Como Cuidar do Seu Dinheiro | Turma da Mônica e Priminho

Por @meire_md

Quando eu estava comprando algumas unidades de ‘Investimentos Inteligentes’ (Gustavo Cerbasi) para dar de presente no Natal, fui capturada pela fofura da capa de ‘Como Cuidar do Seu Dinheiro’, de Maurício de Sousa e Thiago Nigro. Comprei e li a versão para Kindle.

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O Futuro não está tão distante

De um modo geral o brasileiro não é previdente. Ele olha para o futuro como se fosse algo quase abstrato, tende a ignorar solenemente os meios disponíveis para melhorar seu patrimônio e não mostra interesse em ler, estudar e aprender como cuidar de suas finanças.

Toda educação financeira que boa parte dos brasileiros recebe, quando recebe, resume-se a fechar bem a torneira e apagar a luz para não onerar as contas da casa ou a algum conselho para abrir uma caderneta de poupança ou comprar um terreno tão logo seja possível.

Os mitos de que investir é coisa de rico ou que não se pode investir com pouco dinheiro são tão arraigados que para sustentá-los as pessoas fingem que não sabem como os juros compostos funcionam.

Muitos gastam mais do que tem ou precisam, não investem e, ao se depararem com alguém que acumulou um bom montante ao longo da vida já fazem  juízos desdenhosos e precipitados, quando a boa parte dos investidores e pequenos e médios empreendedores começou com muito pouco, levou uma vida frugal, buscou gerar renda extra e foi disciplinado por anos a fio.

Mas esse cenário está mudando.

O surgimento de  educadores financeiros vem se consolidando de forma inversamente proporcional à Taxa Selic: quanto menor ela foi ficando, mais educadores foram aparecendo.

A educação das crianças deve ir muito além do português e da matemática

No momento estamos no período áureo da Educação Financeira no Brasil e se eu tivesse filhos não os deixaria ficar para trás.

Há desvantagens competitivas que adquirimos em razão de escolhas ruins e não proporcionar Educação Financeira aos filhos certamente é uma delas.

Atualmente os materiais educativos disponíveis (inclusive de graça) são tão abundantes que é quase impossível não topar com eles pela Internet.

Como Cuidar do Seu Dinheiro: dos quadrinhos à ‘Bolsa de Valoles’

Como Cuidar do Seu Dinheiro’ começa com uma pequena história em quadrinhos e conta com uma introdução bem adultinha para que a criança entenda o que vai encontrar no livro.

A obra é estruturada em cinco capítulos que exploram princípios básicos de economia doméstica, conceitos do mercado financeiro – como inflação e juros – explica o que são bancos e corretoras, dá lições sobre empreendedorismo e noções sobre o funcionamento da Bolsa de Valores.

Embora o empreendedorismo seja o padrão-ouro para a geração de riqueza – o Brasil está cheio de histórias de pessoas que saíram da pobreza empreendendo – utilizar parte do salário para investir no Tesouro Direto e na Bolsa de Valores, por exemplo, é uma outra forma de contribuir com o crescimento do país, inclusive com a educação, a saúde e a manutenção dos empregos.

Não permita que sua filha e seu filho cresçam com ojeriza ao dinheiro ou com crenças que podem limitar os crescimento do patrimônio dos seus descendentes.

Com pouco dinheiro se pode investir em favor do futuro das crianças, que são as detentoras majoritárias de algo muito importante para que a mágica dos juros compostos aconteça: tempo.

Qual a idade ideal para esse tipo de leitura?

Em minha opinião esse livro pode ser lido e discutido com crianças recém alfabetizadas, mas acredito que será melhor compreendido a partir dos 8 anos de idade.

 

Por que, senhores pais e mães?

O livro apresenta dados interessantes & alarmantes sobre a presença de crianças brasileiras na Bolsa de Valores.

Conforme estatística levantada pelo Primo, atualmente há mais de sete mil meninas e meninos [pessoinhas com até 15 anos de idade] investindo na Bolsa de Valores, porém a quase totalidade do dinheiro está nas mãos dos meninos.

Os meninos detém 1 bilhão e 340 milhões de reais e as meninas apenas 150 milhões, ou seja, menos da metade da fração que ultrapassa o primeiro bilhão dos meninos.

Os pais e mães estariam, por algum motivo que só eles sabem,  desfavorecendo as suas filhas?

A diferença é tão gigantesca que não é fácil pensar que se trata de uma falha estatística ou de casos individuais, mas pode ser.

Será que um só menino ou poucos meninos detenham a maior parte devida a eles?

A discrepância pode ser devida a um ponto fora da curva, mas deixo os dados para a reflexão de todos.

E sobre a mesada?

Assim que terminei de ler o livro senti falta de algo importante: que valor dar de mesada às crianças?

Porém alguns segundos depois mudei de opinião.

Acredito que não seria nada interessante para a criança ler sobre um valor ‘ideal’ de mesada que não faz parte da realidade de sua família.

Em algumas famílias a figura da mesada pode até nem existir; a inexistência pode inclusive viabilizar os primeiros investimentos da família.

Não é demais reforçar que antes de estruturar o futuro da criança há que se montar a reserva de emergência da família.

Um plano de investimentos que não considera a família como um todo não é um plano inteligente.

Se a mesada educativa é algo possível, ela pode fazer jus às posses da família, mas em minha opinião não deveria ser alta.

Se já sobra sem que a criança precise fazer qualquer esforço, que estímulo ela terá para montar um orçamento, fazer um planejamento e, o melhor,  aprender a ser paciente até conseguir atingir um objetivo?

Caso compre ‘Como Cuidar do Seu Dinheiro’ para seu filho ou sua filha, separe também um caderninho para que eles façam pequenos orçamentos e planejamentos.

Estimulá-los a registrar por escrito sonhos, metas e sucessos, como ter ido bem em uma prova ou ter aprendido algo  novo, é bem interessante.

Lembro com carinho de um Diário que eu usava para registrar meus pequenos orçamentos  e meus sonhos, ele tinha uma pequena fechadura de latão que precisou ser arrombada porque perdi a chavinha, ehehe.

Espero que este post tenha sido útil.

Um beijo,

Meire

*Créditos de imagem: Flickr.

 

 

 

 

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2 comentários em “Como Cuidar do Seu Dinheiro | Turma da Mônica e Priminho”

  1. Amei o post e gostei tanto do livro que acho que serve para uma adulta com 33 aninhos heim…😅😂

    É realmente engraçado como em geral as pessoas tendem a culpabilizar a sorte ou a “falta dela” quando não estão dispostas a abrir mão de algumas coisas em prol de um planejamento financeiro. Lembro-me de quando trabalhava fixo em um empresa de renome nacional, o meu salário era uns dos maiores da categoria que estava inserida na empresa. Dentro dessa categoria salarial, eu conto nos dedos quantos dos meus colegas não estavam endividados ou me questionavam como conseguia viajar todo ano. Eu respondia que deixava de comprar coisas que para mim eram consideradas supérfluas como roupas de marca e sapatos, bolsas, joias e etc. e sempre repetia estes. Levava marmita para economizar e se pudesse ir andando a algum lugar eu ia. Todos os meus esforços para economizar dinheiro anualmente para fazer algo que para mim não era supérfluo (conhecer novas culturas) rendiam frutos. Mas constantemente as pessoas só conseguiam ver o resultado e não a trajetória percorrida. Eu sempre dizia: se para vc ter roupas, sapatos e bolsas de marca e almoçar fora é prioridade, tudo bem, mas tb não reclame dos outros conseguirem coisas que vc não consegue, como viajar por exemplo. Alguns podem ter tudo isso, mas se vc não pode, a vida é cheia de escolhas. E que sejamos responsáveis por elas sem ficar murmurando.🙈

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