Como uso minha Escova Secadora de Cabelos

Por @meire_md

Com o passar dos anos todo o nosso corpo vai mudando, inclusive os cabelos.

Algumas pessoas não percebem mudanças significativas nos fios, mas eu venho percebendo. Lembrem que não importa se você usa tintura ou não: fio branco é fio branco.

Pode ser subjetivo e talvez eu esteja errada, mas percebo que meus fios brancos são um pouco mais grossos. Em minha impressão eles apresentam mais frizz e parecem ter vida própria.

Quando quero que meus cabelos, que são naturalmente lisos, assumam um aspecto mais “organizado”, uso ferramenta quente.

Por um tempo usei secador + chapinha, mas há uns oito meses comprei minha primeira escova secadora, o que deixou o processo bem mais prático, suave e rápido.

Como tenho pouco cabelo e não procurava uma ferramenta que desse um acabamento de escova de salão e sim uma que fosse versátil e fácil de limpar, escolhi a Taiff Style, que tem 900W de potência.

No final das contas ela acabou entregando efeitos bem superiores aos que eu esperava.

Escova Taiff Style — secadora, alisadora e modeladora

Não entendi por qual motivo o pessoal do marketing não divulgou este aparelho como sendo um 2 em 1.

Quando removemos a escova, o corpo funciona como um secador comum.

Para retirar a escova do motor, basta deslizar o botão trava e destrava.

Ela pode ser usada com ar frio, morno e quente.

Infelizmente o produto não é bivolt, o que limita o uso por quem viaja frequentemente.

Ela é disponível em 220 ou 127 Volts.

Como uso minha escova secadora de cabelos

Meu objetivo é tentar preservar os fios, evitando quebra e novos danos, então opto por usar a ferramenta quente pelo menor tempo possível.

Assim que saio do banho enrolo os cabelos na toalha Dry My Hair e vou fazer qualquer outra coisa.

Nos dias que quero usar a escova secadora, espero que os fios fiquem menos molhados — quando estou com muita pressa tento acelerar o processo na janela ou usado um ventilador — e aplico uma potoquinha de creme antifrizz (do meio às pontas).

Depois deste preparo, jogo os cabelos para frente e uso o motor da escova secadora meio de qualquer jeito, sempre balançando os fios com as mãos, até perceber que eles estão apenas úmidos.

Neste momento encaixo a escova e sigo com o aparelho ligado, penteando/escovando os fios do jeito que gosto que eles fiquem e continuo até que não exista mais umidade.

Os fios ficam mais alinhados, soltinhos, com menos frizz, mais macios e mais brilhosos do que quando não uso a ferramenta.

Estou bem satisfeita com o produto.

Como fazer a limpeza desta escova

Assim que termino de usá-la, tiro da tomada e já passo rapidinho um pincel nas cerdas para remover resquícios de cremes e desenroscar fios que ficaram presos. Isso mal leva 10 segundos.

Quando acho necessário, desenrosco a escova do motor e lavo a peça com água e detergente neutro ou sabão de coco.

Para limpar a parte externa do motor, basta remover o pó e depois passar um paninho ligeiramente umedecido com detergente neutro.

Aposentei meu secador e não uso a chapinha desde que minha Taiff chegou.

A minha irmã tem fios um pouco mais encorpados que os meus e escolheu uma bem mais potente (1300W), essa aqui.

É mais um eletrodoméstico que eu não sabia que facilitaria tanto a minha vida.

Beijos,

Meire

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Nem sempre morte súbita é caso de emergência médica…

Por: blogdamnq

O tema de hoje não é sobre a série Grey’s Anatomy… huahuahua

Morte Súbita Spray é um reparador capilar da Lola Cosmetics que contém óleo de jojoba e aloe vera na fórmula, além de outros ingredientes.

Pelo fato de o produto ser bem mais barato que o Uso Obrigatório da Truss (falei dele lá no Blog da Monique), fiquei curiosa pra saber se ambos têm o mesmo efeito.

O que é Morte Súbita Spray, segundo a fabricante

https://amzn.to/3yoanFG
Tem 12% de desconto aqui.

“Tratamento de Reconstrução total e instantânea em spray, com efeito termo ativado e resultados imediatos, perceptíveis desde a primeira aplicação”.

  • É um produto vegano;
  • É livre de testes em animais;
  • Vem em embalagem reciclada e biodegradável.

O que a marca diz que ele faz:

“Recupera os cabelos danificados e com pontas duplas em uma única aplicação.”

“Fornece a umidade, brilho, suavidade, maciez, proteção anti-quebra, proteção contra o calor, proteção UV, gerenciamento e força”.

“Este tratamento pode ser usado sozinho ou como uma base para outros produtos de styling”.

Como usar Morte Súbita & continuar respirando

Sugestão da marca:

1.  Depois de lavar bem os cabelos com seu shampoo preferido, retire o excesso de umidade com ajuda de uma toalha e borrife Morte Súbita Reparação Total na extensão dos fios, especialmente nas pontas.

2.  Passe um pente para garantir que o produto se espalhe bem.

3. Seque os cabelos com auxilio de secador ou escova secadora.

4. Passe a chapinha em mechas largas, 2 ou 3 vezes para selar as cutículas.

Como eu usei:

Lavei os cabelos duas vezes com um shampoo transparente (daqueles que limpam bem a raiz) e passei um condicionador qualquer.

Desembaracei o cabelo, borrifei Morte Súbita do meio até as pontas e voltei a pentear.

Em seguida, com o cabelo quase seco naturalmente, usei a minha escova secadora.

Preferi não finalizar com chapinha, mas mesmo assim meu cabelo ficou encorpado e com aspecto saudável.

O Spray Morte Súbita também pode ser usado no cabelo seco, mas depende muito das necessidades da sua juba.

Principais ingredientes do Spray Morte Súbita

Água purificada, homopolímero catiônico, glicerina vegetal, derivados de óleo de coco, hydroxyethyl urea, trio antifrizz, óleo de jojoba, óleo de amêndoas, aloe vera, PEG-14M, sodium PCA, Lactit Acid, Phenoxyethanol, Caprylyl glycol

O que o aloe vera faz nos seus cabelos

O aloe vera (popularmente conhecido como babosa) é conhecido pelas propriedades medicinais, de saúde e beleza  há milhares de anos. 

Os antigos egípcios a chamavam de “a planta da imortalidade” e há quem acredite que ela era um elemento essencial na rotina de beleza de Cleópatra e Nefertiti. 

De acordo com a química cosmética Tonya Lane, a babosa tem uma série de benefícios para o cabelo: 

  • é umectante e tem a capacidade de atrair a umidade do ambiente para o cabelo;
  • fornece hidratação duradoura que você pode ver e sentir;
  • aumenta a maciez e maleabilidade;
  • contém ingredientes anti-inflamatórios que protegem contra raios UVB;
  • promove o equilíbrio do pH do cabelo e couro cabeludo.

No entanto, ela observa que cada pessoa responde de maneira diferente a vários ingredientes – mesmo os naturais – e é importante usar os produtos e tratamentos aos quais seu cabelo responde melhor.

O que o óleo de jojoba faz nos seus cabelos

O óleo de jojoba não é um óleo real. Na verdade, é um éster de cera derivada da semente de feijão da planta de jojoba.

Observe os benefícios desse ingrediente para os cabelos.

A textura é bastante semelhante ao sebo que a nossa pele já produz. 

  • é amplamente utilizado como ingrediente em muitos shampoos, condicionadores, hidratantes etc;
  • É rico em ácidos oleico e behênico que fortalecem as raízes foliculares e também equilibram os óleos naturais;
  • ajuda a minimizar frizz, pontas duplas e quebra de cabelo;
  • é rico em vitaminas A, C e E, que combatem a inflamação e os radicais livres;
  • tem enzimas especiais que podem remover o excesso de oleosidade do cabelo;
  • estimula o crescimento;
  • protege contra danos causados pelo calor;
  • por ser rico em cobre, previne o envelhecimento prematuro dos fios;
  • suas propriedades antioxidantes e antivirais que previne caspas.

Spray Morte Súbita X Uso Obrigatório

Pra ser sincera, eu não consegui perceber muita diferença entre ambos: pelo menos a qualidade da queratina e o resultado final são bem semelhantes.

Posso dizer que a maior diferença é no bolso.

O Uso Obrigatório é 87 reais mais caro que Morte Súbita, isso se você comprar com menor preço.

[ Falando em economizar, aproveite para ler também: Como continuar sendo diva gastando menos dinheiro.]

A maior vantagem do Uso Obrigatório é que ele tem uma linha específica para loiras:  o Spray Uso Obrigatório Truss Blond.

Se você é loira, só você e Deus sabem como dá trabalho manter a tonalidade intacta.

O Truss Blond tem pigmentos violetas que neutralizam os tons alaranjados e ajuda a manter o efeito platinado.

O que você usa ou pretende adotar na sua rotina de beleza pra dar um up no seu cabelo sem precisar ir ao salão?

Conta aí nos comentários!


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O que tem na minha cabeceira?

Por @meire_md

Quando eu era estudante de Medicina morava com os meus padrinhos e primos.

Minha madrinha gostava de casa arrumada e para evitar ver bagunça de livros, cadernos e materiais de estudo espalhados pela casa, comprou uma fruteira de inox para cada um.

Assim, a gente podia carregar nossa bagunça dos quartos para as salas ou para a área externa da casa com facilidade.

A gente se formou, cresceu, casou, saiu de casa e por algum motivo as fruteiras não nos acompanharam.

Da mesma forma que vez por outra lembro da minha primeira enciclopédia, lembrava com carinho da minha “estante móvel”, aquela velha companheira de estudos e leituras.

Há um ano e pouco, sem que tenha feito nenhuma pesquisa, dei de cara com um modelo super parecido, só que com acabamento mais boleado. Comprei na hora.

Assim que ele chegou usei para colocar as maquiagens do dia a dia e ficou perfeito porque cabe certinho embaixo da minha bancada.

Mas como gosto de ter muita coisa por perto no quarto, acabei dando sumiço na antiga mesa de cabeceira e o organizador de inox ocupou o lugar.

Organizador Inox Suprema

O organizador tem 77 cm de altura, um design bem minimalista e as bordas não são cortantes — pelo contrário, são bem polidas. Segundo o fabricante, cada cestinha suporta até 50 kg.

A minha não veio com arranhões nem com partes amassadas.

O Igor que montou os rodízios, eles chegam soltos.

O que tem no meu organizador?

Tento reduzir a quantidade de coisas que ficam no meu lado da cama, mas não consigo. Acredito que já cheguei à configuração mínima.

Na primeira cestinha deixo a minha Alexa de 8 polegadas, que fica em cima de quatro pequenos livros de arte — dois do British Museum, um da National Gallery de Londres e um do Museu Victoria and Albert — porque amo folheá-los.

Deixo a garrafa para água que ganhei da minha cunhada ao lado da Alexa. Desde que estou em processo de emagrecimento, beber bastante água tem sido uma rotina.

A segunda cestinha é tão aleatória quanto um filme de Alejandro Jodorowsky, e tem:

A terceira cestinha é o meu espaço de leitura. Nela ficam:

No meu kit de estudo de português tem a “Nova Minigramática” e o “Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa“, de Domingos Paschoal Cegalla, o “Guia de Escrita” de Steven Pinker, um caderno brochura pequeno e um bloco de post-its.

Como limpar o organizador de Inox?

Para manter a peça sempre bonita, é preciso realizar uma limpeza suave.

Como a minha não recebe alimentos, limpo com Poliflor Multissuperfícies , sempre aplicando com um paninho de microfibra.

Espalho bem o produto e depois removo com a parte seca do paninho dando um leve “polimento”.

Assim, o inox não arranha, fica sem marcas, apresenta um brilho espelhado e acaba agarrando menos pó do ambiente.

Quero comprar outro para deixar na bancada de maquiagem 💜.

Agora vai lá no Instagram e me conta: o que tem na sua cabeceira?

Beijos,

Meire

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Será que me adapto ao Kindle?

Como uso a Alexa

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Os sete maridos de Evelyn Hugo

Por: @blogdamnq

É curioso como uma escritora consegue ser tão verossímil a ponto de o leitor confundir realidade e ficção.

Esta história é sobre a renomada atriz de Hollywood, Evelyn Hugo. É uma personagem fictícia que foi inspirada em grandes estrelas, como:  Elizabeth Taylor, Ava Gardner e Rita Hayworth.

Depois de décadas de sucesso  e sempre evitando a imprensa, Evelyn agora está com 79 anos e pronta para dar uma entrevista exclusiva.

Mas o único acesso concedido é a uma jornalista pouco conhecida chamada Monique Grant. Embora não consiga entender por que foi escolhida, Monique vai à casa de Evelyn e descobre que a intenção da artista vai além da entrevista.

Ou seja, ela quer expor cada pedaço de sua verdade para Monique escrever e vender a biografia.

Monique concorda e a história de Evelyn começa a se desenrolar desde o começo em Hollywood até os milhões que ela desfruta no presente.

Os Sete maridos de Evelyn Hugo

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No início da entrevista, Monique pergunta a Evelyn sobre o amor de sua vida. Enquanto os maridos e casos de Evelyn foram manchetes uma e outra vez, o romance desvenda o carretel apertado de sua vida até que esta pergunta seja finalmente respondida.

Ao percorrer todos os detalhes da vida de Evelyn, parece que você está tendo acesso exclusivo a algo que não deveria ver.

O que torna a história ainda mais real é o fato de que Evelyn é orgulhosamente bissexual e não quer ser confundida com uma lésbica ou mulher heterossexual curiosa.

Mas ela sabe que nunca poderia segurar a mão de uma mulher no tapete vermelho sem arruinar sua carreira e a vida das pessoas mais próximas a ela. Era década de 50.

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo é uma história de escândalo e ambição, mas também é uma história de identidade, amor e a complexidade de querer ser fiel a si mesmo em um mundo que te castigaria por isso.

O livro best-seller Os Sete Maridos de Evelyn Hugo está oficialmente recebendo uma adaptação cinematográfica graças à Netflix e eu falei disso lá no meu blog.


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Anna Kariênina

Por @meire_md


“Recebi ontem uma caixa de livros de Gautier. Não, eu não vou me entediar”

Oi gente,
 
O escritor russo Liev Tolstói (1828 – 1910) escreveu Anna Kariênina, um dos maiores romances da literatura mundial,  entre 1873 e 1877.

Sorte a nossa que ele tenha escrito o livro nesse período porque, pouco tempo depois, ele se converteu a uma espécie de anarquismo cristão, passou a defender uma castidade que ele mesmo não mantinha, radicalizou-se nos questionamentos morais e repudiou boa parte de sua obra.

Há quem defenda, e por tudo que já li concordo, que por volta dos 50 anos de idade ele sofreu o surto maníaco mais longo de sua vida.

Anna Kariênina

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Trata-se de um grande romance que se passa durante um período de cerca de dois anos envolvendo três cenários da Rússia Czarista:

  • Moscou;
  • São Petesburgo;
  • e a vida no campo.

A ebulição sócio-cultural das duas capitais russas (como eram consideradas à época),  a transição da relação entre os senhores de terras e os mujiques (antes da Revolução Russa) e o papel das mulheres das classes privilegiadas foram levantados por Tolstói através de seus personagens.

Estes  foram submersos em discussões filosóficas, políticas e religiosas que ocorriam em repartições públicas, reuniões sociais, teatros, corridas de cavalos e jantares familiares.

Como em todo romance, a história conta com vários núcleos e incontáveis personagens que entram e saem do enredo, mas que de alguma forma orbitam em torno dos protagonistas ou são influenciadas por eles.

Da mesma forma que ocorre com os brasileiros, os russos têm apelidos que para nós parecem bem diferentes de seus nomes (para quem não fala português Francisco e Chiquinho não parecem o mesmo nome, não é?), o que pode ser um pouco confuso se você não ativar sua atenção.

Com um número grande de personagens, cada um deles com até dois apelidos às vezes usados na mesma frase pode haver alguma bagunça (quem gosta de Dostoiévski sofre o mesmo), mas felizmente algumas edições apresentam tanto uma linha genealógica como uma lista com todos os personagens, o que acho que deveria ser um tipo de regra em romances gigantescos.

Tolstói dá nome e perfis também a basicamente toda a criadagem e são muito raros os personagens que não contam com uma construção psicológica e física suficientes para que sejam amados ou odiados.


“Aleksiei Aleksándrovitch manifestou a ideia de que a educação das mulheres geralmente se confunde com a questão da emancipação das mulheres e só por isso pode ser considerada nociva”


Montar um resumo da história faz o livro parecer tolo, pois o conteúdo mais interessante dele ou é abstrato ou é aquele que surge da conversa silenciosa de alguns personagens com eles próprios.

O que se passa pela cabeça de Dolly, Kitty, Liévin, Anna, Kariênin e Vrónski é de um realismo e consistência impressionantes.

Aliadas ao conteúdo do pensamento dos personagens, as discussões temáticas que ocorrem entre eles são mais interessantes do que o fio condutor da história em si.

Quem é Anna Kariênina?


Anna Kariênina é a jovem esposa de um funcionário público influente, cerca de 10 anos mais velho e com quem tem um filho em idade escolar.

O menino recebe pouco afeto do pai e é praticamente criado por preceptores. O amor de Anna pelo filho é tão superficial e teatral quanto pode ser o amor de uma mãe limítrofe ou histriônica, enquanto o seu amor pela filha bastarda é praticamente nenhum.

Teria Anna tido depressão pós-parto? Possivelmente sim.

Em uma das passagens Anna demonstra não saber sequer com quantos dentinhos a nenê já estava e mesmo contando com todo tempo do mundo para cuidar dela, entrega criança a uma ama de leite e a uma babá.

Com uma personalidade transtornada, porém lapidada por uma educação primorosa e adornada pelo desejo de aceitação familiar e social, Anna é aquele tipo de mulher eternamente insatisfeita.

Impulsiva, destinada à infelicidade tanto quanto são as pessoas muito ciumentas, que findam se entregando a uma paranoia insuportável para si e para os outros porque sofrem, fazem os outros sofrerem e vampirizam justamente quem mais as amam.

Alguém aí lembrou de Madame Bovary? Sim, este tipo de personalidade é um dos clássicos da psiquiatria.
 

“A maioria das jovens, invejosas de Anna, que já havia muito tempo se aborreciam dela ser chamada de virtuosa, alegravam-se de ver cumpridas sua conjecturas e só esperavam a guinada da opinião pública para investir contra ela com toda a carga do seu desprezo”
 

O mais belo na construção de Anna é que Tolstói o fez sem a brutalidade com a qual ela é vista pela sociedade conservadora nas fases em que age de modo contrário ao esperado para uma senhora da época.

O intenso sofrimento psíquico é esmiuçado por Tolstói de uma forma tão perfeita e sem contradições que é difícil acreditar que ele não se inspirou em uma pessoa real. Do começo ao fim e considerando a estrutura da personalidade de Anna, todos os seus atos fazem sentido.


“A questão é apenas encontrar a melhor maneira possível de suportar a situação”

Kariênin e Vrónski


Kariênin, o marido, é uma figura sóbria, perfeccionista, pragmática, preocupada com sua reputação e fortemente contida.

Ele não foi construído por Tolstói para ser motivo de pena ou para ser transformado em mártir ou bastião da moralidade, mas protagoniza momentos dolorosos para o leitor.

Racional em alguns momentos, intransigente em outros e por vezes agindo apenas de modo a proteger sua própria reputação, ainda assim é mostrado como uma pessoa de espírito elevado.

Vrónski, um belo e atlético oficial por quem Anna deixa até o próprio filho, é também um senhor de terras vindo de família abastada e que embora tenha até tentado suicídio diante do medo de perdê-la e esteja sempre pronto a satisfazer todas as vontades, vive sob o fio da navalha como refém da montanha russa emocional que é Anna.

Nada do que ele faz é suficiente para torná-la feliz; ela testa seus limites e o pune até as últimas consequências.

Outros familiares


Dolly é uma flor. Cunhada de Anna, vive um casamento morno com Stiva, com quem tem cinco filhinhos. Ela representa a maior massa de mulheres da época: a procriadora rainha do Lar de quem se espera pureza e perfeição na administração da casa e educação dos filhos.

Kitty, irmã de Dolly, é uma adolescente romântica em ‘idade de casar’ e que protagoniza os mais belos momentos da trama graças ao seu envolvimento com Liévin, o personagem mais interessante do livro (em minha opinião).

O relacionamento de Kitty e Liévin mostra muito da vida de primeiros anos de casados do próprio Tolstói e de sua esposa — desde a forma com a qual ele a pede em namoro até o fato de ter entregue à ela seu diário onde confessa não ter sido uma pessoa casta no passado.

O irmão preferido de Liévin tem também o mesmo nome do favorito de Tolstói. É quase impossível não pensar que Liévin é um alter ego de Tolstói ou alguém que ele próprio gostaria de ser.

Alguns pontos mais impressionantes do livro são os sentimentos de Liévin durante a doença do irmão, durante as 22 horas de trabalho de parto de Kitty e a sua reação perante o filho recém nascido, que de fato é algo comum a muitos pais, mas ninguém fala sobre isso.

A linha do tempo


A história tem uma linha do tempo mais ou menos única, porém alternando informações entre um núcleo e outro.

Você tem a sensação de estar assistindo a uma série, onde tudo sobre todos vai se desenrolando episódio a episódio.

Em minha opinião, Tolstói ficou nos devendo as considerações finais sobre Kariênin, pois ao contrário de Anna, Kariênin decididamente não é uma pessoa previsível.

Já o meu personagem favorito, Liévin, fecha a história sendo desnudado por Tolstói. Todo o conflito existencial da personagem que culmina num salto do materialismo ao cristianismo, se consolidaria na vida do próprio Tolstói cerca de um ano depois da publicação do livro.

Recomendo a leitura.

Esse é um dos livros que quero reler antes de morrer.

Verdadeiras Histórias de Sangue, de Cesar Bravo (VHS)

Por @meire_md

As nossas verdadeiras histórias de sangue começam antes de nos alimentarmos dele pelo cordão umbilical.

Podem ser pequeninas ou imensas, mas sempre existem.

Eu poderia contar para você que quando eu tinha uns dois anos de idade fui entregue ao meu pai com sangue jorrando pela boca.

Ou que nas férias de um ano qualquer eu estava esparramada no sofá assistindo à “Porta da Esperança“, senti um solavanco pélvico e fugi da sala desajeitadamente enquanto um sangue inesperado deslizava entre as minhas pernas.

Ou que desmaiei no primeiro plantão como estudante de medicina ao ver uma pessoa com a face esmagada. Ou eu poderia, também, recontar uma história de horror do Cesar Bravo, assim:

Paciente do sexo masculino, 32 anos, lavador de janelas, nascido em Cordeiros e procedente da cidade de Três Rios, solteiro e sem filhos, reporta que em meados de junho foi acometido por prurido no terço distal do membro inferior direito, inicialmente leve, e que rapidamente evoluiu com intenso desconforto.

Por julgar tratar-se de condição passageira, o paciente tentou alívio com medidas caseiras, aplicando babosa, álcool, gasolina e querosene, sem obter melhora. Relata que o prurido assemelhava-se a “vermes por dentro da carne” e que por usar certos objetos durante a coçadura — tais como toalhas e lixas — passou a apresentar lacerações cutâneas que exigiram tratamento com “pomadas” de nomes dos quais não se recorda.

Cursou com transtorno de sono, sonhos catastróficos e prejuízo em relação afetiva não estável; ao fim da primeira semana de foi demitido e, a despeito de declarar-se portador de doença que requer tratamento médico, não foi reintegrado pelo empregador.

Declara que procurou assistência à saúde com diversos especialistas, incluindo imunologistas e profissionais ligados às práticas alternativas. Não sabe informar que hipóteses foram formuladas e não apresenta fotocópia dos prontuários médicos correspondentes ao período, que se estendeu até agosto.

Houve agravamento da insônia, passou a apresentar pensamentos com conteúdo persecutório e, crê quem em razão disto e das lesões de pele, houve ruptura do relacionamento com a companheira. Foi encaminhado à psiquiatria e fez uso de múltiplos esquemas psicotrópicos.

Ao adentrar o quarto mês de evolução, o prurido incoercível atingiu estágio crônico e houve sedação abrupta com desenvolvimento de distrofia simpático-reflexa. Descreve que a dor complexa regional era “alucinante, como sentir os ossos congelando”.

Realizou consultas com todos os profissionais de saúde de Três Rios e, em busca de novas opiniões, fez petições para instâncias superiores e houve indicação de uso de Morfina (…), mas as histórias extraordinárias saídas das mentes dos escritores que se dedicam ao horror são muito mais legais.

Esqueça meu relatório médico, comece tudo de novo lendo a história original e descubra como ela acabou.

Acerca do gostar de literatura de horror

Dia desses eu estava pensando por qual motivo muitas pessoas consideradas fofinhas e sem quaisquer traços antissociais gostam de literatura e/ou cinema de horror.

Por que eu, Meire, gosto de literatura de horror?

Um dos meus hobbies é estudar psicopatias, destrinchar crimes reais e consumir literatura de horror e fantasia. Minhas sobrinhas —lindas, inteligentes e meigas — compartilham gostos similares. Meu marido conhece praticamente todos os filmes de terror já lançados e Contos Assustadores da Masha é o desenho favorito da filhinha de um casal de amigos.

De onde veio esse apego pelo “susto”, que faz com que crianças, adolescentes e adultos gostem de “histórias de medo”?

Não acredito que existam pessoas imunes ao horror, seja ele real ou imaginário. O horror incita, provoca. Ele tira você de um lugar e coloca em um outro. A mágica está aí e no quão satisfatório é este deslocamento.

Defendo que exista, no mínimo, dois tipos de consumidores de horror: os que empatizam com o sofrimento das pessoas inocentes* e os que empatizam com os perpetradores de crimes violentos.

E empatia é conexão. E conexão é algo humano, demasiado humano.

A nossa mente consegue isolar a dor quando ela é substituída por outro estímulo. Isso ocorre, por exemplo, com uma massagem que finda produzindo efeito analgésico. A sensação dolorosa é substituída pela tátil, que é bem mais agradável.

Se você foca sua mente em um medo ou uma dor maiores que os seus, o que acontece? Você passa a minimizar os seus? Você dá à sua mente uma sensação de que na verdade você não está tão vulnerável assim? Penso que, no meu caso, é mais ou menos isso e se não for, que não seja.

E o que passa pela cabeça dos que endeusam os criminosos?

Não sei.

A glamourização do crime é observada tanto em casos sem uma verdadeira história de sangue, como o episódio Anna Sorokin X Rachel Williams que mostrei para vocês no Instagram (na microrresenha do livro Inventando Anna), como em casos de matadores em massa ou de serial killers que contam com um exército de fãs apaixonados.

No tão chato quanto interessante “Insania Furens, Guido Palomba coloca que quanto mais grave o crime, mais admiradores tem o criminoso. Ele cita que o Bandido da Luz Vermelha, o Monstro do Trianon e o Maníaco do Parque são os campeões em número de cartas de apoios e de pedidos de casamento.

Cesar Bravo: Verdadeiras Histórias de Sangue (VHS)

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Cesar Bravo (1977 – ) é um talentoso escritor brasileiro dedicado ao horror e ao suspense que conheci quando tive a sorte de cair na bolha dos escritores Roberto Denser, autor de Colapso, e Verena Cavalcanti, autora de Inventário de Predadores Domésticos.

Em 2013, pouco tempo depois de começar a escrever profissionalmente, Cesar Bravo foi agraciado com o Prêmio FNAC Novos Talentos da Literatura e em 2016 publicou Ultra Carnem, hoje considerada sua obra-prima.

VHS é o segundo livro que ele publica pela Dark Side.

As partes externa e interna da capa e as folhas de guarda fazem alusão às antigas fitas VHS e a edição toda é, bom, é bem Dark Side mesmo.

As ilustrações (de Micah Ulrich) e detalhes que podem passar despercebidos por leitores que não curtem aproveitar os presentes que intercalam os textos, tornam a experiência de leitura ainda mais interessante. Há quanto tempo eu não ouvia Sting? Ou Faith no More? E The Housemartins, que eu nem lembrava mais que existia? Pois é. Consuma direito os livros da Dark Side, jovem Padawan.

A “reprodução” de reportagens de jornais da região e de uma moção de pesar dispostas nas primeiras páginas, bem como os anúncios que aparecem ao longo do livro —sobretudo os Classificados que figuram nas folhas 164 a 168 — são bastante importantes para complementar algumas histórias e para localizar o leitor no espaço, ou seja, para que ele descubra exatamente em qual cidade aquele fato está acontecendo.

As histórias ocorrem em uma microrregião fictícia localizada no noroeste de São Paulo e chamada “Região Bravo”, que é formada pelo município de Três Rios (cidade maior, atravessada pelos rios da Onça, Verde e Choroso) e oito municípios que o cercam.

Vi resenhas comentando que todas histórias se passam em Três Rios, mas só para exemplificar sem ir muito longe, a segunda se passa em Cordeiros, a terceira se passa em Assunção e a quarta, que faz menção a um mito que basicamente já assombrou todo cidadão brasileiro, acontece em Velha Granada.

Há uma ou outra que não consegui localizar no espaço exato, mas ainda acho que numa releitura atenta podemos encontrar alguma referência.

O escritor localiza o leitor no tempo com referências que vão do fim da década de 80 ao início da década de 90; você pode ser ver pesquisando quando Sarney foi Presidente ou quando a novela Vale-Tudo estava no ar, mas há uma ou outra história que não consegui listar no tempo, como ‘Bicho-papão’, por exemplo, e acho que “Museu das Sombras” acontece um pouco depois da maioria das histórias.

As dezoito histórias gore são independentes, mas algumas são ligadas por um fio invisível, como o aparecimento de uma notícia sobre a Senhora Shin na história seguinte, por exemplo.

Estou com Ultra Carnem e DVD na lista.

Recomendo VHS de Cesar Bravo fortemente, inclusive para aqueles que nunca tiveram contato com literatura de horror. O livro é estimulante, muito bem escrito.

Algumas histórias lavam a alma de quem, como eu, pergunta-se — apesar de ser contra a pena de morte —o que um cidadão brasileiro precisa fazer para pegar e cumprir pena máxima.

Bravo, Cesar.

 

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O Príncipe e o Mendigo | Mark Twain

Por @meire_md

“Pela primeira vez eu me vi como minoria”. Com esta frase meu marido resumiu bem o porquê do seu crescimento pessoal durante o período em que esteve trabalhando como roadie para se custear enquanto estudava Engenharia de Áudio na Austrália.

Disponível aqui gratuitamente para assinantes Kindle Unlimited

Lá ele era apenas um rapaz latino-americano, um imigrante de um país pobre que temporariamente se viu transformado num trabalhador braçal do tipo que só é percebido e lembrado quando faz alguma coisa errada.

Sair do ‘ninho’ ou da zona de conforto é quase como mudar de identidade. Passa-se a ver quem lhe era de certa forma invisível com olhos mais empáticos , sobretudo quando você se transforma em um deles.

E é nisto que está a beleza de O Príncipe e o Mendigo. O ato de se colocar no lugar do outro é o ponto central dessa obra de Mark Twain. O escritor, que era americano, foi longe no tempo e no espaço.

Ele apostou na Londres do século XVI, mais precisamente no intervalo entre o final do reinado de Henrique VIII e a coroação do pequeno Eduardo VI, para criar um rico enredo com notas históricas e chamadas para reflexões sobre a pena capital e o mau hábito de se julgar apressadamente as pessoas por sua aparência.

Quando o menino Príncipe evita que um menino em mendicância seja humilhado por um soldado e ouve sua triste história, torna-se sedento por conhecer a vida fora da nobreza.

Em um impulso inconsequente e altamente justificado por sua pouca idade, o pequeno finda vestindo trapos e jogando-se sozinho naquela Londres inóspita enquanto o garoto do povo permanece no Palácio assumindo a identidade de Príncipe de Gales.

A escrita fluida, gostosa, sem firulas e atemporal de Mark Twain – que garantiu seu sucesso imediato ao ponto de ser mesmo em seu tempo considerado um escritor divisor de águas da literatura americana – parece ter sido bem respeitada pela maravilhosa tradutora Rosaura Eichemberg *.

Ela também traduziu alguns dos livros de Carl Sagan, conseguindo manter a mesma paixão alegre dele pela ciência. Quando não lemos a obra original é sempre bom buscar boas traduções, não é?

É um livro para todas as idades, porém recomendo sobretudo para adolescentes e adultos jovens. Por favor, não deixe de ler as notas dispostas no final da obra.

Agradeço ao meu sogro pela indicação e empréstimo S2

Um beijo,

M.

* ou Eichenberg, tenho o nome dela com grafias distintas em diferentes livros e o mesmo percebi pesquisando seu nome na internet.

 

*

 

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O que é Água Micelar e como Uso

Por @meire_md

Só depois da crise sanitária consegui entender por que algumas pessoas acham que a água micelar não funciona. É que, antes da pandemia, boa parte da população mundial não sabia que tanto o sabonete quanto o álcool em gel exigem vários segundos de contato com a pele e, também, algum grau de atrito.

Higiene, veja bem, exige tempo e atrito.

Atrito? Sim. Atrito suave, mas ainda assim, um atrito.

Atrito nada mais é que o deslizar de uma coisa sobre outra e é por causa da falsa ideia de que atritar é sinônimo de “esfregar” que falo tanto no Instagram sobre suavidade e tempo.

Algumas pessoas se queixam que acham difícil remover o desodorante roll-on (uso este aqui) durante o banho, não é?

Mas quando você aplica o sabonete e massageia a região axilar adequadamente, ou seja, fornecendo o tempo e o atrito que os produtos exigem, a limpeza vem e a pele agradece. Vinte, trinta, quarenta segundos? Vai depender do produto e da quantidade de resíduos que temos para remover. A gente vai aprendendo com a prática.

Nem o melhor Cleansing Oil do mundo remove a maquiagem se for só lançado à pele e removido em um passe de mágica. Eles exigem tempo + atrito, e as duas coisas são entregues pelo usuário através da massagem.

Devemos aplicar o mesmo princípio nos cabelos, na face, no corpo, nos dentes, na limpeza da casa

Então, para resumir: não basta aplicar um cosmético limpador e removê-lo quase que imediatamente. E isso vale tanto para a água micelar mais baratinha que você encontrar, quanto para a mais cara.

Vamos descomplicar a Água Micelar e aprender como aproveitá-la melhor.

O que é água micelar

Se você balançar o seu frasco de água micelar vai perceber uma leve espuma se formando.

A água micelar pode ser descrita como uma espécie de sabonete facial líquido que conta com tanta água, mas com tanta água, que nem precisa ser removido com… água.

É um cosmético limpador facial que tem ação demaquilante indicado para remoção da maquiagem e para a limpeza da face, pescoço e colo. Não é preciso estar usando maquiagem para limpar a face com ela.

Ao ser aplicada a água micelar vai dissolver as sujidades com o tempo de ação e apoio do atrito.

O atrito deve ser levinho e pode ser feito com algodão — é a forma de uso mais comum — com as mãos, com uma toalhinha de tecido macio ou até com um lencinho de papel, por exemplo.

Se for aplicada com algodão, lenço ou toalhinha, deixe o chumaço paradinho na região a ser limpa por uns segundos e depois faça a remoção, atritando levemente.

Coloco a água micelar nas mãos, faço uma espuminha meio de qualquer jeito, aplico no rosto, faço uma massagem sem pressa e daí para frente uso dois métodos diferentes, que se alternam conforme os produtos que estão no meu rosto.

Chegaremos já já neles, vou detalhar melhor as formas que uso.

Muitas pessoas transferem a água micelar para um frasco espumador — testei estes dias e fiquei chocada com a espuma produzida pelo frasco; ainda que não seja tão densa, é abundante e gostosa de usar. Achei divertido, mas prefiro produzir a espuma com as mãos.

Importante lembrar que água micelar não é sinônimo de tônico. A água micelar é um produto limpador e o tônico… bem, o tônico é qualquer coisa que o fabricante quer que seja.

Pode deixar a água micelar no rosto???

Pode, mas não precisa nem é obrigatório, e as vezes é necessário.

Como assim?

Se você está aplicando água micelar pela manhã, ou seja, apenas para remover os produtos da noite anterior + as sujidades que se acumularam durante a noite —como o suor e o sebum—, não há qualquer necessidade de jogar água ou lavar o rosto depois, basta enxugá-lo.

Mas você pode achar melhor remover tudo com água e está tudo bem. Não há nenhum problema, apenas sugiro que você só jogue água depois que estiver satisfeito com o tempo e o atrito investidos na sua limpeza.

Vamos repetir? Atritar não é sinônimo de esfregar. Atritar é deslizar uma coisa sobre outra. A força do deslizamento pode variar, tudo vai depender do peso da sua mão.

Se você está usando a água micelar como demaquilante, pode achar necessário lavar o rosto depois. Lavo frequentemente porque raramente estou com maquiagem super leve; acredito que quando estou maquiada a dupla limpeza, mesmo que feita sem óleo, é sempre necessária.

Quando usadas corretamente, as fórmulas no geral promovem uma limpeza facial suave e bastante eficaz.

Quem souber usar bem os produtos acaba economizando bastante.

A louca da água micelar

Por muitos e muitos anos minha água micelar favorita foi a Sensibio H2O da Bioderma (tampa rosinha).

Quando me “viciei” em lavar o rosto todas as manhãs com água micelar, resolvi testar outras porque eu queria encontrar uma substituta mais barata.

Para minha sorte, depois de poucas tentativas achei as da Garnier, que têm uma excelente performance.

Acabei não recomprando mais a Sensibio. Gostei bastante da Bisyou, mas as da Garnier, que são excelentes, baratas e fáceis de comprar, encaixaram-se perfeitamente no que eu queria.

Vamos ver como e quando uso as minhas favoritas.

Água Micelar Garnier Tudo em 1 e Garnier Antioleosidade com Vitamina C

Não consegui descobrir ainda se gosto mais da Água Micelar Garnier Tudo em 1 (tampa rosa) ou da Antioleosidade com vitamina C (tampa amarela), mas se eu fosse obrigada a escolher só uma, acredito que seria a com vitamina C.

Uso a Água Micelar Garnier com vitamina C todos os dias na higiene matutina da face, pescoço e colo.

Coloco o produto nas mãos, faço aquela espuminha rala, fecho os olhos e massageio as regiões por uns vinte segundos. Gosto de focar bem na zona T, onde cravinhos podem aparecer. É muito gostoso!

Finalizada a massagem, enxugo as regiões delicadamente com a minha toalhinha para rosto— praticamente só “apertando”.

Para quê pressa se posso iniciar o dia com um ritual tão relaxante?

Assim, removo delicadamente os produtos da noite anterior e o que se acumulou na pele durante a noite sem precisar usar sabonete comum, e de quebra ainda deixo um resíduo de vitamina C na pele.

Também faço isto quando estou em casa e sinto o rosto “pesado”, mas não quero lavá-lo com espuma ou sabonete. Mando ver na água micelar com vitamina C. Acho que meus poros ficam mais baixos e mais calmos.

Como demaquilo a face usando água micelar

Sem querer acabei colocando na rotina a dupla limpeza sem óleo. Minhas rotinas sempre são assim, orgânicas.

Quando dou por mim já estou fazendo tudo de uma forma mais prática, rápida e barata.

Estou reservando a dupla limpeza com o meu Gokujyun Cleasing Oil para quando acho necessário, como nos dias em que usei uma maquiagem mais resistente ou reapliquei o pó mais vezes. Calculo que eu esteja usando o cleansing oil uma ou duas vezes por semana.

Aplico a Água Micelar Garnier Tudo em 1 para demaquilar o rosto no final da tarde usando uma quantidade generosa nas mãos, massageio bem a face, repito com mais uma “dose” e removo tudo suavemente, desta vez com minha toalha demaquilante, que é super macia.

Eu sou apaixonada por esta toalha porque além de macia e linda, ela me faz economizar papel toalha, é gostosa de usar e muito fácil de lavar, o que faço depois de cerca de quatro usos. As sujidades soltam de modo muito rápido. Lavo tanto ela quando a facial com detergente de coco ou com o sabonete de coco do Igor.

Ai fico assim, com a tal dupla limpeza sem cleansing oil feita pela metade. Faço o segundo passo na hora que achar mais conveniente, porque prefiro lavar o rosto no banho.

Quando entro no banho lavo o rosto sem pressa usando a espuma da Hadalabo, que é maravilhosa. A pele fica perfeitamente limpa, com poros calmos.

Obs.: Quando finalizei o post me dei conta que não preciso ter as duas versões… E agora? Vou decidir quando precisar repor meu estoque 🤭

Um beijo,

Meire

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O Clube do Crime das Quintas-Feiras

Por @blogdamnq

Se você está procurando algo diferente para ler, não procure mais. O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um mistério encantador, engraçado e inteligente.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras

Uma vez por semana, quatro idosos se reúnem para investigar assassinatos arquivados. Cada um contribui com algo diferente, mas todos estão determinados em desvendar um crime violento que confundiu a polícia e permitiu que alguém ficasse impune.

Quando Tony Curran, um construtor local com um passado duvidoso, é encontrado espancado até a morte, os velhos detetives se encontram imersos no primeiro caso vivo, um com “um cadáver real e em algum lugar lá fora, um verdadeiro assassino”. 

Suas investigações levantam uma série de suspeitos que incluem um construtor polonês, um padre, um boxeador e o antigo parceiro de negócios de Curran, o obscuro promotor imobiliário.

É o primeiro livro de Richard Osman. Esta é uma estreia impressionante. A escrita de Osman flui e ele tem um ouvido natural para o diálogo. 

Sobre Richard Osman

Richard Osman costumava ser mais conhecido como o criador e co-apresentador do programa de perguntas e respostas Pointless, da BBC One, no qual os participantes tentam marcar o mínimo de pontos possível.

Em 2019, seu primeiro livro, O Clube do Crime das Quintas-feiras, tornou-se a estreia de crime adulto mais vendida desde o lançamento.

Para este romance ele se baseou nos conhecimentos de curiosidades que adquiriu com o programa. Além disso, o autor mistura muitos de seus próprios toques pessoais que tornam os procedimentos diabolicamente inteligentes e brilhantemente engraçados.

Toda a narrativa é mantida unida e impulsionada por seus personagens perfeitamente formados. Todos os quatro membros do quarteto de apuração do crime se esforçam:

  • Elizabeth, uma espiã em uma vida passada, é corajosa e engenhosa;
  • Ibrahim, ex-psiquiatra, é meticuloso e metódico;
  • o incendiário Ron tem um coração quente e uma cabeça quente;
  • e a ex-enfermeira Joyce exala simpatia e compaixão.

O Clube do Crime das Quintas-Feiras é um mistério convincente completo com algumas pistas falsas, reviravoltas inesperadas e um par de policiais nada inteligentes.

Ao mesmo tempo, o autor permite que os personagens principais experimentem momentos seniores ou reflitam sobre o envelhecimento. Há humor regular, mas também momentos de tragicomédia.

Clube do Crime vai virar filme

Os direitos cinematográficos globais deste best-seller recorde já foram vendidos para a Amblin Entertainment, de Steven Spielberg. Mas enquanto o filme não chega, confira a sequência deste delicioso mistério:

O Homem Que Morreu Duas Vezes
O Novo Mistério do Clube do Crime das Quintas-Feiras

Gostou das dicas? Se você curte filmes e séries, aproveite para ler também: Inventando Anna: conheça a verdadeira história da golpista da série Netflix


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Inventário de Predadores Domésticos

Por @meire_md

Não acredito em bruxas ou bruxos, mas tenho certeza que alguns escritores são.

Eles sabem exatamente que tipo de gente vai ser impactada pelos seus textos e, por algum motivo, conseguem prever nossas reações. Fazem de propósito.

Grandes escritores escrevem com as próprias vísceras e a coisa toma forma de modo incoercível, o que pode ser tão rápido quanto um vômito em jato ou tão custoso quanto um abscesso que demora a supurar.

Quando as palavras ganham o mundo os escritores conseguem (vivos, mortos ou em coma dépassé) fazer uma conexão emocional violenta com alguns leitores.

Se você se conectou com Saramago lendo O Ensaio sobre a Cegueira ou com Tolstói lendo Senhor e Servo, sabe bem do que estou falando.

Os bons escritores “dopam” nossa mente. É um plug & play.

Eles nos carregam para o mundo deles e nos transformam em uma testemunha ocular atenta.

Demorei mais de quarenta anos para perceber que o vício de leitura vem daí. Se não é todo mundo que se vicia em exercício, não é todo mundo que se vicia em leitura. Para cada doido, uma mania.

Quando Kafka dedicou um exemplar de Um médico rural para sua amiga Irma Singer*, ele escreveu: “Você é muito saudável, Irma, não vai entender isto”.

Ele sabia que o livro não era para Irma.

Gosto muito de ficção científica, fantasia, distopias, horror, mundos pós-apocalípticos e romances labirínticos. Quanto mais denso e mais perturbador, melhor para mim.

O motivo é muito simples: o mundo real é estupendo, conta com histórias de vida tão interessantes e minha imaginação é muito fértil, então a literatura que me prende é a produzida por quem é capaz de ir muito além do que eu poderia imaginar sozinha.

Venerando a Verena

Foto e dados extraídos da Wikipedia

O que é essa menina de olhos claros e traços delicados que conseguiu publicar um livro pela DarkSide?

Onde vive, o que come, como se reproduz?

Estou apaixonada pela escritora Verena Cavalcante.

Não sei em que buraco de minhoca eu estava que só a conheci em meados de fevereiro, o que ocorreu graças a um comentário qualquer do escritor Roberto Denser (autor de “Colapso”).

Ando na fase de reagrupar meus escritores favoritos para relê-los ou para achar alguma coisa que não sei se deixei para trás, por isso estou com uma pilha de escolhas por aqui.

Mas a Verena chegou, e a Verena passou na frente.

Meu plano inicial era ler primeiro Larva (2015) e O Berro do Bode (2018) para depois ler o Inventário de Predadores Domésticos“, mas os dois primeiros estão indisponíveis na Amazon no momento.

Quando finalizei a leitura  do Inventário fiquei tão sem teto, tão sem chão e tão sem paredes que conclui que não teria capacidade de resenhá-lo. Foi estranho.

Citei nos stories que a leitura deOs Crimes do Amor“, do Marquês de Sade, é bem levinha perto da leitura do Inventário. Sei que foi engraçado, mas não. Não, não foi brincadeira.

É um livro que, a exemplo de outros que gosto muito, como o Volume 1 da Biblioteca Gaiman ou Confissões do Crematório da Caitlin Dought, eu não saberia a quem  indicar nem a quem dar de presente.

Se você resolver comprá-lo, faça isso por sua conta e risco.

Inventário de Predadores Domésticos

amazon.com.br

Inventário de Predadores Domésticos  foi publicado pela Dark Side em 2021.

Ele conta com 240 páginas e vinte e seis contos cujas histórias não se interligam e acontecem em tempos e locais distintos.

A edição é belíssima, vem com uma fitinha marcadora cor-de-rosa, há detalhes rosados na folhagem que ilustra a guarda e a folha de guarda, o que, em conjunto com o fundo branco da capa, escondem a escuridão que há nas páginas.

O cor-de-rosa acaba aí. Acaba mesmo.

Quando você ouve “predador doméstico” pensa em quê? Pois é.

Boa parte dos contos são narrados ou protagonizados por crianças e os temas variam do pesado ao mais pesado.

Depois não digam que não avisei. Alguns (muitos ou todos) são espantosamente dolorosos e perturbadores.

Cerca de seis contos são apresentados por um narrador inconsciente e um par deles, ou um outro mais, são narrados por uma mulher adulta.

Nada fica de fora do horror produzido pela Verena Cavalcante: ela junta o real ao fantástico.

Em Missiva Póstuma (começa na página 171) eu despenquei, chorei muito. E foi muito bom.

Nos agradecimentos do livro, a escritora pede desculpas aos leitores. Doeu, Verena.

Aceitei o seu pedido de desculpas.

Beijos,

Meire

*Miriam Irma Singer era professora de Jardim de Infância e morreu em 1989

 

 

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Um Top 10 da vida minimalista

Por @meire_md

Há uns seis anos recebi um “chamado minimalista” e desde então venho, a cada ano que passa, simplificando mais as minhas rotinas de cuidados pessoais, de compras de supermercado, de cuidados com a casa e de organização no trabalho.

Passei a régua até em algumas “amizades”.

Fico bastante satisfeita quando acho mecanismos e produtos que se encaixam no estilo de vida que tanto tem me feito bem.

É importante lembrar que nem sempre simplificar a vida significa economizar dinheiro, mas no geral significa economizar tempo. No meu caso a economia tem sido dupla: tanto de dinheiro quanto de tempo. Parabéns pra mim, ehehe.

Além de me sentir muito mais livre possuindo menos coisas do que já tive, meu custo de vida anual reduziu consideravelmente.

A redução tem feito com que eu possa continuar não precisando ter um segundo ou até um terceiro emprego; essa sobrecarga é bem comum no meio médico.  Os anos vão passando e boa parte dos meus colegas escolhe aumentar o padrão de vida e produzir um custo de vida cada vez maior. Cada um com suas escolhas, não é?

Eu fiz o contrário. Quanto menos coisas passo a ter, mais tempo me sobra, menos estressada e mais feliz eu fico.

Gosto muito de fazer listas e sempre que mostro uma sequência de coisas sobre o mesmo tema, percebo que o pessoal do Instagram gosta bastante.

Quando eu estava organizando a lista de produtos recomprados, me dei conta de que eles são bastante versáteis e são a cara do meu padrão atual de consumo.

Nesta lista vou informar brevemente como uso cada um destes produtos sensacionais.

Vamos lá?

  1. Sabonete Glicerina Erva-Doce Granado

Trata-se de um sabonete líquido com excelente válvula pump — compro aqui —  que entrou na minha vida inicialmente como uma alternativa para higienizar as mãos.

Simples, gostoso e tem refil. A empresa promete uma limpeza emoliente, calmante e suave. Gosto muito dele!

Não há nada de inovador ou especial na formulação, mas ele rapidamente tomou conta do lavabo de casa e da área de banho.

Tem sido meu sabonete para a higiene das mãos em casa e no trabalho e para a higiene de todo o corpo. Eventualmente uso até na higiene do rosto (diluindo bem nas mãos) durante o banho e para lavar a minha toalhinha macia de enxugar a face e a minha toalhinha removedora de maquiagem.

Amo o cheirinho de natureza e o fato de não repuxar a minha pele.

O banheiro, o lavabo e as toalhas ficam sempre delicadamente perfumados.

2. Espuma Hidratante Cetaphil

Ganhei uma amostra grátis da minha dermatologista, experimentei a bichinha no carro e lá mesmo fiz a compra do primeiro frasco.

Isso foi algo bastante significativo porque eu não compro nada por impulso. Para minha felicidade, foi um impulso muito bem-vindo.

É um hidratante reparador de barreira cutânea que promete alívio da pele ressecada em 48h. Não tem perfume e pode ser usada por crianças e adultos, tanto no rosto quanto no corpo.

Já comprei outro frasco para deixar ao lado da cama porque o senhor meu marido, que odeia todo tipo de hidratante, gostou. Vez por outra ele usa nas mãos.

Gosto bastante da Loção Hidratante Cetaphil Face & Body (na versão light) porque funciona bem. Vem em um frasco com incríveis 473mL e foi graças a ela que consegui me habituar a usar hidratante no corpo.

Mas a delicadeza, a espalhabilidade incrível e o efeito excelente — como pode a pele ficar sequinha e macia ao mesmo tempo? — da espuma Cetaphil me conquistaram.

Agora só quero ela, que contém um derivado de vitamina C e dexpantenol, portanto, além de hidratar, em tese pode entregar algum efeito despigmentante para a pele do corpo.

Possivelmente meu custo anual com hidratação corporal ficará maior, mas tudo bem. Este é um dos exemplos de escolha minimalista que não necessariamente gera economia de dinheiro.

Lembre de agitar antes de usar.

 3. Protetor Solar Shiseido Clear Stick UV SPF 50+

Amo protetores solares em bastão e o mercado parece bem aquecido: atualmente há inúmeras opções.

Sou uma pessoa de natureza prática. Como é muito fácil e muito rápido fazer a fotoproteção com bastão, amei e não largo mais.

Basta deslizar a bala oito vezes por área a ser protegida e arrumar o produto com os dedos, simples assim. Costumo dizer que aplico na mesma velocidade com a qual uso um leque.

Como gosto de pele hidratada por baixo e sequinha por cima, não uso bastões controladores de oleosidade ou que ressecam a pele, então me adaptei muito bem ao Bastão Shiseido Clear UV.

Ele oferece proteção reforçada quando entra em contato com suor ou água. A fragrância é calmante e contém extrato de raiz de licorice, que tem ação anti-inflamatória/antioxidante e pode atuar como despigmentante leve, o que é mais uma vantagem para quem tem melasma.

Comecei a usá-lo em meados de 2019 e desde então é o único protetor solar sem cor que recompro; os estoques dos outros que eu tinha foram acabando ou dei de presente. Já usei inúmeros frascos e não tenho qualquer interesse em testar outro.

Não é um produto popular aqui no Brasil porque tem uma textura de cerinha, não seca nunca e não é barato.

Quem tem pele muito oleosa pode não gostar, mas se você já tem, sugiro que teste na pele nua, sem hidratante por baixo.

4. Isdin 99 Color

Quero um balde dele. Story que postei durante os primeiros testes com o Isdin 99 com cor

Não tenho a menor ideia de quantos protetores solares com cor testei durante a vida. Não cheguei a odiar todos, mas não gostei suficientemente de nenhum.

Acredita-se que quando a pele está bem protegida com o protetor sem cor/transparente, o restante da barreira de fotoproteção facial pode ser feita com maquiagem comum: base, corretivo, blush. Concordo com qualquer pessoa que defenda isso.

A maquiagem ajuda a camuflar o melasma e oferece opacidade que reduz a chance da nossa pele ser afetada pela luz visível do sol.

Em minha opinião pode ser muito interessante substituir a maquiagem por um protetor com cor quando o produto apresenta uma cosmética boa, ou seja, similar a uma base de maquiagem que funcione bem, uma cobertura adequada às demandas de quem vai usar e uma cor similar ao seu tom de pele.

Aumentar o escudo fotoprotetor não pode ser uma ideia ruim.

No meu caso o protetor com cor ideal tem que ser clarinho, entregar cobertura média e ter textura rica (no sentido de ser hidratante), preferencialmente siliconada.

Graças à Dani conheci o Foto Ultra Isdin Color 99 (compro aqui).

Ele tem me feito economizar bastante, porque além de não precisar mais passar o Shiseido além da quantidade ideal (lembrem: tenho melasma), gasto muito menos com base e corretivo.

Ele vem em frasco contendo 50mL, tem textura de base boa, entrega uma cobertura  moderada bastante uniforme e proporciona um acabamento com um glow saudável.

Minha cor na MAC é NC12. O 99 tem um fundo mais neutro para ligeiramente rosado, mas no fim das contas acaba dando certo.

Veja a comparação de cores:

Não é um produto para quem gosta de pele super seca.

Como contém um despigmentante na composição —e possivelmente em razão de outros ingredientes — ele promove algum ardor nos meus olhos, que são bastante sensíveis. Não tenho isto como uma desvantagem porque basicamente todos os protetores líquidos me dão lacrimejamento.

É um produto sensacional para quem tem melasma e que reduzir o número de produtos usados na rotina diurna.

Como aplico?

Depois que o protetor sem cor está aplicado, aplico corretivo na área dos olhos e na região do melasma e dou tapinhas para arrumar.

Então coloco o Isdin 99 (com cor) em um pratinho de porcelana e aplico na face usando a Sister Blend da Mari Saad (amo esta esponjinha, uso tanto seca quanto úmida), sem chegar perto da raiz dos cílios.

Quando está tudo arrumadinho, aplico blush líquido/cremoso, como  esse da Bruna Tavares e os da Shiseido. Para isso, uso a bundinha da Sister.

Dai para frente faço como sempre: como tudo está molhado por baixo, selo com pó por cima.

Ele casa perfeitamente com meu pó baratinho favorito (Cor Mármore 1), que comecei a usar por indicação da Eliane Cavalcante.

Quando eu enxugar mais a bancada farei um post com os meus pós soltos favoritos e em que situação uso cada um deles.

5. Revitalift Pro-Retinol FPS 30

Gente do céu.

Já estou no terceiro  pote do Revitalift Diurno Pro-Retinol FPS 30 e tenho dois fechados no armário.

Tasco o dedo no pote tirando a quantidade generosa que está na foto e aplico no pescoço e colo pela manhã.

Meu pescoço simplesmente bebe. Quando vou vestir a roupa (acordo  muito cedo) para sair, decido se é necessário ou não selar com pó/talco. Às vezes nem precisa.

Minha exposição solar tem sido mínima e com um único gesto aplico um produto que minimiza o aspecto envelhecido da pele, hidrata e fotoprotege. É muita economia de tempo.

Obs.: Uma leitora do Instagram falou que usa este produto na face como primer e o resultado é excelente.

6. Serum Revitalift Hialurônico

Estou no segundo frasco. Usei o primeiro super rápido de tão viciada que fiquei nele.

Este Revitalift Hialurônico é um produto em tudo muito simples: é um sérum com boa concentração de ácido hialurônico que hidrata as linhas finas de modo eficiente, mas sem pesar.

Muito fácil ser novinho/novinha e dizer que produtos com ácido hialurônico não fazem diferença, então fico só calada e observo, porque quando a idade aumenta, o discurso muda.

O laboratório dá aquela exagerada básica alegando que é um preenchedor, etc, mas sabemos que não é bem assim. Ele deixa a minha pele com aspecto cheio e macio, gosto bastante, mas é preciso deixar claro que o efeito nem de longe é similar ao de um procedimento estético injetável.

Costumo aplicá-lo diariamente logo após remover a maquiagem do dia e também em forma de máscara de hidratação, que costumeiramente faço aos sábados e domingos.

Como estou fazendo minha hidratação de fim de semana?

Aplico primeiro o Revitalift Hialurônico Serum, faço uma massagem rapidinha no rosto todo e desço o produto para o pescoço e colo, até a “linha do sutiã”.

Espero alguns segundos e depois aplico o Revitalift Laser 3X. nas mesmas regiões, só que besunto bem a área dos olhos e o contorno da boca.

Deixo os dois produtos na pele até a hora que eu quiser, não inventei regra, eheh.

7. Revitalift Laser 3X

O tempo passou, minha pele mudou e o que antes parecia gordo, hoje é perfeito.

Por muitos anos usei o Skinceuticals A.G.E Interrupter (o preço é este mesmo que você viu) e acredito que ele tenha contribuído para retardar a flacidez do meu rosto.

Quando me adaptei à Tretinoína (medicamento), fui parando de comprar o A.G.E mas ainda usei por algum tempo produtos com propostas similares, como o Substiane da La Roche-Posay e o HA Intensifier da Skinceuticals, por exemplo.

Quando estava passeando na internet me deu vontade de usar novamente um produto com Hydroxypropyl Tetrahydropyrantiol (molécula conhecida como Pro-xylane e presente nos produtos que citei acima) e lembrei do  Revitalift Laser 3X , que é um produto mais popular e voltado à mulheres de pele “madura”.

Em 22/03/2017 fiz um post no instagram falando mais sobre o pro-xylane; resumindo bem, ela é uma molécula híbrida derivada da xilose que supostamente estimula nossa pele a produzir glucosaminoglucanas; as GAG nada mais são que um tipo de “açúcar” que fica inchadinho quando é hidratado. Aconteça isto ou não, gosto de usar.

Minha experiência anterior como o Revitalift Laser 3X foi restrita ao pescoço e colo, porque eu achava o creme muito grosso. Usei vários potes. Aí pensei assim: vou comprar de novo com intenção de usar na face, se for gordo, reservo para a área dos olhos.

Deu muito certo e estou usando todos os dias por baixo da proteção solar e compondo máscara hidratante, como já mostrei no item anterior.

8. Hipoglós Transparente

Desde que minha irmã me mostrou esta versão do Hipoglós, acredito que logo depois que foi lançado, comecei a usá-lo como produto multifuncional.

Além de ser um hidratante reparador gordo excelente e barato, ele não tem perfume. Não tenho hora certa para usá-lo, uso quando e onde acho necessário.

Uso na área dos olhos como  hidratante despigmentante, uso para “amaciar” corretivos, aplico nas cutículas, cotovelos, joelhos e tornozelos, na boca, na região do melasma e até no colo.

Compro aqui. Tenho sempre um tubinho por perto.

9. Pantene Creme para Pentear

Uso o Creme para Pentear Pantene há bastante tempo e nunca enjoei a fragrância.

Outro mistério da natureza. Como tenho pouco cabelo (fios finos), ele rende uma vida.

Como uso?

Com os cabelos algo úmidos, aplico uma potoquinha do creme do meio para as pontas dos fios e finalizo a secagem com minha escova secadora (completamente apaixonada por ela, já mostrei nos stories).

Nos dias que acho que as pontas dos cabelos estão ressecadas, uso um tico com os cabelos secos.

Uma outra forma que uso é aplicando no elástico antes de prender os cabelos pois tenho a impressão que eles quebram menos.

Gosto também de usar quando faço coque, para dar aquele acabamento nos fios que ficam soltos.

Acabei não recomprando óleo siliconado nem condicionador enxaguável.

10.  Poliflor Multissuperfícies

Uma lista com coisas que fazem parte do meu estilo quase minimalista (ainda estou em formação) tinha que incluir um produto de limpeza.

O Poliflor Multissuperfícies é um dos produtos de limpeza mais versáteis que conheço. Uso basicamente todos os dias.

De brinquedos a obras de arte, molduras de quadros, embalagens de cosméticos, enfim.

Ele me acompanha na limpeza de granito, madeira tratada, metais, plásticos, vidros e até capa de alguns livros.

Removo o pó das coisas e mando ver.

Beijos 🙂

Meire

 

 

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Bem-vinda à Escola de contos eróticos para viúvas

“Talvez a paixão e a excitação fossem secundárias a uma vida adulta estável”.

Balli Kaur Jaswal, Escola de Contos Eróticos para Viúvas

Por: @blogdamnq

A atriz Reese Witherspoon é uma das maiores entusiastas do livro  de Balli Kaur Jaswal: Escola de Contos Eróticos para Viúvas.

Ela declarou que:

“Esta é uma história sobre a libertação de mulheres de todas as idades e sobre o empoderamento necessário para que possam expressar seus desejos, seus sonhos e o que faz com que elas se sintam bem. Acima de tudo, é um livro sobre como mulheres de diferentes gerações podem se unir para mudar suas comunidades.”

Continue a leitura para saber mais sobre essa história incrível.

Escola de contos eróticos para viúvas

Nikki é uma jovem que abandonou a faculdade de direito com visão de futuro e mente aberta. Morando sozinha em Londres (para desgosto de sua mãe), trabalha como bartender.

Ela não tem nada além de desprezo pela maioria dos elementos da vida tradicional punjabi (povo natural de Panjabe, na Índia), como casamentos arranjados, por exemplo. 

No entanto, quando parece que o bar em que trabalha vai fechar em breve, Nikki acaba aceitando um emprego como professora de escrita criativa para viúvas punjabi no Gurdwara.

As viúvas são, talvez, as melhores personagens do romance — cheias de reviravoltas, nunca são o que se espera que sejam. Elas são, sem dúvida, tradicionais e até conservadoras em alguns aspectos: algumas acreditam que a homossexualidade é antinatural e imoral.

A maioria dos personagens do livro não é completamente agradável nem desprezível. A escritora é capaz de manter o equilíbrio de falhas e virtudes que compõem a maioria das pessoas, fazendo com que seus personagens se sintam muito mais reais.

 Uma coisa interessante sobre Escola de Contos Eróticos para Viúvas é que combina ficção literária e mistério de assassinato e, bem, erotismo.

Ele contém comentários sobre o sexismo internalizado, romance, bem como a representação de grupos fanáticos e puritanos, todos dentro da mesma comunidade.

Também aborda as lutas dos imigrantes em um novo país e tenta, com sucesso, desafiar a imagem social das mulheres mais velhas, especialmente as viúvas, como mansas, piedosas, conservadoras e desprovidas de desejo sexual. 

Embora seja engraçado, atraente e totalmente envolvente, este livro também é uma crítica social sobre a forma como as mulheres são tratadas na comunidade Punjabi e como os imigrantes são tratados no Reino Unido.  É história, papai.

Se você gostou da dica, leia também:  7 livros queridinhos recomendados por celebridades.

 

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Você não sabe que precisa de uma escova secadora até usar uma escova secadora

Por blogdamnq

Estava eu trabalhando no meu humilde apartamento quando, de repente, a Meire (minha irmã) me chama no WhatsApp:

__ Nique, quero te dar uma escova secadora, mas melhor que a minha, a que modela.

Assim, do nada.

Como um cientista que tem uma ideia brilhante cujo argumento vai corroborar com alguma teoria. Não era meu aniversário, nem qualquer data especial.

Ou melhor, a minha filha tinha acabado de colocar um serumaninho no mundo — mas pra Meire qualquer coisa é motivo de desculpa pra presentear.

Escolhi a Escova Secadora Britânia 1200W.

Ela disse:

__NÃÃÃO. Compre a de 1300W.

Agora que a maravilhosa chegou, vou falar um pouco sobre o produto e o que a de 1300W tem que as outras não têm.

Escova Secadora Britânia BES22 Soft 1300w

A Escova Secadora Britânia BES22 Soft 1300w tem uma variedade de benefícios: seca, modela e dá volume ao cabelo sem muito esforço — com qualidade de salão.

A escova oval não destacável foi projetada para alisar os fios, enquanto as bordas arredondadas adicionam um up extra volumoso às madeixas.

As cerdas tufadas com pinos de nylon prometem desembaraçar qualquer tipo de cabelo. O modelo oferece duas opções de velocidade e três de temperatura.

O revestimento do aparelho é feito com nanocerâmica para evitar atrito e ressecamento dos fios.

A emissão de luz infravermelha também previne o ressecamento excessivo e sela as cutículas.

Além disso, a escova é projetada com tecnologia Tourmaline. Ou seja, libera íons que neutralizam a eletricidade dos cabelos, preserva a umidade natural  e elimina o frizz.

A ferramenta é multiuso: elimina a necessidade de usar as duas mãos como se faz ao girar um secador e a escova de cabelos separadamente.

A minha Escova Secadora Britânia Soft BES22 1300w é Bivolt. Talvez, por esse motivo, não consegui encaixar a tomada na parede porque os pinos são mais grossos.  Resolvi o problema com um pequeno adaptador que custou 5 reais.

Como uso a Escova Secadora Britânia

1. Após lavar, eu deixo os cabelos enrolados na toalha por um bom tempo pra começar a secar naturalmente.

2. Passo o Protetor Térmico da Braé do meio dos cabelos até as pontas. Os meus cabelos ainda não decidiram se gostam desse produto, pois eu tive a impressão de que ficaram ressecados.

3.  Com a Escova Secadora, vou escovando os cabelos por mechas na temperatura 2 até que fiquem quase secos. Feito isso, enrolo todas as mechas juntas como um espiral na alça do meu sutiã — é pra ficar ondulado quando secar por completo.

4. Em seguida, é hora de cuidar do franjão. Tem vezes que prefiro usar de lado, mas ultimamente tenho usado partido ao meio. Passo a escova puxando os fios pra cima, depois pra baixo.

5. Se, no final, eu achar que as pontas parecem ressecadas, borrifo o Uso Obrigatório da Truss ou então o Óleo Wella Oil Reflections Light. Ambos são muito bons e fica parecendo que passei horas intermináveis num salão de beleza.

Em meio a tantas marcas e modelos disponíveis, fica até difícil escolher um modelo. Mas, se você for comprar, pode apostar na  Britânia Soft 1300 W sem medo de ser feliz.

PS.: A escova que a Meire usa é a Escova Taiff Stylle e, antes que eu diga que a minha é melhor, ela está super satisfeita com a dela porque os cabelos da minha irmã são fininhos e já vieram lisos de fábrica. Ódio 😆.

Se você também gosta de cuidar dos cabelos, aproveite para ler também: Saiba como o ácido hialurônico pode beneficiar o seu cabelo.

 

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Bate-papo, a Morte de Ivan Ilitch e outras coisas

Por @meire_md

Post dedicado aos meus leitores do Instagram

Quando parei para fazer as contas quase faleço de susto e confesso que estou impactada até agora.

Comecei a usar a internet há 28 anos e divido ideias com vocês por aqui há 27. Gente, isso é muito tempo.

Minha primeira “home page” foi no finado Geocities, que certamente muitos de vocês nem chegaram a conhecer.

A parte mais legal do meu quase falecimento foi perceber que tenho contato razoavelmente frequente com muitos de vocês há pelo menos 15 anos: a gente simplesmente veio caminhando de mãos dadas de plataforma em plataforma.

Em 2013 fechei o Salada Médica (2009-2013) e fui me “reservar” no meu perfil fechado do Instagram,  mas vocês acabaram me encontrando.

Voltei a compartilhar minhas experiências, dicas bobas e ideias aleatórias e, por uma feliz junção de motivos, desde meados de 2020 o Salada está de volta.

Mantenho o perfil do Instagram fechado porque gosto da atmosfera de intimidade.

Como o Instagram não valoriza quem tem perfil fechado e reduziu consideravelmente a entrega de tudo que produzimos por lá, só quem realmente gosta do que posto busca ativamente o meu perfil para ver se tem algo novo e isso acabou sendo muito bom: a nossa interação é afetiva e a minha relação com vocês é muito frutífera.

E foi respondendo nos stories à pergunta relacionada ao que fazer para ser aprovado em Medicina, que lembrei de ‘A Morte de Ivan Ilitch, um dos meus livros favoritos da vida e de leitura tão importante quanto os livros de História da Medicina.

(Se você não viu os stories, eles estão salvos no destaque “Estudantes”)

Conheça um pedacinho de Tolstói (Leo Tolstoy)

Um homem tão atormentado quanto produtivo.

Tolstói, escritor russo mais conhecido por ‘Guerra e Paz‘ e ‘Anna Kariênina’ (ou Anna Karenina), nasceu em 1828 e morreu em 1910.

Ele viveu em um conflito psicológico intenso entre usufruir e condenar a riqueza e a propriedade privada e possivelmente nutria autêntica preocupação com a vida dos camponeses.

O escritor defendia a democratização da educação, o cristianismo primitivo e o pacifismo.

Quando jovem foi viciado em jogos de azar e usuário compulsivo de bebidas alcoólicas — inclusive vendeu propriedades da família para quitar dívidas de jogo — e durante a vida adulta passou por importantes episódios depressivos.

Seu casamento trouxe alguma estabilidade emocional e felicidade que só se abalaram após a conversão para uma espécie de anarco-cristianismo, quando passou a ter impulsos de doar propriedades, abrir mão dos direitos autorais de suas obras e a defender a abstinência sexual.

O vício em jogos, além do abuso de bebidas alcoólicas, podem funcionar como uma espécie de automedicação contra depressão e ansiedade, então pergunto: terá sido ele pessoa com transtorno de humor?

Faço coro com os que acreditam que sim.

A religiosidade extrema, dependendo do restante do quadro médico e social, pode ser parte do suposto cortejo psiquiátrico.

Em pessoas com transtorno de humor, um hábito compulsivo pode ser substituído por outro com o passar dos anos.

Da mesma forma que em Igrejas há religiosos fundamentalistas que no passado foram alcoolistas sistemáticos, há pessoas que no passado foram obesas e hoje são vigoréticas, ou que no passado foram anoréticas e hoje são bulímicas, ou que eram viciadas em compras e depois se viciam em sexo ou em velocidade.

Em meio aos militantes de diversas causas, entre radicais de direita ou de esquerda, no meio de torcidas organizadas, entre fundamentalistas religiosos e entre viciados em compras ou workaholics, possivelmente há mais pessoas com transtorno afetivo bipolar do que na população geral.

O lado bom é que vira e mexe uma dessas pessoas destina seu excesso de energia para uma causa boa e traz melhoras para o mundo, mas o lado complicado é que elas podem sofrer muito durante os ciclos do humor e  podem afastar-se da família e dos amigos.

Possivelmente foi o que aconteceu com Tolstói…

Ao final do post coloquei uma cronologia e algumas referências para você saber mais.

A Morte de Ivan Ilitch

Trata-se de uma novela escrita em 1886, quando Tolstói estava com 42 anos.

Em minha opinião é um livro importantíssimo para toda a humanidade, mas é especialmente importante para estudantes da área de saúde.

A história começa com o funeral de um Juiz de Direito.

Como em todos os funerais, ali há curiosos, há gente que comparece por mera obrigação social, há colegas que já estão interessados em substituir o morto em suas funções e aqueles que estão de olho na partilha dos bens.

Esses aspectos por si só já dão ao livro um resumo do que Tolstói pensava da sociedade aristocrática de sua época, mas os pontos altos da narrativa são a relação médico-paciente e as respostas psicológicas à proximidade da morte.

Quem já passou por uma enfermidade potencialmente fatal ou se conectou com um parente durante este tipo de processo pode ter uma ideia do quão bem Tolstói conseguiu traduzir as frustrações, a revolta, o medo, a vergonha, a sensação de impotência, a solidão e por fim, o conformismo e a aceitação que caracterizam os meses ou dias finais dos que padecem de uma doença crônica debilitante.

Sinto-me particularmente atingida por esta novela porque acompanhei de perto últimos meses de vida do meu pai e porque sou testemunha do calvário de muitas pessoas com dor crônica cujas queixas são frequentemente subestimadas e mal manejadas.

Muitos pacientes crônicos são tratados pelos empregadores, família, profissionais de saúde e amigos como um ‘peso morto’.

As respostas psicológicas do doente crônico, a falta de sensibilidade de alguns médicos e a incompreensão da família também figuram como importantes personagens do livro.

Da mesma forma que ocorreu com o Sr. Ivan Ilitch, muitas vezes o paciente terminal só encontra conforto e compreensão em um empregado.

As reminiscências do passado, os questionamentos do que valeu ou não a pena viver, o arrependimento do que foi ou não feito, a extrema solidão e a relação com o cuidador foram elementos incluídos pelo escritor com particular acurácia.

Impressionante como uma obra tão curta seja tão rica e tenha tantos elementos para se discutir.

É uma leitura que recomendo para pessoas a partir de 16 anos.

CRONOLOGIA


1828 – Leon Tolstói nasce em uma família da nobreza russa. Aos 8 anos fica órfão de pai e mãe. É criado por sua tia Toinette e pela sua avó.

1847 – Tolstói recebe sua herança.

1847 a 1852 – (19 aos 24 anos) – Vicia-se em jogos de azar e bebidas alcoólicas, tem vida desregrada e acumula dívidas de jogo, sendo obrigado a vender propriedades para quitá-las. Nesta época funda uma escola para filhos de camponeses que laboravam em suas terras.

1851 a 1856 – (23 aos 28 anos) – Atua no Exército.

1851 – Escreve seu primeiro romance.

1855 – Vende outra casa da família para pagar dívida de jogos.

1859 – (31 anos) – Funda outra escola e se torna amante de uma camponesa casada, com quem tem um filho.

1861 – Por decisão do Czar Alexander II os camponeses passaram a ser livres e a ter o direito de possuir terras. Neste mesmo ano a Guerra Civil Americana começa.

1862 – (34 anos) – Casa-se com a adolescente Sofja (Sophie, Sonya, Sophia), sua parceira na literatura e mãe de seus 12 ou 13 filhos (as fontes que consultei divergem). Sofja organizava, corrigia, copiava e editava os manuscritos.

1869 – Finaliza Guerra e Paz, depois viaja para comprar mais terras. Durante estadia em Arzamas apresenta um surto depressivo grave.

1871 – Viaja para Samara e obtém nova propriedade. Tem novo surto depressivo grave.

1874 – Tia Toinette morre.

1875 – Tolstói perde o terceiro filho.

1877 – Finaliza Anna Karenina, onde há elementos de sua vida com Sofja e sua experiência com a morte de um irmão, falecido por tuberculose.

1878 – (50 anos) – Converte-se ao cristianismo, para de beber e fumar, passa a trajar roupas de camponês e torna-se pacifista, anarquista e vegetariano.

1880 ou 1883 – (52 anos ou 55 anos) – Sofja obtém os direitos sobre as propriedades da família.

1891 (63 anos) – Decide abrir mão dos direitos autorais dos livros que ainda viria a escrever. Após pedido da esposa e filhos, passa os direitos para a família.

1893 – O governo russo começa a perseguir Tolstói acusando-o de revolucionário perigoso. Por intervenção de uma tia, que argumentou que ele poderia ser transformado em mártir, Tolstói passa a ser tratado pelo governo como o maior gênio de toda a Rússia

1901 – (73 anos) – Em razão da publicação de ‘Ressurreição’, é excomungado pela Igreja Russa.

1902 – Escreve ao Czar pedindo que conceda liberdade ao país e evite uma guerra civil.

1905 – Tosltói condena o marxismo e a repressão imperial, defendendo que a reforma espiritual deve preceder a ação política. Em mesmo ano o Czar Nicholas II tentou conter a onda revolucionária garantindo ao povo o direito de reunir-se em assembleia e a liberdade de imprensa, o que não foi suficiente.

1907 – Chertkov, seu seguidor, recebe o controle editorial e financeiro das obras.

1908 – Tolstói está doente e acamado e escreve um testamento onde especifica que após a morte todos os direitos autorais de seus livros serão de propriedade pública e que ele deve ser enterrado na Floresta Zakaz.

1909 – Um novo testamento é feito (ou fraudado) dando a Chertkov todo o direito aos manuscritos e diários de Tolstói. Em mesmo ano, não consegui descobrir se antes ou depois, ele sofre um acidente vascular encefálico e fica com parte do corpo paralisado.

1910 (82 anos) – Deixa a família e decide viajar para Cáucaso e viver como um camponês. Sua filha Aleksandra, então com 26 anos, o acompanha durante a viagem. Como já estava muito debilitado, morre na estação de Astapovo.

Obs.: Na edição da Martin Claret consta que Aleksandra era médica, mas as outras fontes nada citam e relatam que ambos viajam em companhia de um médico.


Referências


http://www.lev-tolstoy.com/tolstoy-timeline.php

http://www.pbs.org/wgbh/masterpiece/anna/timeline_text.html

http://www.russia-ukraine-travel.com/leo-tolstoy.html

http://www.bipolarworld.net/Bipolar%20Disorder/Articles/art14.htm

https://www.biography.com/scholar/leo-tolstoy

 

 

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“Todo menino de 11 anos merece um tio Charlie”

A adaptação do livro de memórias BAR DOCE LAR de JR Moehringer para o streaming é cravejado de fortes doses de nostalgia e uma performance surpreendente de Ben Affleck.

Por @blogdamnq

Um bar seria o último lugar onde você educaria seu filho, certo? Não se você tivesse um irmão como o Charlie, personagem de Ben Affleck em The Tender Bar ( 2021 — traduzido para Bar Doce Lar).

É o oitavo filme de George Clooney como diretor e está disponível no catálogo da Amazon Prime Video.

O tio Charlie é uma pessoa que todos nós gostaríamos de ter em nossas vidas. Alguém que nos mostrasse a luz da sabedoria quando não tínhamos ideia do que fazer com os dilemas na adolescência.

O filme é baseado nas memórias de JR Moehringer, jornalista e escritor americano, vencedor do prêmio Prêmio Pulitzer de 2000, e personagem principal desta história em que conta como e por que se tornou um escritor.

Breve sinopse de Bar Doce Lar

Ambientado no início dos anos 1970 em Long Island,  a história abre com um menino chamado JR (Daniel Ranieri) em um carro com a mãe, enquanto ela dirige para a casa do avô.

JR é criado por uma mãe solteira que sofreu violência doméstica. Ela acredita que, apesar das dificuldades, o filho terá um futuro brilhante. Seu otimismo ajuda JR a ver as coisas de forma diferente na casa.

Ele gosta muito do tio Charlie, dono de um bar chamado The Dickens (em referência ao escritor Charles Dickens).

Quando a família descobre que o jovem JR tem talento para escrever, o tio Charlie o leva para uma sala cheia de livros e sugere que ele leia tudo o que puder.

Tio Charlie também compartilha sua sabedoria que gosta de chamar de ‘ciência masculina’.

Exemplo:

__ Por que você fica doente todo sábado de manhã, tio Charlie?

__ Eu não estou doente, é sábado de manhã, é isso que acontece com os homens num sábado de manhã… — responde, de ressaca.

Sei que isso parece péssimo, mas, acredite, tio Charlie ensina o que é certo ao garoto de um jeito bem espontâneo, sem brigas ou julgamentos.

A verdadeira história por trás de Bar Doce Lar

No filme vemos como um bar acaba se tornando a segunda casa de JR, um menino que fica sob a tutela do tio Charlie. Ali, um grupo de frequentadores se torna as principais referências de JR.

As memórias assinadas Moehringer, autor do livro, começam quando ele tinha oito anos, em 1974.

O pai, um DJ chamado Johnny Michael, abandonou sua mãe quando ele ainda era bebê e, segundo conta, o escritor conheceu vários “pais” ao longo da vida.

Entre eles estavam seu tio e os clientes do bar, “o único lugar onde se sentia seguro” e se percebeu como membro de uma comunidade.

O bar Dickens estava localizado em Manhasset, Nova York. Sua casa, onde morava com a mãe e os avós, ficava a poucos passos do local. Como Moehring se lembra, sentava lá e tomava um refrigerante. Enquanto isso, sua mãe ficava tranquila, porque confiava no irmão.

Em Bar Doce Lar a história de JR Moehringer é contada até os 20 anos de idade, incluindo seus tempos de faculdade e até conseguir um emprego no New York Times, onde começaria sua carreira como jornalista. Recomendo o filme fortemente.

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Dez dias em um Hospício

Por @meire_md

“As pacientes estavam azuis de frio, e cada minuto parecia durar quinze”

Nellie Bly é o pseudônimo da jornalista Elizabeth Jane Cochran (1864 – 1922), uma jovem de parcos recursos que aos dezesseis anos de idade escreveu uma carta para o editor do Jornal Pittsburgh Dispatch contestando de modo veemente um artigo que tratava a mulher como um ser limitado à lida doméstica.

O editor ficou tão impressionado com o conteúdo da mensagem que a contratou.

Mesmo sendo tão jovem e, em razão do falecimento do seu pai, não teve condições financeiras para finalizar seus estudos, Elizabeth produziu artigos densos e escreveu sobre temas polêmicos como jornadas exaustivas, péssimas condições de trabalho e baixos salários pagos às mulheres e crianças trabalhadoras.

Aos 23 anos e já bastante experiente, ela foi contratada pelo jornal New York World, cujo editor era nada mais nada menos que Joseph Pulitzer, sim, o cara do Prêmio Pulitzer.

Dez dias em um Hospício

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Em 1887 “Nellie Bly” aceita a proposta audaciosa do World: ela teria que simular insanidade mental para ser internada no manicômio da então Ilha de Blackwell —hoje Roosevelt Island — afim de investigar supostos abusos às pacientes ali confinadas.

Sem entrar no assunto coragem, já que o internamento em manicômios funcionava quase como uma sentença de morte ou uma prisão perpétua, o ato foi um feito surpreendente e muito a frente do tempo, pois o conceito de jornalismo investigativo só apareceu uns sessenta anos depois.

“Depois disso, comecei a ter uma consideração menor pela capacidade dos médicos, e uma maior pela minha. Agora, tinha certeza que nenhum médico saberia dizer se as pessoas eram insanas ou não, se o caso não fosse violento”

O livro ‘Dez dias em um Hospício‘ é um relato sumário porém detalhado da experiência da jornalista, que demonstrou que quando há interesses secundários é bastante fácil simular loucura e enganar pessoas recém conhecidas, médicos e profissionais do direito, convencendo-os sem muitas delongas de que apresenta insanidade mental.

Apesar da natureza do tema, a leitura chega a ser quase leve, sobretudo para quem já leu ‘O Holocausto Brasileiro’, de Daniela Arbex, que retrata uma situação bastante pior.

Vestida de modo simples, com centavos de dólar no bolso, sem bagagem ou documentos de identificação e negando saber onde morava, hospedou-se no Lar Temporário para Mulheres e antes do final da primeira noite não só a assistente da proprietária do Lar quanto as hóspedes estavam convencidas de que a moça era “lunática”.

Após passar por avaliação de mais de um psiquiatra e receber o diagnóstico de insanidade mental, foi encaminhada para internação.

Naquela época as pessoas eram frequentemente levadas aos hospitais por amigos e familiares. E eram basicamente enterradas vivas; poucas recebiam cartas ou visitas. A existência de manicômios em ilhas representava bem o quanto a sociedade desejava isolar-se das pessoas ditas insanas.

“Um dia, uma mulher insana foi trazida. Ela era barulhenta, e a srta. Grady bateu nela e a deixou com um olho roxo. Quando os médicos perceberam e perguntaram se aquilo havia acontecido antes de ela chegar, as enfermeiras disseram que sim”

Uma vez internada, presenciou o descaso de alguns médicos, a crueldade e sadismo de alguns profissionais da enfermagem e presumiu, com uma margem de erro possivelmente muito baixa, que algumas mulheres estavam presas ali por escolha de outras pessoas, ou seja, sem qualquer indicação médica genuína.

Mulheres que mudam o mundo não são as que odeiam homens, são as que amam a humanidade

Como resultado do seu trabalho, a cidade de Nova York destinou um milhão de dólares a mais por ano para os cuidados com as pessoas portadoras de transtornos mentais.

E ela não parou por aí. Minha edição conta com pequenos relatos de outros trabalhos que ela realizou infiltrada, com destaque para o trabalho numa fábrica de caixas.

E se fosse hoje?

Atualmente o quadro representado por Nellie, que não aparentava imputar riscos a si ou a terceiros e mais sugeria um episódio psicótico transitório, não indicaria institucionalização porque há medicamentos que permitem um controle domiciliar adequado.

Se a proposta ocorresse hoje, para conseguir ser internada sem um atestado falso, a jornalista teria que promover uma simulação de doença psiquiátrica com uma atuação teatral um pouco mais complexa, como a feita por pessoas que querem abrandar penas judiciais ou obter benefícios fraudulentos.

Vivemos em um período que, teoricamente, a internação é reservada para casos cujo manejo domiciliar não é possível.

Como ocorreu nos EUA, aqui no Brasil também foi graças à denúncia da imprensa que os horrores do Hospital de Barbacena, que ocorriam sob o olhar complacente da Igreja Católica, do Estado, dos diretores e dos profissionais do Hospital, foram expostos.

A luta antimanicomial, que foi encabeçada por médicos em todo o mundo e depois ampliada graças à inestimável participação profissionais que foram incluídos nos tratamentos das pessoas com transtornos mentais, chegou a um ponto de equilíbrio mas ainda há muito a se fazer.

Internar algumas pessoas com transtornos mentais ainda é uma necessidade.

Como diversas outras doenças, as mentais podem exigir internamento.

O que não podemos aceitar são as internações por quadros que, mesmo irreversíveis, sejam passíveis de estabilização ambulatorial, nem que os pacientes sejam tratados de modo desumano.

Novas ‘naus de loucos’?

Infelizmente estamos vivendo uma fase de proliferação de clínicas, muitas delas com apoio de Igrejas e médicos que por motivos que não cabem a mim teorizar, fomentam a institucionalização estupidamente prolongada de pessoas com histórico de consumo de drogas lícitas e ilícitas, excluindo-as da vida produtiva em sociedade mesmo quando já passaram da fase aguda da intoxicação.

Se nunca houve antes, tampouco hoje há qualquer amparo técnico para este tipo de segregação.

Vamos adiante.

Dez dias em um Hospício é um ótimo exemplo de livro interessante para ser colocado para a Alexa ler, pois o relato não é complexo e o nome das personagens, embora todos reais, nem precisa ser memorizado.

O relato da jornalista faz com que o seu cérebro desenhe a situação e coloque você ali, no ambiente, enxergando tudo através dos olhos dela.

Obrigada, Monique, pela indicação deste livro! ❤️

Ah, em janeiro de 2019 foi lançado um filme baseado na história real de Elizabeth Cochran: “Fuga do hospício — A História de Nellie Bly”, dirigido por Karen Moncrieff.

Outro livro da mesma autora é A Volta ao Mundo em 72 dias.

Beijos,

Meire

Caso você queira ler a minha resenha sobre “O Holocausto Brasileiro“, clique aqui.

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Pelos, por que tê-los?

Por @meire_md

Há muitas mulheres que preferem não remover pelos de uma região ou outra da face ou corpo e está tudo bem. Cada pessoa segue a rotina que acha mais interessante.

Faço as sobrancelhas, corto meus cabelos e cuido da depilação facial e corporal em casa.

A minha tesoura para cabelos vocês já conhecem, é esta aqui. Mantenho os cabelos da altura do ombro para baixo, sempre no estilo ‘long bob’. Aprendi a cortar sozinha vendo vídeos no YouTube.

Para fazer as sobrancelhas uso pinças da Enox — nunca consegui fazer com linha — e tenho mais de uma pinça porque por algum motivo há dias que umas funcionam melhor que outras.

Já tive as da Tweezerman, que hoje são super caras (devo ter uma bolando nas gavetas) e usei também as da Mavala, mas as únicas que recompro são as ‘Enox Prata/Dourado’, especificamente estas abaixo.

Para mim estas pinças são um mistério da natureza porque, em minha opinião, são melhores que as mais caras que já usei.

Como o Igor corta os cabelos e faz a barba sozinho, usamos várias ferramentas.

Quer conhecer todas?

Vamos por partes.

Começando pelas pernas

Fiz laser para eliminar os pelos das axilas, mas por uma coisa e outra acabei nunca fazendo nas pernas.

Tentei usar aparelhos elétricos para depilar as pernas na intenção de evitar o consumo de lâminas de barbear, mas as experiências não foram suficientemente boas — seja porque achei o processo dos aparelhos eficientes muito doloroso ou porque os aparelhos indolores, que apenas aparam, não entregam um acabamento do modo que gosto.

Depilar as pernas com cera ou com produtos químicos que dissolvem os pelos: sem chance. A cera irrita minha pele e os depiladores químicos contam com um cheiro que acaba descompensando minha asma.

Mas aí a pessoa analisa as coisas melhor, né?

Acabei percebendo que estava sofrendo por muito pouco porque um aparelho descartável da Gillette Vênus dura uma eternidade comigo e depois vai para a reciclagem.

Deslizo o Vênus nas pernas sempre aplicando antes a Espuma de Barbear Nivea Men Original Protect. Amo esta espuma.

Assim que finalizo a depilação, lavo a Gillette Vênus com água corrente, deixo que seque bem e guardo em local seco.

As lâminas simplesmente não oxidam. Uso uma vez por semana por vários meses. Faço o descarte mandando o aparelho para reciclagem junto com as embalagens de cosméticos.

Enquanto eu não fizer o laser nas pernas será assim.

🔥 Cosméticos abaixo de 50 reais

Área do biquíni

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Gente, amei esse jeito de me referir à região: ‘área do biquíni‘.

A delicada demanda local casou perfeitamente com o aparelho Pure Confidence Rechargeable Grooming Kit, que comprei no início de 2020, ou seja, está com dois anos de uso.

Ele é compacto, vem com bateria recarregável (carregador bivolt) e três cabeças, uma rotatória, a de detalhes — que parece uma pequena navalha — e o trimmer.

O aparelho vem ainda com dois adaptadores para as lâminas, o manual de instruções e um frasquinho de óleo para lubrificar as áreas cortantes.

Uso frequentemente este aparelho para a área do biquíni e quando ele quebrar, certamente comprarei outro. Nunca me deixou na mão e não me machuca.

Nos primeiros meses de uso depilei as pernas várias vezes com ele e até achei que daria certo continuar, mas a cabeça maior não deixa os pelos das pernas suficientemente curto e embora a cabeça de detalhes funcione porque corta o fio de modo bem rente, ela é pequena e acabo levando muito tempo para finalizar as pernas.

A cabeça rotatória é perfeita para parte dos pelos da face e uso umas duas vezes por semana. Mas ela não remove 100% dos pelinhos faciais. Eu gosto do rosto realmente livre dos pelos.

Aí acabo matando alguns pelinhos da face com navalhas.

Sim, navalhas.

Pelos Faciais… Tiro todos

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Já tenho algumas marquinhas próprias da idade e meus poros são dilatados, ou seja, o relevo da minha pele não é tão regular.

É por isso que gosto de manter toda a face sem pelinhos e costumo remover até as penugens que se acumulam nas laterais do rosto.

Na minha impressão a remoção das penugens deixa o rosto com aspecto mais liso. Sinto que o acabamento da maquiagem fica mais bonito.

Antes de encontrar as navalhas Schick Hydro Silk testei umas sem marca compradas em lojas de cosméticos e outra de uma marca bem popular aqui no Brasil, porém elas acabavam arranhando a minha pele ou dando bolinhas. Algumas já vinham basicamente sem corte.

Quando estava prestes a desistir e voltar a arrancar os pelinhos um a um com as pinças da Enox, pensei, não é possível que não exista uma navalha para uso caseiro de boa qualidade, com corte suave e sem irregularidades.

Aí fui navegando na Amazon e me deparei com as Schick.

Ainda estou no primeiro kit.

Cada navalha tem sua capinha de proteção e o kit vem com uma capinha extra que transforma a navalha numa peça menor.

As lâminas são mais delicadas, de excelente qualidade e não arranham a minha pele.

Mesmo sendo desastrada, consigo usá-las tranquilamente. Suavidade e tempo, lembram? Sejam suaves.

Após o uso lubrifico a lâmina com Óleo Jonhson’s e guardo na capinha.

Uma observação importante: só uso a navalha para remover os pelos que a cabeça rotatória do ‘Pure Confidence Rechargeable Grooming Kit não consegue remover e isto vale também para a região do buço.

Ainda não chegou o período de descartar a primeira, mas farei da mesma forma que fazia com as outras navalhas e como faço com as Gillettes Vênus: isolo a lâmina usando fita crepe e mando a peça para reciclagem junto com as embalagens de cosméticos.

Falando em fita crepe, como faço muitas coisas manuais em casa, uso bastante. A que compro é a Fita Crepe Adelbrás, que é bem econômica e vem num pacotinho com seis unidades. Sempre que vou mandar algo para reciclagem ou vou descartar algo no lixo que possa machucar os recicladores e os garis, enrolo com esta fita.

Agora vamos conhecer as ferramentas do Igor.

Barba, cabelos e bigode do senhor meu marido

Moramos em uma cidade muito quente e o meu marido, que é extra calorento e adora fazer caminhadas, prefere ser uma pessoa praticamente careca.

Isso torna o corte de cabelos muito fácil. Ele resolve a questão sozinho e usa o mesmo aparelho baratinho mistério da Natureza para aparar a barba.

O aparelho é o Cortador de Cabelos Mallory Mithos Power, que custou menos de setenta reais e foi comprado para substituir um outro da mesma marca que durou mais de dez anos.

O trimmer vem com quatro adaptadores, um óleo lubrificante e um pente. Esqueçamos da tesoura. Vem com ele mas não serve para muita coisa.

Quando os meses se transformam em anos, narizes e orelhas ganham pelos

amazon.com.br

Igor comprou o ‘Aparador de Pelos Classic’ da Mondial e disse que funciona bem.

Mas como ele só tem três meses de uso, não sei informar sobre a durabilidade.

Sempre acho que essas coisas mais baratas vão durar pouco, mas acabo me surpreendendo.

Mas tem também a questão do zelo…

É preciso ler o manual de instruções dos produtos e fazer as manutenções indicadas.

Os aparelhos elétricos que mostrei aqui não podem ser usados em área úmida e precisam de lubrificação periódica.

Um beijo!

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“Será que me adapto ao Kindle?”

Por @meire_md

Este post é destinado a quem se pergunta se deve ou não comprar um aparelho Kindle.

Muitas pessoas  não se adaptam e isso pode ser o seu caso.

Vem comigo que vou dar várias dicas para que você faça os devidos testes gastando nada ou quase nada.

Os livros de papel vão desaparecer?

Não sei se um dia os e-books substituirão completamente os livros de papel… penso que vai depender das escolhas das próximas gerações.

Como amante dos livros de papel, obviamente desejo —e acredito — que eles não sejam extintos. Penso assim porque as experiências de leitura são muito diferentes. Muito, mesmo.

Na minha experiência de leitora assídua, um tipo de leitura não substitui o outro.

Tenho claramente setorizado o que prefiro ler em papel, o que vou ler em e-book e o que os meus dispositivos com Alexa vão ler para mim.

A maior parte dos e-books em formato Kindle pode ser lida por qualquer dispositivo com Alexa, inclusive a sua televisão, seu celular ou seu tablet.

Para alguns títulos mantenho tanto a versão e-book Kindle quanto a em papel. Cada formato cumpre uma finalidade.

Um exemplo recente da duplicidade é o ‘Dicionário de Dificuldades da Língua Portuguesa‘, de Domingos Paschoal Cegalla.

Primeiro comprei a versão Kindle tencionando folheá-lo nas madrugadas curiosas, mas vi que seria um livro muito interessante para ler no modo ‘estudo’, aí adquiri a versão em papel também.

Quando estou no ‘modo estudo’ gosto de usar caderno, lápis, marca-texto e muitos post its.

Minha história de amor pelo Kindle

Uso os dispositivos Kindle há cerca de 11 anos — estou no terceiro aparelho — porque gosto da praticidade, da economia gerada e, principalmente, do fato de poder ler no escuro do quarto sem incomodar meu marido.

O certo é que o consumo de e-books aumentou consideravelmente a regularidade das minhas leituras.

Mesmo sendo muito ocupada, graças aos e-book Kindle consigo ler muito mais porque posso aproveitar o tempo perdido no trânsito, na recepção de um dentista, no intervalo do almoço e principalmente os momentos antes de dormir e logo após acordar.

Basta abrir o aparelho Kindle ou o aplicativo Kindle no celular para ter uma biblioteca à minha disposição em qualquer lugar.

Como você pode testar sua adaptação sem comprar o aparelho Kindle?

Primeiro passo

Fazer uma conta (gratuitamente) na Amazon.

Dica importante: use uma senha diferente da que você usa no seu e-mail, ok?

O seu acesso na Amazon e em tudo que for relacionado a ela vai ser o seu e-mail e a senha exclusiva que você criou para a plataforma.

Segundo passo

Instalar — também gratuitamente —  dois aplicativos no seu celular ou tablet: o App Kindle o e App Alexa.

Aí você loga nos dois aplicativos usando o e-mail cadastrado na Amazon e a senha exclusiva criada lá no site.

Pronto.

Sem gastar absolutamente nada você já tem um ou mais dispositivos equipados com o leitor Kindle e com a Alexa.

Agora vamos fazer nossos testes lendo totalmente de graça

A primeira forma de ler completamente de graça é escolher um e-book gratuito dentro da sua conta da Amazon.

Que tal baixar o impagável e surpreendente “Memórias Póstumas de Brás Cubas?”

Você vai dar dois cliques no retângulo Kindle R$ 0,00.

O livro vai ser enviado para o aplicativo e ficará disponível na sua Biblioteca Kindle.

Na barra inferior do aplicativo Kindle há o ícone BIBLIOTECA:

O livro recém adquirido vai aparecer na sua Biblioteca.

Assim que ele for selecionado com um clique, o download ocorre automaticamente e você já pode começar a lê-lo.

Ao dar um clique no meio da página inteira (como a página acima), você verá opções de aumentar a letra, ou usar um marcador para a página, por exemplo, bem como um passa páginas para folhear para frente ou para trás como fazemos com um livro de papel:

Clicando na página que está no modo navegação, você volta para o modo leitura. Para passar as páginas, basta fazer um movimento de arrastar da direita para a esquerda e para voltar, basta fazer o movimento contrário (como se estivesse passando os stories do Instagram).

Ao selecionar uma parte do texto, você pode marcá-la como se estivesse usando um marca-texto, registrar uma anotação, copiar o trecho, compartilhá-lo, fazer uma pesquisa sobre ele ou até traduzi-lo, por exemplo.

Agora vamos fazer um teste ouvindo o livro que baixamos de graça através do app Alexa

Você vai abrir o seu aplicativo Alexa e clicar no ícone Reprodução.

Desça um pouco a página que você verá a BIBLIOTECA KINDLE.

Clique no livro escolhido e selecione onde quer que ele seja lido.

Pronto: A Alexa vai começar a ler o livro para você desde o início ou a partir do ponto que você parou a leitura no seu app Kindle.

Se você quiser dar algum comando de voz, toca no ícone azul e fala com ela. Alexa, faça coisa tal. Mas lembre-se, isso é só um teste para você sentir como funciona. O App não tem a performance dos dispositivos Echo.

Os trechos que você marcou e as anotações que você fez durante a leitura podem ser exportados para que você tenha o seu resumo.

Dê um clique em qualquer página do livro e escolha o ícone que tem formato de folhinha de caderno. Pronto, clicando nela e tem acesso ao seu resumo.

No app você pode escolher o formato para exportar. O aparelho Kindle manda PDF prontinho no seu e-mail, o que facilita muito para quem vai fazer resenha ou usa o Kindle para estudar.

Faça os seus testes com gêneros que você costuma ler.

Eu, por exemplo, não gosto de ler livros didáticos pelo Kindle e há livros que faço questão de ter em papel, como os da Editora Dark Side e as HQs (só leio HQ pelo Kindle quando são muito caras ou quando não existe mais a versão em papel), por exemplo.

Parece interessante?

Então talvez seja o caso de adquirir um aparelho Kindle, mas considere testar por algum tempo.

Vamos agora para os meios de fazer leituras Kindle de modo pesado com custo anual muito baixo.

Leituras de baixo custo usando as assinaturas da Amazon

A Amazon tem dois tipos de assinaturas que beneficiam pessoas que gostam muito de ler.

Tenho as duas e uso pesadamente ambas.

Se você planeja aumentar sua frequência de leitura, as assinaturas são um ótimo caminho para economizar.

Vou falar um pouco sobre cada uma e qual eu escolheria se só pudesse ter só uma, ok?

1. Assinatura Kindle Unlimited

A assinatura Kindle Unlimited custa R$ 19,90 por mês — mas sempre há promoção com valores menores nos primeiros três meses — e pode ser cancelada a qualquer momento.

Ela é um sistema de empréstimo e funciona de modo muito simples.
Você pode acessar o catálogo diretamente pela página da Amazon, procurar o livro que quer, baixar e ler, ou topar com um livro catalogado quando está fazendo uma busca qualquer no site.

Você pode ir pegando outros até o limite de 10. Ai vai devolvendo e pegando outros de modo infinito. E pode ficar com os livros por quanto tempo quiser, sem limites.

Não sei se ocorre com todo mundo, mas já cheguei a ficar com 28 livros ao mesmo tempo até a Amazon pedir que eu devolvesse um para poder pegar outro.

Vou pegando, lendo e espero. Quando é o caso, vou devolvendo alguns.

Quando é um livro que quero ficar para sempre, compro —isso aconteceu por exemplo com ‘Flores para Algernon’, que quero manter na minha Biblioteca para sempre.

Devolver é tão fácil quanto pegar: basta selecionar o livro e escolher a opção de devolver.

O catálogo Kindle Unlimited é bem extenso e conta com livros de diversos gêneros, inclusive ficção científica clássica e finanças pessoais.

A desvantagem é que há muitos livros de qualidade bem duvidosa, mas os usuários tendem a reportar os problemas e a Amazon remove os títulos.

Para decidir se faz sentido para você, navegue pelo catálogo.

Gosto desta assinatura porque leio bastante e tenho a oportunidade de me expor a leituras rápidas de títulos que eu preferiria não precisar comprar para ler.

Sinto-me como estivesse em uma Biblioteca, pois posso também pegar um livro apenas para folhear ou tirar uma dúvida.

2. Assinatura Amazon Prime

O Amazon Prime é um mistério da Natureza e sinceramente não entendo como pode custar tão pouco se dá acesso a filmes, séries, músicas, livros, jogos, revistas e a frete grátis para incontáveis produtos.

Além da Amazon conceder um mês grátis, o custo mensal é de apenas R$ 9,90.

Nem preciso dizer que se tivesse que escolher apenas uma assinatura para ter, seria ela.

Como faço compras de supermercado e muitos itens de uso pessoal, para casa, livros e presentes pela Amazon, pagaria essa assinatura mesmo que só desse direito ao frete grátis. Minha assinatura se paga diversas vezes em um mês só.

Considerando o interesse por e-books, o catálogo Prime Reading é bem menor do que o catálogo do Kindle Unlimited, mas o  empréstimo dos livros funciona da mesma forma.

Você pode buscar diretamente no  catálogo  ou aproveitar o empréstimo quando está buscando um livro que quer e é surpreendido pelo selo de que pode ser lido sem custos adicionais.

Se você escolher o Amazon Prime, aproveite e baixe o aplicativo ‘Prime Vídeo’ para o seu celular/tablet e comece a ver séries e filmes.

Bônus

Uma outra forma de usar o aplicativo Kindle sem gastar nada é converter um livro que você já tem em PDF e enviá-lo para o seu aplicativo Kindle.

É muito simples. Primeiro você precisa descobrir para qual endereço de e-mail você vai enviar o seu PDF.

Na barra inferior do app Kindle clique em MAIS, depois em CONFIGURAÇÕES.

Lá você encontrará ‘Endereço de e-mail Enviar para o Kindle’. É um endereço que junta o seu e-mail com um código e termina com @kindle.com

Como você já está nas CONFIGURAÇÕES, aproveite e marque a opção ‘Mostrar documentos pessoais na biblioteca’.

E, caso queira, pode também mudar o nome do seu dispositivo. Quando temos vários com Kindle é bem interessante que cada um tenha um nome identificável.

De posse do endereço (…)@kindle.com, você abre o seu e-mail e envia o PDF para lá, colocando a palavra CONVERT na barra de assunto.

Pronto.

Se o PDF não tiver restrições que impeçam a conversão, ele será transformado no formato KINDLE e enviado para o seu dispositivo em segundos.

Explore os aplicativos e explore também o setor dos seus dispositivos dentro da página da Amazon.

Se você quiser testar a leitura via notebook, basta acessar o site Kindle Cloud Reader.

E aí?

Se é normal para mim imagino que seja para outras pessoas. Eu me concentro melhor com alguns livros quando os leio em papel, porque sinto necessidade de ficar voltando as páginas ou de produzir uma escrita manual nas páginas.

Não é preciso eliminar a necessidade de ler diretamente no papel para gostar de e-books. Como falei acima, são experiências diferentes.

O aparelho Kindle tem muitas vantagens em relação ao celular ou tablet, já que estes dispositivos têm um tipo de iluminação nada adequada para a saúde dos nossos olhos.

O Kindle é puro conforto. A tela  foi desenvolvida para proporcionar uma leitura similar à do papel. Além disso, você fica longe das redes sociais e do whatsApp, o que proporciona uma possibilidade muito menor de interrupção da leitura por distração.

Costumo colocar a Alexa para ler livros que quero revisar, livros que já li há anos mas quero resenhar e preciso relembrar algumas coisas,  livros sobre temas que já domino parcialmente bem e livros de contos.

Já os livros didáticos, HQs e livros cujas edições são especiais ou ilustradas, prefiro os de papel.

Se os testes com o celular não forem satisfatórios, é melhor você não comprar o aparelho Kindle.  Ele correrá um sério risco de ficar encostado.

Como tem sido sua rotina de leituras?

Um beijo,

Meire

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Vale a pena assinar Amazon Prime?

Além de Frete GRÁTIS ilimitado em milhões de produtos elegíveis, ao ser membro Prime você tem acesso a filmes, séries, músicas, eBooks, revistas, jogos e muito mais em uma única assinatura, por apenas R$ 9,90/mês. Assine agora mesmo!

 

 

 

 

 

 

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Claraboia | José Saramago

‘Só os olhos negros, profundos nas olheiras maceradas de diabética, eram paradoxalmente belos, mas tão graves e sérios que a graça não morava neles’

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Por @meire_md

O livro Claraboia foi finalizado por Saramago em janeiro de 1953, quando ele estava com 30 anos de idade.

Claraboia foi recusado pela editora e engavetado por décadas e, embora tenha sido resgatado bem antes da morte do autor,  só foi oficialmente publicado mais de um ano depois.

Teria sido a transcrição de um escandaloso trecho deA Religiosa‘ de Diderot a causa da recusa do preciosíssimo datiloscrito? A desconfortabilíssima cena de Justina e seu marido? Ou um dos nada pequenos temperos eróticos introduzidos aqui e ali?

De um modo que não me recordo exatamente e pouco antes de Saramago morrer, uma cópia digital de Claraboia — que rapidamente passei para o Kindle — veio parar em minhas mãos.

Em 2016 li novamente e achando pouco, recém comprei a edição da Companhia das Letra e li a adorável novela mais uma vez.

O narrador de Claraboia é onisciente/onipresente e faz pouco juízo de valor: afora as características físicas e o perfil psicológico das personagens, ele se foca em descrever com precisão extrema o que um e outro personagem vê ou sente.

Extrema,  mesmo.

A narrativa é linear e os acontecimentos daquelas famílias que eventualmente se cruzam são simultâneos, portanto os fragmentos de seu cotidiano surgem de modo alternado e não separados em ‘contos’ individuais como os escritores costumam fazer.

As elas e os eles vigiados através da Claraboia

Justina, uma diabética  amarga e atormentada pela morte da filha, vive uma relação de cárcere com Caetano Cunha.

O retrato desgraçado de muitos casais mundo afora é escancarado por uma das cenas que pode ter promovido a recusa do livro na década de 50. Pobre Justina, carrega nas costas a sina de muitas mulheres.

Silvestre e Mariana, idosos fofinhos e sem filhos, são um oásis em meio aos infortúnios que caracteriza boa parte das famílias. De boa índole, carinhosos, carismáticos e compreensivos, por motivos econômicos sublocam um quarto e acolhem o errante Abel,  com quem trocam afeto e discussões filosóficas.

mascara de beethoven

Adriana e Isaura, irmãs solteiras e filhas de Cândida, trabalham para sustentar a mãe e a tia Amélia. A rotina e a solidão que levam Isaura a violar o que é mais sagrado em uma família são quebradas, ao menos temporariamente, pelos serões de música clássica.

“Quando Maria Cláudia entrou, as sombras da cozinha saíram. A rapariga lembrava a capa colorida de uma revista americana, destas que mostram ao mundo que na América não se fotografam pessoas ou coisas sem que, previamente, se lhes aplique uma demão de tinta”.

Anselmo e Rosália têm um casamento tão igual quanto qualquer outro que gira em torno da prole, nem bom nem ruim, apenas normal.

Maria Cláudia, adolescente com hormônios à flor da pele e personalidade meio libertina, meio cruel, deixa um enigma para o leitor. Infelizmente só saberíamos o desenrolar se Claraboia tivesse sido publicada antes da morte de Saramago e por clamor público ganhasse um volume II. Eu clamaria.

Dona Carmen, uma espanhola borderline, nos deu Henriquinho, um menino doce e carente. Ciumenta e do tipo que sofre e faz os outros sofrerem, não mede limites para atingir o marido, que se vê em intenso conflito existencial.

Dona Lídia, balzaquiana que buscou o caminho supostamente mais fácil (ou pelo menos é assim que seus vizinhos a veem) para sustentar-se, odeia a mãe justamente por ser tão aproveitadora quanto ela. Seu amante, obeso e rico, pode sumir de seu domínio a qualquer instante, motivo pelo qual ela cede aos seus caprichos. Mas só até certo ponto.

Recomendo fortemente

É um livro que não posso deixar de recomendar para quem é fã de Saramago (sim, fiquei imaginando-o bem novinho datilografando as mais de 200 páginas e dando vida a seres tão complexos) mas tendo a recomendá-lo mais frequentemente para quem não gosta do estilo que tornou o autor mais conhecido.

O saramaguear ainda não existia quando ele tinha 30 anos: o texto é todo trabalhado com vírgulas, pontos e parágrafos e sem o brain storm que os fãs dele amam.

Claraboia já apresente a semente do humor inteligente de Saramago.

Beijos,

Meire

*Créditos da Foto: Jornal da USP

 

 

 

 

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A Guerra dos Mundos | H. G. Wells (1898)

Por @meire_md

“As formigas constroem cidades, vivem suas vidas, passam por guerras, revoluções, até que os homens decidem que elas têm de sair do caminho, e elas saem. É isso que somos agora. Formigas (A Guerra dos Mundos)”

 

Herbert George Wells (1866–1946) foi um escritor nascido na Inglaterra que, a exemplo de muitos autores de ficção científica, começou a se interessar pelo gênero na adolescência.

O primeiro um conto de H.G Wells (“The Chronic Argonauts”) foi escrito quando ele estava com apenas 22 anos de idade e tão logo publicou o primeiro livro —  ”A Máquina do Tempo” (1895)—, ganhou status de celebridade literária.

O pioneirismo de ‘A Guerra dos Mundos’

http://www.amazon.com.br

Três anos depois da publicação do primeiro livro, H.G. Wells lançou a “A Guerra dos Mundos” (1898), a primeira* história que retrata uma invasão alienígena hostil ao Planeta Terra. É uma história extremamente satisfatória para os amantes da ficção científica. 

Muitos nerds gostam de entender de onde as coisas vêm e como e por quais motivos funcionam. Diversos clichês que vemos hoje em alguns filmes são repetições ou releituras de ideias que partiram dos caras lá de trás. Gênios.

Em 1898 não existia avião e a indústria automobilística era quase uma criança.  Toda a extrapolação que H.G. Wells fez é incrível até hoje.

Para criar a história ele se utiliza de conhecimentos de Astronomia, Teoria da Evolução e microbiologia. 

Invasão “verídica”

Quarenta anos depois da publicação de ‘A Guerra dos Mundos’— nesta época H.G.Wells estava com um pouco mais de 70 anos — uma rádio americana fez uma encenação radiofônica da história, transmitindo-a em forma de documentário.

As pessoas pensaram que a invasão estava acontecendo mesmo.

Parte da população entrou em pânico e, até a confusão ser desfeita, muitas famílias haviam fugido para áreas remotas.

Posteriormente a história foi também transmitida pela BBC, gerou filmes,  séries e inspirou muitas outras obras.

Alerta: Spoilers a partir daqui

“Contudo, tão orgulhoso é o homem, tão cego por sua vaidade, que nenhum escritor até o fim do século XIX expressou qualquer suspeita de que vida inteligente poderia ter se desenvolvido no espaço distante, ou mesmo em qualquer lugar além do âmbito terrestre”

A História se passa nos últimos anos do século XIX , é ambientada na Inglaterra e só se reporta a outros países quando cita a chegada de ajuda humanitária.

“Quem nunca viu um marciano vivo não pode imaginar a estranheza e o horror de sua aparência”

O narrador inicia seu relato com previsões sobre o futuro da Terra, tece comentários sobre as limitações do Homem — incluindo sua responsabilidade na extinção de animais como o Dodô e os bisões e no genocídio de tasmanianos — e reporta que durante dez dias seguidos os observatórios captaram clarões vindos de Marte, mas não deram a devida importância até que os cilindros, que aparentemente carregavam algum tipo de vida, começaram a ser encontrados.

As baixas humanas começam antes que todos os cilindros fossem ativados mas parte das pessoas reagiu inicialmente ao perigo de modo quase inerte; elas tiveram o mesmo tipo de reação à Pandemia que ocorreu aqui no Brasil. As impressões foram registradas pelo narrador enquanto outras buscaram isolamento em áreas mais distantes.

Enquanto defende-se dos riscos, o narrador encontra pessoas e enriquece o relato com dados extraídos de jornais e de estudos publicados posteriormente, como a descrição anatômica e fisiológica dos marcianos.

Por volta da abertura do sexto cilindro — eles eram ativados a cada 24 horas — já havia um cenário apocalíptico que hoje estamos habituados a ver em filmes.

“Perambulei como um demente”

No décimo quinto dia de Guerra nosso narrador estava praticamente sozinho e sem notícias de sua esposa.

O fechamento da história não poderia ter sido mais científica do que foi. 

Uma pequena observação sobre o Filme Guerra dos Mundos (2005)

Guerra dos Mundos | Steven Spielberg admite que o final do filme “não é bom”

O filme dirigido por Spielberg honrou o livro mesmo tendo sido ambientado em outro continente e inserido personagens novos; um deles é uma espécie de mosaico de três personagens originais.

Os marcianos de H. G  são biologicamente mais interessantes e o filme ignorou algumas discussões políticas e filosóficas levantadas no livro, mas nada disso, em minha opinião, reduz o valor do filme.

H. G. Wells era fascinado pelo recém inventado microscópio, que mesmo discretamente,  parece inspirar elementos da história original. Spielberg manteve essa chama.

 

Observação:

*Em “Micrômegas” Voltaire descreve uma visita de alienígenas à Terra, mas como observadores filosóficos. Esta informação está no Prefácio de minha edição (Suma das Letras).

Para saber mais sobre H.G Wells:

Biography

 

 

 

 

 

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