Trilogia ‘O Orfanato da Srta. Peregrine’

Por @meire_md

O escritor e cineasta americano Ranson Riggs (1979 – ) é blogueiro, colecionador de fotos antigas e autor da Trilogia do Orfanato da Srta Peregrine, que foi transformada em filme por nada mais nada menos que Tim Burton.

(Apesar de Tim Burton ter feito algumas alterações na história e fundido as meninas Emma e Olive transformando-as em uma só, o diretor conseguiu manter o clima e a magia da trama).

Sou apaixonada pelo livro ‘Talking Pictures – Images and Messages Rescued from the Past’ (2012), onde Ranson Riggs expõe fotos antigas organizando-as por categorias como humor, amor e casamento, vida no pós-Guerra e outras, tece comentários sobre fatos que descobriu e exibe as dedicatórias e outras anotações presentes nas fotos.

Sem sua paixão por fotos antigas, a aclamada Trilogia formada pelos livros ‘O Orfanato da Srta Peregrine para Crianças Peculiares, ‘Cidade dos Etéreos’ e ‘Biblioteca das Almas’ não existiria.

O cenário da trilogia

O Orfanato da Srta. Peregrine (2011)’ é o primeiro livro da série.

A história brotou a partir de fotos colhidas do acervo de cerca de dez  colecionadores que passaram anos reunindo preciosidades em brechós, sebos e feiras.

O escritor inspirou-se nas imagens deixando-as falarem por si, o que é algo tão fantástico quanto a própria história.

Logo após a I Guerra Mundial, ocasião em que a Polônia era a segunda maior comunidade judaica do mundo, os judeus da região passaram a sofrer perseguições violentas e foram vítimas sistemáticas de crimes de ódio perpetrados por pogromistas.

E assim é explicado o passado do vovô Abraham Portman, que aos 8 anos de idade foi levado pela família para um Orfanato localizado em Cairnholm,  onde supostamente ficaria em segurança.

Deflagrada a II Guerra, o então adolescente Abraham Portman alistou-se no exército, lutou contra os alemães e em razão da morte de seus pais, fixou-se nos EUA.

Seu neto Jacob cresceu ouvindo as fantásticas histórias do avô, que relatava como a Ilha era paradisíaca e cheia de crianças dotadas de poderes peculiares.

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Ceticismo e estresse pós-traumático

Já crescido, Jacob passa a pensar que as histórias contadas pelo avô eram pura fantasia, até que um evento traumático e aterrorizador põe o seu ceticismo em cheque.

Após um longo tratamento psiquiátrico, o rapaz decide visitar a ilha, investigar o passado do avô e obter respostas para o evento presenciado.

A história é rica e embora construída com pistas que leitores adultos desvendam antes do mistério ser solucionado por Jacob, a trama é envolvente e a leitura extremamente agradável, sem altos e baixos, sem enrolação.

Tudo se encaixando tão perfeitamente que coisas fantásticas como a dicotomia da espécie (coerfolc X cripto-sapiens) e a existência de fendas que permitem parar a evolução do tempo parecem fazer parte da realidade.

Por volta do meio do livro o mistério vai se diluindo e a história se transforma em uma aventura onde Jacob vai amadurecendo psicologicamente e assumindo responsabilidades que nunca havia imaginado.

A imagem mental que fazemos das personagens no livro é… peculiar.

Narrativa envolvente

Cidade dos Etéreos’ começa sem saltos temporais, partindo exatamente de onde termina o primeiro livro.

Inicialmente calculei que a narrativa seria monótona e que o autor não teria fôlego suficiente para três volumes interessantes, mas as personagens vão crescendo ao longo da narrativa, que se torna mais frenética e viciante do segundo terço em diante.

Os livros são mágicos.

Quando você começa a questionar alguma coisa, a resposta aparece, de e o enredo vai ficando cada vez mais redondinho. Este é um efeito que percebo nos livros de Neil Gaiman.

As fotos tornam a história mais viva e a experiência encantadora do primeiro volume se repete.

O grupo de crianças peculiares passa por uma aventura que se insinua em três séculos, encontra novos peculiares, faz alianças e descobre mais sobre suas próprias origens.

Após uma revelação inesperada, Ransom prepara os leitores para o terceiro livro.

Biblioteca de Almas’  fecha a história com um final bem adequado ao público.

Beijos,

Meire

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