[Resenha] Drácula | Bram Stoker (1897)

Por @meire_md


A vida é repleta de mistérios. Por que Matusalém viveu novecentos anos, o velho Parr cento e sessenta e nove e a pobre Lucy, com sangue de quatro homens nas veias, não sobrevive um único dia?” (Fala do Professor Van Helsing reproduzida no diário do Dr. Seward)



O romancista, contista e matemático Bram Stoker (1847-1912) nasceu na Irlanda mas passou boa parte da vida em Londres, onde construiu uma carreira respeitada na Irving Lyceum e publicou suas principais obras.

Segundo entrevista concedida à British Weekly em 1897, Bram Stoker concebeu Drácula com base em suas observações acerca das lendas medievais do leste europeu, no artigo sobre superstições romenas publicado por Emily Gerard na The Nineteenth Century e em um livro sobre lobisomens escrito pelo Sr. Baring Gold.

De acordo com Dacre Stoker, das 87 resenhas críticas publicadas por diversos jornais entre 1897 e 1913, setenta foram favoráveis. Algumas delas foram reproduzidas na edição especial publicada pela Dark Side Books em 2018, inclusive uma muito engraçada, que atenta para o risco do livro cair nas mãos de mulheres sensíveis, ‘pois poderia ser fatal’.

A tiragem inicial de Drácula, cuja primeira edição tinha capa amarela com letras vermelhas, foi de 3.000 exemplares.

MÃE É MÃE

Charlotte Stoker disse que desde ‘Frankenstein‘ nada se comparava à ‘Drácula‘ em terror e que “Alan Poe não chegou nem perto”.

DRÁCULA GANHA O MUNDO


Dez anos depois da morte de Bram Stocker ocorreu a estreia do filme Nosferatu (1922), cujo nome tem raízes húngaro-romenas (pela minha lembrança a palavra Nosferatu só aparece no livro uma vez) como sinônimo de ‘Vampiro’ e que possivelmente é uma corruptela de outras palavras que significam coisas como ‘repugnante’, ‘espírito imundo’ ou ‘satanás’.

As peças de teatro inspiradas na obra começaram a aparecer em 1924, quando Hamilton Deane reconstruiu a figura do Drácula dando-lhe sofisticação no vestir e educação vitoriana para que se tornasse mais palatável para o público londrino. A história segue inspirando o teatro, cinema, quadrinhos, séries etc.


Para quem gosta de literatura de horror, a leitura da tríade Frankenstein (1818), Drácula, e O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde/ ‘O médico e o Monstro‘ (1886) é indispensável, por isso resenhei os três na sequência em que foram publicados.

Depois da publicação de Drácula (1897) Bram escreveu mais seis livros, três deles após ter sofrido um acidente vascular encefálico.

📍Aviso: Daqui para frente há spoilers 


“O conde é um criminoso e se encaixa no perfil (…) Max Nordau e Cesare Lombroso assim classificariam-no e, enquanto tal, não possui de fato mente perfeitamente formada. Portanto, quando encontra dificuldade, recorre ao hábito.” (Análise feira por Mina Harper)


A saga é contada exclusivamente através de fragmentos dos diários e cartas de Jonathan Harker, Mina, Lucy, Dr. Seward e de registros do Dr. Van Helsing organizados cronologicamente por Mina, moça de boa escolaridade, corajosa, sistemática, delicada e extremamente empática.

A história vai do dia três de maio até o dia seis de novembro do ano fatídico e tudo começa quando o advogado Jonathan Harper se desloca até a Romênia para intermediar uma venda de imóveis sediados em Londres, mas que acaba se envolvendo em uma situação de violência física e psicológica.

Durante o desenrolar da tragédia pessoal de Lucy, amiga de Mina e Jonathan, o experiente e obstinado Dr Van Helsing – médico, filósofo, metafísico e especialista em doenças obscuras – é convidado por Dr Seward a dar um parecer sobre a saúde da moça, que passa a receber atenção também de seu noivo e um amigo do casal.

O mistério dos sequestros de crianças londrinas que fazem referência a uma moça ‘buíta’ (bonita) chama a atenção do Dr Van Helsing e rapidamente um grupo de seis valentes personagens se forma com o objetivo de eliminar o risco da cidade receber novas contaminações.

O caso Lucy é encerrado. Drácula, em represália e sem contar com a a abnegação do grupo, passa a destinar suas investidas contra Mina.

Sete anos depois do ano fatídico, Harper reconsulta os documentos e deixa uma nota prestando contas acerca do destino daqueles que sobreviveram.

Nenhum livro sobrevive tanto tempo à toa.

Drácula de Bram Stocker já inspirou um sem número de obras de teatro, cinema e TV. Recomendo fortemente a imersão, a experiência é inesquecível.

📕 Drácula | Capa simples

📕 Drácula | First Edition: Edição limitada (dourado) capa dura

📕 Drácula | Dark Edition: Edição limitada (preto) capa dura

📕 Drácula | Edição de luxo capa dura

📕 Drácula | Edição bolso de luxo capa dura

📕 Box do Terror | Frankenstein, Drácula e O Médico e o Monstro

 

Aviso: Este post contém links afiliados da Amazon
e isso não afeta o preço que você pagará no caso
de realizar uma compra por meio deles.
A administração do Blog poderá receber
uma pequena comissão pela venda.

 

 

 

2 comentários em “[Resenha] Drácula | Bram Stoker (1897)”

Os comentários estão desativados.