[Resenha] Brasiliana IHGB 175 | Org. Pedro Corrêa do Lago – Editora Capivara

Por @meire_md

Lindo. 

Antes de falar de Brasiliana IHGB 175, um livro  que pesa quase quatro quilos, tem mais de 700 páginas e cerca de 2300 imagens que reúnem obras de arte, documentos, objetos e outras preciosidades do gigante acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, eu queria contar minha experiência com o Instituto.

Eu e o Igor visitamos o Instituto Histórico há alguns anos e com exceção do estresse que passamos na recepção {até eu quase chorar, por-favor-seu-moço-eu-vim-de-muito-longe-meu-sonho-era-entrar-aqui-o-folheto diz-que-é-aberto-a-todos*, o recepcionista tentou barrar nossa entrada alegando que não éramos pesquisadores, mas depois amoleceu} foi uma experiência incrível.

Eu não consigo lembrar se comprei o livro antes ou depois dessa visita, mas suspeito que tenha sido depois.

Passamos um bom tempo na Sala de Leitura, onde não se pode entrar portando celulares ou câmeras fotográficas. Há um enorme zelo técnico pelo acervo.

Consultei vários livros usando luvas fornecidas pelo Instituto. À época, não sei se a rotina mudou, era bem burocrático obter cópia de algum material mas podíamos usar uma folha de papel e um lápis para fazer algumas anotações. Como o tempo era curto, optei por folhear livros sobre tratamentos médicos antigos.

O Tutor que nos atendeu era um senhor adorável, então achei abertura para lamentar um pouco – e ele concordou comigo – o fato de toda aquela preciosidade ser tão elitizada enquanto se pode, lá no Victoria and Albert, entrar livremente no belíssimo Museu e percorrer seus 11 km de galerias tendo acesso a incontavéis obras de arte e documentos de propriedade da Família Real Britânica.

A notícia boa é que ‘Brasiliana IHGB 175’ foi editado de modo tão primoroso quanto poderia ser um trabalho de preservação histórica feito com muito amor.

As obras de arte são divididas em quadros a óleo, aquarelas & desenhos, esculturas, gravuras, porcelanas & cristais, arte sacra e arte popular, todas acompanhadas de textos ricos e curiosidades históricas, como o fato de D. Teresa Cristina ter se inspirado no vestido de casamento da Rainha Vitória, monarca responsável por transformar o vestido branco no preferido das noivas. A consolidação da moda do branco para casar começou aí.

Cada vez que abro esse livro aprendo alguma coisa nova.

Além das obras de arte há nove outros seguimentos distintos, como livros & impressos, manuscritos, cartografia, fotografias, moedas e outros objetos históricos.

Adoro a parte em que o livro mostra as fotos das capas de várias primeiras edições de livros brasileiros e gosto muito das moedas também.

Na página 327 tem a Certidão de Casamento de Machado de Assis com Carolina Xavier de Novais, preservada após a morte do casal através de busca nos livros da Igreja, só para vocês terem uma ideia até onde o Instituto foi para preservar nossa Memória.

O livro tem capa dura e é impresso em papel print matte. Para folhear livros especiais assim, que chamo de livros ‘de colecionador’, é importante estar com as mãos bem limpas e SECAS, sem hidratantes ou outros produtos. Caso você tenha hiperidrose (excesso de suor nas mãos) talvez seja melhor usar uma luvinha para evitar que as folhas colem uma nas outras ou que o papel absorva a umidade e depois venha a mofar.

O ‘Brasiliana IHGB 175’ é um excelente presente para amantes de História e Arte. Excelente não, inesquecível, e pode reinar absoluto em um cantinho especial da sua sala de leitura.

Existe o ‘Brasiliana Itaú’ também, mas não tenho (por enquanto, eheh).

 

Obs: *o folheto do Instituto avisava que é aberto a quaisquer visitantes.

Um beijo,

Meire

 

 

 

 

 

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