é uma espécie de mosaico de três personagens originais.

Os marcianos de H. G  são biologicamente mais interessantes e o filme ignorou algumas discussões políticas e filosóficas levantadas no livro, mas nada disso, em minha opinião, reduz o valor do filme.

H. G. Wells era fascinado pelo recém inventado microscópio, que mesmo discretamente,  parece inspirar elementos da história original. Spielberg manteve essa chama.

 

Observação:

*Em “Micrômegas” Voltaire descreve uma visita de alienígenas à Terra, mas como observadores filosóficos. Esta informação está no Prefácio de minha edição (Suma das Letras).

Para saber mais sobre H.G Wells:

Biography

 

 

 

 

 

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2 comentários em “A Guerra dos Mundos | H. G. Wells (1898)”

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