As Intermitências da Morte

Por @meire_md

“A morte está orgulhosa do bem que o seu violoncelista tocou. Como se tratasse de uma pessoa da família, a mãe, a irmã, uma noiva, esposa não, porque esse homem nunca se casou”

Saramago (1922-2010) ganhou meu coração há exatos quinze anos. Além do ‘Ensaio Sobre a Cegueira’ – meu livro favorito do autor –  gosto demais de ‘Caim‘, ‘Claraboia‘ e ‘O Conto da Ilha Desconhecida‘.

O pequeno grande livro ‘As intermitências da Morte’ faz parte da fase em que Saramago já ‘saramagueava’ e compõe o grupo de obras onde o escritor não nomina época, local ou pessoas.

A fluidez da escrita, a elegância do humor sutilmente irônico e as sacadas geniais de Saramago me divertem horrores.

Sim, eu sou da tribo de pessoas que dá gargalhadas com Saramago. Quando leio o trecho pro Igor, que sempre fica curioso quando a mulher dele está lendo e rindo,  fico com cara de Monalisa bêbada, porque ele nunca acha engraçado.

As intermitências da Morte

Quando a Morte decide fazer greve, o país se organiza social e politicamente para lidar com esse inusitado e grave problema.

A história versa sobre a adaptação das pessoas diante da crise, bem como as fraudes e conchavos que são cometidos para que a ordem seja mantida.

É impossível não fazer paralelos com problemas sociais que já conhecemos e, para mim e outros amantes de Saramago, é impossível não rir com as alfinetadas do gênio.

Numa segunda fase da história a morte vira o jogo, muda as regras (nada de spoiler, já sei) e no terço final, deixa-se conhecer.

É um livro de leitura rápida – como se fosse uma peça de teatro – por isso o coloquei no primeiro post com a lista de dez livros para ler em menos de um dia.

 

 

Aviso: As páginas associadas ao Blog da Monique contém links afiliados da Amazon e isso não afeta o preço que você pagará no caso de realizar qualquer compra por meio deles. O Blog poderá receber uma pequena comissão pela venda.